Auf wiedersehn, Österreicher Kiefer!

Nunca fui fã da contratação do rapaz. Do pouco que conhecia dele nunca o vi a encaixar no estilo de jogo do FC Porto. Talvez para o banco, para aquelas soluções de última hora enquanto se espera por um qualquer Deus Ex Machina que se materialize e salve a equipa numa altura em que é complicado fazer algo com a cabeça quando só se age por instinto. Mas Janko pouco serviu para esse tipo de lances, já que acabou por marcar mais golos com o pé do que com a cabeça, muito por culpa da baixa qualidade da grande maioria dos cruzamentos dos nossos laterais/extremos. Janko nunca ganhou a confiança dos adeptos, sempre ávidos para criticar um jogador que nunca poderia ser uma solução de curto prazo (lembrem-se quando foi contratado não podia sequer jogar na Liga Europa…) e se formos a avaliar o negócio no seu todo, a única mais-valia que Janko trouxe foi o facto de ter ajudado a equipa a vencer o título, por acção ou inacção, vá-se lá perceber como.

A verdade é que com 29 anos, o rapaz não estava disposto a ser segunda opção. Não acho mal e desejo-lhe sorte na Turquia. Ah, ó Marc, vê lá se dás uma telefonadela ao Djalma e vão beber uma cerveja. Só para falar dos bons velhos tempos em que foram improváveis campeões.

4 comentários

  1. Boas

    5 golos (4 para o campeonato e um para a taça da bejeca) em 644′ de jogo. Uma média de um golo por 128′ ( o zero zero é fantástico :) ). Uns números razoáveis para um jogador limitado.

    Não deixa saudades mas foi importante no assalto ao titulo. Destaco o golo na madeira ao nacional num jogo em que estivemos claramente encostados às cordas mas o seu melhor momento de Dragão ao peito foi este:

    Abraços

  2. Comentava com um amigo ainda antes da última época terminar que muito surpreendido ficaria se o nosso pinheiro ficasse no plantel para este ano.

    O Jorge acaba por acertar na mouche quando refere que o Janko de forma alguma encaixa no estilo (actual, e dos últimos, vá, 12 anos).

    É um pinheiro tipo Jardel, com 1/10 da capacidade de finalização; e mesmo na altura do Jardel, os nossos ‘alas’ não eram tão explosivos e rápidos como os actuais. Assim, do Janko esperava-se que marcasse em cantos, confusões nas áreas, recargas e outras jogadas estranhas (como o jogo versus o Nacional na Choupana no ano passado). Com Hulk na frente, Janko não encaixa. Sem o Hulk… talvez (mas mesmo assim, duvido).

    Não deixa saudades, mas louvo o que me pareceu ser o seu profissionalismo. Mesmo sabendo que provavelmente não ia jogar muito, não vimos uma atitude desesperada para sair; nem se viu comentários de empresários ou do próprio jogador.

    Votos de boa sorte ao Janko!

  3. boas tardes
    realmente nao era um fenômeno mas também nao foi assim tao estorvo quanto isso.
    marcou uns golos, 0.4 golo por jogo,nada mau pra quem chegou, jogou marcou e encostou Kleber.
    desejo-lhe as maiores felicidades e esta saída já era mais que previsível.
    obrigado pelo teu profissionalismo e Portismo, sim isso mesmo pois nas redes sociais sempre picou os de Lisboa e aquela frase “SOMOS PORTO” repetiu algumas vezes, contudo o que fica é o suor pela nossa camisola e os golos.
    aceito a saída, era inevitável, talvez venha outro avançado nao sei mas não perdemos nada em dinheiro como diz o jornal “ABOSTA”, desculpe Jorge mas aquilo é mesmo à ditadura, nada de novo, que nojo de noticia e ainda por cima canto de capa de jornal…tristeza mas nós Porto respondemos como sempre dentro de campo.
    Um abraço a todos, sempre Porto

  4. Sobretudo foi um tipo impecável. Deu logo troco aos benfas nas redes sociais, fez amigos no balneário apesar da dificuldade da língua, exultou com a vitória no campeonato, e sem ser nenhum génio, sempre foi um gajo positivo. Para uma equipe que estava já marcada para não vencer ,um gajo desses é sempre uma boa compra, e uma boa venda. Também não chateou ao ir embora, foi corretissimo no que disse sobre o porto…
    Desejo-lhe tudo de bom.
    Aufwiedersehen quer dizer hasta la vista e isso é verdade; será sempre bem vindo de visita…
    (ao CR prefiro dizer até nunca mais, p.ex.)

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