Balancemos – Q4 2013

Terminando a retrospectiva até porque começa a ser tempo de olhar para a frente em vez de para o passado, aqui fica a última parte do olhar pelo que foi 2013 aqui no Porta 19:

Outubro

“É um FC Porto pequeno, sem ideias na construção de jogo e com uma incapacidade assustadora de criar lances de perigo e de manter a bola controlada mais de alguns segundos perante pressão adversária. Perdemos e perdemos bem, com ingenuidades que se pagam muito caro a este nível.”

“Dói cá dentro, corrói a alma e desanima o corpo, faz-me atravessar sempre um deserto de ideias e uma invulgar incapacidade de olhar para o mundo de uma forma racional que pauta o meu dia-a-dia. É mais doloroso porque me bate a fria percepção que o nosso planeta encolheu para o tamanho de uma uva mirrada, que o nosso destino não passa do provincianismo de ganhar cá dentro, aos rivais de sempre e aos sacos de pancada que compõem a nossa triste Liga.”

“O Arouca fez o que o FC Porto o deixou fazer (e que foi muito mais do que devia) e vimos mais um episódio da actual subalternização do FC Porto, a baixar o ritmo de tal maneira que se torna difícil terminar o jogo sem um bocejo.”

“Não posso dizer ao certo, mas creio que um dos sinais do Armagedão acabou de bater à porta. Estou à espera de ver cavaleiros em chamas a cruzar os céus, elefantes cor-de-rosa a saltar delicadamente de nenúfar em alegre nenúfar, sem-abrigos a beber Glenfiddich de ’55 à golada, Elvis em concerto na Casa da Música, unicórnios com crinas bem escovadas e o Rui Gomes da Silva a dar mérito ao FC Porto.”

“Olho agora para os nossos rapazes de vermelho e verde e não vejo nem metade do talento, do espírito, da capacidade de luta e esforço. Vejo indolência, arrogância competitiva, lentidão na execução e desorganização colectiva que humilha os antecessores. Não vejo uma equipa. Não vejo alma, força, garra, vida. Dependem de Ronaldo como se de um Deus se tratasse, e rezam para que esteja em dia bom para que os outros possam estar em dia normal.”

“Estás-te a sentir sonolento, meu estupor. As pernas vão-te fraquejar, todo o teu corpo vai tremer e nem sabes o que te passa pela cabeça enquanto sobes os degraus que dão acesso ao relvado. Ao entrar em campo, vai-se-te soltar a bexiga e uma pinguinha de urina vai escorrer pelas tuas pernas abaixo e cair para o relvado. O Danny vai sorrir, esse cabrãozinho, mas não repete a celebração porque tu já lhe amarraste os guizos no balneário e lhe prometeste que o penduravas do telhado do estádio se se voltasse a armar em parvo.”

“Cheguei a casa destruído. Saí do estádio com a cabeça virada para o pavimento, os olhos firmes no solo à minha frente e uma sensação de quem acabou de receber um remate do Hulk direitinho no estômago depois de comer uma enorme malga de sarrabulho.”

“Fonseca, põe os gajos a apontar para um poste a cinco metros. Falha, enche vinte e leva uma chibatada do Paulinho Santos. Falha outra vez, enche mais e o Paulinho dá um nó na chibata. Ao fim de três, começam a acertar no meco, garanto-te.”

“É este o melhor exemplo do quarto poder, o condicionamento de almas e mentes que é tentado continuamente por este tipo de súcia anti-portista (anti-o-que-quer-que-dê-jeito, para ser correcto) que insiste neste tipo de highlightificação do pormenor, esquecendo o pormaior.“

Novembro

“A transmissão da experiência de vários anos a jogar em campeonatos diferentes, com convívio e partilha de balneários com culturas, raças e passados tão diversos que os transformam numa espécie de cicerone de uma torre de Babel que só existe dentro das cabeças de quem os nomeia.”

“E não percebo como é que o Nico falha tantos passes, como é que o Alex Sandro não pode com uma gata bébé pela cauda e porque caralho é que o Lucho faz tantas tabelinhas se os colegas não conseguem dominar a bola de primeira. Isso é outra coisa, também não sei porque é que o Licá controla bolas que vem pelo ar como um míssil e depois a cinco metros atrapalha-se como um virgem a meter um preservativo”

“Lembro-me da elegância de Aloísio, que deslizava pelo relvado à procura do momento certo para o toque perfeito a interceptar um ataque adversário. Era um prazer assistir aos jogos do brasileiro a partir das velhinhas bancadas das Antas, enquanto me sentava no cimento ou em poeirentas cadeiras de um azul que já o tinha sido mas que gradualmente se ia transformando num tom claro, gasto, poído. Vintage, para soar melhor. Bintage, com o sotaque certo.”

“Continuamos a oferecer lances de golo aos adversários e há uma indolência que raramente vi numa equipa do FC Porto que parece invadir os jogadores e possuí-los de uma forma inacreditável, tornando-os lentos, torpes, sem imaginação, sem vontade de jogar e acima de tudo de ganhar.”

“Já perdoei tanta coisa aos rapazes que vestem a nossa camisola. Aturava os copos do McCarthy, não ligava à lentidão do Capucho ou às fungadelas do Jardel. Não me chateava muito com o Quaresma que não defendia, o Sapunaru que não atacava, a mesma porra da mesma finta que o Tarik fazia, os remates tortos do Maniche, os passes transviados do Lisandro ou os cabeceamentos falhados do Derlei. Todos estes tinham o seu papel a desempenhar e faziam-no bem, com afinco, com vontade e com garra. O que vejo hoje é diferente.“

Dezembro

“Começa a ser perigoso para a minha espinha opinar sobre as exibições deste estupor. Talvez tenha sentido na pele o que é esperado dele depois do jogo contra o Nacional, onde jogou ao nível de um caracol bêbado, e despertou para um belo jogo em que lutou que se fartou e saiu, ao contrário do que tinha acontecido nesse jogo, com uma salva de palmas bem merecida.”

“Há nervosismo a mais, precipitações e excessos de confiança e uma aparente incapacidade de tantos rapazes em parar para pensar, em conseguirem ter a calma de perceber o que podem ou não fazer durante um jogo. Acima de tudo, parece haver uma ridícula quantidade de passes falhados pela tentativa atabalhoada de executar depressa o que nem devagar se consegue. E todos já vimos aqueles mesmos fulanos a fazer tão melhor do que têm vindo a mostrar em campo, o que torna as coisas ainda mais enervantes.”

“Devemos ser, neste momento e em situações de nervosismo mais elevado, o ataque mais lento e menos perigoso da Europa. A táctica não ajuda e o treinador não parece disposto a alterar a esquematização da equipa em campo, usando apenas um médio recuado em vez dos dois que agora coloca lado a lado.”

“Ouço Pink Floyd enquanto te escrevo estas palavras. Há tanta pequena coisa que te podia escrever, sobre a qualidade do nosso futebol, a facilidade com que a nossa defesa parece abrir brechas do tamanho das trincheiras dos campos cinzentos de Verdun ou pela ineficácia do nosso ataque, qual nerf gun defensiva apontada ao lombo de um elefante em investida perante o teu indefeso corpo.”

“Já não sabia o que isto era, para vos ser sincero. Sair do Dragão com quatro golos marcados já parecia uma memória antiga que se ia esfumando enquanto o tempo alegremente passa para mim, como o faz para todos, esse cabrãozinho.”

“acontece sempre no mesmo caralho do mesmo estádio que agora até tem nome diferente mas onde já devíamos estar habituados a ser assaltados quando lá passamos. E raramente são lances parvos de penalties, que só hoje houve praí quarenta reclamações de mãos e saltos e pinchadelas de verdes para a piscina, porque André Martins e Wilson Eduardo devem gostar mais de lamber cricas do que jogar à bola e andam sempre com os dentes a roçar na relva. Mas ao mesmo tempo, esse mesmo André Martins adooooooooooora dar pontapés nos gémeos dos adversários e safa-se com muita facilidade. Uma palavra também para o próximo trinco da Selecção, que é um jogador muito acima da média mas que hoje devia ter levado um vermelhinho por uma trancada que deu no Varela que só não lhe pôs a perna a sangrar porque não lhe acertou em cheio.“

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Balancemos – Q3 2013

Seguimos em frente com o terceiro trimestre do balanço do ano que ontem nos deixou:

Julho

“foram quase 1700 posts totalizando cerca de 615 mil palavras escritas que receberam mais de 9700 comentários, muito vernáculo, alguma arrogância, temperadas com um misto de parvoíce e racionalidade que é, admito, uma espécie de imagem de marca.”

“Recuso-me a aceitar que a opinião fundamentada, pessoal e completamente transmissível pelos bítes e baites dos tubos interligados, se deixe cair num fosso que canalize para duas fontes apenas o “textbyte” absurdo do comentário rápido ou a longa análise em jornais e revistas da especialidade.”

“a nossa história tem de ser lida, conhecida, estimada e guardada para transmitir às novas gerações. Para que saibam que o FC Porto não é feito só de pipocas no Dragão, cartazes ou cânticos para jogadores que chegaram ao clube há 20 minutos ou patrocinadores mais ou menos obscuros nas bordas das camisolas.”

“Notou-se a mudança de Carlos Eduardo para Lucho como se tivéssemos pegado numa jarra de cristal com tulipas e a colocássemos na mesa em vez de um tupperware de sopa de nabos.”

“Primeiro de tudo: puta que pariu a “raça latina”. Este tipo de equipas para jogos de pré-época devem ser um Deus me livre para os jogadores porque o adversário simplesmente não pára. Correm como chitas atrás de saborosas gazelas, acertam em tudo o que vêem com uma intensidade tal que mais parece que estão a disputar uma final da Libertadores.”

“se demorar mais tempo a escrever uma crónica ou uma análise ou se falhar alguns jogos do FC Porto ao vivo e tiver de os ver em directo ou diferido pela têvê, o motivo é o que está na foto.”

“Quanto ao nosso, a ser inaugurado daqui a cerca de dois meses, que tenha mais visitantes que o vosso (very unlikely, mas ninguém me impede de sonhar) , que seja mais bonito, com melhor circulação de ar, esteticamente mais agradável, arquitectonicamente inovador, que cheire melhor e que tenha taças mais bem polidas. E que ambos sirvam para enaltecer as glórias próprias e não as infelicidades alheias.”

“Não queiram fazer omeletas sem que a galinha acabe de parir o ovo. Tenham calma, não se exaltem, critiquem o que devem criticar, mas façam-no jogo-a-jogo, não exacerbando a parvoíce como já vi em muito blog durante todo o dia de ontem, porque estamos tramados e porque não houve evolução desde o ano passado e a merda é a mesma e as comissões e os empresários e falta um jogador para a frente que faça a diferença e yadda yadda yadda.“

Agosto

“muito se vai dizer deste primeiro jogo, onde as dores de crescimento ainda vão ser evidentes e que podem causar muito desconforto se as coisas correm mal. E se correrem bem, vais ver que os maldizentes, internos e externos, vão arranjar sempre maneira de descobrir podres. É isso. Bem-vindo ao FC Porto.”

“É em campo que os campeões se fazem, é neste nível de domínio territorial com bola que devemos sempre entrar em campo, aniquilando os jogos logo de início para gerir a posse de bola até ao fim com os ritmo que nós quisermos impôr.”

“É um regresso aos tempos em que debaixo de um calor abrasador, talvez no Algarve ou em Espinho ou em vários outros sítios onde tive a sorte de poder ir passear nos estios que já vivi, enquanto a família dormia uma merecida sesta sob uma qualquer sombra ou no fresco de uma divisão arejada e bem resguardada do sol, lá me deslocava a caminho da papelaria mais próxima, usando o dinheiro que tinha na altura e poupava para poder gastar neste tipo de extravagâncias, e comprava o guia para a próxima temporada.”

“Tenho pena, acreditem que sim. Mas também quero ver o FC Porto a vencer e quero ter os melhores jogadores nas melhores posições. E Castro, muito à imagem de Paulo Machado, Vieirinha ou Atsu ou vários outros que surgiram em tantos momentos diferentes do nosso passado e que subiram da formação para não conseguirem vincar um lugar no plantel principal, não seria a melhor solução para o lugar.”

“Serão quarenta e quatro jogadores, com outras quarenta e quatro notáveis omissões que me sentiria mal se não mencionasse. Porque esta escolha de apenas onze não bate com a minha maneira de pensar e não me consigo limitar a apenas uma equipa, tantas foram as que me deram alegrias durante a minha vida.”

“Vamos apanhar muitos destes, na sua parte boa e má. A boa é que são gajos lutadores, rijos, que se antecipam muitas vezes aos nossos avançados, médios, defesas, guarda-redes e apanha-bolas, o que nos deve deixar sempre atentos. A parte má, é que são mais caceteiros que uma padaria num Domingo de manhã.”

“Foi um daqueles jogadores iluminados pelos deuses que transforma alguém que deteste futebol num ávido amante da bola. Por toda a magia que me deste, número dez, por fintares tantos adversários com os dois pés, pelas centenas de vezes que gritei que eras melhor que o Pélé, obrigado.“

Setembro

“Vinte e seis remates. Há jogos assim, acontecem na 3ª Divisão búlgara, na Liga de Amigos das Estátuas da Ilha da Páscoa e nós não somos imunes a isso. Mas há jogos que me levam a ficar nervoso, palavra, porque começava a parecer injusto demais não termos já enfiado três batatas na baliza do Degra e a equipa continuava a não conseguir meter a bola lá dentro e CHUTA, RICARDO, OH FODA-SE que lá vai outra pro keeper e ANDA JACKSON, É FÁCIL! pronto e lá foi mais uma. São oportunidades a mais sem serem concretizadas e não podem deixar que seja um hábito. Dão-me cabo do batente.”

“É muito fácil converter facilidade em estupidez. As tradicionais idiossincrasias dos jogadores transformam-se rapidamente em idiotissincrasias, o povo chateia-se, boceja, aborrece-se e espera pelo próximo jogo.”

“Não estamos habituados a ver o Porto fraquejar nestas alturas e há um medinho particular que me atravessa os poros e me faz pensar que se calhar ainda nos vamos ver lixados para mandar abaixo estes moços. Mas quero que saibas que estamos todos à espera de uma vitória, com mais ou menos dificuldades.”

“chegamos ao local do costume, onde o habitual hiperbólico adepto portista tem um pequeno ataque de nervos quando a equipa joga mal e em vez de olhar para o jogo e analisar o que lá se passou, logo vai apontar armas a tudo que mexe de azulebranco. Eu, como tantos outros, não gostei do jogo de ontem, mas para tanta gente há uma distância de um palito partido entre um mau passe do Josué e o bota-abaixismo da SAD, de todos os treinadores, do plantel, da relva e do calendário.”

“Fomos roubados hoje na Amoreira. Os adeptos portistas que lá se deslocaram, juntos com os que viram pela televisão, os que não puderam ver o jogo em directo e os que nem sequer viram o jogo de propósito (sim, meus caros, há muitos portistas assim), todos eles foram despudoradamente assaltados hoje à noite. Roubaram-nos a alma. Tiraram-nos a estrutura que tínhamos, a inteligência competitiva, a capacidade de resistir a uma pressão que empurra com a força de um infeliz sem-abrigo que dorme ao relento em noites de inverno. Pilharam a calma de uma defesa férrea que oxidou e não parece resistir a semi-equipas e avançados lutadores mas pouco mais. Pior, roubaram-nos um meio-campo que betumava buracos e abafava contrariedades com espírito de luta.”

“Há confusão, desorganização, desatenção, há tanta coisa mal que vou desesperando sempre que saímos em posse para o ataque. Há pouco tempo para construir uma equipa do início, mas temos de tentar corrigir alguns dos problemas para evitar males maiores.“

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Balancemos – Q2 2013

Seguindo na saga do balanço, continuemos com o segundo trimestre:

Abril

“um adversário que, francamente, tem tanto direito moral a estar na primeira liga que um cacto no Amazonas.”

“SIM, ESTOU A BERRAR PORQUE ESTE FILHO DA PUTA DE HORÁRIO NÃO LEMBRA ÀS HEMORRÓIDAS DE SATANÁS!”

“Se fosse a ele [Kelvin] guardava a camisola, as botas, a bola, dois nacos de relva e a embalagem de gel que pôs no cabelo, porque um jogo destes não se vai repetir durante muitos anos.”

“[a minha mãe] apreciava o meu propalado compadrio com as equipas de lusa terra mesmo quando não percebia porque raio chamavam “fora-de-jogo” quando o jogador estava claramente dentro das linhas“

Maio

“Basta um destes jogos e temos o povo eufórico, centenas de polícia na rua, claques insultadas, jogadores nervosos, treinadores exaltados e colunistas à beira de doze ataques apopléticos. (…) Se tudo correr bem nem preciso de dizer nada, porque a euforia vai ser tal que haverá completos estranhos a abraçarem-se nas bancadas, homens a beijar mulheres, mulheres a beijar outras mulheres, raios, até homens a beijar outros homens que isto da bola já não é o que era e ainda bem.”

“Vou só ali ver se o meu coração arranca de novo. Estou certo que compreendem. Volto já.”

“O portismo, por muito que nos queiram convencer do seu provincianismo, está em todo o lado. E hoje reuniu-se de alma e coração na Invicta, na sede física mas também moral, onde podemos ter pintado um dos mais belos quadros de sempre. Foi lindo, foi catártico, foi futebol. E foi nosso. (…) Lágrimas escorriam pelas faces do rapaz que se senta à minha frente. O estádio estava vivo, mais uma vez, depois de quarenta e cinco minutos dos mais frustrantes que vi em mais de vinte anos de futebol ao vivo. Kelvin conseguiu transformar as vozes de portistas pelo mundo fora num grito em uníssono de vitória, de reconquista, de enorme alegria e um alívio que ninguém conseguiu controlar. Nas bancadas há abraços, beijos, danças, saltos, cinquenta mil que suspendem a gravidade e o bater do coração durante minutos consecutivos, enquanto dois mil e dezoito estóicos adversários estáo petrificados como estátuas gregas, sem resposta, sem reacção. Grito e parece que o som fica preso na minha garganta. Agarro amigos, abraço desconhecidos, salto e beijo o emblema do FC Porto com força e sem qualquer pudor em perceber que se morresse naquele momento, pelo menos morria feliz. Não me dava jeito nenhum porque tenho coisas combinadas para os próximos tempos, mas estaria feliz. Naquele momento não existia mais nada no mundo para as almas que lá estavam. Era só aquilo, só aquele remate que vi a entrar na baliza de Artur e me fez parar de respirar durante meio segundo. Futebol é isto e o Dragão hoje foi futebol.”

“como Basileia teve lugar numa altura em que não distinguia os cueiros de uma toalha de linho, felizmente não sei o que é perder um jogo desses. Muito menos desta maneira. Fica um abraço de solidariedade para com os adeptos que conheço e que nesta altura estão num poço bem, bem, bem lá no fundo.”

“Porque a emoção deste último jogo exige que nos juntemos, em grupo, em coligação de esforços, numa espécie de aura gigantesca que te tenta passar a força dos grandes, dos enormes, dos gigantes. É isso que seremos hoje, Vitor, uma multidão de almas a sofrer por ti, a viver cada segundo como se fosse o último”

“Hoje, todos estamos de parabéns, todos os que acreditaram que era possível dar a volta a um campeonato que nos vergava a fé e a mente, que parecia perdido até duas semanas antes do seu final. Hoje somos felizes porque trabalhamos para isso.”

“Atrás de um Mangala que voa por cima dos adversários, há um Nico que comanda os colegas, que manda no eixo e que raspa a relva com um sorriso nos lábios.”

“o simples facto de ter marcado aquele golo ao Benfica e de me ter proporcionado um orgasmo futebolístico ao nível do que muitos devem ter sentido em Sevilha quando Derlei enfiou o terceiro aos escoceses…só por isso merece um Baía de ouro.”

“Bottom line: Vitor Pereira é honesto, não duvido. Portista de alma, coração e outros órgãos aleatórios, acredito sem questionar. Tem estatísticas ao nível de poucos, com uma derrota em sessenta jogos e nenhuma nos últimos quarenta e três. Valorizou jogadores e já deu muito dinheiro a ganhar ao clube. Apanhou de tudo e de todos sem se vergar e conseguiu vencer com mérito.“

Junho

“Não conheço Paulo Fonseca. Nunca falei com o homem, raramente vi o Paços a jogar este ano que agora acabou e nem sequer me lembro do que fez o Pinhalnovense na tal quase-gloriosa jornada no Dragão. (…) Tem pouco tempo de bola, dizem uns. É treinador de equipa pequena, dirão outros. As equipas dele jogam feio e são resultadistas, opinarão terceiros. Não olho a nomes, CVs, companhias ou palavreado fácil. Reservo o direito de acreditar na equipa que o escolheu e acreditar ainda mais que vai fazer um trabalho sério e ao nível do nosso clube.”

“Quando Vitor chegou ao pouso, naquela tarde de Junho de 2011, foram muitos os portistas que torceram o nariz. Temiam o estigma do princípio de Peter, desconfiavam da capacidade de um adjunto desconhecido com pouca experiência como treinador, sem sequer ter passado pela primeira divisão antes de chegar ao Dragão. Era um gajo com ar de recém novo-rico, com discurso enrolado, nervosismo em frente às câmaras e uma aparente inadaptação a um mediatismo que lhe parecia tão alienígena como inevitável.”

“Os painéis foram interessantes, com excelentes apresentações feitas por portistas com gosto de dizer que o são. As opiniões eram diversas, defendidas com garra e com argumentação bem vincada e bem alinhada por nove bons exemplos que a bluegosfera está viva e dinâmica. (…) Sem glórias pessoais, demandas pelo networking social ou buscas incessantes pela demonização de ideias diferentes e pelo debate puro e bem disposto.”

“Nunca escondi que gosto do moço. Sempre gostei, mesmo naquelas alturas em que me apetecia sair da minha cadeira, descer ao relvado e espetar-lhe quatro lapadas nas trombas para ver se lhe punha algum sinapse a disparar desenfreada pelo cérebro que na altura estava mais parado que o Jesus quando caiu de joelhos depois do golo do Kelvin. (…) Cara de reguila, de quem acabou sempre de fazer qualquer borrada em casa e está a ver se a mãe não descobre. Dos que diz: “Sim, senhora professora, garanto-lhe que foi o cão que me comeu os deveres!” com uma expressão de gozo na fronha, que dá vontade de esbofetear ao mesmo tempo que se tem de admirar a frontalidade e o descaramento.“

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Balancemos – Q1 2013

Numa altura em que se fazem mais balanços que um puto num baloiço depois de beber uma lata de Red Bull, junto-me à carneirada. Numa série de quatro posts, aqui vai o que por aqui foi escrito de mais importante, parvo e razoavelmente sonante no passado ano. Comecemos pelo primeiro trimestre:

Janeiro

“Proponho mudarmos o nome do rapaz de uma vez por todas para Mangalho. Mangalhão, para os mais excitáveis.”

“Não sei como é que não chamaste o Paulinho e lhe disseste: ‘ó caxineiro, queres dar uma perninha? dá uma fueirada ali no catorze. vai, querido, dá-lhe amor.'”

“Sou portista, e razoavelmente fanático para continuar a ver um jogo que tinha quase tanta excitação como um quadro de ardósia numa escola primária às escuras.”

“É um campeonato fraco, tão fraquinho, cheio de equipas a sobreviver ano após ano, rodeados do fausto de três ou quatro equipas que conseguem brilhar um bocadinho acima da medíocre média que pauta a nossa liga. Uma miséria, que nos rouba a motivação, a alma e de vez em quando o campeonato.”

“Mangala viu um cartão amarelo tão escusado como um retrato a óleo do Manuel Vilarinho de corpete a dançar o can-can”

Fevereiro

“[sobre Moutinho] Já começa a ser complicado falar de ti sem que me comece a babar e a agradecer a Deus e ao Sporting por te ter “despachado” para o nosso seio.”

“Ninguém é acarinhado mais tempo do que faz por merecer, e se por algum motivo calha de ter um mau jogo, logo as biqueiras de aço estão apontadas directamente ao escroto do infeliz.”

“Uma parte de mim, uma enorme e maioritária parte de mim, fica feliz quando João Pereira falha. Torço como um louco para que faça um penalty desnecessário, que tropece sozinho sem a bola perto, que dê uma Zidanada num adversário ou que, como ontem, tente atrasar a bola para o guarda-redes (na direcção da baliza, mind you) e falhe com um estrondo de doze Torres dos Clérigos a tombar em cima de uma montanha de porcelana. (…) “Vocês viram o que aquele imbecil fez? Mil rinocerontes paneleiros me fodam se não vou gravar aquilo e pôr à entrada de casa por cima do móvel para que as pessoas se sintam bem ao entrar e ver aquela parvoíce!”.”

“A Taça da Liga que ninguém liga, como todas as Taças deste ano, interessam pouco. Passam em parangonas excitadas para jurista ler e adepto conversar no café durante os cinco minutos da praxe para matar o tempo enquanto o café não chega para cedo passar às perfeitas incongruências de um mundo que nem é nosso. É um paradoxo, é o que é, saber que estamos envolvidos sem o estarmos.”

“E é olhando para ele que percebo a pouca importância que Addy alguma vez teve no FC Porto, como tantos outros antes dele. São rodapés na história de um clube, nomes perdidos na mente de tantos adeptos que nunca ouviram falar do Kaviedes mas sabem em que dia o James tem agenda na pedicure.”

“Bravos adeptos que acompanharam a equipa a um terreno que é ligeiramente menos hostil para as nossas cores que Berlim para um negro homossexual nos anos 40″ (…) “Nunca gostei do Vitória, admito, há qualquer coisa de visceral na relação entre mim e aquele clube que os coloca ao nível do desprezo que tenho pela couve-flor, a palavra “corrimento” e o vocalista dos Keane.“

Março

“São estas as vozes escolhidas a dedo por um canal de televisão para defenderem as cores dos seus clubes em frente a um público televisivo de tal maneira vidrado no enaltecimento da carneirada nacional que ainda se dá ao trabalho de ouvir o chorrilho de idiotices que se lembram de proclamar naquele ou em qualquer outro dia.”

“Parece fácil pensar que os rapazes vão entrar em campo com a confiança de Thor com o martelo nas mãos, mas a verdade é que se nota que há uma tristeza latente na forma de jogar, no passe, até no festejo dos golos e dos lances mais bem conseguidos.”

“Não parece haver vontade e inteligência suficiente para conseguir mandar o infortúnio para o caralho, não vejo discernimento em quantidade que nos permita alegrar pelo menos com o entusiasmo, senão com o resultado. Não vi nada. Só vi resignação com a perda da autonomia e da auto-dependência para ser campeão. (…) Curto, grosso e directo: em Março de 2013, Varela tem tanta utilidade na equipa do FC Porto como uma saca plástica cheia com água salgada no meio do Oceano Atlântico. Pensei em metaforizar com um cacto no meio do deserto, mas mesmo parado e inconsequente ainda pode ajudar a tapar vento ou a dar sombra para proteger do Sol.”

“Varela e Atsu parecem estar num eterno jogo de Arkanoid (…) Sucedem-se passes após passes com a pontaria de um rinoceronte bêbado com o corno torto a apontar para o anel de Sauron. (…) parecemos uma equipa de Marianos González com delirium tremens”

“A táctica é ambiciosa mas tem falhas. Tem falhas por um motivo muito simples: é bonito querer jogar à Barcelona. É audacioso pensar que o podemos fazer. E é utópico pensar que o conseguimos facilmente ao fim de meia-dúzia de meses.“

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Retrospectivando: Bruno Alves

Numa altura em que se fala tanto da permanência ou não do capitão no clube e quando o interesse do Lyon parece estar novamente aceso, fiz umas pesquisas para avaliar a evolução de Bruno Alves ao longo da sua carreira no FC Porto:

Março 2000


Ainda em idade júnior, depois do primeiro jogo pela equipa B: ”O futebol é a minha grande paixão. Abandonei os estudos por opção, pois o meu pai nunca me obrigou a jogar futebol”

Sobre o irmão Geraldo: ”Se tiver de o defrontar jogarei com naturalidade mas, dentro de campo, será como se não o conhecesse. Desejo-lhe que seja tão feliz no Benfica com eu estou a ser aqui”.

Abril 2002


Na selecção de Sub-21: “Sinto-me bem porque conheço a maior parte destes jogadores. Vai ser diferente e, estando aqui, é legítimo pensar que posso ser chamado ao Europeu. Estou disponível e vou procurar corresponder à chamada do ‘mister'”

Maio 2004


Antes do Europeu de Sub-21: “Não existe, até porque já integramos as selecções há alguns anos e jogamos quase todos na SuperLiga ou em clubes estrangeiros de bom nível. Ansiedade, só mesmo para que a competição se inicie”

“O estágio aqui na Covilhã foi muito positivo. Todos os jogadores demonstraram a união existente neste grupo, preparando-se para um grande Campeonato da Europa. Conhecemo-nos há muito tempo, temos bom relacionamento e, em território alemão, pretendemos deixar imagem positiva, como sempre”

“A base da equipa está definida há muito tempo e até os que chegam agora têm percurso nas selecções mais jovens; portanto, conhecem a filosofia, estão identificados com os métodos e torna-se simples interiorizar as ideias do treinador.”

Agosto 2004


Sobre o empréstimo ao AEK: “O AEK é mais um projecto na minha carreira. É uma equipa que luta pelo campeonato grego, para além de disputar a Taça UEFA. Vou tentar dar o meu melhor aqui para poder regressar ao FC Porto no final da época.”

“Senti que com [Del Neri] não teria muitas oportunidades. Certamente ia jogar menos porque haveria outros jogadores a lutar pelos lugares. Acho que ele não contava muito comigo mas respeito as opções. Acredito em mim e no meu trabalho, pelo que não me sinto injustiçado. Foi uma opção que fiz, porque achei que seria o melhor para mim.”

“Pensei nisso. Se calhar com [Fernandez] teria novas oportunidades. Agora até podia chegar lá e ficar no FC Porto. Costuma-se dizer que cada cabeça sua sentença. As escolhas dos treinadores não são iguais e quem sabe se eu não teria a minha hipótese. Mas agora já é tarde. Está tudo resolvido e vou jogar no AEK. Espero fazer uma boa época e jogar muito para poder regressar ao FC Porto. Desta vez, espero que o regresso seja definitivo.”

Março 2005


Ainda no AEK: “[O título] não é o nosso objectivo. Estamos a formar uma equipa. Há um projecto a médio prazo para colocar a equipa ao mais alto nível. Estou muito satisfeito com a experiência no futebol grego. Tenho tido muito apoio dos colegas e da equipa técnica. Tem sido muito bom… deveria ser assim em todo o lado. Estou bem aqui, mas também gostava muito de regressar ao FC Porto.”

Fernando Santos acrescentou: “Já se mexe com grande à vontade em toda a cidade. Como fala muito bem o inglês não tem tido problemas. Também tem sido titular em todos os jogos e com excelentes prestações.”

Junho 2005


Sobre a possível integração no plantel de Adriaanse“Sei que também depende muito de mim, mas estou à vontade porque acredito no meu trabalho. Acima de tudo, acho que chegou a altura de ficar. Sinto que cresci muito ao longo da última época. Para isso foi fundamental a ajuda do ‘mister’ Fernando Santos, que sempre me apoiou. Vou apresentar-me no dia 4 de Julho e realizar a pré-temporada. Tenho uma grande confiança que posso ficar.”

“O FC Porto tem excelentes jogadores, mas estou confiante que posso marcar a minha posição.”

Setembro 2006


Antes do jogo no Emirates frente ao Arsenal: “Todos os jogadores do FC Porto já tiveram pela frente estes grandes jogos. Estamos habituados a conviver com eles há já algum tempo. Esperamos um Arsenal forte no seu global, mas estamos preparados para entrar no jogo e cumprir o que o treinador nos pede. O Henry é difícil de travar, mas vamos tentar travá-lo e se possível sem faltas.”

Outubro 2006


Antes da deslocação a Alvalade: “É bom não esquecer que demos uma resposta capaz após duas derrotas consecutivas. E não digam que tivemos jogos fáceis; nós é que os tornámos fáceis. Temos três jogos muito difíceis pela frente e devo salientar a atitude desta equipa. Falamos entre nós e temos trabalhado juntos para que possamos crescer.”

“Temos de entrar com uma boa atitude, dar tudo e ganhar o jogo. Todos querem ganhar ao FC Porto, por isso, há que ter concentração máxima e estar a alto nível.”

Novembro 2006


Entrevista a Jorge Maia, n’O Jogo: “O professor Jesualdo Ferreira tem-me motivado muito e tem demonstrado uma preocupação muito grande com os aspectos defensivos. Ele é um treinador perfeccionista e muito inteligente, com uma enorme preocupação com os aspectos técnicos e tácticos. Para além disso, fala muito com os jogadores e sabe exactamente o que dizer em cada momento para nos manter motivados. Foi muito importante para a evolução da equipa como um todo, da defesa em concreto e de mim próprio em particular.”

“Em relação à última temporada tenho conseguido exibições mais seguras, mais eficazes e mais conseguidas. Acho que isso é, fundamentalmente, uma consequência directa do trabalho realizado pelo treinador e da confiança que ele tem demonstrado em mim, especialmente durante esta fase inicial da temporada.”
“Sou exactamente o mesmo jogador. No início desta temporada joguei com imensa pressão em cima, por causa do que tinha acontecido na última temporada, mas eu sou exactamente o mesmo jogador que era no ano passado. Sou o mesmo, mas sinto muito mais confiança, a confiança que foi depositada em mim não só pelo treinador, como por toda a equipa técnica e até pelos meus companheiros.”

“Acredito que as pessoas ficaram muito fixadas naquilo que aconteceu na última temporada. Este ano senti que havia algumas dúvidas entre os adeptos mas também entre alguma crítica em relação à minha utilização. Mas acho que tenho provado que tenho condições de jogar e agradeço muito ao professor Jesualdo por ter confiando em mim quando ou
tras pessoas duvidavam. De resto, também tenho que lhe agradecer por tudo o que me tem ensinado, ajudando-me a evoluir como jogador. Graças a ele sou um jogador mais inteligente e tento aproveitar tudo o que ele tem para me ensinar porque acho que ainda há margem para evolução.”

“É verdade que temos estado muito bem. Depois de um ciclo de jogos que era muito difícil estamos na frente e isso tem que ter algum significado. Temo-nos apoiado uns nos outros para ultrapassar as dificuldades e temos todos, e eu em particular, assimilado cada vez mais a mensagem que o treinador tem tentado passar.”

“Acho que a qualidade do plantel tem facilitado a vida ao treinador. Uma mudança tão radical como aquela que aconteceu no estilo de jogo é muito difícil de assimilar tão depressa. Acho que conseguimos absorver as mudanças de uma forma muito positiva, dando uma resposta rápida às necessidades de um estilo de jogo completamente diferente.”

“O FC Porto tem óptimos defesas, todos eles, mas de facto jogar ao lado do Pepe é muito fácil. Ele é um jogador moderno, um defesa muito forte fisicamente, imperial no jogo aéreo, rápido e muito bom tecnicamente. É um jogador que reúne todas as condições para ser perfeito naquela posição, o que facilita imenso a vida a quem joga ao seu lado. Não tenho dúvidas que beneficiei muito por tê-lo como companheiro no eixo da defesa, para além de me ter dado toda a confiança que precisava para me afirmar na equipa.”
“O nosso entendimento tem dado alguma margem de manobra ao treinador. De qualquer maneira, as mudanças nas laterais também serviram para o professor testar algumas alternativas e perceber se determinados jogadores podiam ser opção sem perda de rendimento da equipa. O Bosingwa tem jogado muito bem e, logo depois daquele precalço disciplinar, voltou a jogar a um bom nível e tem estado muito bem na equipa. Conhece bem a equipa e é uma mais valia, tal como o Fucile, que pode jogar dos dois lados sem problemas, e o Cech, que é um jogador muito regular.”

“Pedro Emanuel é o capitão e um jogador com muita experência, que já ganhou tudo o que havia para ganhar com a camisola do FC Porto vestida. O futebol é assim mesmo e, depois de um percurso brilhante nos últimos anos, teve a infelicidade de se lesionar e isso acabou por abrir-me a porta da titularidade. Tenho-me esforçado para estar ao nível do seu legado na equipa desde que o treinador apostou em mim, sempre consciente de que há outros defesas centrais no plantel do FC Porto com muita qualidade e que podem ser opção em qualquer altura. De resto, mesmo sem jogar, o Pedro Emanuel tem sido importante para transmitir aos restantes jogadores um pouco do que é a mística do FC Porto. Está sempre no balneário, sempre junto do plantel, sempre a apoiar e faz parte da nossa família. Esteve sempre ao meu lado, a dar-me confiança. Sentimos todos que no FC Porto não há titulares, todos os jogadores têm condições para jogar e para serem titulares. Cada um deve aproveitar o seu momento ao máximo e não facilitar, porque o lugar nunca está garantido e há sempre a motivação para dar um pouco mais e correr um pouco mais.”

“Vítor Baía é um jogador da casa, que conhece profundamente a equipa, que também tem uma excelente relação com o treinador e não tenho dúvidas que é uma mais valia para o clube, mesmo que actualmente não jogue com regularidade. Isso vê-se na relação que ele mantém com o Helton, com quem discute a baliza do FC Porto. É um verdadeiro jogador de equipa e o que ele pretende é que o FC Porto ganhe, quer ele jogue, quer não.”

“Jorge Costa é o protótipo do líder, um jogador de elite e de grandes palcos. Na minha opinião a saída dele foi um pouco prematura, porque acredito que ele ainda tinha coisas para dar ao futebol e seria bonito vê-lo terminar no FC Porto. Mas toda a gente sabe o líder que ele foi no FC Porto. É uma pessoa excelente que me ajudou muito, nomeadamente em termos de posicionamento no campo. Só posso estar grato pelos momentos que tive o privilégio de partilhar com ele no FC Porto.”

“A minha experiência na Grécia foi fabulosa. Fui para lá depois de uma pré-temporada que não foi a melhor. Na altura, tive pouco tempo de habituação aos séniores do FC Porto e é muito diferente jogar nos escalões de formação ou na equipa principal. Nessas circunstâncias, a ida para a Grécia foi uma das melhores decisões da minha carreira. Adaptei-me bem ao AEK e até ao estilo de vida, arranjei excelentes companheiros, entre os quais o Katsouranis que me recebeu de braços abertos na equipa, tal como o Liberopoulos e isso para não falar no Fernando Santos e no Rosário que foram preponderantes para a minha adaptação lá. Só tenho coisas boas a dizer em relação ao tempo que passei na Grécia. Quando regressei ao FC Porto, tive propostas para voltar à Grécia e até para jogar noutras equipas que não o AEK. Mas nessa altura, o presidente Pinto da Costa foi preponderante para a minha permanência no FC Porto, convencendo-me de que o melhor para mim seria ficar por cá. Agora que estou a viver um bom momento na minha carreira, também tenho que lhe agradecer, porque foi uma pessoa exemplar comigo, nos momentos bons e nos momentos maus.”

“Gostei muito de trabalhar com Fernando Santos. É um grande profissional e um técnico muito evoluído tecnicamente. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, gosta de um futebol atacante e atractivo e foi um privilégio trabalhar com ele. Evoluí na minha forma de ser e de estar e isso reflectiu-se na minha carreira. È alguém que exige o máximo, mas é uma excelente pessoa também fora do relvado.”

“Neste momento estou absolutamente concentrado na minha carreira no FC Porto. Não sei o que pode acontecer amnhã e é verdade que qualquer jogador com condições para isso, acaba por pensar em emigrar mais cedo ou mais tarde. Contudo isso não é uma possibilidade actual, neste momento quero jogar muito tempo no FC Porto.”

“Fiz muitos anos nas camadas jovens das selecções, mas Portugal tem muitos e bons centrais, jogadores de referência mundial nesse sector. O Pepe, por exemplo, tem características excelentes para a posição, pode lá chegar, agora que se mostrou disponível para jogar por Portugal. Pessoalmente, estou mais preocupado em afirmar-me no FC Porto. Se isso acontecer um dia, ficarei muito feliz, mas essa é uma escolha do seleccionador nacional. Tenho que esperar. Sinto que estou a jogar num dos maiores clubes europeus e tenho conseguido uma grande regularidade em termos exibicionais e acredito que com o tempo e com uma evolução ainda maior, posso um dia chegar lá.”

Abril 2007


Em entrevista à revista Dragões: “[O meu pai] foi o meu primeiro treinador nas escolinhas do Varzim. A minha formação enquanto jogador principiou no Varzim e depois prosseguiu no F
C Porto. Joguei com o Postiga nos infantis, mas ele veio mais cedo do que eu para as Antas. Depois voltamos a estar juntos nos juniores e nas selecções. É um grande amigo.”

“Posso dizer que sim, que estou a viver um sonho. Estar a jogar a este nível e com regularidade é muito importante para mim. Vou trabalhar ainda mais para prosseguir a minha afirmação e ser uma peça ainda mais importante na nossa equipa.”

“[O AEK] foi muito importante para o meu amadurecimento. Para além do aspecto desportivo, também ajudou muito a nível social. Aprendi muito. Estar longe da família faz-nos crescer. Tive um ano muito bom, mas foi difícil. Joguei regularmente e penso que isso foi o alicerce para o que estou a alcançar no FC Porto. O Paulo Assunção também estava na equipa, o que facilitou a integração e ajudou a suportar as saudades da família e dos amigos.”

“[Na Grécia] tive duas situações em que joguei com estádios vazios devido a punições provocadas por distúrbios. Os gregos cobram muito, mas apenas quando acham que os jogadores não têm o comportamento ideal dentro do campo.”

“Quero vincar a minha posição e ser uma peça importante no plantel e neste clube. E ser novamente campeão nacional, claro!”

Julho 2007


Sobre a saída de Pepe para Madrid: “O Pepe é um excelente jogador e claro que vai sempre fazer falta, mas acho que o FC Porto tem alternativas e boas opções para o eixo da defesa, como o Pedro Emanuel e o João Paulo. É uma luta para ver quem vai ser titular, mas, se o treinador e a SAD acharem que faz falta mais um defesa, tudo bem, pois virá para ajudar”

“No FC Porto não há indiscutíveis. O plantel tem grande qualidade e todos podem jogar. Quem jogar vai tentar fazer o seu melhor. É isso que todos esperamos. Estamos todos aqui para ajudar a defender o título”

“Aprendi muito com os jogadores míticos que tive ao meu lado. Gostava de passar muitos anos no FC Porto e ser uma referência. É um dos melhores clubes do Mundo e toda a gente gosta de jogar nos melhores clubes.”

Novembro 2007


Depois de (mais) uma má exibição de Stepanov: “Não tenho uma noção muito clara do lance, até porque ainda não o vi na televisão. Mas o árbitro estava perto e não assinalou, enquanto o auxiliar, que estava muito mais longe, parece que viu bem o lance…vou esperar para ver na TV. Ainda não falei com o Stepanov e tenho de ver as imagens, embora não seja possível medir a intensidade na televisão. Não se tem noção…”

Dezembro 2007


Após uma partida em Guimarães: “A vantagem é importante, como foi conseguir ganhar, com alguma dificulade, pois o V. Guimarães tem uma equipa muito bem estruturada, mas o importante foi não sofrer golos.”

“Foi uma equipa das mais difíceis que enfrentámos no Dragão, mas o FC teve mais oportunidades. É verdade que temos tempos 10 pontos de vantagem mas ainda não ganhámos nada!”

Janeiro 2008


Em entrevista à SIC: “Estou focado em fazer um bom trabalho aqui e em estar bem na Liga dos Campeões. Quando se tem objectivos a curto prazo concentramo-nos neles, depois logo se vê.”

“[O Euro 2008] é um objectivo, sei que tenho forte concorrência, mas tenho esperanças de ser convocado.”

Fevereiro 2008


Antes do jogo com o Schalke: “Acompanhei sempre o FC Porto. Em Sevilha, vi o jogo com o Celtic na bancada, num ano em que estive emprestado ao Farense. Quando foi o jogo em Gelsenkirchen estava no AEK, mas também vibrei com essa vitória. É sempre assim, quer esteja cá a jogar ou não”

“O Nuno, o Bosingwa e o Pedro [Emanuel] têm transmitido ao grupo a experiência que viveram lá e isso vai ajudar-nos a encarar o jogo com o Schalke. Não estive em Gelsenkirchen com muita pena minha, mas vou aproveitar a experiência que o Bosingwa e o Pedro nos passaram. Isso é bom e deixa-nos prevenidos para muitas coisas”

“Primeiro, vamos procurar recuperar deste jogo [na Madeira], que foi extremamente difícil. Temos de nos preparar, pois queremos chegar lá, fazer um bom jogo e tentar ganhar. É esse o nosso pensamento”

“Conheço bem os avançados do Schalke, principalmente o Kuranyi e o Asamoah. Preocupámo-nos em observar as movimentações que fazem e vamos estar muitos atentos em campo”

“Temos feito um bom campeonato, mas ainda não ganhámos nada. Na Taça também estamos dentro das nossas expectativas. Nesta altura, diria que o meu desejo imediato é que o FC Porto consiga seguir em frente na Liga dos Campeões. Para isso, peço desde já o apoio dos adeptos.”

Abril 2008


Sobre a sua agressividade: “Todos os dias treino para ser mais forte, mais rápido, mas há pessoas que querem descaracterizar o futebol. Como defesa que sou, tento sempre jogar o mais limpo possível, mas cada um é livre de dizer o que pensa”

“O lance com o Jorge Gonçalves [do Leixões] não foi intencional. No final do jogo falei com ele e também com o árbitro. Apenas disputei a bola e, depois, com o movimento do corpo sinto que lhe bati nas costas.”

“Deixo isso a quem diz respeito, mas penso que não era justo se fosse castigado. Acho que o árbitro decidiu bem e ele não merecia as duras críticas que também lhe fizeram.”

“Este jogo que fiz com o Belenenses só vem demonstrar que não sou maldoso. Não fiz uma única falta, num sinal claro de que me limito sempre a disputar os lances…”

Junho 2008


“Sinto-me satisfeito e realizado”

“Tenho contrato com o FC Porto e vou apresentar-me. A partir daí, se houver uma oportunidade e o FC Porto achar que é o momento certo, vamos ter tempo para ver e estudar”

Agosto 2008


Jesualdo sobre Bruno Alves: “Viu dois amarelos em toda a Liga e na Champions, nos 16 jogos que já fizemos nessa competição desde que estou no FC Porto, também só viu dois amarelos. E um deles foi num jogo na Turquia, contra o Besiktas, em situação de ajuda a um colega.”

“O Bruno foi nomeado pela UEFA para demonstrar capacidades técnicas e individuais defensivas. Foi um jogador escolhido pelos técnicos da UEFA e não se escolhe ninguém para estas coisas que, à partida, seja um mau defesa ou fure as regras, sendo violento e agressivo.”

“É um atleta de topo, é da elite do futebol mundial e é muito útil à sua Selecção. Vamos ser claros: durante um jogo, ele sofre mais faltas do que as que faz. A falta pela qual foi censurado no jogo com o Sporting não pode ser criticada. Temos de pedir a um expert nesta matéria para provar que, à luz da biomecânica, é impossível saltar com taman
ho grau de impulsão e ficar imune a tocar em alguém. Já percebemos que a forma de jogar contra o Bruno Alves é não saltar.”

“Ninguém pode partir com estigmas por factos passados. Vejo-o discutir os lances com energia e virilidade. Ele é um atleta leal mas muito forte. Há uma campanha desde a época passada, chegou-se a perguntar como era possível este indivíduo andar a jogar. É uma forma pouco honesta de tentar aniquilar um jogador.”

Setembro 2008


Antes da derrota por 0-4 com o Arsenal, em Londres: “O ponto mais forte do Arsenal é mesmo a equipa. Sabemos que tem jogadores de classe mundial em todo o campo. São fortes pelo conjunto. Espero ter trabalho, mas eu e a equipa estamos preparados para estes jogos e para estes ambientes”

“Arsenal sofre golos de bola parada? Não vejo as coisas por esse lado. Podemos tentar aproveitar. Vamos ver amanhã, mas sabemos que temos outras coisas a fazer dentro de campo. Não sofrer golos é sempre bom, claro, pois pode permitir alcançar um bom resultado”

Outubro 2008


Depois do jogo de Alvalade, falando sobre Jesualdo: “Ele tem trabalhado bem. Tem acreditado no trabalho de toda a gente, no meu e eu fui-lhe dedicar este golo, e esta vitória, porque ele merece. Passou por muitas coisas e acho que é justo ele sentir-se apoiado por todos os jogadores.”
“É sempre bom ganhar neste estádio, que é difícil, frente a uma equipa difícil. Depois de uma derrota que foi pesada para nós, é importante voltar às vitórias. Estes jogadores demonstraram uma grande personalidade, carácter. Fizemos um bom jogo. O [FC] Porto ganhou de forma justa. Não acredito em vinganças, mas sim em trabalho e nós temos trabalhado bem. Temos estruturado novamente a equipa, pois sofremos muitas baixas desde o ano passado, e temos de dar tempo para que os jogos corram melhor e nós apresentarmos um bom futebol. Penso que daqui para a frente vamos assimilar as vitórias como também aprendemos com as derrotas”

“É um capítulo que tenho treinado bastante nestes últimos tempos. Aproveito também para dizer que o Jesualdo tem apostado em mim e acreditado no meu trabalho. Agradeço à equipa, que me tem apoiado bastante, tem tido paciência comigo e tem-me apoiado bastante. Antes, o Quaresma era a pessoa indicada para o fazer e fazia-o bastante bem. Chegou o meu momento e a minha oportunidade e tenho trabalho bem. As coisas têm corrido de feição. Toda a gente tenta dar o melhor de si para que a equipa ganhe.”

Novembro 2008


Depois de confrontar os adeptos após a derrota com a Naval: “Senti que estavam descontentes e, mais do que nunca, precisamos de estar unidos. Confio em toda da estrutura deste clube: jogadores, treinadores, adeptos, funcionários e administradores. No caso particular dos adeptos, sei que não estão nada satisfeitos com o que se tem passado, mas acreditem que nós também não e que tudo faremos para voltar às vitórias em Kiev, porque esta situação em que nos encontramos não é normal.”

“Eles não estão satisfeitos, mas nós também não.”

Janeiro 2009


Em entrevista à Dragões: “Não me considero invencível, mas trabalho diariamente para ser cada vez mais forte e melhor. O meu papel na equipa do FC Porto é defender bem e fazer com a defesa seja muito forte. De certa forma posso considerar que tenho conseguido isso.”

“Um jogador ‘à Porto’ tem de conhecer muito bem a mentalidade do clube e já tem de ter características que se identificam com o clube. [No FC Porto] é mais fácil, apesar de requerer muito trabalho e dedicação, porque o clube proporciona imensas condições sejam elas de trabalho, médicas ou logísticas, que facilitam o nosso desempenho.”

“Acredito, essencialmente, que podemos sempre melhorar e que há sempre algo que pode fazer-se para mudar o rumo das coisas, mesmo tendo em conta que o futebol é rico em surpresas.”

“Depois de chegar ao nível do FC Porto, um jogador pode considerar-se de elite, mas eu sou uma pessoa normal, como todos os cidadãos. Faço as mesmas coisas, apenas tenho uma profissão diferente. As pessoas sentem que tenho um carisma diferente. Apenas isso.”

“O meu papel enquanto jogador é tentar ajudar a equipa e tentar passar a mentalidade do clube aos mais novos. Se isso é ser uma referência, então posso considerar-me uma referência. Por outro lado, é sempre motivo de orgulho ter jovens que querem ser como nós. Faz com que trabalhe ainda mais para ser cada vez melhor e conseguir níveis de performance melhores.”

“No futebol há sempre coisas a fazer. O passado já não conta e temos de fazer sempre algo novo e melhorar as nossas exibições. Estamos a disputar provas importantes e temos de estar sempre motivados para conseguir esses títulos. Os jogadores vivem de títulos. Quantos mais tiverem, mais valorizados ficam e mais importante é a sua carreira.”

“Acredito que estou num bom momento, mas como sou um jogador ambicioso e uma pessoa que quer ganhar e pensa sempre positivo, creio que posso fazer melhor. Exijo sempre mais de mim.”

“Gostava de ser uma referência, alguém imortalizado no clube…creio que todos os jogadores perseguem isso. Tento sempre dar o melhor, conquistar títulos e fazer coisas importantes. É assim que um jogador consegue ter uma ligação eterna ao clube e aos adeptos.”

Também em Janeiro 2009


Jorge Costa sobre Bruno Alves: “Olhando para o caso do F.C. Porto, um clube que estava perto de perder as suas referências, encontrou em Pedro Emanuel e agora em Bruno Alves aquilo que é a verdadeira mística do F.C. Porto. O Bruno tem todas as capacidades para passar esta mensagem, dentro e fora do campo, e está ao nível de figuras como Fernando Gomes, João Pinto, André, Jaime Magalhães, Vítor Baía, Rui Barros ou Jorge Costa.”

“O Bruno tem uma qualidade que deveria ser muito apreciada por todos os treinadores: a agressividade. É, sem dúvida, um jogador muito agressivo, mas não me parece que ultrapasse os limites. Por isso, e por jogar quase sempre nos limites, é susceptível de levantar algumas questões. Conheço o Bruno, enquanto jogador e como homem, sei que é uma pessoa leal e honesta. Leva a sua profissão muito a sério e joga nos limites. Quando se fica próximo nos limites, quer a jogar futebol, quer a conduzir um carro, acontecem pontualmente alguns acidentes. Não me parece que seja mais que isso.”

Março 2009


“Aqui trabalhamos com agressividade para roubar a bola, mas isso não é fazer faltas. No FC Porto dominamos os processos defensivos.”

“Trabalho com Jesualdo e aprendo muito com ele. Tenho evoluído imenso e estou-lhe muito grato por tudo.”

Abril 2009


Sobre o castigo a Pepe: “Sei que ele vai ultrapassar esta fase, como outras pelas quais já passou. Estou aqui para apoiá-lo. Sou um ombro amigo que ele pode procurar. Fiquei triste e já falei com ele, disse-lhe que isto já me aconteceu a mim.”

“Estou concentrado no FC Porto e neste final de época. Não sei o que vai acontecer, mas tenho contrato e estou focado no clube. Vou ajudar o FC Porto a ser campeão”

Ainda em Abril 2009


Após o jogo em Old Trafford, onde por azar fez uma assistência a Rooney: “Recebi a bola, pensei que o Helton estava sozinho, o Rooney apercebeu-se do lance e saiu na diagonal nas costas…foi mais inteligente, pensou rápido. Mas penso que no futebol acontecem falhas, eu falhei e acho que a equipa teve um comportamento fantástico e ajudou-me a superar e a fazer um resto de jogo positivo.”

Maio 2009


Após vencer o título: “Sinto-me bem, temos feito um trabalho muito bom, Acreditamos nos métodos do treinador, tivemos uma parte difícil da época, em que tivemos de repensar, tivemos de incluir os novos jogadores e isso não foi fácil. Fizemos uma época muito boa, tanto sendo campeão e pelo trajeto da Liga dos Campeões. É sempre bom ser campeão, mas ainda temos alguns objetivos esta época. Vamos preparar a Taça.”

“Tenho contrato com o FC Porto, sinto-me muito bem aqui, gosto de toda a gente. O futuro a Deus pertence.”

Depois da conquista da Taça: “Fizemos um grande trabalho todo o ano e depois do Campeonato conseguimos, agora, juntar a vitória na Taça de Portugal. Se foi o último título pelo FC Porto? Não sei! Vamos esperar para ver. Tenho um grande carinho por este gente, mas não sei. O que acontecer… que seja bom para o clube e para mim.”

Junho 2009


“As coisas estão um pouco indefinidas e vamos ver o que acontece. Também não posso adiantar muita coisa, mas ficarei contente com o que acontecer.”

“Ainda nada está definido, mas confio no FC Porto. Tudo tem corrido bem aqui e deixo tudo nas mãos do FC Porto e do meu empresário.”

“Qualquer jogador pretende sempre mais e desafios diferentes.”

“Nunca fecharei o meu ciclo com o FC Porto. Foi o clube que me deu tudo e ao qual estarei eternamente agradecido. Caso saia, terá de ser um bom negócio para todas as partes, mas deixo o meu futuro nas mãos dos dirigentes. Passo essa bola a eles e ao meu empresário, Jorge Mendes. Se ficar no FC Porto, continuarei feliz. Vou deixar as coisas acontecerem naturalmente.”
“Se o FC Porto achar que é bom eu sair tudo bem. Se não achar, tudo bem também. Não estou descontente no FC Porto.”

Julho 2009


Pinto da Costa sobre Bruno Alves: “Se tiver que ir embora, irá, mas faremos tudo para que não vá.”

“É um jogador que não queremos que saia, não só pelo seu valor desportivo, mas porque tem um grande significado por ter começado nas nossas escolas e porque tem as características, a raça e a alma do FC Porto”

Setembro 2009


Depois de receber o Dragão de Ouro“É para isso que trabalho, para ganhar títulos. Para que as coisas aconteçam. Trabalhamos sempre para mais e melhor na carreira. Sou um jogador ambicioso. Trabalho sempre para conseguir coisas melhores no futuro. Renovar contrato com FC Porto foi importante.”

“Foi uma época muito boa em termos pessoais. Em termos colectivos também, mas ninguém vive do que já passou. Queremos o presente e futuro, que é ganhar mais e trabalhar melhor. Para já, estou concentrado em ajudar a equipa a fazer o melhor e a concretizar os seus objectivos. Não gosto de comentar outras equipas e clubes. Concentro-me meu trabalho.”
“Não gosto muito de comentar o trabalho dos árbitros. No futebol, toda a gente erra, jogadores, árbitros, e vai continuar sempre assim. Toda a gente tenta fazer o melhor que pode e sabe e não acredito que alguém faça alguma coisa mal de propósito. São coisas que acontecem.”

“É sempre importante ganhar, traz confiança. Mas às vezes perder também nos faz pensar no que pode estar mal, faz-nos refletir”

“Nunca acreditei em crise, nunca passámos por isso. Analisámos os resultados negativos com o intuito de melhorar. Acho que não merecemos a derrota contra o Sp. Braga, mas aconteceu e temos de estar preparados”

“Estamos habituados a ganhar e agora não pode ser diferente. Temos de manter a atitude e a mentalidade, não pode faltar concentração! Tivemos atitude, mas nem sempre as coisas nos saem bem. Temos coisas a trabalhar e a melhorar no futuro.”

Outubro 2009


Antes do confronto com o APOEL: “Independentemente dos outros resultados, olhamos para nós próprios e queremos é fazer um bom trabalho e ganhar.”

“No FC Porto temos respeito por todas as equipas, independentemente dos nomes. Cabe-nos fazer um bom trabalho e mostrar mentalidade vencedora dentro de campo. É nesse sentido que vamos trabalhar.”

“Para mim, que sou defesa, é um desafio para todos os jogos tentar que as outras equipas não marquem. O APOEL tem boa equipa, por isso mesmo está na Liga dos Campeões. Temos o conhecimento e sabemos a maneira que temos de os travar.”

“Para nós, que procuramos sempre mais e melhor, era decepcionante falhar o apuramento. Nem me passa pela cabeça ou dos meus colegas e toda a estrutura do FC Porto. Mas, como em tudo na vida e no futebol, temos de estar preparados. De qualquer forma, temos jogadores de grande qualidade, um plantel que trabalha sempre nos limites. Penso que vamos atingir os nossos objectivos.”

Confrontado sobre o atraso na Liga Sagres: “Pensamos em fazer o nosso trabalho, vencer os jogos e esperar pelos percalços dos outros clubes, sempre com o apoio do nosso público”

“Os assobios são normais, porque os sócios querem que o FC Porto vença sempre. Quanto aos jogadores, tentam fazer sempre o seu melhor, dar o máximo, para que isso seja possível, mas têm de saber lidar com essas situações. Em todo o caso, pedimos a compreensão do público.”

“É sempre um motivo de orgulho representar o FC Porto. Vou continuar a trabalhar da mesma forma, para que a equipa alcance os seus objetivos.”

Fevereiro 2010


Comentando um suposto desentendimento com Tomás Costa num treino: “Foi normal e já passou. Cá estou eu para dar o meu melhor em favor do FC Porto. Há que seguir em frente, como em tudo na vida. Quero ser sempre uma solução e nunca um problema”

“Em qualquer competição que entramos é para ganhar. Não queremos simplesmente participar, estamos aqui para vencer”

“Já conseguimos ganhar no passado e esse espírito mantém-se sempre presente”

Março 2010


“Fizemos um bom jogo, ganhámos e isso era o mais importante.
É nestes momentos que se vê a força da nossa equipa e dos nossos adeptos. Nunca desistimos nem nunca baixámos os braços.”

“Peço desculpas aos adeptos do FC Porto pelo jogo que fizemos contra o Arsenal e pelo facto de não os termos saudado no final. Estávamos envergonhados, não tínhamos cara para os enfrentar.”

Maio 2010


Após a conquista da Taça frente ao Chaves: “Tenho contrato até 2012, mas quero melhores condições de vida e na minha carreira.”

“O sentimento de ganhar é muito bom, mas saio triste pelo que se passou. Primeiro foi o golo validado injustamente e depois sou expulso daquela maneira. Chega a ser ridículo. Sou profissional, tento fazer o meu trabalho e vou triste e magoado com esta arbitragem.”


fontes: Record, O Jogo, MaisFutebol, Revista “Dragões”, RTP, Lusa, Sapo.pt

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