Baías e Baronis – FC Porto 0 vs 0 Leixões

foto roubada ao zerozero

É um tipo de jogos que me chateia porque vemos sempre uma equipa a tirar o pé (a nossa) e outra que mete o pé a tudo (a deles), porque a disparidade de motivação é tão grande que se torna evidente em campo. E o que se nota ainda mais é que treinadores atrás de treinadores, cada um com graus variáveis de sucesso, não têm conseguido transmitir aos jogadores aquela coisa do “são todas para ganhar”. Não são e foi óbvio que não são, apesar da equipa ter tentado e lutado para que conseguisse sacar os três pontos, a forma como o fez foi desinteressada, pouco estratégica e demasiado lenta. Vamos a notas:

(+) Felipe. Não foi por ele que empatámos o jogo, porque o capitão de equipa tentou tudo que pôde para levar a equipa à vitória. Foi o que se mostrou mais inconformado com a forma como o jogo estava a decorrer e se há uma coisa que podemos tirar deste jogo foi a vontade de mostrar que há liderança em campo.

(+) Hernâni. Sim, é verdade, uma nota positiva para Hernâni. Porque o rapaz tem tudo para dar certo, tem velocidade, joga com os dois pés, é ágil e consegue rematar de longe. Só lhe faltam duas coisas: acalmar a jogar (o Galeno pode ir fazer a mesma aula de Yoga, também ganhava com isso) e apontar para a baliza. O resto…não está mal para um gajo que eu pensei no início do ano que nunca ficaria no plantel.

(-) Sei lá. Quase tudo? Há anos que se repete a mesma coisa e eu não tenho cada vez menos pachorra para isto. Lembram-se do Alex Sandro e da forma como ele se passeava em jogos da Taça da Liga? E esse é só um dos exemplos que me lembro, porque vejo muita malta com atitude suficiente, mas pouco mais. Vejo demasiado empenho em manter a integridade física e em não lutar a 100% pelas bolas todas. Vejo, também, uma tremenda ineficácia posicional, para lá da capacidade concretizadora que me dá uma urticária como nem imaginam. Esta é uma competição que tem regras mais obscuras que aquelas que a minha filha impõe aos bonecos dela (“não podes dar beijos na barbie senão ficam logo casados!”) e se estamos a pensar em rodar o plantel aqui, integram-se elementos titulares e alternativos de uma forma interessante, mas nunca se conseguiu criar uma dinâmica que a equipa consiga entranhar e viver com mentalidade de vencedor.

(-) Otávio Vamos todos olhar para Otávio. Vamos todos olhar para um jogador que ainda não percebeu que não vai conseguir jogar a titular da mesma forma que o faz quando sai do banco. Um homem que perde aí uma bola por minuto e só está em campo 60 minutos. Gostam do moço? Fixola. Mandem-no começar a jogar futebol, fazem favor.

(-) A pontaria Estive aqui a discorrer shakespearianamente durante uns minutos mas a verdade é que se apenas uma bolinha tivesse entrado, o tom da crónica seria semelhante mas os pontinhos tinham ficado c’a gente. Pá, não é possível falharem quase todos os remates, não é ACEITÁVEL que a maioria das bolas vão parar à bancada e é ainda menos aceitável não acertar na baliza com remates na pequena área. NA PEQUENA ÁREA, PORRA!!! Juro que gostava imenso de um destes dias passar no Dragão e ver um ou outro jogador a dar voltas ao estádio pela parte de fora, descalço, com uma boombox nos ouvidos a tocar Mantovani e apenas vestindo um top a dizer: “EU FALHO REMATES. EU SOU FEIO. EU SOU MUITO, MUITO FEIO.”. Qualquer que seja o treino específico, algo tem de ser feito, porque a falta de motivação não explica a diferença entre os seis golos de sábado e a pobreza de hoje. Se explica, ainda pior.


A somar a um jogo de trampa, estou doente e todo rebentadinho. Andei a dizer todo o dia que parece que fui pontapeado por uma tribo senegalesa mas acho que pediram aos vizinhos para aparecerem e trazerem os amigos. Ou seja, se a crónica estiver pior do que é normal, as minhas desculpas. Reclamações para a merda da virose que se me possuiu a alma ou para o Otávio, depende do que responder primeiro. Aposto na virose, é bem mais eficaz.

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Ouve lá ó Mister – Leixões

Camarada Sérgio,

Buenos dias, compadre! Estamos todos bem dispostos e prontos para arrancar mais uma competição (já é a quarta que entramos este ano e espero não entrar em mais nenhuma!) nesta época que queremos que acabe em grande, pelo menos ao nível a que começámos. E para isso não há que desistir antecipadamente de qualquer uma dessas taças e ligas e coisas, porque já sabes que aqui se entra sempre para ganhar. Se conseguirmos agilizar as opções para dar jeito a todos e ires levando a proverbial auguinha ao moínho, so be it, desenrasca-te da melhor maneira que conseguires e limpa o que puderes. Mas nunca desistir antes de jogar! Jamé!

Se fosse a ti, dava uns minutinhos a três gajos que podem ser muito importantes. O Reyes, porque o Felipe aproxima-se da suspensão e precisamos de um substituto com ritmo; Óliver porque…man, porque é um gajo com um talento enorme e precisamos disso na equipa; e Galeno, para conseguirmos uma alternativa enquanto o Soares recupera da enésima lesão. A sério, um gajo tão grande que se parte tantas vezes seguidas, pá, vê lá isso! Vamos para cima deles! Leixões é sempre um clube a abater, quanto mais não seja pelo amor que nos tem. É rebentá-los já hoje!

Sou quem sabes,
Jorge

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Baías e Baronis – Leixões vs FCP


(foto retirada do MaisFutebol)

A foto que escolhi estaria de acordo com o jogo se as personagens estivessem ao contrário. O jogador do Leixões no chão e o do FC Porto a tentar jogar à bola. Foi o anti-jogo que já temos encontrado noutros encontros e que para além de transformar o jogo numa soneira acaba por enervar os meninos de azul-e-branco, incapazes de dar a volta a esta situação recorrente e que acaba por tramar os “grandes” que não têm estaleca para o assumir. Perdemos dois pontos e acima de tudo perdemos a embalagem que vínhamos a ganhar nos últimos jogos. Notas abaixo:

BAÍAS
(+) Helton. O zero que está do lado do Leixões deve-se em grande parte ao brasileiro que nos guarda as redes. Esteve impecável, seguríssimo e imperial durante todo o jogo, com defesas calmas e saídas imponentes dos postes, a dar confiança à defesa e a garantir a força da linha mais recuada.
(+) Ruben. O nosso futebol com ele é melhor, mais simples apesar de mais lento, os passes saem melhor e com mais precisão, as jogadas desenrolam-se com maior certeza e com um semblante de fio condutor que até faz acreditar no melhor. Tivesse ele companheiros no meio-campo à altura e não precisávamos de lamentar a falta de golos. Levou um amarelo incompreensível e o mesmo se pode dizer do penalti sobre ele que ficou por marcar, só se entendendo porque os 3 metros a que Bruno Paixão se encontrava não lhe permitiram vislumbrar a falta. Otário.
BARONIS
(-) Falta de eficácia. Todas as situações contabilizadas, a culpa deste empate tem claramente de ser atribuída aos avançados do FC Porto. Varela, Belluschi e até Falcao falharam golos que não se podem falhar a este nível e em particular quando se disputam pontos vitais para o campeonato. De notar que estas falhas são individuais e não colectivas, porque a equipa, para além de alguma falta de agressividade inicial, compensada especialmente depois da entrada de Tomás Costa, acaba por não ter influência directa no resultado, ou neste caso, na ausência dele.
(-) Belluschi. Mais um jogo perdido por parte do argentino. Sem falar na absurda fantasia capilar que o rapaz ostenta no escalpe, foram passes falhados, falta de pressão no meio-campo e criatividade quase nula na frente de ataque. Safou-se um remate à trave que não passou disso: um esporádico remate à trave e um deserto de ideias durante os minutos em que esteve em campo. É óbvio que é uma aposta furada e está a convencer os adeptos que não merece estar no plantel.
(-) Varela. Não pelo que fez, mas pelo que não fez. Não marcou, não conseguiu ser o Varela do costume e mostrou que quando está nervoso ainda é mais trapalhão que o normal. Teve algum azar mas isso não explica tudo.
(-) Anti-jogo. Eu sei, eu sei, as equipas pequenas têm de usar as armas que estão ao seu alcance. Mas valha-me Santo Gregório de Albergaria, era preciso atirarem-se para o chão constantemente durante a segunda parte do jogo? Começava a ser ridículo ver os rapazes a tombar, fosse com câimbras ou com outras maleitas inventadas…
O que mais incomoda é que depois de ver um jogo fraquinho do Benfica contra o Belenenses, os da Luz acabam por vencer com um singelo golo e não criarem grandes oportunidades extra para aumentar o marcador. Nós, com várias chances, zero. Eles à frente e nós em terceiro. Tem sido esta a história desta época…
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Baías e Baronis – FCP vs Leixões


(foto retirada do MaisFutebol)

Optei por não ir ver o jogo ao vivo, ainda que a entrada fosse gratuita para detentores de Dragon Seat, que possuo e ostento com gosto. Um jogo a uma terça-feira à noite, a contar para a Taça da Liga, contra o Leixões…não, obrigado. Jogos para taças nacionais só a partir das meias-finais ou contra Benfica ou Sporting. Sem ser isso não contem comigo. Acabei por ver o jogo via SIC, sem som, como qualquer portista deve fazer. Vamos a notas, tão curtas quanto a qualidade do jogo que vi:

BAÍAS
(+) Varela, porque é simples, prático, rápido, agressivo e marca golos. Sou habitualmente exigente em relação aos jogadores do FC Porto, e Varela está a marcar pontos na minha consideração, apesar do pouco que ela possa valer. Está motivado, está em boa forma e tem de ser titular, aposto que deve estar secretamente agradecido por Hulk ter sido suspenso, porque assim torna-se mais complicado para Jesualdo lhe lixar a vida.
(+) Álvaro Pereira continua a mostrar ser uma acertada contratação. Depois de vários anos sem um defesa-esquerdo em condições, eis que apareceu o messias chamado Cissokho, que depois de vendido por 15 milhões de euros acaba por deixar a vaga em aberto mais uma vez. Álvaro está a fazer uma boa época, mostrando raça, agressividade e velocidade no flanco, faltando-lhe apenas começar a acertar mais com os cruzamentos, talvez a sua grande falha até ao momento. É titularíssimo e não prevejo alteração no seu estado.
(+) Orlando Sá, apesar de ainda não ter marcado, mostra serviço. É mais lento que Falcao e menos oportunista que Farías, mas é grande, forte e parece ter vontade de jogar (pudera, ao fim de 7 meses no estaleiro quem não teria…) e marcar. Trabalhou que se fartou e só não marcou por azar. Gostei do empenho.
BARONIS
(-) Falta de elasticidade táctica. Há qualquer coisa que se passa para Jesualdo não conseguir transmitir a mensagem de adaptabilidade do esquema de três médios para os seus jogadores, e temo que o tempo esteja a escassear para poder haver algo de diferente para melhor nesta organização da equipa dentro de campo. Hoje, apesar da óbvia falta de entrosamento entre os homens do centro, notou-se alguma falta de mobilidade, particularmente para as alas, e uma gritante lentidão na criação de jogadas ofensivas que não passassem por Varela.
(-) Mariano. Parafraseando Lewis Black, o argentino transformou-se numa punchline. Nem é preciso dizer mais nada. Se estiverem numa situação em que vos apeteça dizer qualquer coisa cómica, basta dizerem “Mariano González” e tiram logo um ou dois sorrisos. É muito muito mau.
(-) Maicon é muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito leeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeento…em demasia para uma equipa como a nossa, que já não tem jogadores muito rápidos no centro do terreno. Ou ganha ritmo e velocidade ou não pode ser opção.
(-) Substituições. Continuo a não entender muito bem a mente do nosso treinador no que diz respeito a substituições. É algo que tem sido questionado desde que Jesualdo chegou ao FC Porto, e é um caso que merece ser estudado. Se Guarín até deu alguma chama ao meio do terreno e Sérgio Oliveira conseguiu ganhar alguns minutos (que acabou por acalmar os adeptos porque mostrou muito pouco), a entrada de Rodríguez roça o absurdo. E quase que ia para a rua porque entrou e começou a entreter-se com picardias ridículas com os adversários. Palavra que por vezes não entendo o que se passa com estes meninos…
(-) Esta Taça da Liga consegue despertar em mim ainda menos interesse que a Taça de Portugal, o que não é fácil. É uma competição para encher um calendário que já de si está cheio e que se devia processar por sorteio até à final. Quem lá fosse, porreiro, podia sacar um caneco. Os outros aposto que não ficavam muito preocupados…
Tal como no passado sábado, foi pouco mas chegou. Numa competição que não interessa a quase ninguém, marcamos os primeiros pontos numa exibição fraquinha e que serviu para dar alguns minutos e deixar os adeptos ainda mais receosos dos eventuais castigos a alguns jogadores do plantel envolvidos no túnel da Luz. Enfim, que regressem os jogos a sério!
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Baías e Baronis – FCP vs Leixões

Ah…que saudades de ver o meu clube a jogar!!! Até a feijões dá gosto ver o azul e branco (ainda que com o equipamento do ano transacto) em campo! Enfim, um jogo de pré-época bem disputado com ritmo acima do esperado para esta altura. Vamos às notas!

BAÍAS
(+) Belluschi não é Lucho nem será. Já li noutros blogs que faz lembrar Roger e foi exactamente isso que me fez lembrar em campo (palavra!), mas com menos brincadeira e mais esforço. Gostei do primeiro esboço, ainda que fisicamente esteja pouco amadurecido.
(+) O ritmo de jogo na primeira meia-hora foi bastante elevado, com boas transições e a estratégia bem delimitada.
(+) Fernando está bem e recomenda-se. Joga simples e faz jogar, como no ano passado. A continuar assim temos nº6 para o futuro.
(+) Hulk é o ponto fulcral da estratégia de Jesualdo, nota-se perfeitamente a forma como a equipa joga. O rapaz continua a ser fisicamente imponente e quando as coisas lhe correm bem é imparável. Muito bem na assistência para Belluschi no primeiro golo.
(+) Mariano continua muito esforçado, é um exemplo que outros jogadores do plantel deveriam seguir. A bola nem sempre rola para onde quer e presumo que insista em jogar com sapatilhas de futsal porque passa a vida a escorregar, mas não desiste e recupera muitas bolas atrás da linha de meio-campo. Útil.
BARONIS
(-) Guarín é estranho. Perde demasiadas bolas por displicências infantis e depois faz passes magistrais a rasgar a defesa toda. É demasiado inconstante e não devia estar neste plantel.
(-) Benítez. Mesmo vendendo Cissokho ao Lyon (a acreditar nas histórias) não pode ser 2ª opção. Mesmo. Continua agressivo a mais quando não é preciso e sempre que apanha um gajo pela frente há duas escolhas: ou ceifa as pernas ou cai na finta. Não servia e continua a não servir.
(-) Nuno André Coelho estava muito nervoso e não pode ser levada a sério a experiência como lateral-direito. Pode vir a ser um bom jogador (lembro-me que o Ricardo Carvalho marcou um auto-golo no primeiro jogo nas Antas…) mas precisa de calma e paciência.
(-) O penalty é ridículo. Tomás Costa podia ter evitado lançar-se como Sapunaru sobre Postiga em Alvalade, mas não há falta.
(-) 1ª parte do Leixões. Se uma equipa num jogo de pré-época começa logo a defender como forma de treino…o que é que isso diz quanto à disposição para a época que vai começar?!
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