Baías e Baronis – FCP vs Nacional

Primeira edição da rubrica que pretendo escrever depois de um jogo do FCP. Podia chamar-lhe “Positivo e Negativo” ou “Em Alta e em Baixa” ou até “O Melhor e o Pior”. Optei pela última, só que em vez da frugalidade das palavras tradicionais, preferi escolher um dos melhores jogadores que já passou por este clube…contra um dos piores. Porquê, perguntarão? Porque soa melhor. E porque o Baroni tem um espaço especial aqui no meu coração. Ah…as saudades…

Se não concordarem, são livres de comentar, obviamente!

BAÍAS
(+) Vontade de vencer, de criar o resultado necessário para ser campeão nessa noite
(+) Garra de Rodriguez e Mariano que terminaram o jogo de rastos, bem como Fucile e Meireles que saíram lesionados antes do jogo acabar
(+) Público entusiasmado e estádio repleto
(+) Cissokho evolui muito rápido para um jogador com tão pouca experiência, faz bem a linha, apoia o ataque e recupera bem para a defesa
BARONIS
(-) Muito nervosismo que apesar de expectável, não pode continuar a desnortear a equipa
(-) Fucile muito inseguro a lateral-direito, provavelmente ainda não a 100% fisicamente
(-) Muito espaço dado ao meio-campo do Nacional, jogando com 3 médios contra 4 do adversário (antes de alterar para o aparentemente 4-2-2-1-1)
(-) Tomás Costa continua a jogar com algum nervosismo, tem de parar mais para pensar no que vai fazer a seguir

E vão quatro seguidos…


Suado. Muito mais suado que no ano transacto, sem dúvida, mas igualmente merecido. Estive lá como sempre, a berrar e a enervar-me com a tremideira da equipa, cansada e infantil nalguns momentos, com vontade a mais e cabeça a menos. Pusemos os nervos de lado e ganhámos, como tínhamos de fazer. Vai-me ficar na memória a imagem da conferência de imprensa invadida pelos jogadores em atitude de eufórico apoio ao treinador. É essa a grande virtude deste plantel e talvez a melhor maneira de descrever esta época: quando foi preciso ganhar, fizémo-lo, com união, empenho e garra. Como ontem. Parabéns a todos, somos campeões!

I…mpaciente

Abriu esta semana o jornal I. Só isso, I. É fácil procurar pela versão online porque só me aparecem resultados relacionados com ele. Pelo menos durante as primeiras semanas, depois aposto que regressamos à numeração romana.

De qualquer forma, há que abrir a rasgar, e que melhor maneira do que com uma bela especulação fresquinha ma non troppo:


Ah…venham de lá esses cérebros. Atirem com os nomes todos. Havendo eleições nos outros clubes, com dezenas de nomes a tentar agarrar vãos lugares de pseudo-dedicação e flashes de fotógrafos no Estoril Open, o nosso clube também é atirado aos lobos.

Temos tempo para decidir a “big cabeza” portista para quando PdC já não tiver estômago para cá andar. Presidene vitalício, é isso que proponho. Desculpa, Vítor, mas vais ter de esperar um bocadinho. Aposto que não te importas nada.

Um corolário lógico

Li um artigo aqui há uns tempos de que me lembrei agora por ter relido esta frase noutra revista online. Eis o artigo completo:

A cor vermelha facilita a atenção, principalmente nas tarefas ligadas à memória, enquanto que o azul estimula a criatividade, sugeriu um estudo canadense publicado esta semana pela revista científica americana Science.

Essas conclusões podem ser úteis na publicidade, nas tarjas de remédios, ou na decoração de escritórios e salas de aula, avaliou Rui Juliet Zhu, que ensina Marketing na Universidade de British Columbia (UBC), oeste do Canadá.

Zhu, que fez essa pesquisa em parceria com o doutorando Ravi Mehta, recomenda que os publicitários que vendem produtos inovadores usem o azul, enquanto o vermelho levaria os consumidores a prestar mais atenção nos anúncios sobre diferentes produtos. Estudos anteriores haviam apresentado resultados contraditórios sobre a influência das cores no cérebro, porque não associavam as cores a tarefas específicas, explicou Zhu.

Os dois pesquisadores fizeram testes com 600 estudantes, que trabalharam no computador com monitor de fundo vermelho, azul, ou branco, e constaram que as performances variavam em fundação das cores e dos trabalhos. O vermelho, disse Zhu, melhora o desempenho e a vigilância nas tarefas que demandam atenção, porque é associado ao sinal de trânsito, às urgências, às ambulâncias e ao perigo.

O vermelho melhorou a performance dos estudantes em um percentual que vai até 31%, em comparação ao azul, para tarefas que necessitam de atenção especial, como a correção de textos. O azul encoraja a criatividade, porque as pessoas associam essa cor “ao oceano, ao céu, à liberdade e à paz”, explicou, acrescentando que um ambiente pacífico “faz as pessoas desenvolverem comportamentos de exploração e aumentarem sua criatividade”.

Zhu destacou, porém, que a reação às cores não é inata, mas adquirida na vida cotidiana, podendo variar segundo as regiões geográficas. “Sou originária da China, onde o vermelho é associado à prosperidade e à boa sorte. Acho que os resultados seriam diferentes lá“, acrescentou.

in noticias.terra.com.br

Está agora cientificamente provado o domínio do FCP no reino da criatividade e do talento, ao mesmo tempo que explica a fixação dos benfiquistas pela tara do clube histórico que são. 

Agora a questão, estranha que seja, coloca-se: será que na China o Benfica ganharia alguma coisa?…

Arrumar já com o assunto

Zarpo hoje à tarde para um fim-de-semana no Gerês com alguns amigos.

Em conversa, diz-me um deles (curiosamente sportinguista):
– A que horas vimos embora? Que tal voltarmos Domingo à noite, ou então vermos o jogo na televisão num tasco qualquer lá para o monte?

Estupefacto, respondo eu:
– Ao fim de 13 anos parece que não me conheces…Domingo a meio da tarde ponho-me de lá para fora porque não perco um jogo. Muito menos este!

Estamos prontos. Estamos ansiosos por mais um título. É altura de juntarmos forças, olvidar problemas, esquecer lamentos e tristezas e bater palmas à nossa equipa. São 27 jornadas à espera, algumas mais sofridas que outras, que esperamos tenham um clímax num Dragão a transbordar de emoção e alegria.

Vamos a ele, rapazes!!!