Dragão escondido – Nº28 (RESPOSTA)

A resposta está abaixo:

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Um dos nomes mais notáveis a passar pelo FC Porto na mudança de século, Renivaldo Pereira de Jesus, conhecido no mundo da bola como “Pena“, é um nome que viverá para sempre na memória dos portistas que ainda se lembram de assistir ao lento definhar do penta-campeão nacional, como que temendo o apocalipse que afinal foi só uma promessa estúpida de meia-dúzia de monges medievais alcoolizados. Era um avançado temido pela sua eficiência…em ganhar ressaltos consecutivos que o levavam a ficar em frente ao guarda-redes sem sequer perceber como lá tinha chegado. Teve a dificílima tarefa de fazer esquecer Jardel e só o conseguiu porque até hoje ninguém conseguiu perceber como é que foi o melhor marcador da Liga Portuguesa em 2000/2001 (os rivais não foram grande espingarda, admita-se…Van Hooijdonk e Rafael – sim, esse – João Tomás, Hassan, entre outros génios). Ainda assim, mal-amado entre os adeptos que se dividiam entre os que o apoiavam e os que achavam que o homem era forte e gordo e só corria e rematava em força e mandava os adversários abaixo (no fundo o mesmo que viriam a dizer sobre Hulk, a outro nível), este rapaz marcou 42 golos em 87 jogos pelo clube (quase um golo a cada dois jogos), incluindo esta pérola aqui no video, de cujo jogo foi tirada a fotografia acima:

Entre as apostas erradas da malta:

  • McCarthy – Ainda não fazia parte do plantel na altura que este jogo foi disputado (Outubro), só chegou ao clube em finais de Dezembro de 2001, emprestado pelo “QUEM É O NOSSO AMIGO? O CELTA DE VIGO!”;
  • Chaínho - Já não fazia parte do plantel em 2001/2002, saindo no final da época anterior;
  • Clayton - Jogou nesta partida (substituído aos 69 minutos juntamente com Capucho por Söderstrom e…Esnáider) mas fisicamente era mais “Costinha” que “Pena”;
  • Costinha - Esteve presente neste jogo mas as coxas do rapaz eram, em grossura, aí um terço das de Pena…;
  • Kenedy – Quase que era ele! Se excluirmos o facto de só ter feito uma época no FC Porto…em 1997/98…;
  • Ibarra – Titular durante grande parte da época, jogou também nesta partida mas como se pode ver não era ele na imagem;
  • Jorge Andrade – Titularíssimo na equipa e também neste jogo, mas não era ele. Pensei que eram muito diferentes em termos de altura, mas o zerozero diz-me que não (Pena: 1,76m, Jorge Andrade: 1,84m);

O grande vencedor foi (um anónimo que teve azar porque sem nome não leva os props) Daniel T, com a resposta certa a ser dada às 8h40 da manhã. Vinte minutos depois do post ser publicado. Nice.

Baías e Baronis – FC Porto 3 vs 0 Moreirense

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Pela quinta vez consecutiva (noutros tantos jogos oficiais que já foram disputados esta época), o resultado é melhor que a exibição. Mas se na primeira parte tudo parecia frouxo, com pouca movimentação, espaços enormes não ocupados na zona defensiva do Moreirense e muitos passes directos mal efectuados, a segunda parte trouxe melhorias e o futebol subiu de qualidade e acima de tudo de eficácia. No fundo foi mais do mesmo: Brahimi a romper, Óliver a rodar, Jackson a marcar. Ah, e um penalty falhado, para não destoar com o que tem acontecido nos últimos anos. Enfim, vamos a notas que se faz tarde:

(+) Jackson. Já leva quatro golos no campeonato (mais um na Champions) e subiu a média para um golo por jogo. Não se pode pedir mais a um ponta-de-lança que continua moralizado e que é um deleite para os extremos quando recua para lhes endossar a bola em corrida. Prova disso foi o tremendo toque de calcanhar a isolar Quaresma no início da segunda parte, a somar a uma data de outros passes em que depois de controlar a bola no chão consegue vislumbrar quase sempre a melhor trajectória para fazer o jogo rolar em direcção à área do adversário. E o primeiro golo é brilhante pela elevação que consegue no meio dos dois centrais do Moreirense, depois de um balão de José Ángel. Nota 20 (ou 10, em versão Football Manager).

(+) Maicon. Sem grandes brincadeiras, com sentido prático acima da (sua) média, Maicon esteve quase perfeito durante todo o jogo. Raramente se atreveu nos passes longos verticais (deixou essa tarefa para a desgraça que foi hoje Casemiro), foi milimétrico em vários cortes e impediu muitos ataques do Moreirense pela antecipação e bom jogo posicional. Está a ser o patrão de que precisamos, pelo menos nesta altura da época.

(+) Danilo. Um dos melhores jogos que me lembro de ver deste rapaz com a nossa camisola. Apareceu em apoio do ataque sempre que possível, audaz, sempre a pedir a bola mas mantendo-se bem posicionado para evitar contra-ataques do adversário. Tapou muito bem o flanco e fez as diagonais necessárias para tentar o remate, que conseguiu por várias vezes com boa ajuda de Quaresma, mas serviu fundamentalmente para abanar a dupla Óliver/Brahimi, que não pareciam conseguir furar pelo centro. Foi Danilo, com diversas intercepções no meio-campo adversário, quem mais trabalhou para empurrar o Moreirense para a sua área, especialmente na primeira parte. Excelente.

(-) O meio-campo durante toda a primeira parte. Raramente houve uma jogada com entendimento acima de uma triste mediocridade, muito abaixo do que podem e sabem fazer. Para arranjar desculpas podemos culpar a rotação posicional de Óliver e Brahimi, que não têm rotinas a jogarem próximos um do outro; podemos atribuir as culpas à bebedeira intelectual (vamos assumir que foi dessas) de Casemiro; podemos elogiar o posicionamento do Moreirense, astuto e voluntarioso na pressão alta; até podemos criticar a colocação de Adrián e Quaresma, ambos demasiado longínquos das áreas de influência e com pouca intervenção no jogo ofensivo da equipa como um todo para lá dos rasgos individuais, também eles pouco produtivos. Mas sejam quais forem os verdadeiros culpados pelo jogo pastoso e arrastado, houve enormes buracos no meio-campo ofensivo, viram-se demasiados passes errados (a fazer lembrar o primeiro ano de Guarín e o seu trademark “passe/remate” para rodar de flanco), excessiva confiança no passe longo vertical e pouco discernimento na organização de lances ofensivos. Talvez faça bem a Lopetegui assumir de vez um onze-base, ou pelo menos uma estrutura de meio-campo consistente para que possamos atravessar esta fase embrionária com mais tranquilidade, caso contrário podemos ter muitos jogos sofridos como este.

(-) Casemiro. Diz-me a verdade, rapaz: tu ontem foste para os copos, não foste? Bebeste uma cervejinha ou doze a mais, afinal está um calorzinho porreiro e a noite ontem até estava propícia para uma copada com os amigos…e ficaste distraído com as horas e com os “finos”, achaste piada ao nome e não paravas de pedir. É que não vejo outra explicação (se quisesse ir para a badalhoquice também podia, mas hoje estou a tentar ser “PG” e não me deu para a porcalheira) para a miséria de jogo que fizeste hoje, pá. Sempre distraído, lento, incapaz de reter a bola nos pés durante mais de um segundo, passes tortos, com força a mais ou a menos mas nunca adequada à situação. Vai para casa, enfia duas pastilhas de Guronsan num copo alto cheio de água, bebe tudo de golada…e dorme. Amanhã vais sentir-te um homem novo. Que remédio.


Três jogos para o campeonato, seis golos marcados, zero sofridos. Não estamos a jogar um futebol deslumbrante, deixo isso para mais tarde, o importante é continuar a ganhar. E não receber jogadores mancos vindos das selecções, também dava jeito.

Ouve lá ó Mister – Moreirense

Señor Lopetegui,

Cá estamos de novo neste belo estádio e no que espero seja uma solarenga tarde de Domingo, para nos voltarmos a maravilhar com o que pode ainda vir a ser uma bela equipa de futebol, ainda por cima com as nossas cores ao peito! Todos esperamos um bom jogo e que os rapazes estejam com a cabeça no sítio depois de na terça-feira termos arrumado com o Lille e chegado à fase de grupos da Champions. Por isso, já agora, os meus parabéns.

Mas a verdade é que ainda não somos uma equipa que jogue bem. Sim, temos feito uns jogos aceitáveis mas nada de extraordinário. Temos sido práticos, moderadamente eficazes mas o futebol ainda não entusiasma para lá de duas ou três jogadas de bom entendimento no decorrer das partidas, o que não é suficiente para te manter descansado no banco e claramente não é suficiente para manter o povo entretido nas bancadas. Há muita expectativa para ver os teus moços a fazer jogos em condições durante noventa minutos e quanto mais tempo demorares até conseguires esse objectivo…bem, já sabes com o que podes contar. Assobiadelas parvas, críticas constantes e uma sede de vitória que não cede. Viste o que fiz ali atrás, com as parónimas, esse conceito gramatical absurdo? É só para veres quem é este que te escreve.

Também já vi que o Alex não vai jogar, por isso estou na expectativa para ver se vais avançar com o Marcano e puxar o Indi para a esquerda, ou se vais dar uma oportunidade ao Zé Anjo. Ainda não sei que tipo de treinador és, hombre, por isso espero para ver. Quanto ao Moreirense, só há uma maneira de motivar os rapazes que não falha: convence-os que são o primo esverdeado do Boavista. Mesmo que a grande maioria dos teus jogadores te perguntem: “Boaquem?”, acredita que o público se motiva e te vai apoiar ainda com mais entusiasmo!

Sou quem sabes,
Jorge