It’s Xmas, everybody!

blue-christmas-wallpaper
Hora de perdoar o Maxi pelas entradas, de abraçar o Bruno pelas imbecilidades, de beijar os pés do Herrera e de saudar os golos do Jackson. É altura para paz, amizade, boa disposição e um cálice de Porto pelo menos da idade do Ricardo Carvalho.

Divirtam-se. Aproveitem o momento de harmonia que tão poucas vezes aparece nas nossas vidas. O FC Porto só joga dia 30, até lá!

Dragão escondido – Nº31 (RESPOSTA)

Ora então vamos lá ver quem era o moço:

dragao_escondido_31_who

Rui Jorge Sousa Dias Macedo Oliveira, o actual seleccionador nacional dos sub-21 (20? 23? Who knows anymore…), foi titularíssimo como lateral-esquerdo na equipa do FC Porto durante várias temporadas, até que a contratação de Fernando Mendes veio trazer maior segurança, alguma loucura e uma extensa experiência ao flanco canhoto da defesa portista, pelo que Rui Jorge, à procura de um novo desafio (e, constou na época, “empurrado” por António Oliveira para fora do clube), acabou por sair para o Sporting, onde foi suficientemente feliz, sagrando-se campeão nacional por duas vezes, que somou aos cinco títulos nacionais conquistados no FC Porto. Era um lateral ofensivo, rijo a defender e com bons cruzamentos, aparecendo muitas vezes em zona de remate. Na memória fica um golaço marcado ao Werder Bremen em jogo para aquele épico jogo num não-menos-épico da Liga dos Campeões em 1993/1994, com um estupendo remate de primeira a fazer o 2-0 numa altura em que Tomislav Ivic ainda liderava o FC Porto. Para se lembrarem desse grande momento de Rui Jorge que se transformou num daquelas imagens icónicas do FC Porto dos anos 90 (onde a luz ia abaixo nas Antas…e eu que bem me lembro de lá estar em plena Superior Sul nesta mesma noite…):

A fotografia diz respeito a um jogo da época 1995/1996, a última de Sir Bobby Robson no banco. Entre as demasiadas tentativas ao lado (às vezes, amigos, Occam’s razor funciona na perfeição…)

  • André - O “velhinho” tinha abandonado o futebol no final da temporada anterior…
  • Domingos - Fazia parte do plantel e era titular absoluto. Era uma boa hipótese.
  • Drulovic - Quase igual ao que foi escrito em cima, com a agravante de ser esquerdino e como tal mais adaptável à imagem. Mas não era ele, como podem ver.
  • Fernando Mendes - Chegou ao FC Porto apenas em 1997/98.
  • Folha - Mais um esquerdino, estranhamente MAIS ALTO (1 cm, que conta como os outros) que Rui Jorge. O gesto do cruzamento “à distância” também lhe dava boas hipóteses para ser o dragão escondido de hoje…mas não era ele.
  • Jaime Magalhães - Campeão europeu em Viena, tinha saído do clube no final da época 1994/95, depois de QUINZE temporadas ao nosso serviço.
  • Jorge Couto - Participou apenas em 17 jogos naquela que foi a última temporada ao serviço do clube, decidindo juntar-se ao…blergh…Boavista.
  • Rui Barros - Muitas vezes titular, este não enganava pela altura…11 centímetros de diferença ainda se notam bem…
  • Secretário - Titular, na maioria das vezes como médio-direito, com João Pinto a jogar nas suas costas. Saudades, amigos, muitas saudades…
  • Vlk - Fez parte do plantel entre 1990/91 e 1992/93, por esta altura já tinha regressado ao FC Vitkovice, de onde saiu para ingressar no FC Porto.
  • Wetl - A única época que passou no FC Porto (e a única passada fora da Áustria), foi em 1996/1997, pelo que neste ano jogava ainda no Sturm Graz.

Pela primeira vez, creio, houve dois vencedores, porque tanto o Pedro Miguel Ribeiro aqui no blog, com uma resposta certeira às 9h13 da manhã, como o Nuno Moreira (https://twitter.com/nunofcmoreira) acertaram no Rui…com as reservas de darem hipóteses alternativas. O primeiro a acertar sem propôr outras hipóteses foi mesmo um anónimo, às 14h03…mas não conta por ser anónimo. Raios! Ganham os primeiros! Vá, sinto-me natalício!

Dragão escondido – Nº31

Ah, Popeye, quantas vezes me tentaste convencer a comer os “verdes”…e só tinhas sucesso quando o Sporting aparecia nas Antas. Já não era mau. E hoje, meu caro marinheiro ligeiramente homo-erótico, que jogador estás a esconder?

Força na caixa de comentários! E não vale andar a procurar a imagem na internet, todos o podem fazer e tira a pica à brincadeira toda…torna-se fácil demais, não acham? Batota não entra!

Baías e Baronis – FC Porto 4 vs 0 Setúbal

235592_galeria_fc_porto_v_v_setubal_primeira_liga_j14_2014_15.jpg

Ninguém esperaria um resultado que fosse muito diferente do que atingimos hoje frente ao Setúbal, mas aposto que muitos, como eu, estariam à espera de algo um pouco mais substancial. Uma declaração de honra, de uma arrogância que ainda deveria existir e de uma manifestação de pujança física e mental que mostrasse aos adeptos que a equipa está viva, que manteve a dinâmica e a vontade de continuar a evoluir e a crescer como formação, fiel à identidade que quis transmitir desde o início da temporada. E o que tivemos foi um esforço mínimo para atravessar um oceano de complicações que não me deixa feliz. Apenas resignado. Vamos às notas:

(+) Óliver. O motor da equipa mostrou hoje o quão importante é para a manobra ofensiva em campo, pela dinâmica que transmitiu aos colegas, a constante procura da bola, a simplicidade de movimentos e de endosso da bola pela melhor zona possível, com uma tremenda facilidade de encontrar soluções que tem naqueles minúsculos pés sobre os quais assenta o seu também minúsculo corpo. Mas minúsculo não é a capacidade de criação de jogo e de manipulação das zonas tácticas no plano de ataque da equipa, onde Óliver, quando deixado sozinho, é rei. Puto, sim, mas um puto cheio de talento.

(+) Danilo. Não teve o melhor jogo do ano, mas fez por isso. Intenso nos duelos, foi sua a correria que deu origem ao primeiro penalty, depois de uma excelente desmarcação de Herrera. Nunca teve problemas defensivamente mas procurou sempre o entendimento com Quaresma pela linha (também muito activo e empenhado…quem diria que ainda veria este mesmo rapaz de novo a ajudar na defesa…) e nas deambulações por zonas mais centrais. Bem, mais uma vez.

(+) Campaña. Simples, sem inventar, foi exactamente o que precisávamos…até que deixámos de precisar dele, saindo de campo numa altura em que já não estava a ser útil à equipa, não por estar a jogar mal mas pela pura ausência de perigo, pressão e futebol em geral da equipa do Setúbal. Bom controlo curto da bola, jogador de recebe/passa e mais parecido com um trinco à antiga, pode não encaixar bem em todos os jogos e em particular no modelo de Lopetegui, mas serve perfeitamente para ir rodando com Casemiro e/ou Ruben.

(+) Penalties marcados. Marcamos dois penalties. Dois. Em duas tentativas. É certo que um foi apontado contra um guarda-redes “de campo”, mas entrou. Entraram dois. Deve ser histórico.

(-) Acordai!  Houve demasiados períodos de passe para trás, naquelas tabelinhas imediatas de primeira que me incomodam porque o jogador nem sequer se preocupa em saber se pode receber para progredir no terreno. Salvando-se Óliver, Quaresma e Danilo, houve um Alex Sandro a falhar no passe de uma forma constante, um Herrera distraído e muitas vezes mal posicionado, houve Indi sem saber muito bem o que fazer à bola, Jackson preso no meio de homens de roxo sem conseguir apoio, contra-ataques falhados de forma incompreensível e uma apatia generalizada que incomodou toda a gente pela incapacidade de sair daquele esforço mínimo. A primeira meia-hora da segunda parte foi sintomática da falta de inteligência emocional desta equipa, que hoje não teve ajuda da parte do treinador, que gritou continuamente para dentro do campo mas foi incapaz de transmitir aos seus jogadores, tanto pela retórica como pelas substituições, uma dinâmica vencedora que se traduzisse num resultado que acabou por ser, fruto de alguma sorte e da infeliz ausência de qualidade do adversário, tão grande quanto seria exigível. Depois da derrota com o Benfica, só tinham a ganhar em mostrar-se com vontade de dizerem: “Estamos aqui e estamos prontos para o que vier por aí! Semana passada foi só uma pedra no caminho, vão ver que estaremos sempre confiantes e dispostos a dar tudo!”. Não vi isso. Só vi malta tristonha em campo.

(-) Tello, quando lhe aparece um adversário pela frente. Algo se passa dentro da cabeça do Cristian depois de correr uns vinte ou trinta metros e quando se vê perante um oponente que lhe barre o caminho. Enquanto vê verde pela frente, tudo está razoavelmente bem porque é trapalhão mas rápido e ultrapassa em corrida os contrários com alguma facilidade. Mas coloquem-no numa situação de 1×1 e temos o cliché do veado em frente a um par de faróis, usando a metáfora anglo-saxónica. Para um gajo que veio das escolas do Barça, esperava melhor decisão nos lances individuais.

(-) Setúbal. Um dos piores exemplos de um sucedâneo de uma equipa de futebol que me lembro de ver nos últimos tempos. Fraquíssimos na construção de jogo, terríveis na deliberada perda de tempo desde o primeiro minuto, onde os jogadores se atiravam para o chão por vezes ANTES sequer de haver contacto. Na memória fica um salto do número 8 do Setúbal, Paulo Tavares, que já entrou para o “livrinho de ódios de estimação do Porta 19″. Vou estar atento, meu idiota.


O trabalho era fácil e foi completado com ainda maior facilidade mas não sem uma atitude de pouca entropia, que estranhei ainda mais dado o frio que se fazia sentir no Dragão. Quatro-zero? No papel até podiam e deviam ter sido mais, mas no relvado viu-se pouco que o justificasse. Enfim, três pontos, nada mau.