Ouve lá ó Mister – Académica

André, grande líder!

Inclemência! Martírio! Lamento! Tristeza! Não vou poder ver o jogo, pá! Um conjunto de coincidências afasta-me da partida que até estava a pensar em ir ver ao vivo em Coimbra, estádio onde nunca pus os pés e que tu conheces bem…mas não vai poder ser. Lá terei de ver o jogo pela televisão, se conseguir, porque nessa altura estarei bem rodeado de amigos numa festarola bem bonita e cheia de boa disposição, alegria e vodka. Saliento a última, a única capaz de impedir que veja bem o jogo, claro!

Não esperes facilidades, já sabes. Os gajos que estiveram contigo no ano passado e que responderam mais ou menos bem às tuas indicações…este ano tiram-te o escalpe como o Vale e Azevedo muda de nome, por isso não te iludas com as amizades. E lá pelo Jorge Costa ser quem é não quer dizer que não tente ganhar! Ah pois é, que aqui na nossa casa não se treinam perdedores, rapaz! Aqui ensina-se a ganhar e o Bicho sabe disso. Manda-lhe um abraço por mim e diz-lhe que a minha mãe ainda se lembra quando desceu com ele no elevador num hotel em Chaves aqui há uns anos, só para chegar à recepção e me dizer: “Que rapaz alto que vinha comigo no elevador, deve ser jogador do Porto”, comigo aos saltinhos a clamar por um autógrafo. Outros tempos, é o que é.

A mourada lá ganhou. É pena, mas temos que continuar na nossa onda, um jogo de cada vez, não é? Pode ser que estes estejam todos ramados com as praxes ou lá o que é que fazem entre as bebedeiras. Estes estudantes são jeitosos, cuidado. E atenção aos sprinters da frente, principalmente aquele, o chupa-chups ou chiclete ou sugu ou lá como é que se chama o moço. Corre mais que um cigano a fugir da ASAE por isso vê lá se pões o Sapu ou o Álvaro a seguir-lhe os calcanhares desde cedo para não haver chatice.

Ainda por cima só posso fazer a croniqueta no domingo à noite. Que se lixe, é um dia de atraso mas a vitória vai saber bem. Vai, não vai? Vai.

Sou quem sabes,
Jorge

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Quantos amarelos tem Moutinho?

No campeonato, pelas minhas contas, do ZeroZero e da Liga…3:

1ª Jornada – Naval @ Figueira da Foz
4ª Jornada – Braga @ Dragão
5ª Jornada – Nacional @ Madeira

Mas n’A Bola vejo que tem 4 e que Villas-Boas está a equacionar descansar o rapaz no sábado em Coimbra para não arriscar suspensão no jogo contra o Benfica.

Moutinho foi amarelado na Supertaça, esses também contam?!

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Os (maus) cronistas da nossa praça: Marta Rebelo

De há uns anos a esta parte, começou a surgir no nosso futebol um fenómeno que tomou o mundo da imprensa escrita e online de assalto: os cronistas colunáveis. A proliferação desta espécie de opinadores foi uma pequena praga que empurrou os tradicionais rapazes que sabiam da bola para canto, substituindo-os por pseudo-amantes de desporto disfarçados de sábios, com lugar cativo nalgumas das principais publicações que povoam o nosso panorama jornalístico.

Um excelente exemplo deste potpourri de lixo retórico dá pelo nome de Marta Rebelo. A ex-deputada e aparentemente colunável opinadora é uma das cronistas do Record, um jornal (se ainda obedecer à definição) que não prima propriamente pelo bom gosto, ou não fosse do grupo Cofina, ao qual pertence esse baluarte do jornalismo português como é o Correio da Manhã ou o felizmente falecido 24 Horas (EDIT: o 24 Horas pertencia ao grupo Controlinveste. Obrigado pela correcção, Nuno!). Quando lemos os textos que são delicodocemente escritos por Marta, uma sensação de deja-vu invade-nos e somos assolados por uma onda de melancolia e nostálgicas sensações de paz e tranquilidade, à medida que somos transportados pelo tempo para o nosso 5º ou 6º ano de escolaridade, quando tínhamos de fazer redaçcões sobre o que se passava no mundo à nossa volta. Ah, as saias da Professora de Música, as calças justas da de Ciências, ou a rude faceta do sempre energético fulano que, ao abrigo de uma suposta licenciatura em Desporto, lá obrigava a canalhada a correr à volta do campo enlameado gritando “vamos lá, meninas, só falta sete voltas!”. Que estupor. Enfim, de volta à Marta.

Não me incomoda que a Marta ande pela Caras a exibir o seu novo boy-toy. Nem me choca nada que haja gente que compre a mesma revista só para ver isso. Mas, à imagem de outras Martas, esta é um bom exemplo de algo que está mal no jornalismo desportivo português. Em vez de gente que sabe e que por muito que trate mal o nosso clube quando é merecido, alguns preferem convidar gente que escreve coisas como “treck record” ou rimas como “Porque a basculação ofensiva foi pujante, mas o desperdício frustrante“, num exercício que é quase tão interessante como ver tinta a secar numa parede.

Ler Marta Rebelo assemelha-se a um almoço de comida chinesa. Enquanto mastigamos tudo parece saber ao mesmo e uma hora depois já nem sabemos dizer o que metemos cá dentro.

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