
foto retirada do Bibó Porto, carago!
Não sei que pensar. Sou sócio portista e apesar de não ser um seguidor assíduo das desventuras da equipa sénior de basquetebol do FC Porto, algo em mim sabia que estavam sempre lá, tal como o Andebol e o Hóquei. Todos ouvimos as tretas da falta de dinheiro, da incapacidade financeira e das eventuais chatices com salários e aborrecimentos por motivos organizacionais com a Liga. Não tenho ligado ao basquetebol porque não tenho tempo para tudo, mas é curioso porque tendo já sido jogador federado (sim, eu que do alto dos meus quase cento e setenta centímetros via o aro a uma distância quase inatingível mas lá tentava ser o melhor base que podia e sabia) sempre mantive uma ligação moral ao desporto e como tal devia estar mais ligado. Optei pelo futebol, porque me dá mais gozo ver e perceber.
Mas lembro-me dos tempos de Rui Santos, Jared Miller e Kevin Nixon. Lembro-me do Quidiongo, do Paulo Pinto (RIP), do puto Marçal, do duro Raul Santos, do louco Fernando Sá, até do Júlio Matos, agora administrador daquela modalidade. Lembro-me das épicas finais contra o Benfica, com o Américo de Sá a rebentar e eu a rebentar com ele. Lembro-me de muita coisa e deixei passar tanto tempo sem voltar a ver basquete.
E agora, ao que parece, deixei passar tempo demais. Não vi confirmações oficiais e a jogada pode ser política, mas temo que seja mais que isso. Temo que o clube esteja a focar demasiada atenção no futebol e abdique do ecletismo, muito por culpa de gajos como eu, que viraram agulhas para a relva e esqueceram os pavilhões.
Mas esta história, ou melhor, o final triste desta história, merece uma melhor explicação. Espero por ela.
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