Schadenfreude

É incontrolável e avassalador. Acontece-me sempre que vejo a expressão de permanente terror na face de João Pereira, como se tivesse acabado de ver o Psycho e lhe limpassem o cérebro a seguir, só para o obrigarem a ver de novo. Over and over and over again. Uma parte de mim, uma enorme e maioritária parte de mim, fica feliz quando João Pereira falha. Torço como um louco para que faça um penalty desnecessário, que tropece sozinho sem a bola perto, que dê uma Zidanada num adversário ou que, como ontem, tente atrasar a bola para o guarda-redes (na direcção da baliza, mind you) e falhe com um estrondo de doze Torres dos Clérigos a tombar em cima de uma montanha de porcelana. Um sorriso espalha-se pela minha cara e solto uma sonora gargalhada. E dá-me uma vontade enorme de telefonar a amigos, familiares, próximos ou distantes, e gritar: “Vocês viram o que aquele imbecil fez? Mil rinocerontes paneleiros me fodam se não vou gravar aquilo e pôr à entrada de casa por cima do móvel para que as pessoas se sintam bem ao entrar e ver aquela parvoíce!”. É uma anedota, este rapaz.

E se não fosse titular indiscutível da selecção nacional de futebol, ainda tinha mais piada.

PS: Quanto ao jogo, remeto a análise para os comentários do Miguel, no Em Jogo. Directo e inteligente, como é hábito.

Leitura para um fim-de-semana tranquilo