Ouve lá ó Mister – Setúbal


Amigo Vítor,

Um novo começo. É isso que os tolinhos que hoje vão ao Dragão (incluo-me nesse lote porque sou, como sabes, um pouco demente) apanhar frio no lombo na esperança de ver um bom espectáculo. Em alternativa, uma vitória para purgarmos o fedor da ignomínia de apanhar três do Gil Vicente na semana passada. Brrrr. Vês, até tremo com a recordação da noitus horribilus de há oito dias, Vitor. Foi mau, tu sabes que foi mau e por muito que atiremos as culpas para o Paixão, que admito ter a sua quota parte em particular naquela atitude irritante de expirar e inspirar todo o dia, todos os dias.

E exactamente por ter sido mau é que preciso de ver a minha equipa a jogar decentemente. Estou convencido que vais dar a volta à cabeça dos teus rapazes e vais-nos dar um novo arranque. Um novo horizonte está à nossa frente e os cinco pontos que temos atrás do Benfica podem parecer muitos mas acredita que se reduzem facilmente. Basta jogarmos o que sabemos. Hoje, no entanto, a história não é essa e a meada tem outro fio. Taça da Liga. Porra.

Lucho e Janko? Deixo ao teu critério. Mas se estás a pensar naquela dicotomia entre o “agradar os adeptos ao pôr os gajos a jogar e assim admito que me faltava mão-de-obra” e o “não jogam porque ainda é cedo e eu é que sei e ponto final!”, dou-te um pequeno conselho: com a equipa no estado que está e a periclitância de apoio dos adeptos, apostava honestamente em avançar com os moços. É certo que corres o risco das coisas ainda não estarem oleadas ao ponto de funcionarem às dez mil maravilhas, mas e se os gajos até jogam bem? Já viste que boost de moral davas à malta? Era bem bonito, sim senhor.

Acima de tudo tens a oportunidade de provar que não estamos mortos. Levanta-nos como Cristo fez a Lázaro.

Sou quem sabes,
Jorge

 

APOSTAS PARA HOJE NA DHOZE:

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Baías e Baronis – FC Porto 3 vs 0 Vitória Setúbal

Passavam para aí quinze minutos e dei comigo a chatear-me com o miúdo ao meu lado. “Este treinador já me está a meter nojo, só inventa,!”. Levantei a voz numa atitude paternalista que é tão rara quanto estranha e reclamei com ele para ter calma, que isto não pode ser assim, já estar chateado quando a equipa ainda nem tinha assentado o jogo. Mas cá dentro, só pensava: “Porra, que o homem arriscou muito, espero que se dê bem com a aposta!”. A verdade é que correu muito bem, em particular a segunda parte, onde o esquema de “James e os Três Anões” funcionou como um relógio suíço em frente a uma equipa que tem muita experiência no meio-campo mas que raramente assustou. Diria que o povo ficou mais preocupado por poder sofrer um golo com uma perda de bola do Maicon do que propriamente com um ataque objectivo do Setúbal. Mas a vitória fica-nos bem e Vitor Pereira ganhou a aposta aos pontos. Vamos a notas:

 

(+) Vitor Pereira Louvo a audácia de Vitor Pereira, apesar de ter estado renitente durante uma boa parte do jogo. Retirar Varela da convocatória para descansar (corpo e mente), apostar numa equipa sem Hulk e Moutinho de início, incluir Cebola e Defour que por motivos diferentes seria pouco previsível serem titulares e trocar Fernando por Souza…tudo num jogo. É um risco, decerto calculado mas sem dúvida um enorme risco. E começou por não correr muito bem, porque o meio-campo estava preso e não fosse James a iludir os defesas adversários e o fio de jogo teria sido fraco. As três bolas ao poste, por muito espectaculares que tenham sido, não escondem que houve poucas mais situações de perigo durante 45 minutos. Ao intervalo, a aposta subiu de tom. Double the blinds, all-in, go for broke. Tira o trinco e espeta um meio-campo que à míngua de bolas aéreas do adversário se podia dar ao luxo de ter uma média de 1,71m de altura, qual Xavi, Iniesta e um filho dos dois. Foi brilhante a segunda parte, com combinações excelentes e bom futebol. Mérito para Vitor Pereira, especialmente na escolha de Defour e explico porquê. Já há alguns anos que vejo o FC Porto em casa e é raro o dia em que um estreante na nossa casa recolhe tantos aplausos e unanimidade positiva como o belga hoje recebeu. Moutinho foi exemplo disso no ano passado, mas poucos mais houve do género. Vitor Pereira hoje não só ganhou o respeito de muitos portistas como também ganhou mais um jogador, para ele e para os adeptos.

(+) James Esses pés, miúdo! Confirmou que o jogo de Leiria não foi só uma noite de sorte e provou mais uma vez que é ali no meio, na posição que subtrai nove ao número que tem na camisola, que joga melhor. O campo foi dele e já se nota que os adversários ficam na expectativa para perceber o que é que vai sair dos pés dele, porque a tabelinha alterna com o passe picado e a transição de flanco cruza-se com o remate pronto com a facilidade que está ao alcance dos predestinados. Continua, puto, continua!

(+) Defour Só depois do jogo começar percebi que Moutinho não estava em campo, mas tive de olhar para o número na camisola. Defour tem de agradecer a Vitor Pereira a aposta, mas acima de tudo é dele o mérito de conquistar os adeptos ao primeiro jogo. Joga simples, raramente falha um passe e integrou-se muito bem no ataque, cmo bons cruzamentos e excelente visão de jogo. Na segunda parte esteve ainda melhor e conseguiu jogar na posição de trinco (que já tinha feito várias vezes no Standard) na perfeição. Foi rijo no contacto, duro na disputa de bola, agressivo na recuperação e milimétrico no corte pela relva. Fiquei fã.

(+) Belluschi Fez um jogo melhor que tinha feito contra o Leiria por vários motivos: aguentou o jogo físico no meio-campo, falhou menos passes e foi mais consistente em todos os noventa minutos que esteve em campo. Já tem algum capital de confiança com os adeptos e o pessoal já lhe perdoa algumas parvoíces porque vê que está ali um jogador de grande nível. Está a tirar o lugar a Guarín neste início de época, o mesmo que perdeu para o colombiano em Outubro de 2010. Com todo o mérito.

(+) Moutinho Num jogo em que só participou em metade acabou por fazer a melhor exibição da época. Entrou com força para um meio-campo diferente, rápido, de toque inteligente e perspicaz, prosseguindo o trabalho de Defour mas subindo o nível do passe vertical e da leitura de jogo. Moutinho é mais audaz que o belga e nota-se, porque conseguiu marcar e transformar um meio-campo que parecia mortiço numa festa de tabelinhas e passes a cruzar a relva. Muito bem, João, estás de volta.

 

(-) Maicon Se não viram o jogo, eu descrevo a cena: perto do final da primeira parte, depois de três bolas ao ferro, o nosso jovem central decide que se sente possuído pelo espírito de Ronald Koeman e vendo a baliza a uns meros QUARENTA metros, escolhe a opção mais lógica na sua cabeça: o remate. O estádio ficou a olhar para os postes de cada lado de Diego, guarda-redes do Setúbal, e tenta procurar onde estarão os gajos que levantam as bandeiras em jogos de rugby. Não havia. Era mais provável ver o Mira Amaral ali a ver o jogo vestido de cheer-leader a montar um rinoceronte amarelo do que o remate de Maicon ir à baliza. Mais que esse lance absurdo, confirmo o que diz o Vila Pouca no Dragão até à Morte quando fala da noção que está incutida já no público sempre que a bola vai ter com ele, porque parece que se sente o suster da respiração colectiva. Não vai ser fácil safares-te desse selo, rapaz.

(-) Trocas de bola nos primeiros dez metros de terreno Já vejo o Helton ali de luvas calçadas desde 2005. Há seis anos que o homem é nosso guarda-redes e por isso já me habituei à imagem do gajo a querer fintar avançados. É uma tara, entendo, mas desagrada-me. Acima de tudo pelas razões óbvias: basta uma falha ou o esticar do remo de baixo do adversário e pumba, bola na rede. Mas se somarmos a isso a inépcia técnica e lentidão dos nossos centrais, alvos principais das peladinhas radicais do nosso keeper, temos uma situação exageradamente perigosa e que me enerva. Parem lá de brincar, por favor.

 

Há jogos em que há pouco a dizer e é preciso ir ao fundo da mente para criar metáforas parvas e rebuscadas para caracterizar a partida. Este não foi um desses jogos. Já lá vamos com quatro jogos e doze pontos, algumas pernas descansadas e a noção de dever cumprido. Temos mais opções, jogadores que vão ganhando minutos em alturas da temporada que provavelmente não pensavam que iriam estar tão interventivos e acima de tudo parece que estamos a consolidar o jogo. É notório que o FC Porto consegue subir de ritmo quando precisa e hoje notou-se que Hulk faz sempre falta mas talvez não faça tanta falta como no ano passado. Já Falcao é outra história, até porque Kleber ainda precisa de mais jogos, muitos mais jogos para chegar ao nível de Radamel, se alguma vez lá conseguir pôr os pés. Tenho confiança no brasileiro e sinto que o pessoal também a tem, particularmente quando vê que o resto dos colegas no ataque conseguem gerar uma quantidade parva de jogadas bem feitas e que podem dar em golos fáceis. Terça-feira estamos outra vez em jogo, mais uma oportunidade para provar algumas teorias e contradizer outras. Venham os ucranianos!

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Ouve lá ó Mister – Vitória Setúbal

Amigo Vítor,

 

Mas que bela encavadela saiu da Marinha Grande, homem! Olha que um gajo assim começa-se a habituar a goleadas e como eu sei que tu sabes que jogos com sete golos não acontecem todos os dias, só podemos ficar contentes com o festival que deste na terça-feira. E agora, vem ao Dragão os próximos cordeiros para o sacrifício. Ou não?

Não. Cuidado com estes fulanos. Ah e tal porque são lá de baixo e da terra de bom peixe e coiso e até costumam apanhar no trombil sempre que cá aparecem em cima com as camisolinhas alternativas porque o verde-e-branco às riscas parece que choca com o nosso garboso azul-e-branco e lá vêm eles com os amarelos fluorescentes ou laranja-psd ou rosa-chok que até fere a vistinha, e pumba, siga para o 3-0 que se faz tarde. Nada disso. Estou à espera de mais um jogo tramado contra defesas rijos, médios experientes e avançados rápidos. E o Pitbull, esse zénite da nomenclatura masculina brasileira que não está longe do Alessandro Cambalhota ou do Paulinho McLaren em termos de alcunha, mas que joga e faz jogar melhor do que parece; e também tens o Hugo Leal, que desde o Souness tem vindo sempre a descer na carreira (tirando o ano que passou no Dragão, o melhor da vida dele só pela honra que teve de usar a nossa camisola porque campeonato…nicles); ou o Neca e o José Pedro, dois produtos da escola de futebol do “deixa-te andar” que são jeitosos mas não muito; o Ney, que deu cabo das pernas ao Hulk na Amadora; o Miguelito, que é só um enjoo de nervosismo e maus cruzamentos; e o Ricardo, pá. O Ricardo, carago, o primeiro central do FC Porto que vi a jogar sem rins, o homem que demorava mais tempo a rodar que um relógio parado e que se andou a armar em parvo no Boavista e agora no Setúbal. Herege do carago, havia de comer cascas de melancia seca durante uma semana só pela ingratidão. Quero que todas as equipas onde esse gajo jogue percam por doze a zero. Não gosto do gajo, pronto, que queres que faça?

Mas virando-nos para a nossa equipa, que é o que interessa, os meus parabéns pela coragem que tiveste em deixar de fora o Varela. Nota-se a milhas que o rapaz não anda bem e como sempre que entra em campo acaba por levar assobiadelas (merecidas ou não, já depende do ponto de vista), fizeste bem em deixá-lo de fora para não o queimar. E há que tentar puxar pelo James, para que não se fique só pelo jogo contra o Leiria que foi muito porreiro mas é preciso continuar sem deixar cair no chão. E o Kleber também precisa de confirmar o arranque, vê lá se pões o moço a chutar mais vezes à baliza para não se tornar num Postiga.

Enfim, sejam quais forem as tuas decisões, o que interessa é ganhar o jogo. Terça-feira ainda está longe e o que interessa é que eu saia do Dragão bem-disposto. Mai nada.

 

Sou quem sabes,
Jorge

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Baías e Baronis – Vitória Setúbal 0 vs 4 FC Porto

 

foto retirada do MaisFutebol

 

Não há dúvidas quanto à alta qualidade do plantel do FC Porto 2010/2011 e quando me pareceu que a equipa poderia ter alguma instabilidade quando fosse necessário rodar um pouco da estrutura titular, os meninos que disputaram este jogo fizeram tudo para me roubar o resto das dúvidas. Não faço ideia se a época foi preparada por forma a que os jogadores atingissem o pico de forma nesta altura, até porque alguns me parecem cansados, mas o que é verdade é que os nossos rapazes mais cansados parecem bem mais frescos que os mais frescos dos outros. Hoje, para além da excelente exibição de James, Walter, Beto e Sereno, todos eles suplentes ou nem isso, tivemos um ritmo de jogo de um campeão que economiza pouco e que mostra mais vontade de vencer que os próprios adeptos. Eles que são o principal foco da nossa atenção desportiva, os heróis de uma época que está a ser brilhante, são os mais esforçados de todos. E dão-me orgulho vê-los a jogar como fazem e a esforçarem-se como hoje. A vitória era certa. A goleada era provável. Check e duplo check. Notas:

 

(+) James Rodriguez Excelente jogo do colombiano mais jovem do plantel. Assistências (três, meus amigos, que isto agora com colombianos temos de ter mais que uma coisa boa por jogo), bons cruzamentos, magnífica técnica individual e acima de tudo a noção que o puto está mais maduro. Continuo a gostar mais de o ver a jogar no meio mas hoje, a voar pelo flanco, foi um perigo constante para a tremidíssima defesa do Setúbal e mostrou que é um valor cada vez mais seguro no nosso plantel. Varela, põe-te fino.

(+) Walter Gordo sim, mas com golos. É este o Walter que precisamos para o campeonato? Se mantiver o nível de jogo que hoje mostrou em Setúbal, sim. Não é rápido mas mexe-se bem e consegue arrastar bem os defesas a jogar como pivot central, atraindo os adversários para rodar a bola rapidamente para os flancos e surgindo em boa posição no ataque para marcar. Fez um golo mas podia ter feito pelo menos mais dois e fica-me na memória uma excelente desmarcação depois de um cruzamento do Guarín onde espetou com o esférico na trave. Precisa de manter este nível para ser alternativa a Falcao…quando fôr preciso, claro!

(+) Beto Defendeu um penalty. Só isso chegaria para receber um belo dum Baía, mas a postura activa e interventiva durante o jogo fez dele um elemento importante da equipa que hoje goleou o Setúbal no Bonfim. Para além da boa defesa no penalty esteve sempre muito bem a rechaçar bojardas de longe de Pitbull & Cª e entendeu-se bem com a estrutura improvisada da nossa defesa.

(+) Sereno O rapaz passa-se, é verdade. Continua a não saber o que fazer à bola depois de galgar dezenas de metros em grandes piques. Mas não resisto a dar os parabéns ao moço, não só porque consegue arrastar o jogo desde a nossa zona defensiva até à grande-área adversária, mas pelo empenho em campo e pela produtividade elevada (ao seu nível, atente-se) que um central consegue demonstrar enquanto joga como lateral. Não me lembro de ver Otamendi, que hoje esteve de volta às boas exibições, a fazer o mesmo enquanto jogava na selecção argentina naquela hibridização Maradoniana. É verdade que precisamos de um pouquinho mais de “hmmph” num lateral de topo, um pouco à imagem do que Fucile dá ao jogo quando está com a cabeça no sítio, ou Sapunaru…quando está sóbrio, mas Sereno tem-se revelado uma alternativa viável para quando é preciso dar descanso a um ou, neste caso, a todos.

 

(-) Desiquilíbrio na Liga Quando a segunda equipa do FC Porto, composta por jogadores do calibre de Souza, Sereno e Mariano, que por muito esforçados que sejam (foram e continuam a ser) provavelmente nunca chegarão a ter um estatuto de titular, chega a Setúbal e goleia por quatro pazadas a zero…algo está mal. Há equipas, tal como este Setúbal, que não deveriam receber o prémio de figurar na lista dos melhores clubes de Portugal. É pena, mas é verdade.

 

 

Um jogo fácil demais mesmo para as nossas segundas linhas. Quando vi o onze, especialmente o ataque, pensei que o jogo ia ser enfadonho e que estaria mais tempo na conversa com a minha mãe que bem merecia. Acabei por passar mais tempo atento ao que se passava na televisão, mas a minha mãe compreende. Ela não gosta muito de futebol. Muito é favor, não gosta nada. Mas sabe que quando me vê a ver a bola e o meu clube está a jogar, compreende. Porque é mãe. E é minha. E é a melhor de todas. E, puxando a brasa à minha dourada escalada, aposto que se gostasse de futebol, gostava de ver este FC Porto a jogar.

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Ouve lá ó Mister – Setúbal

André, ainda-invicto-cá-no-burgo!

Oh pá, vai-te lixar. Por tua causa fiquei com o ombro todo dorido por causa dos abraços todos que dei em cada golo que marcámos aos submarínicos, homem, porra, tou aqui que nem posso. Para além disso quase que caía abaixo da bancada no quarto golo, isso não se faz! Olha que mesmo com um dos gajos mais pessimistas do mundo ao meu lado, que valha a verdade ao menos é coerente, porque andou a dizer que do lado do Álvaro havia espaço a mais durante o jogo todo (o que é verdade, como sabes com os riscos que assumiste), foi uma noite do carago. O homem é porreiro e sabe ver a bola, mas é mais negativo que meia pilha com o “mais” tirado fora. Pumba.

Agora hoje a história é diferente. Ainda te lembras desta coisa? Do campeonato? Aquela parvoíce que já ganhaste mas que disseste que querias acabar sem derrotas e que era muito importante manter o nível e não sei mais o quê? Pois é, pá, mas não achas que o pessoal precisa de esticar um bocado as pernas e não arriscar lesões e coisas do género? Se calhar é de mim, que tenho a mania, mas eu descansava alguns moços. Até podes pôr a jogar o Fernando para não jogar em Espanha porque ainda se lixa com um amarelo e depois não joga a final e não era bom nem para nós nem para ele, mas há aí dois ou três que podiam ir ao banco ou ficar na Inbicta. O Sapu e o Moutinho já não vão jogar e não, mas gajos como o Falcao, o Hulk ou o Guarín se calhar paravam, não? Há outros que gostavam muito de jogar e sou-te sincero: a prioridade para mim como adepto é mesmo a Óroliga. Se não quiseres arriscar uma lesão para ganhares ao Setúbal não te censuro, rapaz. A mim pelo menos não me custa nada abdicar da vitória no Sado para encher a pança em Dublin. Isso sim.

Agora é evidente que gostava, como tu, de acabar esta treta sem perder um único joguinho. Era bonito e ia para o livro dos recordes. Mas tu é que sabes como estão as pernas dos teus meninos. Pelo que vi na quinta-feira…estão a precisar de mexer pouco!

E o que era porreiro era um destes dias termos um ataque formado pelo Pipo e pelo “Pipo”. O Walter, sim. Assim uma espécie de Pipo ao quadrado, era bonito de ver!

Sou quem sabes,
Jorge

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