Votação: Alternativa a Fernando?


Fernando tem sido um elemento pivotal na nossa equipa, omnipresente em tarefas defensivas, recebendo no entanto algumas críticas à sua capacidade ofensiva. Num momento em que ficou castigado e está actualmente condicionado fisicamente, quem se coloca como melhor alternativa para ocupar a sua vaga? As respostas foram:
  • Prediger: 18%
  • Tomás Costa: 31%
  • Guarín: 0%
  • Raul Meireles: 40%
  • Ir ao mercado: 9%
Admito que votei em Tomás Costa. Prediger vi pouco mas o que vi não foi brilhante, ao passo que Guarín já mostrou durante a época passada que não é tacticamente estável para ocupar a posição 6. Comprar um jogador só para jogar 1 ou 2 jogos por ano parece-me exagerado, e Meireles, apesar de poder ser adaptado, rende mais quando joga na cobertura ao médio mais criativo, seja em 4-3-3 ou em 4-4-2. Restava-me Tomy, que fez até um bom jogo frente ao Paços. Aparentemente a malta não concordou comigo!
Próxima votação: Ruben Micael ou Belluschi a titular?
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Palavras acertadas


Depois do jogo da Selecção, telefonei ao meu pai para darmos duas de treta sobre a bola. Diz-me ele, demonstrando a habitual sapiência que lhe reconheço:

“Oh pá, já viste que se não são os gajos do Porto esta equipa não vale nada!”
Dou-te razão, pai. O Raúl e o Bruno foram os melhores em campo. Só gostava que voltassem para o Porto ao mesmo nível, tanto a criar como a marcar.
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O guerreiro cansado

(foto retirada do blogportista)

É um caso que me está a provocar algum mal-estar no seio, diria até na mama da massa associativa e que creio merecer algumas considerações perfeitamente aleatórias, infundadas e auto-opinativas do género que apenas bloggers podem ter. Estas considerações, no entanto, são baseadas na crescente onda de descontentamento que se tem apoderado da opinião conjunta do
s adeptos e que, de acordo com a estatística, não podem estar todos errados. Disclaimer avançado, siga para o texto per se.
Raúl Meireles tem sido nos últimos anos o verdadeiro sinónimo da garra e da alma portista. Desde que chegou ao FC Porto, na longínqua época de 2004/05, mostrou ser um jogador muito combativo, que nunca vira a cara à luta, encarando cada lance como o último da partida, marcando a posição no meio-campo como um médio de cobertura muito eficaz e que consegue fazer o verdadeiro box-to-box, tão famoso e útil no futebol moderno. No fundo, era daqueles que a malta gosta, que aplaude quando recolhe a bola dos pés (ou das pernas) do adversário e que incentiva a equipa com gritos constantes para a movimentação correcta e adequada dos colegas, que leva a bola para a frente e remata quando vê uma abertura, marcando os cantos e servindo para várias posições, quer a trinco quer um pouco mais avançado. Na primeira época de azul-e-branco, essa época terrível pós-Mourinho, foi um exemplo de dedicação, entrando sempre com mais força que saber mas sempre empenhado em fazer com que a equipa crescesse apesar da paupérrima forma dos colegas Diego, Costinha e Maniche, já sem grande vontade de continuar no Dragão.
Na temporada seguinte, com a chegada do grande Lucho González, Meireles adquiriu mais algum protagonismo, lutando com Ibson pela titularidade desde o início e depois de várias batalhas vencidas acabou por conquistar a posição, formando aquele meio-campo louco de Adriaanse à frente de Paulo Assunção e ao lado de Lucho. Era uma das figuras da equipa, transformando o jogo da equipa e servindo como verdadeira sombra do argentino, libertando-o para manobras ofensivas ao mesmo tempo que servia como primeira barreira defensiva às investidas adversárias. Era um jogador à Porto, que não tinha medo de nada nem ninguém, que metia o pé por vezes com virilidade em excesso, assustando as bancadas e fazendo os adeptos recear pela sua permanência em campo.
Mais um ano se passou e chega Jesualdo ao comando da nau portista. Raúl Meireles cresceu tanto em importância como em número de tatuagens. Transformou-se no verdadeiro pêndulo da equipa, oscilando para trás em apoio a Assunção e para a frente como suporte ofensivo às deambulações de Lucho, tapando os buracos necessários e surgindo como apoio à entrada da área, preparado a rematar quando possível e na rotação das bolas para os extremos sempre que fosse possível. Continuava com uma acção preponderante na criação de jogo ofensivo e era fundamental na estratégia do professor para o meio-campo. Em 2007/08 a equipa foi sofrendo algumas alterações mas a base manteve-se e Meireles continuava como titular. O trio Assunção-Meireles-Lucho era sem dúvida o melhor a jogar no país, e o ex-boavisteiro começava a afirmar-se igualmente na Selecção, graças às lesões de Tiago e à má forma de Maniche. Entretanto, continuava um padrão que se verificava desde que chegou: Meireles não aguenta 90 minutos seguidos. Era já motivo de aposta entre a malta da Porta19 o minuto a que Meireles ia ser substituído, porque raramente falhava a troca. Aí por volta dos 70 minutos lá subia a placa número 16 e entrava outro rapaz para o lugar dele. Em 2008/09, começa a descer de forma. Primeiro de uma forma leve, notando-se uma menor intensidade no jogo defensivo, com menos agressividade e menos capacidade de pressão ao adversário, somando-se uma maior vocação ofensiva tal era a má forma de Lucho. Tal deveu-se, sem dúvida, a indicações do treinador, ansioso por ter mais um elemento no apoio a um ataque com Lisandro a marcar menos, Mariano no tradicional sub-rendimento e tanto Rodríguez como Hulk sem mostrar credenciais efectivas, Meireles tornou-se mais presente no meio-campo ofensivo e mais ausente nas tarefas defensivas, entregues quase em exclusivo a Fernando.
Este ano, com a saída de Lucho, Meireles é um jogador diferente. Para pior. Não mete o pé na disputa de bola, falha passes que antigamente fazia de olhos fechados, continua a não aguentar mais de 60 minutos em bom nível e tem sido quase inexistente nos últimos jogos, levando a equipa que já de si está debilitada pelas muitas ausências por lesão ainda tem de arranjar uma maneira de suprir as exibições negras de Meireles.
A mudança de número parece não lhe ter feito bem, e ao 16 dos últimos anos responde o 3 este ano com uma qualidade exibicional que está a seguir a evolução dos algarismos que ostenta nas costas. Precisamos de um Meireles forte e agressivo, de novo um elemento forte no meio-campo e que aguente pressão ofensiva com estoicismo e vontade de vencer. Este Meireles não serve, e com a pressão positiva de Guarín na mente dos adeptos, ele que tem entrado sempre com garra e tem de facto feito em 10/15 minutos o que Meireles não consegue fazer em 75/80, começa a firmar as credenciais para candidatura ao lugar do Raúl. Para quando ver o mais tatuado dos portistas no banco? Creio que beneficiaria tanto a equipa como o próprio Meireles como até a Selecção Nacional ver Raúl a descansar as pernas e sobretudo a cabeça…
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Seleccionações

Numa semana em que (quase) nada se passa no reino do Dragão, há que analisar a prestação dos nossos jogadores nas diversas selecções em que estão envolvidos. Porquê, poderão perguntar? Porque no Verão de 2010 realiza-se mais um Campeonato do Mundo, que tradicionalmente serve de plataforma de salto até outras paragens para muitos dos intervenientes, o que acaba por ser de vital importância para a saúde económica dos clubes, para não falar das vantagens para os próprios jogadores.
Ora nestas andanças temos os seguintes rapazolas, tendo em conta que ainda haverá hipóteses, ainda que remotas, de outros serem convocados para as respectivas selecções, que não menciono:
PORTUGAL
  • Bruno Alves
  • Raul Meireles
  • Rolando
  • Beto
URUGUAI
  • Fucile
  • Álvaro Pereira
  • Cristián Rodríguez
BRASIL
  • Helton
COLÔMBIA
  • Falcao (sem hipótese de qualificação)
  • Guarín (sem hipótese de qualificação)

ROMÉNIA
  • Sapunaru (sem hipótese de qualificação)
Sapunaru, Falcao e Guarín não valorizam absolutamente nada…mas não me parece que o pudessem fazer. Guarín depende apenas dele para sair do fosso em que entrou na primeira temporada, e Falcao está a crescer no futebol europeu, e apesar de falhar o Mundial, pode fazer o suficiente na Liga dos Campeões para subir a cotação. Sapunaru tem sofrido com lesões e com a boa forma de Fucile, por isso só um milagre faria com que o rapaz entrasse na equipa nesta altura. A Roménia fez uma campanha deplorável e por isso quase nem chegou a pensar na hipótese de fazer as malas para terras africanas. Ponto, parágrafo.
Considerando que Helton ainda não participou em nenhum jogo (apesar de ser um seleccionável), temos 7 jogadores nas rampas de lançamento para o Mundial, e qualquer um deles parece destinado a ter de participar ainda em mais um play-off de acesso para poderem lá chegar. Portugal, considerando que vence Malta amanhã em Guimarães, terá de disputar mais dois jogos de bota-fora frente a um adversário que pode ser bem complicado, ao passo que o Uruguai tem tudo ao seu alcance para se qualificar directamente (basta vencer a Argentina), ou então, caso não vença, tem de conseguir um resultado melhor que o Equador para ter acess
o ao play-off frente ao 4º classificado da CONCACAF…uff, e dizem que só os portugueses é que sofrem com as matemáticas da qualificação!
Vamos então saltar para um futuro próximo, em que ambas as selecções se qualificam. Helton, a ser convocado só muito dificilmente tiraria o lugar ao seu colega do Inter, Júlio César. Não é melhor, é mais experiente mas não ao mesmo nível e teria um lugar quiçá como 3º guarda-redes. Seria bom para valorização pessoal mas não creio que ajudaria o nosso keeper a subir a sua quota de mercado. Dava para umas guitarradas em Joanesburgo e pouco mais.
No campo dos lusos, Bruno Alves e Meireles têm lugar garantido nas escolhas de Queiroz. Ambos têm sido titulares, apesar da forma menos positiva neste início de temporada, e deverão continuar nessa situação. Tanto um como outro poderão lucrar consideravelmente com um torneio que corra bem, ou então podem ver o seu passe desvalorizado se as coisas saírem tão mal como na Coreia. Bruno Alves esteve na boca do mundo este defeso e poderá ver o seu nome envolvido na imprensa novamente no próximo Verão. Já Meireles teve o suposto interesse do Sevilha e do Valência, que poderá ser reactivado (ou aceso noutros burgos) caso tenha um bom desempenho. Já Rolando e Beto não parecem figurar nas primeiras escolhas, apesar de integrarem igualmente o lote dos convocáveis como segundas opções. Dependeriam de lesões, castigos ou graves abaixamentos de forma por parte dos titulares para passarem a ser primeiras escolhas, mas em nada prejudicaria uma presença na África do Sul. Não são nomes conhecidos do mundo do futebol, por isso era uma boa maneira de lá se colocarem.

Mudando antenas para a selecção Celeste, temos três potenciais titulares, com Álvaro, Fucile e Rodríguez a figurarem regularmente nas convocatórias e nas equipas titulares do Uruguai. Chegando ao Mundial seriam mais uma das típicas selecções sul-americanas de quem nunca se sabe o que esperar. Ou caem sem apelo nem agravo na primeira ronda e os seus jogadores são considerados flops permanentes e os valores caem a pique, ou então fazem o proverbial brilharete, ganham ao Gana e empatam com a Itália para perder num jogo rijo e a roçar a violência frente ao Brasil. Ou qualquer coisa do género.
Aí começar-se-iam a notar os melhores, os mais agressivos e empenhados jogadores, e talvez Fucile ou Álvaro teriam mais mercado, dada a falta de laterais decentes que continua a existir no futebol europeu.
Ainda falta muito tempo para lá chegarmos, mas algumas decisões para o mercado 2010/2011 começam a ser feitas amanhã. Eu vou estar em frente à televisão às 19h45 para ver a nossa Selecção…e depois às 23h00 novamente para ver aquele que vai ser, na minha opinião, um dos jogos do ano, o Uruguai – Argentina.
Maradona, se me estás a ler, e sei que tal é bem provável, esquece lá isso e deixa o Uruguai ir ao Mundial!!!
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Baías e Baronis – Época 2008/09 – Raul Meireles


RAUL MEIRELES

Não foi com grande surpresa que o jogador mais tatuado do FCP se assumiu como uma das figuras da equipa, muito por culpa da não-época de Lucho. Apesar de ter perdido um pouco daquele edge agressivo que muito o estigmatizou quando chegou vindo da panterada, conseguiu marcar a diferença pela inteligência e pelo empenho. É actualmente um elemento fundamental no plantel e na equipa principal, ocupando um lugar que durante vários anos foi de Maniche, e apesar de todos quererem que Meireles suba mais no terreno, nota-se ainda alguma prisão de movimentos pois tem constantemente de ajudar Lucho a tapar os espaços em termos defensivos. Com um forte remate, ainda que quase sempre mal direccionado, acaba por marcar alguns golos e fazer uma época de afirmação, que lhe vale a titularidade na Selecção de Queiroz. Vamos ver se para o ano continua na mó de cima, continuo a gostar do rapaz e a defendê-lo quando discuto futebol com o meu pai, que diz sempre “este gajo não vale nada, nem faz nem deixa fazer”. Discordo. Faz, deixa o Lucho fazer mais e impede que os outros façam muito. Além do mais já se tornou um símbolo do plantel e é um dos jogadores com quem a massa associativa se relaciona melhor. Continua, Raul!
VEREDICTO: BAÍA
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