Ouve lá ó Mister – Bayern Munique

Señor Lopetegui,

Dormiste bem? Espero que sim, porque a noite de hoje promete ser uma daquelas que dá para ver o sol a nascer no dia seguinte sem saber muito bem o que se passou há meia-dúzia de horas. Este cenário dá para ser pintado de várias maneiras e todas elas podem ocorrer na Allianz Arena em Munique, aí pelas 19h45 hora da Invicta, onde milhões (you better fucking believe it) vão estar em frente a uma televisão enquanto roem todas as extremidades possíveis e lamentam não poderem por motivos financeiros, familiares ou profissionais, estar presente na capital da Baviera a apoiar os nossos meninos.

Tu sabes mais que ninguém como estão os teus rapazes. Quem te dá mais garantias, quem achas que vai render mais na posição X ou Y, por isso nem me atrevo a sugerir estratégias ou tácticas ou escolhas de nomes a quem ganhou o jogo da passada quarta-feira daquela maneira. Nuh-huh, não me meto nisso. Só te quero transmitir a sensação de apoio que aparece por toda essa enorme quantidade de portistas que estará do teu lado e do lado dos nossos rapazes. Só queremos que lutem. Só queremos que dêem tudo o que têm para conseguirem mandar abaixo o teu amigo Pep e os alemães que ele tem a seu lado e que estão a fazer de tudo para que não consigamos melhor que uma nota no rodapé da edição deste ano da Champions. E se o pré-jogo está a ser quezilento, imagina como vai ser durante a partida. Vai ser fita da boa, o Müller não se vai calar MESMO, o Lew vai andar a tentar sacar penalties em todos os lances em que intervenha, o Lahm e o Bastian vão usar os braços e o Götze as pernas, enfim, vai ser um ver-se-te-avias que só vai funcionar se os teus gajos se enervarem. Mas eles não se vão enervar, pois não, Julen? Vão entrar em campo concentrados, unidos, com o objectivo bem gizado e o plano bem estudado para tapar os gajos e impedir que joguem como querem. Vão meter naquelas cabeças que este bem que pode ser um dos jogos da vida deles e que depois de passar já não volta atrás e a memória vai ser doce como mel jorrado do umbigo perfumado de uma ninfa.

Ninguém te censura se perderem depois de dar o litro. Ninguém, Julen. E de certeza absoluta que ninguém vai ficar indiferente se passares a eliminatória. Raios, está já ali, a noventa minutos. É só aguentar. É só jogar à Porto. É só viver aquele momento como poucos conseguiram fazer até hoje. E vocês podem fazê-lo. Força. Força. FORÇA!

Sou quem sabes,
Jorge

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Ouve lá, ó Ricardo

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A não ser que o Lopetegui tenha alguma ideia Jesualdina ou Oliveiresca de última hora, vais ser tu a entrar na Allianz Arena com o teu número 21 nas costas e com a missão de fazer com que o flanco direito da nossa defesa seja mais inexpugnável para os alemães como Paulo Ferreira foi para os monegascos, Sapunaru para os bracarenses ou Danilo para estes mesmos bávaros que vais ter o privilégio de defrontar amanhã. Uso estes exemplos porque é malta que tu conheces, que já viste a jogar semana após semana e foste percebendo que um dia poderias estar a calçar umas botas em tudo semelhantes e a ocupar as mesmas zonas do terreno. São nomes grandes da nossa história, uns mais que outros especialmente nas memórias de quem já cá anda há algum tempo, bem mais que eu, mas todos eles tiveram experiências com a nossa camisola contra clubes que assustavam e que caíram como tantos outros caíram, com maior ou menor estrondo.

Escrevo-te porque até hoje tiveste apenas um jogo em condições na Champions, contra um Shakhtar que veio cá com as contas feitas e sem grandes preocupações. Curiosamente o mesmo Shakhtar que acabou por jogar contra o Bayern e que depois de um resultado simpático em casa…foi à Alemanha apanhar sete. SETE, Ricardo! E nesse teu jogo, disse o seguinte acerca de ti: “Pezinhos de veludo, fibra nas bolas divididas e um bem-estar geral que contagiou o público e encorajou a equipa.“. É esse Ricardo que quero ver amanhã, não o Ricardo que vi no passado sábado contra a Académica. O primeiro Ricardo é prático e inteligente, o segundo foi um gajo distraído que nunca se soube posicionar em condições e que facilitou demais contra um semi-adversário. Deixo-te algumas dicas vindas de um gajo que nunca jogou à bola a nível superior ao “joga uma futebolada aos sábados com os amigos mas que vê muita bola por isso acha que percebe alguma coisa disto“. Vale o que vale mas aí vai:

  • Se vires um adversário à tua frente a menos de dez metros, não te acanhes. Não vás logo à bola mas não o deixes passar muito mais.
  • Cuidado com as dobras defensivas. O Maicon tende a falhar de uma forma inacreditável nas saídas da defesa, berra com ele. Não interessa se ele tem mais meio metro que tu, guincha e faz com que o gajo perceba o que tem de fazer. E não o imites, vê lá. Se a bola estiver a pinchar na tua zona defensiva e notares que o equivalente de meio exército de Átila, o Huno se aproxima de ti com mais fome que duzentas supermodelos, manda a bola com as galdérias. Com as putas, pronto, para entenderes melhor.
  • O teu companheiro de flanco também se vai chamar Ricardo, salvo qualquer alteração de última hora. É jeitoso com os pés e (agora) até ajuda a defender. Não te fies nisso e continua a chamá-lo para tapar a linha. Se ele for para o meio para acompanhar o adversário, desenrasca-te, a linha é tua.
  • Sempre que puderes subir, pensa uma vez e faz o que o teu instinto disser. Se o teu instinto estiver certo, vais ser um herói. Se estiver errado, tens de comprar um instinto novo e garanto-te que não vai ser fácil manteres o que agora tens nesta equipa. Desculpa mas a pressão é mesmo esta.
  • Ainda não sei se joga o Ribery, o Bernat ou outro qualquer. Seja quem for, nenhum deles é mais bonito que tu. You are amazing just the way you are, lembra-te da letra desse estupor dessa música colante e mete isso dentro da tua cabeça. Mostra ao mundo que o FC Porto tem não um mas dois laterais direitos que valem milhões.

Sê grande. Aprende a ser grande. Cresce para seres grande. É nestes jogos que se distinguem os Butorovics dos Sapunarus, os Sonkayas dos Joões Pintos, os Ibarras dos Paulos Ferreiras. Faz com que ninguém consiga distinguir os Ricardos dos Danilos.

Sou quem sabes,

Jorge

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Baías e Baronis – FC Porto 1 vs 0 Académica

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Na antecipação ao jogo disse a Lopetegui que não precisava de jogar bem nem tão pouco precisava de cansar os rapazes, só tinha era de ganhar o jogo. E devo dizer que não tinha o Julen como leitor aqui do tasco mas o que é certo é que foi exactamente o que a sua equipa fez: não jogou bem, não se cansou por aí fora e ganhou o jogo. O onze que apareceu em campo foi uma meia-surpresa e a falta de entendimento era natural, pelo que os únicos pontos negativos do jogo vão para algumas peças individuais e pela aparente cagufa de meter o pé contra uma equipa que tinha tanto de aguerrida como de pouco talentosa. Está ganho, venha de lá o túnel da Luz prá semana! Vamos a notas:

(+) Ruben Neves. Achei curiosa a colocação de Ruben como trinco em vez de Campaña porque sempre me pareceu que o espanhol era mais adequado para uma zona que precisa de mais músculo, mais altura e mais agressividade na disputa dos lances. Mas Ruben foi o escolhido e a forma como se colocava perante a maioria dos lances, recebendo a bola na perfeição, rodando e entregando no colega quer a cinco quer a vinte metros roçou a perfeição. Começa a ser complicado perceber como é que um puto de 18 anos tem muito mais inteligência táctica e astúcia competitiva que tantos outros que na sua posição se foram perdendo desde que chegaram ao FC Porto. Gostei, mais uma vez.

(+) Evandro. Correu mais que dois ou três colegas juntos e foi dos mais agressivos em campo na tentativa de fazer movimentar um meio-campo que pecava pela ausência de opções de passe curto, fruto da inexistência táctica de Quintero e da “onde-é-que-tu-estás-sai-da-linha” de Hernâni. Recuperou montanhas de bolas de carrinho e acabou o jogo a fazer agachamentos. Imagino como estarão aquelas pernas…(sounds gay. isn’t.)

(+) Hernâni. Um golo, vários piques em claro excesso de velocidade e sempre com vontade de fazer mais e melhor durante o tempo em que esteve em campo para mostrar a Lopetegui que pode contar com ele para Munique. E pode mesmo vir a fazer muito jeito na Baviera se conseguir impor a velocidade e aproveitar qualquer falha de marcação dos laterais alemães. Insiste em colocar-se na linha mesmo quando o jogo pede que se desloque um poucochinho para o meio para criar uma linha de passe. Não creio que sejam só instruções do treinador, por isso terá de rever o posicionamento.

(-) Quintero. O que fazes tu em campo, Juanfer? A sério, é mesmo isso que te pergunto, porque quase sempre que te tenho visto com a nossa camisola pareces alheio ao jogo, fazes passes que não lembram ao demónio e denotas uma quase incompreensível falta de fibra que me faz questionar se estarás já vendido e ao contrário de Danilo já te esqueceste quem te paga o salário. Para quem aqui há uns tempos disse que quando a equipa precisasse dele estaria pronto a responder, não estás a retorquir da forma mais certa, não achas? Um gajo com tanto talento como tu andar a desperdiçá-lo como tens vindo a fazer…não está correcto. Segundo um amigo e conviva habitual no Dragão, fazes lembrar o Deco quando cá chegou. Se fizeres o percurso dele, menos mal, mas não sei se aguentas tanto tempo como o “mágico”…

(-) Reyes. Uma coisa é certa: algo se passa. Diego Reyes não pode ser tão mau como o que vi hoje no Dragão (é de mim ou foi ele o capitão e não Alex Sandro como foi anunciado?), porque se é isto o máximo que um homem que está consistentemente numa das selecções de bom nível tem para nos oferecer, pode começar a fazer as malas porque não é possível que fique mais um ano por cá. Lento na saída, torto no corte, incapaz de tomar as decisões certas e aparente one-track-minded na recepção e passe (bola para o lado direito 98% dos passes que fez), o mexicano vai somando pontos negativos e cada vez há menos margem de manobra para se manter por aqui. Talvez um ano de empréstimo com futebol constante lhe faça bem…

(-) Ricardo a defender (mais uma vez). Tremo ao pensar em Ribery ou em qualquer outro rapaz do Bayern em frente a Ricardo, pelo ar ou pela relva. Se Ivanildo (sim, o mesmo Ivanildo que se formou nas nossas escolas e que por cá andou há dez anos) conseguiu criar tantas dificuldades ao nosso extrem…later…defesa direito (brrr!), então um jogador de nível “ligeiramente” superior como o francês ou qualquer um que jogue na terça-feira vai fazer desabar qualquer possibilidade de Ricardo se vir a afirmar na posição. Mantém erros infantis no posicionamento defensivo e toma decisões que não cabem na cabeça de miúdos do Dragon Force que estiveram em grande hoje no Dragão. Fica-me na cabeça um lance na nossa área em que roda PARA DENTRO e tenta aliviar virado para o que era o equivalente à hora de ponta no metro de Tóquio. A bola ressaltou em sei-lá-quantos-gajos e só não entrou porque São Jotapê, anjinho da guarda dos defesas-direitos, disse: “ainda não é a tua hora, meu menino”. Espero que nunca venha a ser.


Vamos à Luz com a necessidade de vencer por 2-0 para ficarmos a depender só de nós para sermos campeões. Impossível? Não. Difícil? Claro. Vamos conseguir? Depende do que acontecer na terça-feira…

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Ouve lá ó Mister – Académica

Señor Lopetegui,

Em primeiro lugar: coño, que victoria! Ainda tremo quando me lembro do Jackson a passar pelo Neuer ou do Quaresma a roubar a bola ao Dante! Foi um jogaço e estão todos de parabéns, desde a tua humilde pessoa, passando por todos os jogadores e até aos tipos que tomam conta da relva que o Guardiola se lembrou de achincalhar. Médicos, relveiros (?), serve tudo para arranjar desculpa, afinal o Bayern não perde com o Porto, pois não? Duas vezes? Na terça vamos ver se conseguimos esse feito e digo-te já que caso consigamos passar a eliminatória vou-te escrever aqui um elogio como nunca viste. Just wait and see.

À hora que te escrevo ainda não sei quais foram os convocados para hoje. Não me interessa, confio em ti para saberes em que condições estão os moços mas já sabes que vais levar nas orelhas de tudo que é pseudo-jornalista porque se os tipos não correm hoje é porque não querem saber e só pensam na Champions; se correm é porque não deviam porque têm o jogo na terça que é mais importante; se ganharmos é porque desgastaste ainda mais a equipa; se não ganharmos é porque não temos um plantel com estaleca. Vires-te para onde te virares, essa malta nunca te vai dar descanso. Pela enésima vez, bem vindo ao FC Porto…*suspiro*

O que interessa para hoje é que estejam todos recuperados da justificadíssima histeria da passada quarta-feira e que se foquem neste que é o jogo mais importante da época, só porque é o próximo e neste momento são todos importantes. Vamos jogar ao mesmo tempo do benfas e já sei que vai estar toda a gente com um olho aqui e outro no telemóvel a acompanhar o resultado de Belém, ou um ouvido no Dragão e outro lá no Restelo. Mas tens de convencer os teus rapazes que o que interessa é ganhar este contra a Académica independentemente do que aconteça no mini-derby da capital do império. Não precisas de jogar bem, não precisas de desgastar ainda mais os moços que puseres em campo, mas ganha o jogo.

Sou quem sabes,
Jorge

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Baías e Baronis – FC Porto 3 vs 1 Bayern Munique

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Viena + 1. Meu Deus. Não esperava, juro que não, mas eu sou um pessimista crónico com tendência para o miserabilismo por isso raramente espero algo deste calibre. Foi uma noite grande, com uma gigantesca exibição do FC Porto a mostrar que os adeptos nem sempre acertam quando pesam os valores de ambas as equipas sob um escrutínio tão linear dos números. Hoje mostrámos a todo o mundo que os alemães também caem e que a garra, o querer, o esforço e a convicção podem fazer com que o sonho seja tão verdadeiro. Nada está ganho a nível da eliminatória, mas a alma, essa, está no topo. Vamos a notas:

(+) Jackson. Eu…quer dizer…nem sei muito bem o que dizer. Andou uma amiga a dizer-me desde semana passada: “Olha que ele vai jogar, é tudo esquema psicológico”, mas o FC Porto ia tapando tudo, com fotos no twitter sem que ele aparecesse, semeando a dúvida, criando a antecipação certa. E quando ouvi alguém no Bom Dia a dizer bem alto que ele ia jogar, temi que não estivesse em condições e apenas entraria para impôr respeito, sem que conseguisse movimentar-se muito. Boy, was I wrong. Correu imenso, pressionando alto os centrais (e Xabi, no lance do golo, onde podia perfeitamente ter sido falta e ainda bem que o árbitro não marcou…e depois não expulsou Neuer…mas sobre isso podem ler abaixo) e posicionando-se para aquele controlo de espaço aéreo e da zona de recepção como vi poucos a fazer. E o golo é uma pequena obra de arte de movimentação ofensiva, domínio de bola, aceleração, técnica para ultrapassar o guarda-redes e finalização perfeita. Vamos ter saudades tuas quando fores embora para o ano, Jackson, mas até lá vamos aproveitar todo o suminho que pudermos.

(+) Quaresma. Decisivo na marcação do penalty. Ficar calm, cool and collected na frente do melhor guarda-redes do mundo não é para todos, mas o que mais me impressiona é a forma como parece ter tomado o gosto pelos sprints na pressão da zona recuada do adversário, onde desata em correria doida na direcção do defesa contrário, um pouco à semelhança do que faziam Derlei e Lisandro, durante menos tempo mas com a mesma intensidade. O segundo golo é prova disso, roubando a bola ao absurdo Dante (que continua a pensar que o penteado faz o jogador, algo que o colega de selecção já provou o contrário, inclusive hoje em Paris), prosseguindo para a baliza e batendo Neuer pela segunda vez em dez minutos, vingando-se daquela noite em 2008 onde, vestindo uma camisola em tudo idêntica a uma que hoje levei no corpo para o Dragão, se rebaixou perante o Manuel deles. Hoje, foi ao contrário.

(+) A estratégia de Lopetegui e os que a puseram em prática. Apenas Herrera (tu és TÃO LENTO nas transições e distrais-te TANTAS VEZES que um dia destes vai correr mesmo mal) e até um certo ponto Brahimi (a receber a bola demasiado atrás com muita relva e demasiadas pernas alemãs pela frente) estiveram um poucochinho abaixo dos colegas, mas não o suficiente para Baronizações. O resto dos moços esteve num plano superior de mentalidade competitiva, inteligência no posicionamento (por vezes muito recuados, com Lopetegui a ir até à linha do meio-campo pedir que a equipa subisse) e astúcia na saída para a frente. Estivemos pressionantes na zona de início de construção do Bayern e rijos a defender. Abdicámos da posse de bola para tapar os espaços pelo centro e evitar o jogo de passe rápido e criação de lances nas costas dos médios, onde Casemiro e Óliver estiveram enormes a tapar e a receber. Danilo e Alex Sandro, especialmente este último, estiveram excelentes na agressividade e na subida sempre que possível. Os centrais, fortes e lutadores e Fabiano seguro com apenas uma falha num lance aéreo sem consequências. Acima de tudo, foi Lopetegui que lhes ensinou que para vencer o Bayern não temos de jogar o jogo deles; temos de saber como jogar o nosso ao mesmo tempo que os impedíamos de usar o deles, forçando a passagem pelo meio, bloqueando as alas o mais possível e furando com contra-ataques rápidos a subida dos laterais e a deslocação dos médios. Estivemos brilhantes e os jogadores deixaram tudo o que tinham em campo. Foi lindo de ver.

(+) O Dragão. Cinquenta mil almas a gritar, a apoiar a equipa, a incentivar os lances ofensivos e a premiar os defensivos com palmas. Este é o ambiente que deveria sempre estar em redor da equipa, com assobios e críticas longe, pelo menos enquanto o jogo estiver a decorrer. Houve sintonia, empatia total entre os jogadores e os adeptos, como há muito não via. E quero voltar a ver.

(-) Ser pequenino é tramado. É fácil expulsar jogadores do FC Porto (e de outras equipas portuguesas) quando jogamos contra grandalhões. Não há aqui grandes dúvidas e nem estou com isto a tentar insinuar corrupções e coisas do género. Só um excesso de humildade arbitral que tanta gente assume como prudência e que tem de ser chamado pelo que é: medo. Medo de expulsar Neuer no primeiro minuto de jogo, medo das consequências que possam daí advir se o melhor guarda-redes do mundo, alemão, não puder continuar em campo durante este e o próximo jogo, condicionando o trabalho da equipa por causa de um erro que todos podem cometer. E os amarelos perdoados a Rafinha e a Boateng, para lá do segundo a Bernat, por lances em tudo iguais aos que deram os amarelos a Danilo e a Alex Sandro. Todos cometemos erros, como disse atrás. O problema é que eles, como de costume, podem fazê-lo mais vezes que nós.

(-) Müller, Rafinha et al. Não sei como se diz “açaime” em alemão mas se houvesse hipótese de calar aquele enorme filho de sete cadelas pelo menos durante os noventa minutos do jogo, creio que todo o mundo agradeceria. Este tipo de jogadores são os que mais me enervam, os Müllers, os Rafinhas, os Sérgios Ramos, os Busquets, os Carlos Martinses. Cada jogada é um espalhafato de vernáculo e de reclamação, cada falta que sofrem é como se uma lança lhes atravessasse o lombo e cada outra que cometem é um acto ignóbil contra o próprio Criador. Foda-se se não me apetece rebentar-lhes os dentes. Oh Paulinho, tens planos para a próxima terça-feira? Precisamos de ti na Allianz para amordaçar aquele boche. À cotovelada.


Quem, como eu, pensava que íamos tentar salvar a face com uma exibição esforçada mas pouco produtiva, ficou de boca aberta. No próximo Sábado contra a Académica…nem que ponhas metade dos Bês, deixa alguns destes moços descansar um bocado. Merecem, oh se merecem!

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