«Ter sucesso em Portugal, onde eu trabalhei, com o Porto, não é grande coisa. Pela forma como as coisas estão estruturadas lá, do presidente para baixo, eles têm o sucesso mais ou menos garantido todos os anos», disse Souness, antigo técnico do Benfica, esta semana.
Vítor Pereira chamou-lhe brincalhão. «Essas declarações devem ser de um brincalhão. Que este clube é o clube que mais garantias dá para se atingir o sucesso, isso não tenho dúvidas nenhumas. Mas se o treinador chega cá e não tem qualidade para acompanhar o nível do clube e dos jogadores, não tem hipótese nenhuma», lembrou.
Vítor Pereira in Maisfutebol
Até me pareceu muito cordato. Se fosse eu, responderia qualquer coisa como isto:
“Realmente ouvi essa declaração do Souness. Parece-me muito bem dito e com uma clarividência acima do normal para um alcoólico. É evidente que se fôssemos a procurar exemplos vivos na história recente, é quase impossível que a batelada de jogadores de craveira mundial, fosse Minto ou Charles, Thomas ou Pembridge, Pringle ou Harkness, todos eles contratados pelo equivalente escocês de uma garrafa de Borba, não conseguisse bater o FC Porto aos pontos. E é lógico que as mãos hábeis do mestre que está ao leme não terão qualquer influência, como ele bem sabe. Mas tenho de lhe dar mérito: cortou o bigode. Fica-lhe bem, parece que já consegue comer um prato de sopa sem deixar metade na cara. Good for him!”
Ou então lembrava-lhe que o Benfica também é um clube com nível. E nem lá nem no meu querido Newcastle esta besta conseguiu grande coisa. Enfim, o talento para falar e treinar é inversamente proporcional ao que tinha para jogar e enfrascar.

