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Mário Fernando. Mais uma vez. A última frase é perfeita.

Bom artigo do Luís Aguilar sobre o Sporting no seu UniversoFutebol.

Já que falei do Sporting, é por isto que não dou a Couceiro o mínimo de crédito como treinador principal. É que eu estava lá.

Fechando a pasta verde, a desvantagem de ter um adjunto com problemas a articular as ideias.

Da Alemanha aparece uma boa ideia que já não é original e que seria impecável de ver em prática no Dragão.

Em terras com reis oscarizados, gostei de saber que o Arsenal perdeu a final da Carling Cup. Gostei ainda mais da análise de um dos melhores blogs de futebol da web.

E para terminar, uma crítica aos lamentos de Mourinho vinda de Inglaterra.

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Beber da mesma água

Vi hoje cerca de cinco minutos do Naval vs Braga. O nível do futebol apresentado, ao nível da quarta divisão sudanesa, não me surpreendeu. O que me pôs com um sorriso enorme foi ver o treinador da Naval, nova quasi-coqueluche da imprensa sulista, a reclamar várias vezes com o árbitro para que fossem marcadas faltas dos centrais minhotos.

É tramado, Nepomuceno. Depois de uma carreira em que consistentemente tentaste assassinar legalmente os rapazes que te apareciam pela frente e de me deixares na memória um carrinho quase paralelo ao chão em plena levitação em que acertaste mesmo na pança do Semedo, um gajo fica pi ou até tri-urso quando o sapato está, como dizem os bifes, no outro pé.

Ainda assim não levo a mal a carreira que tiveste na nossa némesis vermelha e desejo-te boa sorte, Nepomuceno. Os teus jogadores são maus mas tu tens boa vontade e pareces gostar do que fazes. E aí, talvez longe da média portista, dou-te os meus parabéns pela carreira que tens vindo a fazer. Afinal, sempre tens mais pontos que o Sporting em 2011 na nossa Liga. E por muito que tal não seja particular motivo de orgulho, com a matéria-prima que tens à mão, é obra.

 

PS: É impossível não gostar do nome do homem. Se alguma vez pensasse em comprar um cão (acto que tem o mesmo grau de probabilidade de me fazer sócio do Real Madrid ou do Benfica, por muito boas que as piscinas fossem), seria esse o seu nome.

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Pimenta em esfíncter alheio

Um comunicado foi lançado pelo Benfica no seu site oficial. Mereceu da minha parte imediatamente a mesma atenção que um celíaco dá a uma bela francesinha, mas hoje li novamente o que lá tinha sido rabiscado, e ri-me. Saltam à vista, por entre a fel e o lixo em fonte bem composta, as seguintes frases:

Em jornalismo não há coincidências.

Efectivamente, o pior cego é sempre aquele que não quer ver.

Lindo. Vindo do gabinete mais orientado para a contra-informação que um ministério líbio, este comunicado acaba por ser uma enorme pazada de areia arremessada aos cornos de todos os portugueses que estarão a hibernar há alguns anos ou que simplesmente não ligam a futebol. Porque o resto da malta, os que vão lendo jornais e vendo televisão (e que não são totalmente mentecaptos, claro está), já se aperceberam da permanente selectividade de tom, estilo e substância que pauta os artigos que são diariamente vomitados por fulanos como José Manuel Delgado, João Querido Manha, Carlos Pereira Santos, Vitor Serpa ou David Borges, só para citar alguns muitos pseudo-ícones do jornalismo lusitano. Como é lógico deixo de fora os cronistas, porque os há e se contam pelas rugas do Pinhão e que defendem o seu clube de uma forma mais ou menos decente, mais ou menos pungente, mais ou menos correcta. São pagos para isso.

Agora jornalistas? Daqueles jornalistas mesmo? Com carteira profissional? Com o mesmo estatuto do homem que citam no pomposo texto? Esses, aqueles que tratam a deontologia como um filiado no PNR trata um angolano, esses rapazes que defendem o valor de choque das suas palavras que podem ou não ser verdadeiras, esses homens que brincam ao escritor e que defendem a decência e a honestidade mas só se aparecerem nas suas cores, esses infames que se escondem por detrás de uma caneta para cuspirem ódio e desestabilizar equipas, homens e instituições, esses…o Benfica não viu.

A definição do pior dos cegos está incorrecta. Pior que todos os outros é o cego selectivo que opta por só ver o que quer. E mente.

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O regresso de Rámes

© desporto.sapo.pt

Ontem, talvez por apenas ter visto o jogo enquanto jantava com amigos, não me apercebi da influência que James teve no fluxo de jogo na segunda parte. Hoje revi os 45 minutos em que o rapaz entrou e realmente percebi que valeu a pena. Foi rápido, eficiente, com bons passes (incluindo a assistência para o primeiro golo de Falcao) e uma liberdade bastante mais evidente quando se encontrava na zona central do que tínhamos visto na ala.

Parece-me que o rapaz gosta mais de jogar ao meio (como fazia na Argentina) e mostrou mais num jogo do que tinha feito em vários jogos em que jogou colado ao flanco. Pode ser uma excelente alternativa para um modelo que fortaleça mais o centro do terreno com dois avançados móveis em vez de um central e dois abertos nas alas. Com a baixa de forma de Varela, podemos ter aqui uma forma de Villas-Boas contornar o problema.

Bem-vindo de volta, James. E desculpa a falha, se voltares a fazer o mesmo não me vou esquecer de ti.

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