Baías e Baronis – FC Porto 3 vs 2 Portimonense

imagem retirada do zerozero

Desde o início do jogo que me pareceu que a equipa não estava muito interessada em vencer o jogo. E foi uma pena, porque acabamos por arriscar ser eliminados da Taça. Em casa. Frente a uma equipa que nos é inferior e que mostrou que esteve em campo com muito mais vontade de jogar, ganhar e passar a eliminatória do que nós. Safámo-nos pelas pontinhas de uns pentelhinhos que por lá passaram, graças à capacidade e eficácia de dois dos jogadores que estão a ser dos mais importantes da época e tudo aponta para que continuem assim. Ufa. Vamos a notas:

(+) Danilo. Ah e tal porque está cansado e porque foi o gajo mais utilizado na Selecção e estourou-se todo e é uma vergonha, yadda yadda. O que eu vi foi um Danilo cheio de força. Um Danilo com garra e vontade de jogar. Um Danilo que se entregou à luta sem problemas físicos. Um Danilo que comandou a equipa bem mais que Óliver e muito mais que André. Um Danilo que podia perfeitamente ser o capitão desta equipa pelo que mostra em campo e pela forma como leva a equipa às costas. Um grande Danilo, foi o que vi.

(+) A vontade na segunda parte. A vontade que faltou na primeira apareceu na segunda e mesmo com um futebol fraquito, a equipa mostrou outra cara depois do intervalo. Sim, fomos trapalhões, pouco rematadores (muitos dos remates surgiram depois de bolas paradas) e individualistas nalguns lances, mas lutámos muito e quase compensávamos o que não lutamos na primeira.

(+) Iker a liderar a roda depois do jogo. Depois de toda a conversa, foi estupendo ver Iker Casillas a liderar o grupo depois da expulsão de Sérgio Conceição. Nada mais a dizer sobre isto, nem aqui nem fora daqui.

(+) André Pereira. Ao contrário do que aconteceu com Galeno na pré-época e vários outros jogadores que foram aparecendo episodicamente ao longo dos anos vindo das equipas secundárias, pareceu não acusar a pressão e entrou em campo para ajudar a equipa, independentemente do nome ou número que tem nas costas. Lutou, entranhou antes quase de ter tempo para estranhar e fez uma boa estreia na primeira equipa.

(-) A falta de vontade na primeira parte. Assim não, meninos. Alguns jogadores ainda quase não tinham tocado na bola e a equipa já estava a vencer, o que pode ter ajudado a que estivessem quase toda a primeira parte, em bom vernáculo, “a cagar para o jogo”. Não contesto a valia do Portimonense, que teve uma postura estupenda e um sentido prático, mas é impossível de justificar com cara séria uma exibição destas. Em particular na defesa, porque se formos a comparar as performances defensivas de ambas as equipas podemos perceber que o Portimonense defendeu mal porque não sabe mais; nós fizemo-lo porque não nos apetecia fazer mais. E isso chateia-me muito.

(-) Hernâni. Dude. DUDE! Estás a tentar fazer com que o pessoal não goste de ti ou é mesmo só isto que tu consegues dar à equipa? Não acredito em nenhuma das opções, mas a verdade é que começa a ser complicado apoiar a tua presença mais assídua no onze titular, especialmente porque este tipo de exibições não ajudam nada a acreditar que podes fazer a diferença pela positiva. Tem lá calma, pensa no que vais fazer e não esperes que a sorte te caia do céu.

(-) André². Meh. É isto que André traz à equipa: meh. Não remata, não faz grandes passes, raramente faz passes razoáveis e não marca a diferença. Nem pela positiva nem pela negativa, é neutro. É pouco para ser titular no FC Porto e quem me dera que houvesse aí opção para o substituir. Ah, espera…


E a sequência que agora começa e que vai em crescendo até o jogo contra o Benfica ia arrancando da pior maneira. Vamos ver como continua já na terça-feira.

Ouve lá ó Mister – Portimonense

Camarada Sérgio,

Ontem no Cavani abordamos a tua possível abordagem a este jogo e os três chegámos à conclusão que não podemos ficar a brincar às taças. É preciso entrar com força, acabar com o jogo cedo e só depois descansar. A malta precisa de ritmo e estas paragens para jogos de selecções não trazem nada de bom, afastam os jogadores do contacto diário contigo e das piçadas que lhes vais dando nos treinos e isso não pode ser, até porque eu sei que tu gostas de ter a malta perto de ti e louvo isso. Pensa positivo, ao menos não houve mais lesões, certo? Não, não é certo, porque o Herrera veio tocado. Valente merda, heim? E olha que sou eu a dizer isto, eu que queria que o Herrera fosse embora no fim da época passada e no início desta!

Enfim, os tempos mudam e vamos todos esperar que a equipa regresse à competição em grande. Não mudes muito no onze e prepara-os para o que vai ser um ciclo tremendo de jogos. Vamos a isso, rapaz!

Sou quem sabes,
Jorge

A Culpa é do Cavani – Jornada 16 – Nhaga à vez

O Cavani está de regresso depois de dez dias de descanso, onde pouco ou nada se passou e onde pudemos recuperar energias para o próximo ciclo que se avizinha. E foi mesmo esse o principal tema, o próximo ciclo Portimonense/Besiktas/Aves, que culminará num jogo contra o “those-who-shall-not-be-named”, como diz e bem o Silva. Mais alguma (pouca) conversa sobre a Selecção, schadenfreude mal orientada, haikus matinais, hiper-mexicanidades e redes sociais para bateristas, tudo num episódio…esforçadinho. Vão perceber quando ouvirem.
Para a semana queremos a vossa opinião para continuarmos a compôr o “Worst-Of” do FC Porto de sempre e desta vez queremos escolher o pior médio defensivo da nossa história. Força com as vossas opiniões, malta!

Jornada 16 – Nhaga à vez


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A Culpa é do Cavani – Jornada 15 – Bombos e Kazoos

Um episódio atípico. Primeiro porque o Bertocchini se chateou com tudo e todos. Segundo porque…não, foi só atípico por isso, já que a conversa da não-opção pelo Óliver foi mais um ponto focal das ideias do treinador e da forma como o modelo não estará a usar os melhores jogadores. Ou até estará. Ou não. Discussão acesa que cobriu anatomicamente diversas personagens do universo histórico portista, desde menções às mamas do Walter e ao bigode do Matias, cobrindo também as pernas de todos os rapazes do jogo contra o Belém. Falando de Matias, foram eleitos dois dos defesas centrais mais fraquinhos de sempre: Stepanov e Matias, com Alejandro Díaz a chegar bem pertinho dos dois eternos colossos do eixo.

Jornada 15 – Bombos e Kazoos


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Baías e Baronis – FC Porto 2 vs 0 Belenenses

foto retirada do Twitter do FC Porto

Noite fria na Invicta, com os músculos a mexerem com dificuldade depois do jogo de quarta-feira (a sério que voltei ao Dragão apenas três depois da última vez que cá estive? Fosse sempre assim e era um homem feliz!), numa prova de capacidade competitiva que foi superada mas por pouco, já que a vontade de encerrar o jogo rapidamente era tal, em particular depois do primeiro golo marcado, que a equipa nunca conseguiu atingir níveis de tranquilidade e paz de espírito que acalmassem a malta nas bancadas. Mas ao contrário de outros anos, o apoio não faltou. Nunca faltou. É o que dá quando os jogadores dão tudo e lutam sempre para vencer. Vamos a notas:

(+) Herrera. Disse em vários fóruns no início da temporada (aqui, em conversa, no Cavani, em todo o lado!) que Herrera era para mim uma carta fora do baralho. Mais que isso, nem devia ser uma carta, mais valia ser um naco de papel queimado a descansar na lareira, tal era a minha confiança nele para a época que então começava. E agora, com um litro de água, engulo as minhas palavras ao ver o capitão a encher o campo, a marcar e a assistir, a ser o melhor jogador da partida como tem vindo a ser um dos melhores jogadores de várias partidas desde que assumiu de novo a titularidade. Lutador, inteligente a pautar o ritmo e a trocar a bola com critério, esteve acima de todos e mostrou que a braçadeira pode mesmo estar bem entregue. E espero que não me faças cuspir as mesmas palavras de volta, Hector!!!

(+) Reyes. Primeiro de tudo: Reyes não é trinco. Não que joguemos com trinco, mas a posição que Reyes ocupou foi exactamente essa, um pouco mais recuado em relação aos colegas do centro e claramente com menos ordens de subir no terreno que Danilo recebe. E para o que sabe e consegue fazer, esteve muito bem, sem contar com os passes longos que tem mesmo de melhorar. Sei que soo um pouco a um pai que vendo o filho a praticar guitarra e a assassinar um qualquer Stairway to Heaven o incentiva e diz: “Estupendo, Martim, não te esqueças que o esforço vai compensar”, sabendo perfeitamente que o puto só vai conseguir encher plateias se for vender bilhetes num cinema, mas a verdade é que em grande parte dos jogos, com equipas que jogam recuadas e que tentam colocar a bola nas costas dos defesas a 30 metros de distância (como o Belém tentou), Reyes até se safa benzinho. Não é Danilo, mas afinal, poucos serão.

(+) O golo de Aboubakar. Herrera esteve muito bem todo o jogo mas nada melhor que um sprint vertical de quase 50 metros, aos 90 minutos de uma partida onde meia equipa estava cansada e a esperar que o jogo acabasse, vendo Herrera (e Aboubakar) a voarem pela relva, com o mexicano a passar a bola perfeitinha para uma finta de Abou a deixar o central num varrimento Otamendiesco e a picar a bola por cima do guarda-redes para o golo do descanso. Um deleite, minha gente.

(-) Ui as perninhas. Não nos podemos queixar de nada senão de nós próprios, porque quem negociou a calendarização dos jogos no Dragão fomos nós e acredito que ninguém tivesse olhado para o próprio calendário da equipa como algo remotamente importante, em especial porque só nos lembramos destas parvalhices depois delas nos morderem no derriére. Mas notou-se desde o início que a equipa queria fazer as coisas depressinha para acabar com esta treta e passar à parte mais importante do fim-de-semana, o alapar da peidola no sofá e pensar: “só jogo daqui a duas semanas, quero é descansar um bocado!”. O jogo de quarta foi tramado e se Corona ficou no banco e Danilo na bancada, houve muitos outros que não tiveram a mesma sorte. E notou-se, oh pois que se notou e bem. Telles parecia amorfo, incapaz de se posicionar em condições e foi ultrapassado com a mesma finta pelo menos duas vezes sem pontapear o adversário em testículos alternados. Logo aí dava para perceber que algo se passava. Brahimi, que a jogar aí a 35% da sua capacidade conseguia produzir suficiente para quase marcar um ou dois golos, ou Aboubakar, que tirava o pé de várias disputas de bola, eram outros dois que se notava alguma falta de frescura. Hernâni compensava, naquele estilo de anfetaminas naturais que o fazem correr demais para fazer tão pouco mas entrou para a segunda parte como um zombie paralítico. Faltava muito do fulgor físico que ficou na relva na quarta-feira e uma equipa que faz da velocidade e agressividade uma das suas forças, não conseguiu nem uma nem outra a níveis decentes. Valeu-nos, e não acredito que vou dizer isto, a excelente exibição de Herrera.

(-) Felipe. Um jogo recheado de uma data daqueles pequenos nuggets que fazem pensar que este jovem tem um ou outro fio que se desliga sozinho e que só volta a ser ligado se alguém lhe der um par de estalos. Só vejo o Marega com capacidade (física) para ousar isso, por isso torna-se complicado ver um homem que me habituei a reconhecer como um excelente jogador a transformar-se numa poça de urina durante uma partida de futebol. Foi uma exibição fraquíssima, cheia de passes falhados, decisões parvas e muita falta de pernas. Precisa mesmo de descansar uns dias.


Onze jogos, dez vitórias e um empate (em Alvalade). Não me lembro de um arranque tão positivo e só posso esperar que continuemos com um rácio deste nível até ao final do campeonato…era bom sinal!