







Admito que não ligo muito à Taça. Tento não ser hipócrita quando as televisões ampliam uma competição quando os intervenientes são Sporting ou Benfica e que inevitavelmente olham para o caneco como a salvação da época. Já não é a primeira vez e não será a última. No entanto, este ano o figurino é diferente. De um lado o grande Dragão que vence tudo, arrasa tudo e consta que já violou várias velhinhas e é o culpado dos 11 anos que Vale e Azevedo, o ídolo das massas, apanhou hoje no lombo. Do outro, os pobres castores. Os humildes madeireiros. Os rapazes que não tinham dinheiro para azul ou vermelho na camisola e então usam um inenarrável amarelo e verde que mais parece a selecção do Togo.