Jornada 42 – Ceguidismo

O jogo com o Marítimo está em segundo plano perante a importância da vitória e como a meta que dará o campeonato está mesmo, mesmo, meeeeeeeeeeeeeeeeeeeesmo ali prontinha a ser atravessada, os Cavanis focaram-se já, como visionários que são (sim, até o Silva!), no day after e na importância que esta época pode vir a ter no futebol português, pelo menos nos próximos meses. Euforias, a vantagem de jogar contra onze, o Miguel Guedes, a inteligência dos adeptos, o Rui Gomes da Silva e o Vassalo à pancada com o Telmo Correia numa feira medieval, tudo temas abordados durante esta maravilhosa jornada gravada em pleno dia do trabalhador. Ou seja, estivemos a trabalhar. Sem receber. Shame on us.
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Baías e Baronis – Marítimo 0 vs 1 FC Porto

foto retirada da conta de twitter do Otávio

Um bom jogo de uma boa equipa com bons jogadores, liderada por um bom treinador. Ninguém é genial, ninguém é maravilhoso e merece estátuas. Ao mesmo tempo todos são maravilhosos e merecem esculturas de bronze com peitorais bem definidos, feições heróicas e sorrisos de quem sabe que a conquista é quase inevitável. Uma equipa que esteve sempre focada no objectivo, que tentou o golo de uma forma constante mas tranquila e que acabou por lá chegar pelo homem que marca a diferença nesta época. Moussa é, sem qualquer dúvida, a figura do ano. Notas abaixo:

(+) Marega. Já não sei muito bem como qualificar o rapaz. Ele sabe, ele tem de saber que não é um excelente jogador de futebol. É um atleta estupendo, um ser humano com uma capacidade física acima da média, mas como jogador de futebol é mediano. Jeitosito, vá, como o Carsten Jancker era jeitosito. Mas a forma como Marega se tem mostrado é uma evidência do aproveitamento que o treinador lhe deu e da maneira como adaptou o jogador ao esquema (ou criou o esquema a pensar no jogador, que é quase tão brilhante como assustador), que no fundo acaba por oferecer um campeonato a um clube que não chegou lá com portentos de técnica, esquemas inteligentes, abordagens cautelosas ou inovadoras. Foi com um maliano de cem quilos. E funcionou.

(+) Fome. Herrera e Brahimi são os elementos em que mais se nota esta vontade de comer. Esta intensa e imensa vontade de ganhar, de ser campeão. Não digo que não se veja esta garra nos outros rapazes (Marega, Ricardo e Telles, por exemplo), mas estes dois rapazes são as duas figuras de maior vontade, de maior empenho em finalmente vencer alguma coisa, eles que estão num clube que lhes foi vendido como ganhador e que até agora, também por culpa deles, estava a seco. E Iker, o que dizer de Iker Casillas, que tudo venceu como jogador menos o terrível título de campeão português? Todos os jogadores estão com uma tremenda vontade de vencer e conseguiram manter-se com a estabilidade mental e a capacidade física para vencer um jogo que era historicamente complicado e que lhes possibilita ser campeões na próxima semana, em frente aos seus adeptos que os incentivaram desde o início do ano. Mar azul, amigos, mar azul para todos.

(-) Otávio. Não teve um bom jogo. Perdeu-se muitas vezes na não-zona que costuma ocupar e é essa uma das desvantagens que mais se fazem notar no meio da agilidade táctica que oferece à equipa: nunca tem um espaço próprio. É ala quando precisamos de construir, médio de cobertura na primeira fase defensiva e quase lateral a defender. Mas também lhe pedimos para cobrir o centro. E ajudar a pressionar. E, claro, a tapar na linha. E Otávio tem mostrado vontade mas não chega para tudo e fica sempre a meio termo de uma exibição decente. Hoje foi mais um desses dias, que deve mostrar ao treinador que nem sempre um faz-tudo consegue…aham…fazer tudo.


Um. Ein. Un. One. один. وا حد. Estamos quase lá.

Ouve lá ó Mister – Marítimo

Camarada Sérgio,

Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up. Don’t fuck this up.

Please. Don’t fuck this up.

Sou quem sabes,
Jorge

Jornada 41 – Uma bonita mangueira

Mangueiras. Timbres. Sémen. Piços de bronze. Silêncio. Marega. Palavras arremessadas ao vento numa jornada gravada no dia que marca 44 anos da revolução de Abril e que tenta perceber a confiança da equipa no pós-Setúbal e no pré-Marítimo, antes de vir o pré-Feirense e o pré-Guimarães. Muita conversa sobre atitudes, espíritos, sentimentalidade, histeria e o Gonçalo numa jornada bem disposta, sem ansiedades nem nervosismos. Gulp. Ah, retomamos o pior onze da história do FC Porto depois de algumas semanas de paragem! Desta vez pedimo-vos que nos enviem as vossas escolhas para piores extremos-esquerdos que alguma vez vestiram a nossa camisola! Siga que já falta pouco!
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