Olideis

Caro leitor,

Vou de férias. Faça também o mesmo e volte daqui a uma semana. Aposto que na altura haverá muito mais para dizer sobre a actualidade do nosso clube. Se não houver, tenho a certeza que o Record nos vai vender mais 14 jogadores diferentes e a Bola nos vai comprar outros 14 para os substituir…

Estarei de volta antes que consiga dizer: “Acho que o Stepanov é uma boa solução para jogar ao lado do Rolando” sem se rir.

Um abraço e até já.

Ex-Dragões no Mundial (III)

A par dos actuais dragões, porque não acompanhar as prestações dos homens que já vestiram a nossa camisola e que decidiram (ou foram obrigados a tal) rumar a outras paragens. Assim sendo, segue o último resumo da primeira fase:

Eslováquia 3 – 2 Itália
24 Junho 2010
Grupo F – 3ª Jornada

  • Marek Cech – Não saiu do banco.

Portugal 0 –  0 Brasil
25 Junho 2010
Grupo G – 2ª Jornada

  • Luís Fabiano – Titular, não fez nada de jeito nos 85 minutos que esteve em campo.
  • Thiago Silva – Não saiu do banco.
  • Paulo Ferreira - Não saiu do banco.
  • Ricardo Carvalho - Excelente jogo, 90 minutos a secar Luís Fabiano.
  • Pedro Mendes - Entrou aos 64′ para render Pepe. Não teve grande influência no jogo.
  • Deco - Lesionado.
  • Pepe - Jogou até aos 64′, substituído por Pedro Mendes. Andou picado com Felipe Melo e quase que se pegava à pancada uma ou duas vezes.
  • Ricardo Costa - Opção surpresa de Queiroz para defesa direito, fez um jogo fraco a defender e quase inexistente a atacar.
  • Hugo Almeida - Não saiu do banco.

    Dragões no Mundial (III)

    Continuando a acompanhar as prestações dos seis Dragões presentes no Mundial, cá vai o resumo final das actuações dos nossos rapazes na primeira fase:

    Portugal 0 – 0 Brasil
    25 Junho 2010
    Grupo G – 3ª Jornada

    • Bruno Alves – Mais uma boa exibição ao longo dos 90 minutos que esteve em campo.
    • Raúl Meireles – Jogou até aos 84 minutos, quando foi substituído por Miguel Veloso. Quase que marcava o golo da vitória mas Júlio César defendeu para canto.
    • Rolando – Não saiu do banco.
    • Beto – Não saiu do banco.

      Futres e Folhas – Portugal vs Brasil




      (foto retirada do MaisFutebol)


      Não foi um bom jogo. Foi emocionante, dinâmico e causador de ansiedades nas almas lusitanas. A grande questão acabou por ser: acabaria o Brasil com 11 jogadores em campo? A palavra ao senhor mexicano que andava com o apito na boca mas que optou por não colocar o animal do Felipe Melo na rua, ele que por várias vezes tentou manifestamente lesionar jogadores portugueses. Enfim, vamos a notas, curtas porque o jogo teve pouca história:

      FUTRES
      (+) Meireles. Hoje foi, juntamente com Coentrão, o melhor da Selecção (rimei, peço desculpa). Jogou com grande intensidade no meio-campo, tapando os ataques pelo centro e ajudando os avançados sempre que podia. Falhou um golo à porta da baliza, que podia ter dado a vitória, mas o facto de usar o pé esquerdo só para dar lanço ao direito acabou por lhe lixar a pontaria.

      (+) Coentrão. Já não há palavras para as exibições do moço. Brilhante, mais uma vez.

      (+) Eduardo. Duas defesas brilhantes, a primeira por instinto e a segunda com um golpe de rins excepcional, acabou por salvar as nossas redes. Acabar a primeira fase sem sofrer golos é mérito da estratégia defensiva de Queiroz, mas Eduardo ajudou.

      (+) Queiroz. Não vamos ser líricos e dizer que jogamos demasiados retraídos. Contra este Brasil, que adormece os adversários para dar a estocada em lances rápidos e inesperados, a única hipótese é tapar a área e aguentar os 90 minutos sem inventar muito. Apesar da escolha arriscada de Ricardo Costa, que esteve abaixo do exigível, o nosso treinador esteve bem e está de parabéns.

      FOLHAS









      (-) Danny. À imagem do que tinha feito no primeiro jogo, esteve muito abaixo do que toda a malta espera que o luso-venezuelano produza. Fraco para o contacto físico, acabou por ser mais importante a defender do que a atacar e pedia-se que apoiasse mais o único “avançado” da equipa, Ronaldo. Não o fez e a equipa ressentiu-se disso.





      (-) Árbitro. A uma dada altura, enquanto via o jogo com os meus colegas de trabalho, dei comigo a gritar: “Morre, filho da puta!”. Ainda afirmo que foi merecido. Não gostei nada da passividade com que permitia o jogo exageradamente duro dos brasileiros no meio-campo, com o caceteiro do Felipe Melo a distribuir lenha como se estivesse a entregar sopa aos pobres. Para não falar da mão de Juan que devia ter recebido vermelho e da outra mão de Lúcio que daria um penalty. Muito mau.


      Vi a Espanha a sofrer para vencer 2-1 a um Chile com 10 tristes coitados a correr atrás da bola e a falhar alguns golos. Prevejo uns oitavos-de-final fáceis para o Brasil e muito complicados para nós, mas pela organização táctica que vi hoje, penso que estamos em condições de lutar com as mesmas armas contra os espanhóis. Como Brites de Almeida um dia disse: “De Espanha nem bom vento nem um cabrão que fale a uma velocidade que se entenda”. Inspirai-vos na Padeira, rapazes!

      A vida de Brian

      Um dos blogs mais odiosos do mundo é o GeraçãoBenfica. É neste momento um dos blogs benfiquistas mais populares, colocando-o, em termos de qualidade gastronónica, algures entre um pedaço de couro rançoso e um carregador de telemóveis bem passado. É um blog que defende as cores do seu clube, como é evidente, mas sempre com um tom de escárnio para com o FC Porto, sempre tentando arranjar ilações idiotas entre qualquer coisa que aconteça de mal no futebol e a suposta influência do nosso clube nesses eventos.

      A última tirada destes imbecis fez-me lembrar esse clássico dos Monty Python, “A Vida de Brian”. Nele, Brian, um homem simples que vivia em Jerusalem e é confundido com o verdadeiro Messias, tenta explicar aos seus seguidores que estão a adorar o fulano errado.

      Eis o diálogo:

      Brian: Eu não sou o Messias, por favor ouçam o que vos digo, eu não sou o Messias, entendem! A sério!
      Mulher na multidão: Só o verdadeiro Messias pode negar a sua divindade.
      Brian: O quê?! Mas que raio de teoria é essa? Está bem, eu sou o Messias!
      Multidão: É ele! Ele é o Messias!
      Brian: Agora, ide pró caralho!

      Sempre que leio um artigo do GeraçãoBenfica, depois de praticamente sufocar no próprio vómito como um homem que se tenha sentado ao lado de um puto com uma vuvuzela, relembro-me deste sketch.

      O post está aqui. E é de rir.