III Encontro da Bluegosfera – mesa redonda

Um dos espaços inovadores no III Encontro da Bluegosfera será o debate em formato a “mesa redonda” sobre o tema – Como vencer os desafios que estão pela frente? – que terá lugar da parte de tarde (em teoria, salvo qualquer atraso de última hora, entre as 15:00 e as 17:00).

Esta sessão irá contar com três comentadores:

  • Armando Leitão | Professor (Universidade do Porto)
  • Bernardino Barros | Jornalista (Porto Canal)
  • João Nuno Coelho | Investigador, autor e editor na área do futebol

O tema é suficientemente aberto para que cada um dos comentadores possa fazer uma exposição inicial dando um cunho pessoal às barreiras que se colocam no futuro próximo e em que medida é que o FC Porto terá as armas necessárias para levar de vencidos esses desafios.

Após as três exposições que no total não deverão ultrapassar os 45 minutos, vamos dar início a um amplo debate, alargado à assistência, onde qualquer um dos participantes na assistência terá oportunidade para comentar, bem como colocar questões dirigidas aos elementos da mesa.

Assim sendo, fica uma breve resumo da vida e carreira dos três convidados para que os possam conhecer um pouco melhor:


Armando Leitão

Nasceu no Porto, em 1958, a 200 metros do Campo da Constituição, filho de portistas.
Estudou no Porto, onde se licenciou em Engenharia Mecânica, no ano de 1982.
Ingressou na carreira Universitária no mesmo ano, tendo feito as pós-graduações em Inglaterra na área da Engenharia Industrial, com
ênfase na Fiabilidade e Estatística.
Tem colaborado com diferentes Instituições de ensino superior em Portugal e no estrangeiro, bem como, desempenhado diferentes cargos na estrutura académica.
Passou por empresas como a British Rail e a TAP.
Como portista (é o sócio Nº 3304) realça os cinco golos mais importantes da sua vida, por ordem cronológica:
1 – Ademir nas Antas (1978) contra os coisinhos. Resultado final 1-1
2 – Futre (1986) contra o Setúbal fora. Resultado final 0-1
3 – Madjer (1987) Viena. O melhor golo de sempre das finais europeias. Resultado final 2-1
4 – Costinha (2004) contra o Manchester United fora. Resultado final 1-1
5 – Kelvin (11/05/2013) contra os clientes do costume. Resultado final 2-1

Como portista e professor universitário, tem ainda no currículo uma entrevista ao JN, em que tentou explicar a diferença entre medir o tempo em horas, em minutos ou em segundos. Há pelo menos seis milhões que não percebem o óbvio…


Bernardino Barros

Nasceu em Vila Real, em 1955.

Em 1975, com 20 anos, iniciou uma colaboração no jornal ‘O Norte Desportivo’ (já extinto), a qual durou até ao final de 1979.
Em 1985 tornou-se colaborador do jornal ‘O Comércio do Porto’, como redator de futebol e basquetebol.
Em 1993 ingressou na rádio TSF como comentador de futebol, mantendo essa colaboração até 2003.
Nos anos de 2002 e 2003 foi colaborador da televisão regional NTV, onde apresentou o programa desportivo NJogadas.
Em 2003 regressou ao ‘O Comércio do Porto’, como editor da secção de desporto, cargo que manteve até ao encerramento desse jornal em Julho de 2005.
De 2004 a 2012 foi colaborador da Rádio Renascença, onde fez comentário desportivo especializado na área do futebol.
Desde 1999 que é presença regular no meio televisivo, tendo colaborado, como comentador desportivo, na RTP, SIC (no Euro 2004 e
Mundial 2006) e Sport TV.
Desde 2006 que é colaborador do Porto Canal.
É coautor do livro “Mui Nobre e Sempre Invicto Clube do Porto 1976-2006 – De 19 anos de jejum ao topo do Mundo, três décadas de glória”, publicado em 2006.


João Nuno Coelho

Nasceu no Porto, em 1969.

Formado em Sociologia pela Universidade de Coimbra, tem vindo a dedicar-se, desde 1993, à investigação sociológica e história na área
do futebol.
Publicou em 2001 a obra “Portugal, a equipa de todos nós: nacionalismo, futebol e os media” (sua tese de mestrado) que lhe valeu
o Prémio Jovem Cientista Social de Língua Portuguesa, da Universidade de Coimbra (1999).
É coautor dos livros “A Paixão do Povo: a história do futebol em Portugal” (2002), “A Nossa Selecção em 50 jogos (2004) e “Noites
Europeias” (2013).
Entre Agosto de 2006 e Agosto de 2011 foi coordenador da Football Ideas, empresa dedicada à análise histórica e estatística do futebol para alguns dos principais meios de comunicação social portugueses. Entre Setembro de 2004 e Dezembro de 2011 foi comentador/colaborador no programa da RTP “Liga dos Últimos”.
Desde Janeiro de 2012 é coordenador da editora ‘Amor à Camisola’.
Desde Novembro de 2012 até hoje é comentador do programa “Sacanas sem Lei” do Canal Q.

Baías e Baronis – Millonarios 0 vs 4 FC Porto

Primeiro de tudo: puta que pariu a “raça latina”. Este tipo de equipas para jogos de pré-época devem ser um Deus me livre para os jogadores porque o adversário simplesmente não pára. Correm como chitas atrás de saborosas gazelas, acertam em tudo o que vêem com uma intensidade tal que mais parece que estão a disputar uma final da Libertadores. Raramente jogam um charuto mas o ritmo que impõem nas partidas e a pressão que colocam no adversário é absurda para esta altura da época. Por outro lado…é excelente para funcionar como um sério teste à capacidade física da equipa ao fim de algumas semanas de treinos, especialmente em altitude. Mas a altitude combate-se, como já disse, com atitude. E foi o que fizemos. Vamos a notas:

(+) Danilo. Estupendo no golo em bola corrida, a avançar pelo campo como um lateral…coiso, que não faz a ala mas que desvia para o centro como fez desde que cá chegou. E os golos de livre, qual Fernando Mendes no Bessa…sem palavras (se bem que Maicon no ano passado também começou bem…mas não tanto!). Parece melhor em campo, francamente, não sei se pelo regresso de Fucile ou pela última tentativa de forçar a mão de Scolari na convocatória para o Mundial, mas o que é certo é que está a mostrar-se mais forte no ataque e mais inteligente na defesa. E todos nós esperamos que continue nesta recta de evolução positiva.

(+) Castro e Josué. Muito combativos no meio-campo, fortes no choque e agressivos quando foi preciso, alternaram bom posicionamento defensivo com a construção inteligente e acima de tudo a forma como comandaram os timings de jogo nas alturas certas, eles que foram continuamente pressionados pelos médios colombianos que tentaram acertar constantemente nas quatro pernas portuguesas que lhes apareciam pela frente.

(+) A componente defensiva de Licá. Corre como um louco e cada vez me faz lembrar mais um dos meus jogadores preferidos, o argentino Jonas Gutiérrez. Não desiste quando está em posição defensiva e vem atrás muitas vezes para apoiar as subidas de Alex Sandro, postura que juntamente com a capacidade física e a altura fazem dele um elemento vital no plantel…e talvez em muitos onzes titulares na época que aí vem.

(+) O golo de Jackson. Deus me livre. Ainda vai dar jogador este rapaz, vai vai.

(+) Comentários da Porto Canal. Podemos ter um Bernardino Barros em todos os canais? Com imparcialidade, inteligência nas análises, percepção de jogo e conhecimento de causa dos jogadores que está a descrever? É pedir muito? A diferença é de tal maneira grande entre BB e qualquer outra sigla que vomite alarvidades noutras emissões que me faz lamentar pelo futuro do comentarismo desportivo. Não há dúvidas: para ver futebol e para ver o FC Porto, o Porto Canal é de longe (de MUITO longe) o melhor de todos.

(-) A componente ofensiva de Licá. Talvez haja uma diferença muito grande nos estilos de jogo de Licá e o rapaz que estava daquele lado no ano passado, um tal de James Rodriguez. Mas Licá parece um corpo estranho nesta equipa, por muito que me custe dizê-lo (e custa, porque gosto do estilo), e ainda não se parece ter conseguido adaptar nem à equipa nem ao lateral que lhe aparece pelas costas. Parece sempre demasiado trapalhão nas alturas mais importantes e essa indecisão e nervosismo podem custar-lhe o lugar. Correu muito, esforçou-se imenso. Mas precisa de produzir mais.

(-) As entradas sobre Jackson. Quantas faltas sofreu Jackson durante o jogo? A resposta é simples: sempre que recebeu a bola de costas. Muitas foram marcadas, muitas não. Mas se isto fosse um jogo oficial, aos dez minutos já tinha sacado três amarelos. Mais: aguentou-as todas e ficou quase sempre com a bola. É como digo, ainda vai dar jogador este rapaz…

(-) O passe longo de Abdoulaye… é mau demais para ser condizente com um jogador que quer ser titular do FC Porto. Não treines, não, rapaz…


No final da crónica do jogo contra o Deportivo Anzoátegui, escrevi isto: “Helton, Danilo, Otamendi, Abdoulaye, Mangala, Castro, Josué, Lucho, Licá, Kelvin, Jackson. Vai uma aposta que a equipa de quarta-feira é esta? Se não for, creio que não fugirá muito disto (…)“. Falhei por um, mas aos sessenta minutos Paulo Fonseca fez-me a vontade. E com tantas opções, umas melhores que outras, já falta pouco para a apresentação que é já no Domingo e aí já vamos poder ver como está o nosso povo. E acima de tudo como joga a malta nova. Estou muito curioso para os ver ao vivo.