Vinte e dois

Bwn0I3fCMAAjJud

Com a chegada de Campaña, revisitemos os passados vintes-e-doizes do FC Porto desde 1995/1996:

 

1995/1996 Jorge Costa
1996/1997 Jorge Costa
1997/1998 Darko Butorovic
1998/1999 Nica Panduru
1999/2000 António Folha
2000/2001 Rubens Júnior
2001/2002 Victor Quintana
2002/2003 Paulo Ferreira
2003/2004 Paulo Ferreira
2004/2005 Giourkas Seitaridis
2005/2006 Fatih Sonkaya
2006/2007 Wason Rentería
2007/2008 Wason Rentería
2008/2009 Andrés Madrid
2009/2010 Miguel Lopes
2010/2011 Miguel Lopes
2011/2012 Eliaquim Mangala
2012/2013 Eliaquim Mangala
2013/2014 Eliaquim Mangala
2014/2015 JOSÉ CAMPAÑA

Comparar o incomparável

FC Porto 3 0 V. Guimarães    Supertaça 2013    Ficha do Jogo    zerozero.pt

Este foi o onze do FC Porto no primeiro jogo oficial da temporada 2013/2014, na vitória por 3-0 na Supertaça perante o Vitória de Guimarães. De todos os nomes que figuraram na equipa titular, apenas Alex Sandro e Jackson farão parte do (previsível) onze que vai arrancar esta nova época na sexta-feira perante o Marítimo, no Dragão. No banco estavam ainda três elementos que serão, também com algum grau de previsibilidade, titulares no primeiro jogo do FC Porto 2014/2015.

Um ano depois, uma equipa completamente refeita, treinador novo, mentalidade nova. Nós, os adeptos, esperamos grandes feitos depois de um investimento claro em jogadores “feitos”, com curriculum e alguma experiência em campeonatos mais ou menos competitivos mas que podem oferecer qualidade individual que a equipa ainda não possui e provavelmente não irá agregar nas próximas semanas ou meses.

Não é fácil construir uma equipa do nada. Podem juntar onze Messis em campo. Dez, pronto, porque ter um anão driblador na baliza é tão mau como o Artur, mesmo que defenda penalties fora da linha, convenientemente votados ao esquecimento pelos nossos queridos media (nem uma piada sobre o assunto fizeram, esses malandros). My point is this: não esperem grande coisa nos próximos tempos. A equipa sofreu uma revolução ao nível do que sucedeu na chegada de Mourinho ou no ano de Adriaanse, por isso vai demorar algum tempo para as rotinas serem estabelecidas, para os jogadores se conhecerem bem e para o treinador assentar ideias. Até lá, só podemos apoiar e não criticar as opções, sejam elas quais forem. Como de costume, o dia do julgamento virá mais tarde.

Mas uma coisa é certa: se compararmos aquele onze com o deste ano, há muitos mais pontos de interrogação em Agosto de 2014 que haveria no mesmo mês do ano passado…

Cores? Que cores?!

world_unity_trs_me

Há alguns anos que cá ando a acompanhar o meu clube. Comecei a ver futebol nos longínquos anos 80 que parecem cada vez mais desaparecer na memória colectiva, mantendo-se vivos em imagens paradas no tempo de jogadores míticos de calções reduzidos e camisolas espartanas. E desde essa altura que me recordo de grupos de homens de diferentes nacionalidades começarem a aparecer no FC Porto. Brasileiros, como era habitual no nosso futebol, enchiam os cadernos com bandeiras diferentes da nossa, acrescentando a qualidade que nos faltava cá no burgo. Eram poucos no início, mas os números começaram a aumentar quando o mercado se tornou mais fácil e a adaptação menos complicada, e os salpicos de diferentes culturas e hábitos estranhavam-se antes de se entranharem. Lá aparecia um polaco e um belga, um jugoslavo ou um argelino, um sueco ou um uruguaio, trazendo com eles as vivências de urbes distantes, cosmopolitizando a cidade, a partilha de conhecimentos e tradições, ajudando o clube a universalizar-se ainda mais por entre os oh-tão-longínquos burgos da Europa que então parecia tão longe.

Quando Kulkov e Iuran se juntaram à formação em 1994, houve inclementes gritos de estranheza perante o clã russo que se tinha gerado na Invicta, conquistada então por dois bons jogadores que criaram uma atmosfera estranha de nunca óbvia xenofobia tão tradicional no Portugal pós-retornado. E gradualmente, mantendo um contingente interessante de brasileiros de variada utilidade e ainda mais variado talento, várias foram as épocas em que pequenos núcleos foram sendo criados. Era raro o jogador estrangeiro “singular”, havia sempre mais um compatriota a usar as nossas cores, numa forma tão portuguesa de receber para que não houvesse estranheza nos costumes e nas lides diárias, para que os homens de línguas e lides tão diferentes se transformassem em cidadãos com a mesma facilidade que um poveiro ou um gondomarense. E vieram, uns arrastados pela força do mercado, outros pela conjugação do binómio necessidade/oportunidade, sempre com as mãos dos treinadores nos ombros dos rapazes, protegendo os “seus” como se já fossem da casa há anos, ousando mesclar as gerações dos seus antepassados com as de malta das Fontaínhas ou de Campanhã. E sempre correu bem. Sempre correu bem. Sempre soubemos receber, acolher, empatizar com tantas diferentes cores de tão diferentes origens.

São capazes de me dizer qual é o problema então de ter quatro ou cinco espanhóis na equipa, depois de tantas vitórias em tantos anos com tantos brasileiros, argentinos, uruguaios e colombianos?

Onze

Bst7uv4CUAAEZQm

Para Óliver não se ficar a rir na cara do colega, vamos fazer o mesmo exercício para Cristian Tello, o extremo ex-Barcelona que usará a camisola 11:

 

1995/1996 Ljubinko Drulovic
1996/1997 Ljubinko Drulovic
1997/1998 Ljubinko Drulovic
1998/1999 Ljubinko Drulovic
1999/2000 Ljubinko Drulovic
2000/2001 Ljubinko Drulovic
2001/2002 Rubens Júnior
2002/2003 Derlei
2003/2004 Derlei
2004/2005 Derlei
2005/2006 Lisandro López
2006/2007 Tarik Sektioui
2007/2008 Mariano González
2008/2009 Mariano González
2009/2010 Mariano González
2010/2011 Mariano González
2011/2012 Kléber
2012/2013 Kléber
2013/2014 Nabil Ghilas
2014/2015 CRISTIAN TELLO