Ouve lá ó Mister – Académica


Amigo Vítor,

Em primeiro lugar, espero que este período de descanso tenha feito bem a toda a gente. A ti, aos teus companheiros da equipa técnica, aos jogadores, aos médicos, aos massagistas, aos tratadores da relva, aos stewards, aos animais que chamam stewards na Luz, à SAD e principalmente ao grupo onde me incluo, os bloggers arrogantes adeptos.

Já estou enferrujado destas minhas proto-palestras. Estas pausas constantes no campeonato estão-me a lixar um bocado o esquema, porque se mete o país à frente da naçom e não me permite focar no maior problema para lá do trânsito da VCI: a qualidade do nosso jogo. É verdade que já não vejo a equipa a jogar há duas semanas mas a amostra que tivemos em Olhão foi muito fraquinha, Vitor. E depois deste tempo todo sem ver o FCP a jogar, admito que estou um caco cheio de ansiosidade, ansiosismo, até com um pouco de ansiedade, vê lá.

E agora quando regressamos às competições, recomeça o ciclo. Taça, Champions e Campeonato, tudo seguido. O nível de dificuldade do primeiro é o mais baixo, em teoria, mas não quer dizer que não seja decisivo para ti, para os teus jogadores e para a forma como os adeptos vos vêem. Não quero ver facilitismos nem brincadeira, este é a eliminar e por muito que a maior parte do povo só dê atenção à Taça se o campeonato já estiver ganho ou se não houver hipótese de o ganhar, tens de mostrar a todos que estamos de volta, que o grande FC Porto está afinado. De uma vez por todas tira as nuvens negras de cima da tola e põe-nos a bater palmas como uma foca com espasmos. Força aí em Coimbra!

Sou quem sabes,
Jorge

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Baías e Baronis – Académica 0 vs 3 FC Porto

foto retirada de fcporto.pt

Nervoso. Aparentemente só eu é que estava nervoso a ver o jogo, porque quem olhasse para o campo via uma equipa que estava mais calma do que eu, como se o jogo de São Petersburgo não tivesse abanado a estrutura mental dos jogadores. Vi um FC Porto mais igual ao que nos habituou, com um jogo mais estabelecido a meio-campo ainda que a espaços se tenha voltado a ver alguma displicência e falta de tranquilidade, com passes exageradamente rápidos e longos, várias perdas de bola e lentidão excessiva na construção de jogo até chegar ao meio-campo adversário. Mas é um FC Porto melhor que o da Rússia, que pode ter visto em Coimbra um acréscimo de confiança que tanta falta tem feito à equipa. Vamos a notas:

 

(+) Fernando Foi mais uma vez o melhor jogador do FC Porto. Apesar da posição que ocupa ser eminentemente defensiva, foi a partir das intercepções e recuperações de bola do “Polvo” que a equipa conseguiu estabilizar o jogo e dominar por completo a partida. Continua a não saber muito bem o que fazer quando sai de bola controlada para lá do meio-campo mas habitualmente toma a opção certa e roda a bola para o colega mais próximo ou para o lateral do lado onde está. Serve como complemento perfeito à menor mobilidade de Moutinho nestes dias e enquanto Guarín aguenta a pressão mais acima, Fernando mantém-se observador, posicional, astuto e controlador. Numa altura em que a equipa está tão necessitada de força física como de confiança no seu talento, Fernando funciona como a perfeita descida à Terra quando recupera uma bola e faz funcionar o ataque posicional de uma forma tranquila mas sempre em posse. Que continue assim.

(+) Helton Em pontos fulcrais do jogo foi sempre o guarda-redes que precisávamos. Brilhou pouco mas foi eficaz a tapar a baliza quando Éder lhe apareceu sozinho, a voar para defender um grande remate de Adrien e a agarrar alguns cruzamentos de Sissoko e Diogo Valente. É isto que uma equipa grande necessita sempre: um rapaz lá no fundo da equipa que não precisa de defender muito, só precisa de defender tudo.

(+) Walter O golo foi meritório, não tenho dúvidas. Acreditou que a bola (muito bem centrada) de Hulk iria ficar mesmo ali no intervalo entre os dois centrais e deu o toque perfeito como um ponta-de-lança deve fazer. No resto do jogo esteve esforçado ainda que pouco eficiente, mas a maior contribuição que deu à equipa acabou por ser a festa que os jogadores lhe fizeram aquando do golo, porque são estes gestos que indicam que o ambiente está bom e acabam sempre por mater as conspirações pela raiz. E exigem-se sempre golos a um ponta-de-lança, mas acima de tudo também precisa de ser mais móvel, mais rápido e estar mais em jogo. Só estranho que a última não aconteça mais vezes, porque pelo conhecimento que tenho da gravidade, a bola deveria ser mais atraída para Walter que para qualquer outro jogador…

(+) Apoio nas bancadas Sempre a gritar, sempre a apoiar, sempre presentes. Os nossos adeptos deram mais uma vez um sinal evidente que estão presentes nos bons e nos maus momentos, prontos a levar os rapazes aos ombros se tal fosse necessário e hoje em Coimbra viu-se mais uma vez que a malta está pronta e de gargantas bem afinadas com a equipa. Portistas unidos em prol da vitória e da continuação do sonho de ser campeão, porque não nos podemos deixar abater por resultados menos conseguidos quando sabemos que podemos fazer muito mais. É esta confiança que transmitimos para o terreno, este tipo de força que passamos para os jogadores e só podemos esperar que nos retribuam em golos e conquistas.

 

(-) Medo de falhar Se há alguma coisa que posso apontar à equipa hoje é o receio com que vi um grande número de jogadas a serem desperdiçadas com passes longos excusados e muito vagar na execução. Nota-se que alguns jogadores caminham como faquires inexperientes em camas de pregos novos e parece-me evidente que a confiança necessária para um tipo de jogo mais “nosso” ainda está longe de ser alcançada em pleno. Moutinho, Álvaro, Fucile mas sobretudo Guarín (que já de si não é em condições normais o jogador mais calmo do plantel) continuam a mostrar insegurança a mais nos lances em que estão envolvidos, ao ponto de fazerem Fernando, que joga mesmo ali ao lado deles, parecer um paladino da tranquilidade. Tempo, melhor condição física e resultados positivos farão com que eles regressem ao nível do ano passado, mas até lá vamos ter de suportar algum excesso nos recuos para o guarda-redes, nas trocas de bola entre os centrais sem que um médio venha buscar a bola, ou remates de longe que parecem não ter intenção de entrar para a baliza. Temos de ter paciência.

(-) Otamendi Um jogo muito fraco do argentino hoje em Coimbra. Ao contrário do que é habitual nunca conseguiu lidar com a velocidade de execução de Sissoko e Éder e deixou-se cair com uma consistência assustadora nas fintas dos adversários, especialmente quando os encarava em lances individuais, onde foi batido até me deixar enervado. Se somarmos os passes longos absurdos que davam quase sempre lançamentos laterais para a Académica, a produtividade hoje foi negativa. Valeu-lhe Helton por várias ocasiões porque do lado dele hoje passava quase tudo.

(-) Relvado Não sabia que no futebol profissional em Portugal eram permitidos relvados em gravilha pintada de verde. A bola saltava como se estivéssemos num sintético, e houve vários jogadores Portistas (Hulk e James, principalmente) que se viram lixados com a incapacidade de controlar a bola e colocá-la a rolar em condições, o que não parecia acontecer com os jogadores da Académica, provavelmente mais habituados ao estado do terreno. Para o estilo de jogo que temos é complicado manter a bola a rodar entre os jogadores de uma forma estável quando não se sabe se o passe vai parar onde previsivelmente deveria chegar, mas é um problema que os nossos meninos têm de conseguir resolver no futuro, porque a incapacidade técnica que parece disseminada no nosso plantel acaba por impedir um jogo simples como gostamos.

 

Não foi a exibição fabulosa que estaríamos à espera, mas foi suficientemente boa para manter o primeiro lugar antes desta absurda paragem de duas semanas, intercalada com um jogo da Taça. É preciso rezar para que nenhum dos nossos muitos seleccionáveis não chegue a casa com uma ou outra lesão muscular ou mesmo (knock on wood) traumática, porque o plantel é extenso mas não em todas as posições e como temos ainda alguns rapazes no estaleiro, temos de esperar que daqui a quinze dias possamos voltar em grande. Até lá vamos descansar, analisar alguns pormenores e perceber que Vitor Pereira precisa ele também de algum tempo para entender a melhor forma de jogar e quem são os melhores à sua disposição. Insisto, vamos ter paciência, minha gente, porque o trabalho tem sido atribulado mas sério e este grupo tem potencial para nos dar muitas alegrias. Cá as esperamos.

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Ouve lá ó Mister – Académica


Amigo Vítor,

Não está fácil a vida para ti, rapaz. A meio da semana conseguiste transformar uma semana de trabalho árduo e de poucas satisfações num pequeno inferno na minha vida de lazer. Isto de perder jogos daquela maneira já não é um hábito desde que…espera, nunca foi um hábito! Nem para mim nem para ti como portista, aposto, porque acredito que sofras da mesma maneira que eu sofro como adepto, e agrava-se com o sofrimento de veres os teus meninos em campo a não conseguirem dar a volta a uma situação negativa. Mas não podes desistir, nenhum de vocês pode desistir, porque os outros que ficam de fora a sofrer não podem entrar em campo e dar dois safanões em qualquer jogador, por isso dependemos de ti para o fazeres. Pode ser metafórico ou concreto, deixo à tua consideração.

Reparo que já perdoaste o Fucile. Já sei que é uma faca de dois legumes, como se diz, porque se não o convocas é porque está a ser castigado e há mau ambiente, mas se convocas é porque não achaste que foi tão mau assim e qualquer um tem carta verde para fazer o que lhe apetece, o que vai dar mau ambiente. Para quem quer ver as coisas sempre da mesma forma só pode dar em maledicência, a mesma do costume. Já estás habituado a isso por estas alturas e como já sabes como é que as coisas funcionam neste nosso país podre e inclinado sempre para o mesmo lado, é com o que vais ter de lidar todos os dias. E quando as coisas correm bem, uma pessoa pode-se sempre alhear dos trauliteiros ideológicos e mandá-los às favas, mas quando as coisas começam a correr mal…infelizmente há muita gente que guarda o fel para estas alturas. Aguenta.

E a Académica, por muito que esteja a fazer um bom campeonato, não se pode atravessar no nosso caminho. Não pode! A pressão que tu e os teus foram colocando em cima como uma pilha de cobertores num dia de Verão é uma bela borrada e agora, mais que nunca, dependemos de vocês para elevar a nossa moral que não está propriamente em alta. Lembra-te do ano passado, Vitor, da maneira como conseguimos lutar nesse mesmo sítio onde vais estar hoje a jogar. Recordas-te da piscina que havia aí, em que o Varela marcou um golaço, o Belluschi brincou com o adversário e o resto da equipa se atirou ao jogo com uma intensidade, um espírito de sacrifício e combatividade que mostraram ao país que aquele seria o próximo campeão? É isso mesmo que todos queremos ver hoje!!!

Sou quem sabes,
Jorge

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Baías e Baronis – FC Porto vs Académica

 

O meu habitual intervalo no Dragão passa por um telefonema para o meu pai. Isto quando ele não está lá comigo, como é lógico, senão era deitar dinheiro fora e não estamos em tempos dessas coisas. Mas de qualquer maneira a conversa nos últimos tempos tem sido qualquer coisa como:”Oh pá, estes gajos são uns nabos! Aqui na televisão estão tão lentos, parece que não querem saber disto! Que vergonha!”. O meu pai é um pessimista, é verdade. Mas eu também sou, e estas primeiras-partes deitam-me abaixo com muita facilidade. Chamem-me homem de pouca fé, mas não acredito em dar avanço às outras equipas, pronto. A diferença é que este FC Porto pode subir de produção quando quer contra equipas deste calibre e tem aliado a sorte à vontade de marcar, ao nível de um campeão quase anunciado. Vencemos com facilidade depois de um ou outro susto mas não fomos coerentes ao longo de todo o jogo. Notas abaixo:

 

(+) Belluschi O mais inconformado dos nossos rapazes. Entregou-se ao jogo com tudo que tinha e voltou a agarrar um lugar que lhe tinha fugido há alguns jogos, com a chegada de rompante de Guarín ao onze. Belluschi continua a ser um abnegado de trabalho este ano e dá a entender que se dá muito bem com Otamendi porque parece que descobriu as entradas de carrinho para recuperar as bolas defensivas. O rapaz luta, dá energia e motivação à equipa e é um jogador fundamental no FC Porto. Só continua a precisar de melhorar o último passe…

(+) Fernando Foi o único jogador clarividente na primeira parte portista. Para além de tapar a grande maioria dos lances de ataque do adversário, tentou sempre sair com a bola controlada para o ataque. Só teve um problema: é que poucos se mexiam à sua frente para criar linhas de passe minimamente decentes para ele conseguir furar pelo pouco espaço que tínhamos no meio-campo da Académica. Saiu quando era preciso outro jogador para rodar a bola e porque o adversário já não criava perigo por aquela zona. Gostei de o ver, mais uma vez.

(+) Fucile Subiu bem pelo flanco e ajudou na defesa sempre que pôde. Hoje foi menos brincalhão do que é costume e ainda bem, porque com Addy na primeira-parte ia-se vendo lixado da vida. Subiu de produção na segunda parte (mais um) e criou um flanco direito com Belluschi e Varela que desfez a defensiva da Académica.

(+) Subida de produção na segunda parte Parece fácil a forma como o FC Porto consegue crescer em velocidade, em agressividade, em força e em futebol. Contra uma Académica que esteve menos mal na primeira parte mas que só causou chatices por inépcia nossa, a segunda parte foi novamente o oposto da primeira, com a subida de Guarín, a velocidade de Varela e a irreverência de Belluschi a rodarem a bola 20 metros à frente do que tinham feito antes. A Académica nunca mais conseguiu passar do meio-campo com organização. Point-Set-Match.

(+) Público Mais de quarenta e seis mil espectadores (com a particularidade da malta que escolhe o último número ter adivinhado que Guarín iria ser o marcador do primeiro golo) estiveram hoje no Dragão. Aposto que muitos, como eu, usaram os dois convites gratuitos que estão incluídos nas benesses de quem tem Dragon Seat. Vi o jogo noutra bancada (longe da Porta19, admito) e reparei em muitas caras novas. É uma boa forma de trazer gente à bola e espero que o povo goste de ir ao Dragão. Quem é que não gosta?!

 

(-) Primeira parte de avanço, mais uma vez Sei que é a Académica. Sei que os nossos rapazes andam cansados e que este era o terceiro jogo em sete dias. Sei que o campeonato está quase ganho. Mas também sei que detesto olhar para o resultado no Dragão e ver que os gajos da direita tem um algarismo mais alto que os da esquerda. E custa, rapazes, custa muito. Se a culpa fosse nossa, se fôssemos uma equipa fraquinha, ainda percebia. Mas só podemos descansar DEPOIS do jogo estar ganho. Malta, vamos lá, não custa assim tanto e o povo fica contente!

(-) Hulk Não está num bom momento, é verdade. Corre muito mas as fintas e os passes não saem. Nem remata tantas vezes como dantes, vejam lá. Mas precisa de acalmar, o nosso super-herói. Precisa de meter na cabeça que não é com lances como o que teve na segunda parte com o resultado em 2-1, quando rematou de letra quando podia tê-lo feito com o pé direito. Não está a ser eficaz como o foi no início da temporada e a equipa ressente-se disso. Rapaz, relaxa, as coisas vão melhorar!!!

(-) Maicon Parabéns pelo golo, Maicon, foi um bom salto e uma excelente cabeçada. O resto do jogo? Uma sucessão de jogadas nervosas, domínios de bola periclitantes, passes forçados e mudanças de flanco ridículas. À imagem do compatriota pseudo-verde, não parece conseguir acalmar enquanto está em jogo e as jogadas parvas sucedem-se uma atrás da outra. Parece estranho que este seja o mesmo jogador que o que começou a temporada, mas é o que temos. Rolando é o melhor central do FC Porto e depois vem Otamendi. Muito atrás estão Maicon e Sereno. É a minha opinião.

 

 

Faltam 3 pontos (ou apenas um, dependendo da performance do Benfica em Paços) para confirmarmos o campeonato. Parece que ainda ontem estávamos a começar a temporada e cautelosamente anunciava o meu apoio à contratação de Villas-Boas mas sempre colocando as vírgulas em termos da qualidade do plantel e sobretudo da organização que seria necessária implementar num plantel que estava moralmente desfeito, que tinha acabado de perder algumas peças-chave e que poderíamos precisar de remendos urgentes ou então de uma recuperação demorada. Hoje, apesar da primeira-parte fraca (talvez devido à primeira-parte fraca e à subida na segunda), vi que temos equipa. Vi que os jogadores sabem quando crescer, quando subir, quando parar, quando acelerar. Vi que temos estrutura montada e que apesar de não praticarmos um futebol extraordinário, temos um jogo estabilizado e seguro. E por agora, está muito bem.

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Ouve lá ó Mister – Académica

André, felizardo!

Esta semana nunca mais acaba, homem! Quando é que tu descansas? Com 3 jogos em 7 dias nem tens tempo para ir comer um belo brunch à beira-mar, olha que ali em Gaia a zona da marginal está duma categoria, rapaz, nesta semana que aí vem já vais poder dispôr de uma ou duas horitas para o relax, por isso se te apetecer ir mamar umas cervejolas vê lá se dizes qualquer coisa.

A semana deu trabalho mas deu lucro do bom. Três pontos em Leiria e uns quartos-de-final europeus não são de deitar fora, não é? E hoje ainda vai ser melhor, porque o estádio vai estar cheio de gente que quer apoiar a equipa antes dos primeiros grandes confrontos do mês de Abril. Olha que até eu, que fui levantar os meus convites, vou aproveitar e vou ver o jogo de um sítio diferente do costume! É verdade, pá, amanhã se olhares do banco para trás de ti, pode ser que me vejas. É estranho, sabes, são tantos anos a ver o jogo de frente para os treinadores que agora olhar para os rapazolas a deslizar pela relva de outro ângulo até vai ser uma maneira curiosa de ver este espectáculo que tenho a certeza que vais proporcionar ao povo. Sim, ao meu povo!

Se calhar este jogo é que podias usar para descansar alguém. Já reparaste, de certeza, que tens três laterais em risco de ficarem de fora na Luz, e não dava jeito nenhum. Já sei que não gostas muito de inventar, mas que tal o Mariano à direita (só para o pessoal se rir um bocado) e o Álvaro à esquerda? Assim descansavas o Fucile e deixavas que o destino se degladiasse pelos nossos amarelos e caso tivéssemos azar com os dois, para a semana tínhamos sempre o Otamendi (que como encostaste às boxes já descansa e entrava o Sereno ou o Maicon) para a direita e o Jorginho para a esquerda. O resto da malta? É usar o Ruben e talvez o Cebola a titular, só para não desanimarem e para ganharem ritmo.

É para ganhar e empurrar o Benfica para trás. Queremos chegar à Luz com todas as hipóteses de sermos lá campeões! Se vamos ou não conseguir…isso são outros meios-milhares!

Sou quem sabes,
Jorge

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