Baías e Baronis – FC Porto 2 vs 0 Paços de Ferreira

retirada de desporto.sapo.pt

Em primeiro lugar, gostava de dizer que estava um briol no Dragão que era capaz de arrefecer as almas mais ternurentas. Vento, chuva, frio…parece inverno na Invicta, palavra. E não sei se foi o fresquinho da noite que fez com que a primeira parte fosse abaixo da média, com a equipa muito lenta, um futebol que caía na rede bem montada pelo Paços, com várias oportunidades falhadas mas pouca produção ofensiva com inteligência. A segunda parte foi melhor, mais solta, mais interessante, e até a entrada de Izmaylov, que faz meia bancada temer que o pior possa acontecer ao russo (admito que ficava renitente sempre que o rapaz mudava de direcção rapidamente, temendo pelos joelhos dele…estarei a exagerar?), fez com que o FC Porto controlasse perfeitamente um jogo contra uma equipa rija, inteligente e que sabe jogar à bola. A vitória assenta bem, com alguma sorte (tenta fazer essa treta outra vez, Alex, desafio-te!) mas fruto de trabalho e paciência bem esticada por noventa duros minutos. Notas abaixo:

(+) Lucho. Trinta e dois anos. E parecia fresco como uma alface iceberg em campo, o que até é adequado face ao frio que apanhou hoje à noite. Correu quilómetros em alta rotação e foi sempre o primeiro a fazer pressão alta e a arrastar os colegas para situações de perigo, com bons passes e excelente visão de jogo, esteve em todo o lado que era preciso estar e foi mais uma vez o capitão que uma equipa deste nível exige. Com Moutinho menos bem, foi Lucho que usou a capacidade técnica e o ideal de um jogador vertical, inteligente e tacticamente culto para marcar a diferença na dinamização do ataque portista. Parabéns, puto. Sim, puto, que este catraio de 32 anos correu como poucos. E, mais que isso, correu bem.

(+) Jackson. Perfeito em tudo menos na finalização, o que pode fazer com que a nota seja menos que positiva, mas creio que o trabalho que desempenhou na recuperação de bolas, no uso do corpo como escudo protector frente aos fortes centrais contrários e na capacidade de reter a posse de bola tempo suficiente para desenrolar jogadas ofensivas fazem com que o “mais” seja merecido. Sim, devia ter marcado, mas não foi por falta de tentativas, porque apareceu sempre pronto para lhe colocarem a bola e tivesse um pouquinho de sorte e tinha marcado um ou dois golinhos. Tecnicamente é excelente e tem umas pernas que lhe permite esticar o jogo até ao limite da zona de passe e do espaço que lhe é permitido. Só falhou, mais uma vez, na finalização. Felizmente teve ajuda dos colegas nesse campo.

(-) Varela. Fraquinho, mais uma vez. Numa altura em que tem pouca pressão pela ausência de quarenta extremos do nosso plantel, nem a presença de Izmaylov que não o é, Sebá e Kelvin que ainda não o são e Defour que nunca o será, nenhum destes parece fazer mossa em Varela, que insiste em jogar a um nível que não lhe chegava sequer para ser suplente do suplente do Capucho. Suplente do suplente. Yeah, you heard me. Fez um jogo agradável na Luz, lutou, espeneou, foi guerreiro. Hoje voltou a não jogar um mínimo para se manter em campo até ao intervalo, quanto mais até ao fim do jogo.

(-) O relvado. Ora bem, alguém me consegue explicar como é que meia-dúzia de semanas depois de trocarmos o relvado todo, aquela coisa esverdeada que cobre o terreno entre as bancadas do Dragão está no estado que todos vimos?! Não sou jardineiro e sabe Deus o talento que tenho para plantas a não ser para cozinhar bróculos ao vapor, mas é inconcebível que o estado do relvado tenha sido planeado. Anyone? Alguém me explica? Por favor?

(-) Danilo, ou o que raio foi que eu vi!? Por favor digam-me que estou a imaginar coisas e que havia algum tipo de composto alucinogénico ali no sector do Dragão que me acolhe em todos os jogos em casa. É que eu pareceu-me ver o Danilo a dar – ou pelo menos a tentar, porque foi do outro lado do campo e não consegui perceber – um pontapé num qualquer adversário depois de perder a bola para ele, aí pelos…NOVENTA E TRÊS MINUTOS! Se é verdade e não estou a ficar louco, não percebo como é que não foi expulso (se aparecerem comentadores a insinuar frutas e afins, podem arranjar outra coisa para fazer com a vossa vida porque não estou com pachorra para teorias da conspiração depois da parvoíce da semana passada) e se eu fosse treinador punha-o no canto do balneário com um “chapéu de burro” a pensar no que tinha feito.


Falta ainda um jogo para chegarmos ao fim da primeira volta, mas se tudo correr de acordo com o plano, na pior das hipóteses ficaremos empatados com o Benfica no primeiro lugar. Na segunda volta regressa a Champions e continua a Taça da Liga…mas o campeonato tem de merecer sempre a atenção mais vincada. O plantel continua curto numa posição (ponta-de-lança) e até Liedson ou qualquer outro ser confirmado como Dragão, o mercado terá de ser encarado com inteligência e segurança nas contratações. E agora deixem-me ficar aqui no quentinho, por favor.

7 comentários

  1. Bom dia,

    Foi com inteira justiça que o FC Porto obteve um importante triunfo diante do Paços de Ferreira, que nos permite colocar pressão nos encarnados, que tem uma difícil deslocação a Moreira de Cónegos.
    O golo de Alex Sandro abriu o caminho para uma vitória que foi sentenciada por Izmaylov.

    Desde início se percebeu que o FC Porto queria resolver bem cedo a contenda. Entramos a pressionar bem alto, com as linhas subidas, com os laterais muito envolvidos no futebol ofensivo, e sob a batuta de Moutinho fomos delineando bons lances ofensivos que por falta de sorte ou ineficácia não resultaram em golo.

    E eis que logo a abrir o segundo tempo, no lance menos provável o FC Porto chega à justa vantagem após tento de Alex Sandro.
    Foi com tenacidade que o brasileiro rompeu na área e viu o seu cruzamento entrar na baliza de Cássio. Pode-se dizer que Alex Sandro marcou num lance com alguma sorte à mistura, mas também não se pode negar, que a sorte premeia quem trabalha para a ter. Foi feita justiça depois de tantos minutos em que os jogadores do FC Porto procuraram o golo de todas a formas e feitios.

    Aberto o marcador, esperava-se um Paços mais afoito, mas assim não sucedeu.

    O FC Porto continuou a dominar e a controlar o jogo, a conquistar inúmeros cantos, e foi já com Izmaylov em campo, que havia substituído Varela, que sentenciou a partida.

    Missão cumprida e uma vitória muito importante, diante da equipa revelação do campeonato. Agora no acerto do calendário quarta-feira diante do Setúbal, é importante vencer para terminar a primeira volta na liderança do campeonato.

    Abraço e boa semana

    Paulo

  2. Desta vez fui eu que não vi o jogo… é raro, mas às vezes acontece. Familia.
    Vou é comentar o relvado.
    O problema agora nem pode ser posto. Com esta chuva contínua, nenhum relvado novo aguenta… o problema foi que acordaram tarde de mais para o problema que houve. O relvado deveria ter sido trocado depois do concerto. É assim que acontece em todos os estádios por essa europa fora. Mas, os portugueses como são sempre mais espertos que os outros, vai que acharam que o que lá estava ia reagir…(-não sei se se lembra que choveu o concerto todo, antes e depois ???)… enfim.
    Quando trocaram o relvado era tarde no ano, muito tarde… esperaram um milagre ! Dias de sol, noites sem geada, chuva, se alguma, moderada….
    É uma história do nosso país. Tenta-se ser esperto, quando se é apanhado tenta-se emendar, mas só se gasta mais dinheiro…(Isto a firma responsável pelo evento, claro…) It’s a never ending story…
    Relvado ? agora? só com a chegada das andorinhas…

  3. Izmaylov… o desprezível!
    Baronis: o relvado, o Varela e o Jorge Sousa que me irritou com aquele apito dementemente estridente.
    Baías: o pessoal louco que foi ao Dragão com uma ventania 100km/h superior á da inauguração!!!!
    The last but not the least: o jogo milésimo quingentésimo (se fosse brasileiro batizava assim o meu filho!!!!!!!!).

  4. O milésimo quingentésimo jogo oficial como presidente do FC PORTO de Pinto da Costa, queria eu dizer antes de ficar atrofiado ordináriamnete perante estes numeros nada ordinários!

  5. Confesso que não gostei da exibição portista, neste jogo, em que, para mim, se salvaram os primeiros dez minutos, muito prometedores, mas que se desvaneceram, resvalando para um futebol pouco intenso, sem chama, pouco inspirado, frente a um adversário, como quase todos os que visitam o Dragão, apenas preocupado em tapas os caminhos da sua baliza.

    Apesar de tudo, vitória inquestionável da única equipa que lutou para construir um resultado positivo, que nos mantém o sonho de repetir o título.

    Mangala e Defour, foram para mim, os mais regulares da equipa do FC Porto.

    Um abraço.

  6. Reinemargot,

    O relvado já foi substituído duas vezes após o concerto. A primeira vez, logo após o concerto, veio um relvado de uma terra chamada benfica do ribatejo, que obviamnete não se adaptou. O segundo relvado é este, que, salvo erro, veio de França, e também não é grande espingarda.

  7. Izmaylov… o desprezível! Baronis: o relvado, o Varela e o Jorge Sousa que me irritou com aquele apito dementemente estridente. Baías: o pessoal louco que foi ao Dragão com uma ventania 100km/h superior á da inauguração!!!! The last but not the least: o jogo milésimo quingentésimo (se fosse brasileiro batizava assim o meu filho!!!!!!!!).

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