A coerência ou um pontapé nos tomates

“Sou a favor da identidade. Se o F.C. Porto está em Portugal, devia jogar com jogadores portugueses, em vez de comprar jogadores de outros países”

Michel Platini

 

O que mais me incomoda nestas declarações, para além da pessoa que as profere ser um demagogo incorrigível e uma pessoa que, aposto, não consegue passar mais de dez minutos sem se espumar por dinheiro, é a incongruência. Um homem que atribui a final da Champions de 2013 para Wembley porque a FA inglesa faz 150 anos (duas temporadas depois da final se ter realizado no mesmo estádio) é claramente um digno e honesto representante do futebol europeu, uma pessoa íntegra e com bons princípios, atenta aos fenómenos da globalização mundial e da sociologia de massas, que defende acima de tudo o futebol (principalmente aquele que é jogado pelo Arsenal – com um jogador inglês no onze, quando o tem – ou o Inter – com um jogador italiano no onze, quando o tem – ou qualquer outro clube europeu que chega a fases avançadas de competições europeias com a maioria de jogadores do seu país e que levou…zero críticas deste fulano) e de toda a sua componente ética e de defesa dos interesses próprios de cada um. Devemos, portanto, ouvir tudo o que diz com redobrada atenção, não vá sair uma tirada ao nível do “O Varela deixou o pé para trás, por isso é que foi pontapeado pelo Javi Garcia!” do Rui Gomes da Silva.

Descobri uma palavra nova: platinizar. Usem-na quando quiserem chamar hipócrita a alguém. Vão ver que a malta percebe.

10 comentários

  1. não leves isto a peito. o platini é simplesmente parvo.
    a conversa que acabou por desembocar nas criticas ao porto (e ao braga, não te esqueças que ele também criticou o braga) começou com ele a mandar vir com a compra do PSG pelos gajos do qatar e a dizer que se os qataris (é assim?)comprassem o Nancy ele ficava contente. ninguém o entende e ninguém lhe liga. não te chateies. qd o porto ganhar a supertaça, ele vai elogiar a escola de treinadores do porto e apontar-vos como exemplo a seguir.

    é parvo. deixa-lo falar.

    1. é possível, e admito que não li a entrevista toda para lhe perceber o contexto. mas é que o gajo faz sempre a mesma coisa, atira umas bojardas destas para o ar e depois o povo que se amanhe.
      é como dizes, é parvo.

      abraço,
      Jorge

      PS: e umas cervejolas no Casino de Monte Carlo aí para o fim de Agosto? isso é que era!

  2. De tempos a tempos levamos com Platinices.

    Esse cavalheiro tão distinto, tão a favor da identidade que jogou noutro país, que vê todas as grandes equipas e todas as finais com maioria de estrangeiros (só por curiosidade na nossa final eram 14, na final da Champions eram 12 e um dos intervenientes era o Barcelona que tem metade da equipa da cantera).

    Mal por mal as RuiGomices, sempre nos rimos e permite um estudo sobre a demência.

  3. Quando se diz Platini lembra-me sempre duas coisas.

    O livro cagalhão na tola de um qq parolo q costumava ir ao programa do Herman José e a famosa frase calado é um poeta.

    Que vá para a puta q o pariu.

    Petrov falou aí de um novo benfiquista desde pequenino que diz que quer meter o seu 1º gol ao FC Porto. Épá, não seria engraçado q assim fosse mesmo, principalmente se esse confronto for o ultimo da 1ª volta do campeonato?
    Hehehe, eu gostava q assim fosse e até era capaz de festejar… not.

    1. bem lembrado. cagalhão na tola. é adequado.

      PS: só agora é que pude moderar comentários, rapaz, peço desculpa pela falha na tua experiência. se quiseres repetir é só avisar :)

Deixar uma resposta