Noites Europeias – ganhe um exemplar 100% fresquinho!

“Noites Europeias”. O cheiro da relva em húngaro, os remates cruzados em turco, os foras-de-jogo tirados em inglês com o sotaque mais cockney que se possa imaginar. É disto e de tantas outras temáticas igualmente interessantes que trata o novo livro que tem esse mesmo nome, co-autorado por dois enormes amantes…de futebol, que partilham o talento pela escrita com um inusitado lirismo que tanta falta faz à muy cínica sociedade em que vivemos. Esta é malta que prefere falar dos pontapés de Ronaldo em vez das chuteiras, do cabeceamento de Neymar em vez do cabelo, das defesas de Helton em vez da marca das luvas. É a face do adepto, do verdadeiro adepto, o que apanha chuva porque tinha mesmo de ver o jogo fosse onde fosse, o gajo que pede ao chefe para sair mais cedo para chegar a tempo de ver o treino, as montanhas de pequenas histórias que cada um de nós poderia contar e que estes dois talentosos, inteligentes e dinâmicos rapazes (e, porque não dizê-lo, portistas!) colocaram num tomo que só pode trazer um sorriso à face de quem o lerá.

E associando-me ao lançamento deste novo livro, que terá lugar na Casa do Livro em plena cidade do Porto, no dia 29 de Setembro pelas 17h45 (vão votar e enquanto esperam pelos resultados, dêem lá um salto), avanço com um passatempo aqui no Porta19 que desta vez tem mesmo um prémio para o vencedor: um exemplar novinho, fresquinho e (salvo qualquer imprevisto) autografado pelos autores. Daqui a uns anos vai valer bem mais que hoje, é um investimento mais seguro que SWAPs, amigos!

O passatempo é simples: três perguntas sobre a temática do livro: Noites Europeias. Com um soupçon de FC Porto ao barulho, está claro.

Então cá vão as perguntas:


Primeira:
Qual é a equipa fora dos Big-4 (Itália, Alemanha, Espanha, Inglaterra), actualmente a disputar uma prova europeia, contra quem o FC Porto tem 100% de derrotas e zero golos marcados em todos os quatro jogos a contar para as competições europeias disputados em casa dessa mesma equipa?

Segunda:
Quem foi o jogador a quem José Mourinho “roubou” a bola numa famosa eliminatória europeia disputada no Porto?

Terceira:
Em que infame posição foi Aloísio obrigado a jogar em Nou Camp por Sir Bobby Robson?
(e esta leva escolha-múltipla e tudo, não se queixem!)


Respostas podem ser dadas preenchendo este formulário:

https://docs.google.com/forms/d/1Nu-7TyCjhhi90glzhomdqeHGtIE6vunZ4H4LVV1nK20/viewform

Os resultados serão publicados aqui no próximo dia 29 de Setembro, dia do lançamento do livro!

Link:

Pimba

Recebi há pouco uma mensagem de um amigo portista:

“Não percebo. O Porto parecia um menino de trazer pela mão a jogar com estes tipos. O sporting pimba. Com o zenit passamos uma vergonha. O benfas pimba. Não tou habituado a isto, jovem ;)”

Sou um daqueles raros espécimens que apoia as equipas portuguesas nas competições europeias, independentemente das cores que envergam. Pá, chamem-me bacoco, lorpa, ingénuo, naif. Sempre fui assim e creio que sempre vou ser. Seria hipócrita se dissesse que vibro com as vitórias como se fossem do meu clube, porque não o faço. Nem tão pouco sofro com as derrotas como faço com as do FC Porto. Não. Mas sinto uma certa satisfação em ver uma equipa portuguesa a eliminar outras de países que não o meu. E se forem ingleses, ainda mais, porque aquela arrogância imperial de olhar para o mundo lá do cimo é algo que me enerva profundamente e dá-me um gozo particular vê-los a cair. Por isso torci pelo Benfica em Highbury no 3-1 e pelo Sporting hoje à noite. Adorei o jogo de Bilbau e o de Manchester também me pôs um sorriso na face.

Mas o jogo de hoje foi especial. Não sei porque carga de mil águas me deu esta súbita leonite, mas vibrei com o Sporting. Senti uma empatia diferente do habitual com os rapazes de verde, com a sofreguidão com que aliviavam a bola da área, a luta e o espírito de não desistir contra uma equipa cheia de grandes jogadores mas com a soberba a tolher-lhes o juízo. O City, que tinha sido competente contra um FC Porto medroso e azarado, perdeu com o Sporting e eu aplaudi o golo do Matias e do Van Xinksotrinkel como se tivessem sido meus. Porque me senti vingado. Palerma, pascácio, pamonha. Sou. Não tenho problema em dizê-lo.

E olhando para trás, para a vitória do Benfica contra o Zenit e do Sporting contra o City, só penso: “E nós? Nós que jogamos contra aquelas bestas e tivemos medo. E entramos de mansinho, sem manha, sem alma, sem força, sem vida. E nós? Não tínhamos nós equipa para ganhar àqueles camelos?” A culpa também é minha, eu que mal nos saiu o City no sorteio pensei que estávamos tramados. E o Zenit, ainda nos grupos da Champions, que me lixou porque pensei que estávamos tramados. A derrota tantas vezes começa na nossa cabeça antes de ser provada em campo.

Hoje dou os meus parabéns à lagartada. Parabéns ao Cherbakov do Cacifo, ao Marcelo do Porta10A, a todos os meus amigos sportinguistas (que são muitos, por incrível que pareça). Podem ter orgulho da vossa equipa. Não foram inteligentes na gestão do jogo (fazer com que um gajo como o Balotelli seja expulso é tão fácil, porra) e sofreram como um asmático no Burning Man, mas passaram. Foda-se, passaram.

Link:

Madjer e Messi e mais nada.

Esta é a equipa do ano para muitos portistas:

Mas se eu fosse mesmo, mas mesmo doente, especialmente depois de ver o jogo da final do Campeonato do Mundo de Clubes, escolheria esta equipa.

E só lá faltavam Busquets, Pedro e Villa. Como não sou…fico-me pela do topo. Votem aqui, no site da UEFA.

Para fechar o tema Barcelona, aqui há uns vinte e quatro anos o carro era diferente, o futebol era diferente, o jovem com as chaves nas mãos era diferente e as condições atmosféricas eram completamente diferentes. Mas há semelhanças. Os vencedores tinham riscas azuis verticais, o carro ainda era um Toyota e o rapaz que amealhou um novo bólide também tinha um apelido começado por M e as iniciais dos países de origem de ambos também são partilhadas.

É um orgulho poder dizer que partilhamos um pódio com uma das melhores equipas de sempre. É a melhor que já vi a jogar desde o Milan de Sacchi que Capello herdou e treinou naquele eterno 4-0 na final da Taça dos Campeões…ao Barcelona. Sic transit gloria mundi. E a glória, neste momento, é blaugrana.

PS: subscrevo inteiramente as palavras do José Correia e do Zé Luís sobre este assunto.

PS2: já agora, voltando ao tema de cima, não havia imagens do Álvaro e do Falcao no FC Porto? Há critérios que não entendo.

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Pseudo-twitadas sobre o sorteio

FC PORTO
Shakhtar Donetsk
Zenit St.Petersburg
APOEL

  • Podia ter sido pior, como mencionei no post pré-sorteio. Não foi mau, mas também não foi muito bom. O grupo A (se em vez do Bayern fôssemos nós com Villarreal, Manchester City e Nápoles) era muito mais tramado mas o H (tirem o Barcelona e ponham-nos contra Milan, BATE e Plzen) era mais fácil.
  • O normal nestas coisas costuma ser estarmos no pote 2, apanharmos um tubarão do caraças vindo do pote 1, uma equipa razoável saída do pote 3 que está ao nosso alcance se jogarmos benzinho e um saco de pancada no pote 4. Tem sido assim desde o início dos tempos, aleluia aleluia. Desta vez ficamos no pote 1 (oh glória fugidia) e apanhamos duas equipas equivalentes às antigas do pote 3 e outra que em princípio será mais fraquita. O problema é que não podemos pensar: “oh, contra os grandalhões já não temos grande hipótese, mas temos mesmo de ganhar aos outros para ficarmos em segundo. Este ano temos de fazer isso…duas vezes.
  • Em Outubro e início de Novembro, o calendário inclui os jogos “fáceis” contra o APOEL, depois de viagens pelas selecções para meia equipa, somando mais umas jornadas de campeonato. É duro, mas as equipas que querem ser campeãs têm de apanhar com estes calendários e este não é diferente de outros anos.
  • Estou em dúvida para saber se o Bruno Alves vai ser recebido no Dragão com assobios ou aplausos. Inclino-me para os aplausos…até ao primeiro salto por cima do nosso ponta-de-lança.
  • Ir à Rússia em final de Setembro é simpático. Ir à Ucrânia em final de Novembro nem por isso.

Enough. Venha o Barça.

Link:

Pára tudo! Hoje há sorteio!


Faço um pequeno parêntesis nesta semana de conspirações, notícias especulativas, propostas milionárias, transferências em pausa, convocatórias surpreendentes, treinos intensos e ansiedade pela Supertaça. Vem aí o sorteio da Champions.

Vai fazer agora dois anos que não temos o prazer de assistir a um sorteio destes como participantes. Ano passado doeu que se fartou ver as bolas da Liga Europa, que pareciam brindes brancos e ovóides saídos de uma qualquer máquina de feira, com a bola da Adidas estampada na face exterior. Mas sentia falta das estrelinhas, aquelas pequenas formas com cinco pontas que fazem toda a diferença. E vai ser bom vê-las hoje de novo, oh se vai.

E é sempre a mesma coisa. Não queremos jogar com X porque é longe, com Y porque é forte e com Z porque é o Arsenal e já estamos fartos de levar no focinho. Este ano, para compôr o ramalhete, estamos no grupo dos cabeças de série. É um orgulho, minha gente, ver o nosso clube ali no meio de Reais Madrids e Bayerns, a apertar ombros ali como uma barreira mal-formada, prontos para devorar os outros adversários dos grupos abaixo, esses humildes mortais, plebe desgarrada e sequiosa, gado pronto para o abate. Até olharmos para os nomes que lá estão, e o engolir em seco torna-se mais que uma metáfora.

Vamos então a um pequeno exercício. As boas e as más sortes. Ou, visto de outra forma, o melhor e o pior das possibilidades. Sigam-me:

Melhor sorteio possível, abrem-se garrafas de espumante e marca-se hotel em Genebra para o sorteio dos oitavos:

FC PORTO
CSKA Moscovo
Basileia
Trabzonspor


É que nem é preciso pensar muito. O CSKA despachamos sempre que os apanhamos pela frente e de todos os clubes que nos podem calhar a partir do pote 2, é o mais acessível. Mais que o Marselha, com ou sem Lucho. E tínhamos sempre a oportunidade de ver a vedeta principal do MoscovoFashion, o trançudo do Vágner Love, que havia de levar uma cabeçada do Mangala que o deixava com a guedelha toda vermelha.

Do terceiro pote ainda podia optar pelo BATE Borisov, uma equipa que admito simpatizar porque quem se chama BATE e não tem jogadores expulsos logo nos primeiros 15 minutos, é digno de ter o David Luiz no plantel. Mas ainda assim escolhia o Basileia, por vários motivos: são suíços, é gente civilizada que não parte cadeiras e porque adorava ouvir os comentadores a sacarem do dicionário para pronunciar nomes como “Kwang-Ryong”, “Joo-Ho” ou “Shiqiri”. Para além disso já íamos ter de passear na Rússia e ter de andar pelas ruas de Minsk com as mesmas botas duas semanas depois dava cabo dos ossos dos nossos rapazes.

Acabava com o Tranzaspor. O último pote é acessível sem contar com os alemães e os italianos, por isso vou pelo que conheço. Vi estes fulanos a jogar contra o Benfica e foi como ver uma mosca mirolha à cabeçada contra um rinoceronte no cio. São fraquinhos e em condições normais estariam ao nosso alcance.

Pior sorteio possível, com direito ao nosso representante lá no Mónaco dizer em directo e em voz bem alta: “Oh que caralho!”:

FC PORTO
AC Milan
Manchester City
Borússia Dortmund

O Milan porque são italianos e jogam muito. Ainda para mais vinha para aí o Ibrahimovic cheio de paneleirices com o puxinho no cabelo que só apetece arrancar ao estalo e já mandamos o Sereno para a Alemanha por isso não dá jeito. Para além disso temos um histórico com eles que mete medo e já não há Jardel para enfiarmos aquelas batatadas em San Siro. Ainda acordo de noite a suar e a pensar no Gattuso e nem quero imaginar o mal que isso me traria a longo prazo. Big no-no.

O City. Claro, os mais recentes novos ricos em Inglaterra, a versão futebolística do empreiteiro (empresário da construção civil para quem não fôr do Norte) que compra um Mercedes novo e encharca a mulher de ouro, que por muito que reluza continua a não conseguir dizer uma palavra que não soe a labreguice. Quem compra Nasri e Aguero de uma só vez, para além da quantidade absurda de talento que tem do meio-campo para a frente, mete medo a qualquer um. Em contrapartida a camisola é azul-ciano, o que não é de homem, e podíamos sempre ver o Balotelli a passar-se e enfiar uma cotovelada no Mancini ao vivo e a cores. Ainda assim dispenso.

E para acabar o Dortmund. Eu sei que são alemães e que o futebol é chato e previsível. Mas o Lineker tinha razão quando dizia que jogavam 11 contra 11 e no final ganham os boches (não foi bem assim mas eu percebi-te, Gary…eu percebi) e estes não são diferentes. Está bem, perderam o Sahin. Pronto, lá se foi o velhote do Dedê. Não interessa, continuam a ser gajos que sabem jogar à bola, são duros como cornos de titânio, saltam como a Isinbayeva com a vara e não tem problema e Javiar (ou Katsouranizar) o jogo à cotovelada e ao chuto prá frente. Não quero.

 

É hoje o sorteio. 16h45. Com a minha sorte calham mesmo estes últimos três. Vá lá, ao menos não podemos jogar contra o Artmedia.

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