Baías e Baronis – FCP vs Sporting



Quando chegou o dia do primeiro clássico, não estava muito confiante. É certo que estava um pouco ressacado de um jantar muito animado que tinha acontecido na noite anterior, mas ainda assim as circunstâncias que rodeavam a equipa nos últimos jogos acabavam por confirmar a minha tradicional maneira pessimista de encarar estas partidas. No entanto acabei por sair do estádio num misto de satisfação pela vitória conseguida, acoplado de uma frustração pelo escasso resultado. Após um Domingo passado num estado de constipação intensa, seguem os B&Bs igualmente intensos abaixo:

BAÍAS
(+) Hulk esteve de volta. Um verdadeiro terror para os laterais do Sporting, mais Grimi (e depois Miguel Veloso) do que Abel, foi pelo lado direito do nosso ataque que Hulk conseguiu desfazer os rins a tudo que lhe aparecia pela frente. Sacou a falta que deu o golo e voltou a ser decisivo ao conseguir sofrer a falta que deu origem ao penalty que Falcao se encarregou de falhar. É este Hulk que precisamos e espero parar com este ping-pong constante entre Baía e Baroni com que tenho brindado o nosso Givanildo.
(+) Falcao marcou um e falhou 3, um dos quais um penalty. Apesar do fraco aproveitamento, a questão é que apareceu por diversas vezes em situação de perigo para a baliza adversária e isso já é bom, tendo em conta que a equipa raramente joga para ele. Sofre mais quando usamos a parvoíce do jogo directo, com Helton a enviar a bola pelo ar e Falcao a saltar pelo meio dos centrais. No entanto, a capacidade de domínio e protecção de bola é bem acima da média no colombiano e isso pode ser muito útil para aguardar a chegada dos extremos e médio ofensivo (sim, só há um, não me venham dizer que Raul Meireles o é, porque não é, pelo menos ainda não). 5 golos em 6 jogos é bastante bom para a primeira temporada, espero que continue!
(+) Os primeiros 20 minutos do FC Porto foram avassaladores. Empurrámos o Sporting contra as cordas e só graças à tradicional inépcia em frente às redes é que não ganhámos avanço para dormir o resto do jogo. Os verdes lá reagiram com força e subiram no terreno, com o FC Porto sempre perigoso no contra-ataque. Foi uma excelente primeira parte para quem gosta de futebol e especialmente para quem não se interessava pelo resultado.
(+) Fernando. Já começa a ser uma chatice ter sempre de colocar este rapaz aqui na lista dos Baías, mas o que é facto é que cada vez gosto mais de o ver a jogar. Tem potencial para ser um dos melhores do mundo e é dos poucos jogadores em que dou a mão à palmatória quanto ao julgamento de Jesualdo. Rápido a interceptar a bola, muito bom na marcação e excelente a rodar a bola para a frente, é imprescindível…o que me lixa as contas para o jogo de quarta-feira contra o Atlético. Até ver Prediger a jogar (e na Champions também não vou ver…) não há alternativa credível ao brasileiro.
BARONIS
(-) Mariano e Meireles. Um dos piores jogos de Meireles que me lembro. O que mais me impressionou foi a insistência em erros infantis, especialmente em zonas perigosas como a entrada da nossa área. Arriscou em demasia e fez algumas faltas que, caso Duarte Gomes quisesse, podia perfeitamente ter resultado no segundo cartão amarelo. Quanto ao argentino, voltou ao início de 2007/08. Não conseguia dominar uma bola, falhou passes atrás de passes e perdeu bolas consecutivas com a equipa balanceada para o ataque. Era um modelo recorrente: bola para Meireles, passa com força demais, perde a bola; bola para Mariano…domina mal, perde a bola. Eu, bem como a malta à minha volta, estávamos a ficar doentes…
(-) Depois do penalty falhado…a miserável exibição contra um adversário reduzido a 10 jogadores. É absurdo passar do 80 para o 0,8 mas foi o que aconteceu. Uma primeira parte bem boa e depois foi o estouro físico, o medo, a fraqueza nas pernas e nas cabeças. Falta muita estaleca a esta equipa e diria que ao treinador também, mas esse já não tem emenda, já que passa sempre para os jogadores os seus próprios receios, a estratégia do “1-0 chega, ‘bora para trás que os outros aí vêm” está enfiada na mente dos nossos rapazes e vai ser complicado, se possível, mudar esta atitude. Para sermos uma grande equipa não podemos ficar pelo 1-0, especialmente quando estamos a jogar a mais. É provinciano e medíocre e exige-se mais.
(-) Ao mesmo tempo que critico a minha própria equipa, critico ainda mais o Sporting. A cambada de meninos mimados, enjoados com as arbitragens e com a própria incapacidade de amadurecimento precoce que apareceu no Estádio do Dragão é de causar náuseas. 11 e depois 10 gajos concluiam cada apitadela do árbitro com uma reclamação, era uma floresta de braços levantados e de pressão constante sobre o árbitro, que acabou por se virar contra eles. Esta campanha que o Sporting anda há anos a criar, esta figura patética de Calimero permanente que quixotescamente se revolta contra moínhos que não existem e pensa ter, por alegar tal mau tratamento, carta branca para fazer um berreiro sempre que é assinalado um fora-de-jogo ou um lançamento contra eles. Calem-se, é mau, dá mau nome ao vosso clube e só deixa transparecer que a instabilidade é ainda maior do que se pensa. E Paulo Bento não está acima deles, é tão infantil e desregrado como a manada de bezerros que orienta. Cresçam, são bons jogadores, só vos falta serem homenzinhos.
Muito mais poderia ser dito sobre o jogo. As emoções foram fortes e prometem não parar porque na próxima 4ª feira temos já um jogo decisivo para o nosso futuro na Liga dos Campeões. Sem Fernando, Rodríguez e Varela (os mais importantes), a tarefa vai ser complicada…haja Hulk e Falcao!

3 comentários

  1. Concordo com tudo o que dizes!

    Foi um jogo mau depois do golo ou seja só jogamos os primeiros 10 minutos no máximo depois como sempre tentamos defender o resultado, falhamos também a oportunidade de matar o jogo no penaltie, mas o mais importante foi mesmo a conquista dos 3 pontos.

    Ps. Já começo a ficar farto dos chorões, se eu mandasse na liga suspendia a equipa do Sporting toda.

    Um abraço, http://varanda-do-dragao.blogs.sapo.pt/

  2. lembras-te do calimero? o pintainho preto que tinha uma casca de ovo à cabeça e que se queixava de tudo e de todos, que era o mais azarado do mundo e que nada lhe podia correr bem porque o planeta conspirava contra ele? voilá…
    não sei quem foi o primeiro a usar o termo, mas tornou-se vox populi tal a semelhança com os verdes e brancos…

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