Mil postas

Aqui há alguns dias atingi uma marca interessante: mil posts.

Não quero começar a discorrer como sei que por vezes tenho a tendência de fazer, mas há várias coisas que gostava de partilhar convosco para marcar a data. Foram mil posts muito diversos, com prosa e poesia, reportagens fotográficas e conversas intelectuais, insultos variados e análises tácticas. É curioso perceber que a forma como tenho encarado o blog é diferente do que fiz no início, porque todos os homens vão mudando de opinião ao longo da sua vida e eu não sou excepção a essa bela regra, e quando olho para o que escrevi em Maio de 2009 e reparo no tipo de textos que agora saem do choque desenfreado dos meus remanescentes neurónios, reparo na diferença no estilo e na atitude.

Apesar do site ter muitas categorias, algumas das quais são os pontos mais mediáticos e mais conhecidos (Baías e Baronis e Ouve lá, ó Mister à cabeça, responsáveis por mais de 25% do total dos posts), gostava de puxar a brasa à minha sardinha e de salientar três posts que me são muito queridos: “Ode a Mariano“, “Rui Moreira ou a nobre arte de mandar pró caralho” e “E começam as imbecilidades“. O primeiro porque é um poema e como nunca fui dado ao estilo, surpreendi-me quando vi que tinha ficado engraçado; o segundo porque aborda a temática da imprensa e da defesa dos valores Portistas para o exterior, algo que me interessa muito; e o terceiro, porque gosto de pensar que me coloca ao nível dos adeptos que pensam pela própria cabeça. Se ainda não conhecessem o Porta19 e me pedissem alguns posts para recomendar, era estes que escolhia. Se não concordarem, eu compreendo.

A nível pessoal tem sido uma viagem curiosa. Tem servido para alimentar um ego que nunca foi muito grande, ajudou a retirar ainda mais horas de sono às poucas que já são entregues à almofada, criou uma certa atmosfera de nano-celebridade à minha volta ao ponto do meu próprio chefe se referir a mim como “Porta19”, o que já aconteceu várias vezes, possibilitou o contacto pessoal com muitos e bons portistas, desde malta de outros blogs portistas – Bibó Porto, Carago!, Dragão até à Morte, Reflexão Portista, A Mística Azul e Branca, Mística do Dragão, Revolta Azul e Branca, Dragão Crónico, Tomo II, entre outros – e também criou condições muito especiais para que fosse conhecendo outras pessoas à distância mas com quem parece ter-se criado um elo curioso ao longo destes vinte e tal meses de vida nova: os habituées dos comentários, pessoal interessado e opinativo, que já levou a salutares trocas de ideias sobre muitos posts que escrevi – João Amorim, Ana Luísa, Reine Margot, Manuel Vila Pouca, André Oliveira, penta1975, José Correia, Armando Pinto, Dragão dos Diabos, Ferrone, Fleming, The Blue One, P.Ungaro, Azul Dragão, Paulo Pereira, Romeu Silva, Nelson Machado, Vila, Paulo, Sergio, Hintze, joshua, hmocc, The Blue Factory of Dreams, só para citar alguns dos mais participativos, e até alguns adversários – Paulo, José Luís Carriço, Luís Rosário, Marcelo Silva e muitos outros que contribuiram sempre para bom diálogo e discussão acesa mas inteligente. Não é suposto ser um concurso de popularidade nem um discurso de agradecimento dos Óscares, mas se virem que o vosso nome não está ali e acharem que merecia um heads-up, estão à vontade para me insultar. Um gajo não se pode lembrar de tudo mas se me esqueci, mea culpa.

Acima de tudo, esta brincadeira tornou-se parte integrante da minha vida e permitiu-me evoluir como portista e como pessoa. Obrigado a todos pelo vosso contributo, pelos comentários, pelas visitas e pelas palavras de incentivo. Espero contar convosco para os próximos mil.

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Sete…dez…

Acabou hoje o estado de graça de Vitor Pereira. O próximo jogo vai ter transmissão televisiva e como até agora ainda não consegui ver um minuto de jogo corrido do FC Porto, não adianta comentar com grande fervor os resultados dos amigáveis.
No próximo fim-de-semana as coisas serão diferentes.

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Na estante da Porta19 – Nº2

Desta vez trago um livro sobre futebol mas não directamente escrito com a mesma perspectiva do habitual. “Fever Pitch” é da autoria de Nick Hornby, que provavelmente já conhecem como o autor de romances que deram origem a filmes como “High Fidelity” ou “About a Boy”, é um adepto do Arsenal desde a pré-adolescência e usa essa devoção (misturada com uma dose cavalar de loucura) como lanterna que o alumia nos tortuosos caminhos da sua vida, desde a infância até à idade adulta. Só tenho pena que termine a história em 1991, porque gostava de ler o que ele teria para dizer sobre o Wenger…mas mesmo para quem não reconheça muitos dos nomes, torna-se fácil perceber que muitos adeptos se vão identificar com o fã que ele é e com aqueles pequenos maneirismos e tiques que nos são tão comuns. Se virem aqui no blog qualquer texto parecido com algum que ele tenha escrito…não é plágio, é mesmo empatia.

Sugestões de locais para compra:

Shout out para o Paulo Pereira que me tinha sugerido o mesmo livro…um dia depois de eu o ter terminado de ler. De qualquer forma obrigado, rapaz, e os meus parabéns pela escolha!

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Mercado do Dragão actualizado

Só uma pequena dica para quem ainda não reparou: no parte superior direita do site está um link para o “Mercado Verão 2011“, que está a ser permanentemente actualizado com todos os rumores que vão surgindo nos jornais ou por essa internet fora. Decidi não riscar os nomes dos jogadores na secção das “entradas” que já tenham sido contratados por outros clubes (e já há vários, como Nuno Gomes, Onyewu ou Savic) só para manter a lista intacta até 31 de Agosto.

Por isso se quiserem dar uma gargalhada com alguns dos nomes ou simplesmente ver quem está confirmado ou não, é só lá dar um salto! E se virem alguma coisa errada ou ausente, façam favor de me avisar!

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Dragão escondido – Nº5 (RESPOSTA)

Não houve nenhum brincalhão que se lembrasse de amandar uma posta do género: “É o Mielcarski!”. A resposta está abaixo:

 

Desta vez não era muito complicado, tendo em conta a época e a fisionomia do jogador. Diego Ribas da Cunha, internacional brasileiro que chegou ao FC Porto no verão de 2004 para substituir Deco. Saído do Santos onde tinha formado uma dupla de “sonho” com Robinho, fez 49 jogos e apontou 4 golos ao nosso serviço e dois anos depois, com alguma polémica e um rendimento futebolístico muito abaixo do que seria previsível, acabou por sair para o Werder Bremen onde brilhou durante alguns anos, passou pela Juventus e agora joga novamente na Alemanha, no Wolfsburgo. A foto refere-se a um jogo fora contra o Vitória de Guimarães que vencemos por 2-0 com golos de Quaresma e Jorginho. Era um 10, um excelente organizador, criativo e talentoso, que sofreu um pouco durante a passagem pela Invicta com a indefinição em 2004/05 e os rigores tácticos de Adriaanse. Foi mal aproveitado, na minha opinião.

Entre as tentativas que a malta fez para acertar no nome do rapaz:

  • Alenichev – já não fazia parte do plantel, tinha saído no final de 2003/04 para o Spartak Moscovo;
  • Maciel – passou esta temporada emprestado ao União de Leiria;
  • Jorginho – o menino bonito de Adriaanse era a segunda melhor hipótese, mas era mais alto e com a pele mais escura. Vamos poder vê-lo este ano novamente porque foi comprado pelo Rio Ave;
  • Ibson – mais uma boa escolha, era juntamente com Jorginho o jogador mais parecido com Diego no plantel do FC Porto 2005/06;
  • Derlei – também já não fazia parte do plantel, tinha saído no final de 2004/05 para o Dínamo Moscovo;
  • Maniche – o gordo era mais um que já não fazia parte do plantel, tinha saído juntamente com Nuno, Costinha e Maniche (e Thiago Silva, agora titular no Brasil e na altura com idade de júnior) para o Dínamo Moscovo;
  • Sonkaya – ah, que saudades desta besta! Não era ele mas a hipótese era viável porque fazia parte do plantel nesse ano;
  • Ricardo Quaresma – uma das vedetas do plantel naquela época, foi bem aproveitado por Adriaanse (o único treinador – incluindo Mourinho – que o conseguiu pôr a ajudar a defesa) e rendeu muito mais que o rapaz da foto. Não era ele, como é lógico;
  • Lucho González – foi nesse ano que “El Capitán” chegou ao plantel, mas a fisionomia era de facto bem diferente;
  • Helder Postiga – mais um rapaz que estava no plantel e começou a época cheio de força…mas jogou apenas dois jogos e foi “encostado” para a equipa B por Adriaanse depois de se desentenderem. Acabou a época emprestado ao Saint-Etiénne;
  • Tarik Sektioui – só chegou ao FC Porto no verão de 2006, comprado por Adriaanse poucos dias antes do holandês se pôr ao fresco;

 

O pessoal está a ficar bom nisto. Já tenho mais quatro destes na calha mas vou parar durante algum tempo, só para dar tempo à malta para respirar, guardar os arquivos e ficar pronto para a próxima!

 

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