Ouve lá ó Mister – Marítimo

Camarada Sérgio,

Na última jornada d’A Culpa é do Cavani estivemos a discutir este Marítimo e uma das coisas que concluímos foi: “Eh pá, o Marítimo todos os anos muda e continua sempre o mesmo!”. E é realmente curioso observar as paletes de gajos que chegam todos os anos e ver que a forma de jogar é semelhante e a equipa acaba quase sempre a lutar pela Europa e em posição estável na tabela. Goste-se ou não dos gajos e especialmente da maneira como nos foram tratando ao longo dos anos (dentro e fora de campo), é de louvar esta estabilidade numa era em que o mais constante é mesmo a mudança.

Ainda assim, não é razão suficiente para não lhes espetar um bufardo no focinho à primeira oportunidade que tivermos ou criarmos. É o último jogo da Liga até ao final de 2017 e é bastante provável que seja o último jogo que muitos adeptos vão ver até à Feira, já em 2018. É triste mas também com o Natal a criar entropia nas famílias, há muita malta que vai para fora ou regressa à terra e é mais complicado de aparecer no Dragão. Por isso, meu caro, dá uma prendinha ao teu povo e faz com que as pessoas vão para casa com um sorriso nos lábios. Sim, mais uma vez!

Sou quem sabes,
Jorge

A Culpa é do Cavani – Jornada 21 – Aroma primaveril

Numa edição gravada a horas absurdas para um sábado de manhã, os Cavanis dedicaram grande parte da jornada a analisar a performance da equipa no jogo da Taça frente ao Vitória de Guimarães, com ênfase no meio-campo e na forma como a equipa se articula entre si à medida que vai avançando a época. Também uma análise à dicotomia Silva/Vassalo ou em termos mais psicologicamente orientados, lirismo/apoplexia, a experiência do Bertocchini noutra zona do Dragão e a questão que se coloca: afinal quem é que joga no Marítimo? Mais uns curtos bitaites sobre interruptores em rabos, a nova esquerda, braçadeiras com folga, Ólivers em posições Fergusonisáveis e Danilo como melhor médio europeu num futuro próximo.

Continuamos a esperar pelos vossos piores “oitos” da nossa história! Amandem os vossos Leos Limas, caramba!

Jornada 21 – Aroma primaveril


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Baías e Baronis – FC Porto 4 vs 0 Guimarães

 

foto retirada da conta do FC Porto no Twitter

Antes do jogo escrevi: “Ganhar. Gerir se possível, golear quando aplicável.”. E fico muito contente por ver que não só o treinador leu o meu texto (como aliás seria de esperar já que é dirigido a ele) mas também os jogadores, que fizeram exactamente o que eu pedi. E exactamente, presumo, o que o próprio treinador pediu, porque vimos uma exibição consistente, sem necessidade de grandes correrias mas com um equilíbrio quase perfeito entre controlo de jogo e posse de bola e ruptura no ataque. Ah, e as bolas paradas estão assim (clique feito com a língua no céu da boca, enquanto o polegar e o indicador da mão direita fazem um círculo no ar). Vamos a notas:

(+) Danilo. Um jogão. Esteve em todo o lado mas foi em particular pela forma como subiu com bola (aos 80 minutos estava a passar à minha frente a galopar pela relva acima, o doido!) e como se colocou sempre disponível para criar perigo com remates de longe (de pé esquerdo ou direito, credo!) ou pela maneira como aparece imponente nas bolas paradas ou a pressionar alto e a usar o corpo bem como barragem que impede o crescimento do adversário. Tremo a pensar o que nos acontece se Danilo não estiver disponível para jogar na Champions em Fevereiro, porque com Reyes a central…tremo, digo-vos!

(+) Herrera. Eu aplaudi o Herrera de pé no Dragão. É verdade. E estava completamente sóbrio, por isso podem perceber o que o homem jogou, tanto atrás como à frente, soltando a bola com inteligência e acima de tudo mantendo-a parada quando era necessário, pausando o jogo, acalmando a equipa e…pá, nem acredito nisto…liderando-a com inteligência. Uma inversão de opinião dá-se quando chegar aos 180 graus e eu já estou nos 140 e tais, porque este Herrera a jogar calmo, com confiança, está a quilómetros do tolinho que via a correr no ano passado.

(+) Bolas paradas. Há muitos anos que pedia trabalho específico nas bolas paradas e apesar de temer sempre que se passe do 0.08 para o 80 mil, não deixo de ficar muito satisfeito ao ver que estão a trabalhar nos treinos. Sabem, aqueles meses todos em que não se viam melhorias em lances de bola parada agora notam-se ao fim de dois ou três e isso, minha gente, vale pontos. Não quero depender delas, mas quero poder aproveitar ao máximo para ver um livre ou um canto a nosso favor e não pensar, como fazia antes: “bah, outro pontapé de baliza para eles”. Missa happy.

(+) “Ganhar. Gerir se possível, golear quando aplicável.” Sim, sei que estou a repetir o mesmo que disse no arranque do post, mas é exactamente esta máxima que temos de aplicar em todos os jogos em que defrontamos equipas que serão teoricamente inferiores à nossa. Se excluirmos os jogos contra Benfica e Sporting e um ou outro jogo fora de casa, a ideia tem sempre de ser uma vitória, tranquila ou não. Para a tornarmos tranquila, há que gerir bem e se gerirmos suficientemente bem e for possível subir mais um bocadinho, siga para marcar mais alguns. A pensar assim seremos campeões, a bem ou a mal.

(-) Dezasseis mil. Eu sei que estava frio, que o jogo dava na televisão e que as compras de Natal não se fazem sozinhas. Mas caramba, tão pouca gente no Dragão para os oitavos da Taça contra o Guimarães parece-me absurdo, mesmo contando com a valiosa participação da malta de Guimarães que lá veio A3 abaixo aos magotes, como sempre fazem e ainda bem. E se não conseguimos mais gente é também graças à hora do jogo e acima de tudo à calendarização, que com antecipação de jogos por causa do Mundial estão a estragar competições internas de vários países, onde a Taça é um bom exemplo disso. E espero pela Taça da Liga, no dia 21 de Dezembro à noite. Upa, é só motivos para sorrir, né?


Quartos da Taça. Simpático mesmo era calharmos contra o Farense, não só pela valia da equipa mas para dar um docinho ao Azul ao Sul e deixá-lo ver o FC Porto na zona dele!

Ouve lá ó Mister – Guimarães

Camarada Sérgio,

Em primeiro lugar, as minhas desculpas mas não consigo usar Vitória para falar do Guimarães. Eu sei que é esse o nome e eu até tento ser um gajo mais ou menos consistente na nomenclatura de clubes e jogadores, mas o Guimarães será sempre o Guimarães, tanto como o Setúbal será sempre…isso tudo. E é um elogio que faço à gente louca daquela terra que adora o clube e que merece o meu respeito por isso. O facto de querer ganhar todos os jogos que faço contra eles, contem eles para o campeonato, a taça ou um torneio regional de levanta-o-piço-ao-vento, não interessa qual: é sempre para bater nesta malta.

E hoje ainda mais, porque é Taça. Se houvesse algum jogo do campeonato em que estivesses noventa e quatro pontos à frente do segundo classificado e pudesses poupar malta para descansar as tropas, meh, tudo bem. Afinal, ganhar noventa e quatro pontos de avanço deve cansar um bocado, por isso até compreendo. Mas assim, em Dezembro e com uma competição para ganhar, especialmente depois de termos ganho a última eliminatória da forma que o fizemos? Sarrabulho, toca a reunir e siga para bombo. Sim, o toque minhoto foi deliberado nesta frase, deal with it.

Ganhar. Gerir se possível, golear quando aplicável. Mai nada.

Sou quem sabes,
Jorge

A Culpa é do Cavani – Jornada 20 – Um filho na Áustria

Não desfazendo a tremenda tosse com que o Vassalo brindou metade do Cavani (editado até à medida do possível, que foi bem abaixo do que deveria ser obrigatório por lei para impedir pandemias radiofónicas), foi um episódio em que houve dispersão suficiente para cobrir assuntos tão diferentes como o Govea, a encavadela dada ao Setúbal, a putativa mudança da mentalidade táctica do Sérgio, a inevitável comparação entre Lukaku/Marega e Sérgio Oliveira/Philippe Coutinho, algumas badalhoquices do Leste e a criação de vida na Áustria. Nós avisamos que foi disperso, não estranhem.

Aguardamos as vossas opiniões sobre o novo elemento do Worst-of: o pior 8!

Jornada 20 – Um filho na Áustria


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