Fácil demais


Foi fácil demais a deslocação à Trofa. Não pensei que pudéssemos arrancar 4 golos do jogo, especialmente sabendo que o Trofense precisava de vencer para não descer à Liga Vitalis, mas enfim, o Porto não facilitou como é habitual nestes momentos (e quanto a mim não particularmente censurável, ah blá blá a verdade desportiva e tal, mas se os arautos da pureza do futebol tivessem acabado de ganhar o campeonato e tivessem uma final da taça à beirinha muito provavelmente também não metiam o pé a todos os lances…) e acabou por ganhar bem. Mais dois campeões consagrados (Stepanov e Ventura) que com mais ou menos mérito, acabam também por marcar a época 2008/09 do FC Porto. É também com as alternativas que se faz uma equipa, e apesar da falta de qualidade de alguns dos elementos que ontem jogaram (não me venham dizer que Guarín e Benítez têm lugar no nosso plantel porque não é verdade, isto se queremos ter uma equipa para competir a sério no plano europeu), é preciso testá-los em situações de jogo e não apenas em treinos e jogos da Taça contra o Fimdomundense. É aqui que o trigo se separa do joio, que os pequenos mitos se criam e as grandes desilusões se confirmam. Ontem confirmaram-se as desilusões. E de mitos vivem os da segunda circular.

Capilaridades

Acredito que não vamos trocar de treinador. Para além de toda a inerte polémica que põe a jornalistada toda aos saltos, estou convicto que Pinto da Costa vai anunciar não tarda nada a renovação de Jesualdo por mais um ano. E qual a razão mais óbvia para tal acontecer? O cabelo. Não se façam de desentendidos. O FC Porto tem uma política capilar clara (lembram-se dos dreadlocks de Anderson e da metafórica tesoura do Co?) e nem é preciso ir muito atrás para nos apercebermos que os treinadores do FC Porto tem habitualmente cabelos curtos, sem exigir grandes trabalhos, de combate. Esta é a condição fundamental. Em alternativa são grisalhos, mas o ideal é mesmo cumprirem-se as duas condições. Se analisarem um pouco da nossa história recente, vão concerteza reparar que as escolhas do nosso presidente, boas ou más, são baseadas em não pequena parte, no cabelo. Desde Oliveira que não temos um treinador com mais que um pequeno jardim de relva na nuca, veja-se Fernando Santos, Octávio, Mourinho, Del Neri, Fernandez, Couceiro (apenas cumpria a segunda condição…e vejam onde é que chegou no clube…), Adriaanse, Jesualdo. Veja-se o Special One, o treinador mais metrossexual do mundo a seguir ao José Mota, apenas espetava um naco de gel na trunfa e seguia para o treino. Isto quando não o rapava!

Jesualdo enquadra-se neste perfil como uma luva. Cabelo rasteirinho e grisalho (à homem), o que lhe permite olhar para o treino e analisar melhor as situações da equipa e das circunstâncias do jogo. Já por isso questiono a veracidade de muitas notícias que surgem na imprensa considerando Jorge Jesus para nosso treinador. Primeiro, aquele cabelo já não ficava bem à Bonnie Tyler à época, quanto mais no futebol moderno. Para além do mais, aquilo não é bem grisalho. É branco. É uma versão da Gwen Stefani em rouco. Não faz sentido.

Assim, aposto que Jesualdo vai manter-se no leme. A não ser que faça extensões.

Gripe B


Hoje estou virado para eles, peço desculpa.


Então náo é que o Luisão disse ao GloboEsporte (notícia aqui no Futebolartte) que tem confiança que vai conseguir o 3º lugar e portanto, passo a citar: “desse modo, uma vaga na Champions.”

Isto não é normal. Já depois do David Luiz ter mandado aquela bojarda absurda agora vem esta idiotice? Que se segue? O Miguel Vítor a dizer que o Benfica ainda pode vencer o Trofense se tudo correr bem no próximo sábado? 

Aposto que é o primeiro caso de gripe B…de burrice. Por favor, portistas, protejam-se contra isto, parece que é contagioso!!!

Quaresma no Benfica?


Vejo hoje na capa do jornal
A Bola o eventual interesse por Quaresma da parte do Benfica. Como portista não posso deixar de estranhar. Quaresma não é nem nunca foi um jogador que o Benfica precisa para conseguir a união que tanto procura. Quaresma é um individualista, um homem que joga sozinho, com muito talento mas pouca vontade de (o) trabalhar. E no plantel do Benfica já há montes deles assim.


Enquanto esteve no Porto fui quase sempre crítico dele. Foi uma benesse para ele e para o clube ter um lateral como Bosingwa que grande parte dos jogos protegia o menino que estava na frente mas raramente passava para trás do meio-campo em auxílio da defesa. E no plantel do Benfica já há montes deles assim (Quaresmas, não Bosingwas, entenda-se).

No entanto, parece que já estou a ver as parangonas: “Vim para o maior clube do mundo”, “No Porto não me entendiam”, “Vou dar tudo pelo clube”, “Rui Costa sempre foi o meu ídolo”… e saem mais umas paletes de latas de tinta vermelha para as edições dos jornais.

Enfim, se vier de volta para Portugal com o proverbial rabinho entre as pernas depois de ter jogado um bocadinho com os grandes e ter percebido que afinal não basta ter talento num campeonato medíocre para ser um grande jogador, temos cá gente para tratar dele. Com o carinho que merece.