Futres e Folhas – Portugal vs Brasil




(foto retirada do MaisFutebol)


Não foi um bom jogo. Foi emocionante, dinâmico e causador de ansiedades nas almas lusitanas. A grande questão acabou por ser: acabaria o Brasil com 11 jogadores em campo? A palavra ao senhor mexicano que andava com o apito na boca mas que optou por não colocar o animal do Felipe Melo na rua, ele que por várias vezes tentou manifestamente lesionar jogadores portugueses. Enfim, vamos a notas, curtas porque o jogo teve pouca história:

FUTRES
(+) Meireles. Hoje foi, juntamente com Coentrão, o melhor da Selecção (rimei, peço desculpa). Jogou com grande intensidade no meio-campo, tapando os ataques pelo centro e ajudando os avançados sempre que podia. Falhou um golo à porta da baliza, que podia ter dado a vitória, mas o facto de usar o pé esquerdo só para dar lanço ao direito acabou por lhe lixar a pontaria.

(+) Coentrão. Já não há palavras para as exibições do moço. Brilhante, mais uma vez.

(+) Eduardo. Duas defesas brilhantes, a primeira por instinto e a segunda com um golpe de rins excepcional, acabou por salvar as nossas redes. Acabar a primeira fase sem sofrer golos é mérito da estratégia defensiva de Queiroz, mas Eduardo ajudou.

(+) Queiroz. Não vamos ser líricos e dizer que jogamos demasiados retraídos. Contra este Brasil, que adormece os adversários para dar a estocada em lances rápidos e inesperados, a única hipótese é tapar a área e aguentar os 90 minutos sem inventar muito. Apesar da escolha arriscada de Ricardo Costa, que esteve abaixo do exigível, o nosso treinador esteve bem e está de parabéns.

FOLHAS









(-) Danny. À imagem do que tinha feito no primeiro jogo, esteve muito abaixo do que toda a malta espera que o luso-venezuelano produza. Fraco para o contacto físico, acabou por ser mais importante a defender do que a atacar e pedia-se que apoiasse mais o único “avançado” da equipa, Ronaldo. Não o fez e a equipa ressentiu-se disso.





(-) Árbitro. A uma dada altura, enquanto via o jogo com os meus colegas de trabalho, dei comigo a gritar: “Morre, filho da puta!”. Ainda afirmo que foi merecido. Não gostei nada da passividade com que permitia o jogo exageradamente duro dos brasileiros no meio-campo, com o caceteiro do Felipe Melo a distribuir lenha como se estivesse a entregar sopa aos pobres. Para não falar da mão de Juan que devia ter recebido vermelho e da outra mão de Lúcio que daria um penalty. Muito mau.


Vi a Espanha a sofrer para vencer 2-1 a um Chile com 10 tristes coitados a correr atrás da bola e a falhar alguns golos. Prevejo uns oitavos-de-final fáceis para o Brasil e muito complicados para nós, mas pela organização táctica que vi hoje, penso que estamos em condições de lutar com as mesmas armas contra os espanhóis. Como Brites de Almeida um dia disse: “De Espanha nem bom vento nem um cabrão que fale a uma velocidade que se entenda”. Inspirai-vos na Padeira, rapazes!

1 comentário

  1. Existe algo que me deixa com esperança contra a Espanha, pelo discurso de alguns jogadores dessa selecção, Portugal são favas contadas… e os nossos estão com mt respeito pela Espanha (Espero que seja respeito, e não medo)

    Acho que é como dizes, com esta disciplina táctica, acho é só o Queiroz ter um bocadinho de audácia e colocar um avançado à frente do Ronaldo e o Tiago ou o Deco ter um dia inspirado para distribuir jogo e com um bocado de sorte…

    Mas acho que vai ter que ser um Portugal muito sério e um árbitro sem medo de mostrar cartões ao nosso adversário para conseguirmos passar…

    Na tua avaliação acho que um Folha para o Ricardo Costa n lhe ficava mal, o Tiago esteve frágil e a quantidade de passes falhados no meio campo (pelo Pepe e companhia) podiam ter abalado a estabilidade da nossa defesa…

Deixar uma resposta