Ouve lá ó Mister – Rio Ave

Señor Lopetegui,

Ah, sabe bem estar de volta, não sabe, caríssimo? Espero que a Navidade tenha sido proveitosa e que te tenha possibilitado um descanso ao nível que mereces, com toda a preocupação botada às urtigas e o enfoque virado com definitiva e empenhada acuidade perante a garrafinha de vinho e qualquer repasto que a tua famelga tenha como tradição cozinhar para o dia de Natal. Sim, porque tu agora tens de te deixar dessas coisas de festejar o Natal no dia de Reis, essa parvoíce que tem tanto de espanhol como de parvo. Reis. Vai-te lá esquecendo disso porque gostava que ficasses cá uns bons aninhos, se subires um pedacinho do nível de futebol que temos indo a apresentar.

Como ainda és novato no clube (meia-dúzia de meses teus não compensam quase trinta anos meus), vou-te explicar um detalhe que afecta o jogo de hoje como um prego num pneu de bicicleta. As coisas, por aqui, funcionam assim: se perdes o jogo de hoje, és uma besta que nunca devia ter pensado em vestir um fato de treino durante o dia para seguir carreira depois de acabares de jogar; se vences, ninguém quer saber disto para absolutamente nada e a vergonha é mesmo não teres apostado em mais rapazes novos para AGORA SIM fazeres uma rotação em condições. No win situation if there ever was one.

A minha postura perante a Taça da Liga é sempre a mesma desde o início: se der para ganhar, força. Mas não vale a pena perder o sono à custa disto. Usa a oportunidade para dar minutos aos rapazes novos, experimenta o que quiseres e brinca com as tácticas à Football Manager da forma que te apetecer. Se der para ganhar, porreiro.

Sou quem sabes,
Jorge

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It’s Xmas, everybody!

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Hora de perdoar o Maxi pelas entradas, de abraçar o Bruno pelas imbecilidades, de beijar os pés do Herrera e de saudar os golos do Jackson. É altura para paz, amizade, boa disposição e um cálice de Porto pelo menos da idade do Ricardo Carvalho.

Divirtam-se. Aproveitem o momento de harmonia que tão poucas vezes aparece nas nossas vidas. O FC Porto só joga dia 30, até lá!

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Dragão escondido – Nº31 (RESPOSTA)

Ora então vamos lá ver quem era o moço:

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Rui Jorge Sousa Dias Macedo Oliveira, o actual seleccionador nacional dos sub-21 (20? 23? Who knows anymore…), foi titularíssimo como lateral-esquerdo na equipa do FC Porto durante várias temporadas, até que a contratação de Fernando Mendes veio trazer maior segurança, alguma loucura e uma extensa experiência ao flanco canhoto da defesa portista, pelo que Rui Jorge, à procura de um novo desafio (e, constou na época, “empurrado” por António Oliveira para fora do clube), acabou por sair para o Sporting, onde foi suficientemente feliz, sagrando-se campeão nacional por duas vezes, que somou aos cinco títulos nacionais conquistados no FC Porto. Era um lateral ofensivo, rijo a defender e com bons cruzamentos, aparecendo muitas vezes em zona de remate. Na memória fica um golaço marcado ao Werder Bremen em jogo para aquele épico jogo num não-menos-épico da Liga dos Campeões em 1993/1994, com um estupendo remate de primeira a fazer o 2-0 numa altura em que Tomislav Ivic ainda liderava o FC Porto. Para se lembrarem desse grande momento de Rui Jorge que se transformou num daquelas imagens icónicas do FC Porto dos anos 90 (onde a luz ia abaixo nas Antas…e eu que bem me lembro de lá estar em plena Superior Sul nesta mesma noite…):

A fotografia diz respeito a um jogo da época 1995/1996, a última de Sir Bobby Robson no banco. Entre as demasiadas tentativas ao lado (às vezes, amigos, Occam’s razor funciona na perfeição…)

  • André – O “velhinho” tinha abandonado o futebol no final da temporada anterior…
  • Domingos – Fazia parte do plantel e era titular absoluto. Era uma boa hipótese.
  • Drulovic – Quase igual ao que foi escrito em cima, com a agravante de ser esquerdino e como tal mais adaptável à imagem. Mas não era ele, como podem ver.
  • Fernando Mendes – Chegou ao FC Porto apenas em 1997/98.
  • Folha – Mais um esquerdino, estranhamente MAIS ALTO (1 cm, que conta como os outros) que Rui Jorge. O gesto do cruzamento “à distância” também lhe dava boas hipóteses para ser o dragão escondido de hoje…mas não era ele.
  • Jaime Magalhães – Campeão europeu em Viena, tinha saído do clube no final da época 1994/95, depois de QUINZE temporadas ao nosso serviço.
  • Jorge Couto – Participou apenas em 17 jogos naquela que foi a última temporada ao serviço do clube, decidindo juntar-se ao…blergh…Boavista.
  • Rui Barros – Muitas vezes titular, este não enganava pela altura…11 centímetros de diferença ainda se notam bem…
  • Secretário – Titular, na maioria das vezes como médio-direito, com João Pinto a jogar nas suas costas. Saudades, amigos, muitas saudades…
  • Vlk – Fez parte do plantel entre 1990/91 e 1992/93, por esta altura já tinha regressado ao FC Vitkovice, de onde saiu para ingressar no FC Porto.
  • Wetl – A única época que passou no FC Porto (e a única passada fora da Áustria), foi em 1996/1997, pelo que neste ano jogava ainda no Sturm Graz.

Pela primeira vez, creio, houve dois vencedores, porque tanto o Pedro Miguel Ribeiro aqui no blog, com uma resposta certeira às 9h13 da manhã, como o Nuno Moreira (https://twitter.com/nunofcmoreira) acertaram no Rui…com as reservas de darem hipóteses alternativas. O primeiro a acertar sem propôr outras hipóteses foi mesmo um anónimo, às 14h03…mas não conta por ser anónimo. Raios! Ganham os primeiros! Vá, sinto-me natalício!

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Dragão escondido – Nº31

Ah, Popeye, quantas vezes me tentaste convencer a comer os “verdes”…e só tinhas sucesso quando o Sporting aparecia nas Antas. Já não era mau. E hoje, meu caro marinheiro ligeiramente homo-erótico, que jogador estás a esconder?

Força na caixa de comentários! E não vale andar a procurar a imagem na internet, todos o podem fazer e tira a pica à brincadeira toda…torna-se fácil demais, não acham? Batota não entra!

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