Ouve lá ó Mister – Nacional

André, miúdo maduro!

Ouvi, como muitos, o que disseste acerca da sede de vingança da malta sobre o jogo contra o Nacional. Até compreendo que digas que é fácil cair na perigosa tentação de ir para a frente à força toda, rasgando camisolas e desfazendo relva, cotoveladas e empurrões ao barulho, só para mostrar aos rapazes da ilha de que massa somos feitos.

Estiveste bem. Mas…

Mas a malta que vai estar nas bancadas naquilo que se prevê que seja um fim de tarde inclinado para o fresquinho na cidade do Porto, onde a brisa que se tem sentido nos últimos dias só vai ajudar a arejar as cabeças quentes, essa malta quer é ganhar. E quer ganhar porque já estamos fartos do Nacional da Madeira ganhar pontos no Dragão, seja em que competição fôr.

E faz-me um favor: explica aos teus meninos que ninguém aqui no burgo lhes leva a mal se jogarem de collants, luvas, samarra e gorro. Já disse que vai estar frio?

Sou quem sabes,
Jorge

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Que pena, Leonor!

“Toda a argumentação dos defensores públicos de Hulk, Sapunaru e companhia, que pretendem ver os agressores como vítimas de provocações por não-agentes desportivos, é, sem querer ofender o chamado Terceiro Mundo, um exemplo de terceiro-mundismo mental e, pior ainda, querendo fazer dos outros estúpidos.”

Leonor Pinhão in A Bola, 15 de Janeiro de 2010, sobre o caso do túnel da Luz.

É uma pena ter deixado de ler o que escreves n’a Bola, Leonor.
É que agora estou mesmo com vontade de ler o que vais escrever com a espinha feita num oito.

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He shoots…he scores!

“É um assunto que diz respeito ao Conselho Disciplinar da Liga, mas cada um é responsável pelos seus atos. Mas foi notória uma discrepância de comentários comparativamente ao que aconteceu quando fui expulso em Guimarães e em Alvalade. Disseram que eu era um miúdo que não reagia à pressão, que não me sabia comportar mas, pelos vistos, o graúdo faz figuras piores. Daí noto que tenha havido uma discrepância nos comentários que foram feitos.”

in Publico, 24 de Janeiro de 2011

Para Villas-Boas não há dúvidas. “Há um proteccionismo a determinados clubes e personagens por parte de alguma comunicação social”, disse. “Não é conjuntural, é cultural. Mas nós agradecemos porque é isso que nos faz fortes”.

in Record, 24 de Janeiro de 2011

É das poucas vezes que concordo com a farpa de Villas-Boas. Bem dito, bem explanado. Perfeito.

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Que pena, Ricardo!

“O leitor deseja agredir alguém? Um vizinho, um familiar, um desconhecido qualquer? É fácil: diga que foi provocado. As provocações, sejam de que tipo forem, justificam qualquer agressão. Uma anónima agrediu o Papa? Foi, de certeza, vítima de uma armadilha bem urdida. O marido bate na mulher? É impensável que a tenha agredido sem que tivesse havido forte agravo. Toda a gente sabe que os agressores são, em geral, gente ponderada e cordata, que só opta pela violência física caso seja vítima da afronta mais grave, mais perversa e mais criminosa que pode ser perpetrada: a provocação. Não será por acaso que a lei portuguesa prevê molduras penais extremamente pesadas para homicidas, violadores e autores de provocações.”

Ricardo Araújo Pereira in A Bola, 10 de Janeiro de 2010, sobre o caso do túnel da Luz.

É uma pena teres deixado de escrever n’a Bola, Ricardo.
É que agora gostava mesmo de ler o que conseguias escrever com a espinha feita num oito.

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