Até podiam ser 30 milhões

“O caso Roberto, que “gerou” fluxo financeiro de 17ME sobre o qual conviria reflectir, é um case study da estupidez natural da pasquinagem lusitana. Podiam ser previdentes, noticiarem só a venda – já em si uma boa notícia para “eles” – sem fazer cálculos, pouparem-se ao ridículo de veicularem informações em que ninguém de bom senso acredita. Já não se acreditou nos 8,5ME de há um ano – um empate de dinheiro, de resto sem dividendos desportivos e com a consequente perda financeira, que não dá lucro algum a não ser nas cabeças simplórias. E sabem os pasquins nacionais de jogadores, vários, anunciados por 900 mil, 1 milhão, 5 milhões e por aí fora que foram mentira. Mas é esta a natureza da coisa: falsa. E com cheiro a mofo.”

Zé Luís, in Portistas de Bancada.

Assino por baixo, sublinhado a vermelho, porque é a côr da moda.

O que é mais interessante neste negócio é mesmo a forma como se esconde à vista de todos o que é um bom negócio do ponto de vista desportivo mas uma falácia financeira. Enquanto houver gente que pensa pela sua própria cabeça e não engaveta as manchetes de jornais que não arranjam tamanhos de fonte maiores para as parangonas mentirosas que apregoam, este tipo de negociatas não passam incólumes.

Fossem todas as notícias fáceis de comentar como esta:

“O Saragoça está em insolvência, tem uma dívida de 93 milhões de euros e recorreu voluntariamente à administração judicial para combater o risco de falência e conseguir chegar a acordo com os seus credores. Mesmo assim, na passada sexta-feira, o emblema da I Liga espanhola recebeu o cobrador do fraque, que pretendia cobrar dívidas antigas ao presidente do clube, Agapito Iglesias, durante a apresentação do avançado mexicano Efraín Juárez. Três dias depois, o Benfica anunciou à CMVM a venda de Roberto ao Saragoça por 8,6 milhões de euros, mais 100 mil euros do que havia pago ao Atlético de Madrid pelo passe do guarda-redes espanhol.

Depois de voltar à I Liga e ter sofrido para segurar a permanência, Agapito pôs em marcha – em Maio de 2010 – o plano de reestruturação financeira para combater a crise económica e impedir o crescimento da dívida, mas sem efeito. Na última terça-feira, em representação da sociedade anónima desportiva do Saragoça e por ordem do presidente e máximo accionista, os advogados do clube apresentaram a documentação necessária no tribunal, assumindo a insolvência. Em paralelo, o clube foi construindo a equipa para a próxima época. E contratou ontem o guarda-redes Roberto.”

in Público, 2 de Agosto de 2011

Vale e Azevedo, numa qualquer espreguiçadeira no Pacífico Sul, estará a pensar: “Se fosse eu atiravam-me outra vez para a choça por fraude. Se me apanhassem, claro! (inserir riso comicamente maquiavélico)”

2 comentários

  1. Basicamente só me deu vontade de rir quando soube esta noticia… Mas alguem no seu perfeito juizo ia acreditar que o benfica tinha lucrado com o Roberto?! depois da epoca que fez (ele e o benfica)?! Começo a pensar que os dirigentes do clube da 2ª circular (fica-lhes tão bem o 2ª eheh) têm os seus adeptos em tão boa conta e com tamanho QI, que estas noticias saiem e eles “como bons burros comem a palha”!!! Folgo no entanto em dizer, que falei com amigos benfiquistas (sim também os há, apesar da clubite) e a opiniao deles coincidia com a minha, não só não acreditaram no publicado assim como perceberam que isto terá sido tudo uma jiga joga do benfica para tentar “ficar bem na foto”.. sem sucesso por sinal.

    Que não ponham os olhos no nosso Porto nem em negocios tipo o do Moutinho e teremos muitos e longos anos de sucessos incontestados pela frente!! Saudações PORTISTAS!!!

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