Ouve lá ó Mister – Marítimo


Amigo Vítor,

Com todo o respeito que me mereces, e acredita que mereces, mas isto vai para aqui uma puta duma confusão na minha cabeça que tu nem imaginas. Um gajo anda uma bela parte da época a pensar bem de ti e de tantos outros e depois um ou dois jogos chegam para te pôr no fundo de uma fossa séptica cheia de Ruis Gomes da Silvas. Não pode ser e a culpa até pode ser um bocado tua e mais um bocado dos jogadores e mais meio bocado do relvado e ainda outro bocado do Málaga, mas não pode ser. Ficamos todos lixados com estas coisas e nem dá vontade de ver a bola, sabes? É assim que um gajo fica depois de um jogo daqueles de quarta-feira, Vitor. Só apetece enrolar debaixo de um edredon, pôr a cabeça na almofada e sonhar com um mundo melhor. É isto que imagino todos os portistas fazem quando o FC Porto perde um jogo. Sim, pode haver alguns que não fazem *exactamente* isto, mas é parecido, ou pelo menos o sentimento é similar.

Mas para lá do jogo da Champions, de onde saímos cedo demais e da forma triste que todos vimos, há o campeonato. Também tens a Taça da Liga, mas eu sei que tu estás tão interessado nessa merda como o Jesus em aprender português, por isso o que interessa mesmo agora é o campeonato. E ainda está tudo por decidir, tudo ao teu alcance e…topa lá isto: só depende de ti. De ti, dos nossos, da nossa vontade! É do carago, não é, Vitor?

Hoje, na Madeira, volta ao ataque. Volta às vitórias. Já sei que não há Moutinho, que o James está em baixo de forma. Faz o que quiseres com quem quiseres, mas ganha o jogo.

Sou quem sabes,
Jorge

4 comentários

  1. Estou perfeitamente de acordo contigo, amigo dragão. Eu, vou tirar hoje a cabeça debaixo do edredon e vou gritar bem alto o nome do nosso clube, dizendo, ainda vamos ser campeões. Amigo, queria dizer-te que sigo com muita atenção o teu blog, não perco BAÍAS E BORONIS, assim como a tua previsão e visão dos jogos. Um abraço continua bom domingo. FORÇA PORTO

  2. O objectivo deste jogo é simples, ganhar (nem que seja a pior exibição da época).
    Adorava que o Defour cala-se os críticos (como eu) da expulsão.

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