O número de Moutinho

8. É este número que vai envergar nas costas o novo reforço do plantel azul-e-branco. Depois do 28 que usava no Sporting, passa para o FC Porto onde o número 8 ganhou especial preponderância nos últimos anos por ter sido o número usado pelo inquestionável líder e ídolo dos adeptos que dava pelo nome de Lucho González. Talvez já tenham ouvido falar nele. Sim, é esse mesmo!

Dando uma vista de olhos pelos números “8” que no passado vestiram a nossa camisola, temo que Moutinho tenha sapatos bem grandes para calçar:
  • Rabah Madjer (1985/1986 até 1990/1991)
  • Emil Kostadinov (1990/1991 até 1994/1995)
  • Rui Barros (1995/1996 até 1999/2000)
  • Miran Pavlin (2001/2002 até 2002/2003)
  • Nuno Valente (2002/2003 até 2004/2005)
  • Lucho González (2004/2005 até 2008/2009)
  • Diego Valeri (2009/2010)
Alguns ícones do clube, outros nem por isso. É um conjunto interessante: dois talentosos avançados, um pequeno grande goleador, um esloveno lento, o antecessor do Emídio Rafael (que se lixe, comecei a comparar e agora vou até ao fim), um génio argentino e…outro argentino, não tão genial.
Moutinho vai ficar com a camisola de um jogador que não conseguiu vingar no clube e espera-se que faça esquecer o anterior flop que foi Valeri e devolver aquela camisola todo o impacto que teve no passado. Vi muita gente no Domingo a rondar as camisolas do rapaz na Loja Azul do Dragão e pode ser um belo impulsionador de vendas. É o que se quer, começar a amortizar o investimento fora de campo para depois fazer o mesmo lá dentro.
Bem-vindo, João!

O número de Micael


28. É este número que vai envergar nas costas o novo reforço do plantel azul-e-branco. Depois do 14 que ostentava pelo Nacional, optou por não escolher o novo número, que foi rapidamente seleccionado por Pinto da Costa, que escolheu o 28 por dois motivos: é o seu dia de nascimento (do Jorge Nuno, não do Ruben) e igualmente o dia de nascimento do FC Porto.

Numa rápida visita pelos números “28” que já passaram pelos nossos diversos plantéis, temos três nomes que saltam à vista:
  • Mielcarski (1996/1997)
  • Peixe (1997/1998)
  • Quinzinho (1998/1999)
  • Clayton (1999/2000 até 2002/2003)
  • Adriano (2005/2006 até 2007/2008)
  • Cissokho (2008/2009)
Numa pequena curiosidade, todos foram comprados a equipas portuguesas, tendo os dois brasileiros vindo das ilhas (Clayton do Santa Clara e Adriano do mesmo Nacional de onde agora vem Ruben Micael) e Cissokho do Setúbal. Com graus variáveis de sucesso com a nossa camisola, desde a evolução meteórica de Aly às danças do angolano, das entradas assassinas de Peixe ao eclipse de Adriano, das lesões do polaco ao golo de calcanhar de Clayton ao Denizlispor (que juntamente com um golo ao Hertha na Alemanha foram talvez os grandes highlights da sua passagem longa demais pela Invicta), não se pode dizer que seja uma camisola que “pese”. Terá mais influência, concerteza, a fé que os adeptos depositam nele para poder ser um prenúncio de mudança, uma injecção de vida nova numa equipa que anda tristonha.
Bem-vindo, Ruben!

Listas azuis – Nomes ridículos de Brasileiros


O Brasil é exportador de grandes talentos na arte do manuseamento podológico de bolas de couro, facto que tem permitido um género de contra-colonização do velho continente através de uma constante invasão de jogadores de futebol que vemos todos os anos. O nosso clube está dentro da carneirada neste aspecto, tendo já contratado largas dezenas de brasileiros, que entre os génios e os fracassos tem feito a sua carreira cá no burgo.
Ora para além do talento para o futebol, há também os nomes. Sim, os nomes. É por vezes hilariante a conjugação de palavras que por vezes compõem o nome completo de alguns brasileiros, e mais uma vez o FC Porto não está imune. Apesar de nunca termos tido um Marlon Brandão, um Kerlon ou até um Keirrison (Kristo!), já tivemos a nossa quota de nomes estranhos. Eis alguns do nosso histórico:
  • Antonieliton Ferreira (apenas jogou no FC Porto B)
  • Argélico “Argel” Fucks (1999/00)
  • Cláudio Ibrahim Vaz Leal “Branco” (1988/89, 1989/90, 1990/91)
  • Cláudio Mejolaro “Pitbull” (2004/05)
  • Dorival “Doriva” Guidoni Júnior (1997/98, 1998/99)
  • Dorvalino “Lino” Alves Maciel (2007/08, 2008/09)
  • Geraldo “Geraldão” Dutra Pereira (1987/88, 1988/89, 1989/90, 1990/91)
  • Givanildo Vieira de Sousa “Hulk” (2008/09, 2009/10)
  • Helton da Silva Arruda (2005/06, 2006/07, 2007/08, 2008/09, 2009/10)
  • Ibson Barreto da Silva (2005/06, 2006/07)
  • Juary Jorge dos Santos Filho (1986/87, 1987/88)
  • Kepler “Pepe” Laveran Lima Ferreira (2004/05, 2005/06, 2006/07)
  • Maicon Pereira Roque (2009/10)
  • Renivaldo Pereira de Jesus “Pena” (2000/01, 2001/03)
  • Wálter Casagrande Júnior (1986/87)
Alcunhas que não fizessem parte do nome estão entre aspas, como decerto repararam.
Muitos outros poderia adicionar mas optei por estes. O resto fica a vosso cargo, venham de lá comentários e correcções!!!
PS: A todos os Brasileiros que leiam o blog: malta, este post não tem nada de xenófobo nem de odioso, não levem a mal por favor. Eu também tenho um nome esquisito e orgulho-me dele ;)

Listas azuis – 7 números 9

Com a venda de Lisandro abre-se uma vaga para a mítica camisola 9. Quem a ocupará? Hulk? Farías? Orlando Sá? Outro fulano? A partir da época de 1995/96, quando foi instituída a numeração fixa para toda a época (em provas internas, já que na Liga dos Campeões os números podiam ser diferentes), o FC Porto teve sempre no detentor da camisola 9 um matador, um homem com faro de golo, fantásticas capacidades de concretização e outros clichés do género. Eis uma pequena lista com alguns desses meninos:

  • Domingos (1995/96, 1996/97, 1999/00, 2000/01)
  • Grzegorz Mielcarski (1997/98, 1998/99)
  • Juan Esnáider (2001/02)
  • Edgaras Jankauskas (2002/03, 2003/04)
  • Luís Fabiano (2004/05)
  • Bennedict McCarthy (2005/06)
  • Lisandro López (2006/07, 2007/08, 2008/09)
Que acham? Muitos tiros na mouche e vários remates ao lado…
PS: Uma estreia no Porta19: Listas. De quê? Coisas. Cenas. Tralhas. Mais destas virão!