Ouve lá ó Mister – Leiria


Amigo Vítor,

Agora é a sério. Já sei que me vais dizer que a Taça da Liga também é séria e coiso e tal, porque é uma competição que o FC Porto entra para ganhar, yadda yadda, mas não me interessa tanto, nem a mim nem a milhões de Portistas. Este jogo de hoje e ESTA competição é que conta. Estamos muitos pontos atrás da vermelhidão e agora todos os jogos são ainda mais decisivos.

Já vi que temos alguns gajos no estaleiro e outros na bancada por causa dos cartões. A experiência contra o Setúbal de colocar o Maicon e o Mangala lado-a-lado pode ter corrido bem mas este jogo é diferente por vários motivos: o jogo conta para o campeonato e o Leiria não se importa nada de sacar um pontinho…mas importa-se ainda menos se conseguir tirar-nos os três. Salvo seja, claro. Ainda assim tem cuidado e manda os moços estarem atentos às correrias dos outros.

E o Hulk, é desta que volta? Admito que estou muito curioso para ver o que é que o rapaz pode fazer com o Janko na frente e o Lucho ao lado. Ui! E do outro lado? James com Álvaro a voar-lhe pelas costas? E no meio se o Fernando estiver em condições ao lado do Moutinho…pá, tens jogadores que chegue para ganhar o jogo num instantinho e acabar com esta treta rapidamente e começar a pensar no jogo de quinta-feira. Mas antes…temos três pontos para ganhar, um estádio bem composto para agradar e um belo dum briol para aguentar. Foca-te nos primeiros dois.

Sou quem sabes,
Jorge

 

APOSTAS PARA HOJE NA DHOZE:

Link:

E no meio ficam…

Para lá das especulações sobre compras e vendas, se Souza sair por empréstimo para o Grémio, como foi ontem especulado (porque numa notícia sem confirmação é mesmo isso, uma especulação), depois da chegada de Lucho e da saída de Belluschi e Guarín em Janeiro, somados à cedência de Castro no início da temporada, ficamos com as seguintes opções para o meio-campo:

  • Fernando
  • Moutinho
  • Defour
  • Lucho

Numa equipa que joga em 4-3-3 há seis anos, com algumas nuances para um 4-4-2 suportado pela descida de um dos alas…parece curto no caso de haver lesões e/ou castigos. Há adaptações que se podem fazer, como é lógico (Danilo, James ou Cebola, por exemplo), mas não estaremos a esticar a proverbial corda e assim sacrificar posições onde esses jogadores podem ser mais rentáveis?

Link:

Os amaricanos andam como os caranguejos

Um pequeno desvio da actualidade portista, se me permitem. Com todo o hype da SuperBowl a varrer os Estados Unidos como um daqueles robots que aspiram a casa sozinhos, deparei-me com um estudo interessante elaborado pela Harris Interactive, uma conhecida empresa especializada em pesquisas de mercado, sobre a evolução dos hábitos dos norte-americanos no que diz respeito às preferências em termos desportivos e à forma como têm vindo a mudar desde 1985, o primeiro ano que esta pergunta foi feita ao povo:

“Se tivesse de escolher apenas UM, qual destes desportos era o seu preferido?“

Os números são evidentes. O interesse no futebol (o nosso, não o deles) cifrava-se num singelo 1%, chegando a triplicar por alturas do Mundial lá disputado (1994) para uns enormes 3%, encontra-se em 2011…de volta ao 1%. Isto depois da MLS, de Beckham, Ljungberg, Henry e tantos outros, depois de excelentes prestações da selecção nacional nos campeonatos do mundo onde participou (com as mulheres sempre em excelente plano mas os homens também não se safaram nada mal) e da contínua exposição ao melhor que há no futebol europeu através de transmissões das Ligas Inglesa e Espanhola, para lá da Champions League e da Europa League. Podemos considerar que o período durante o qual o inquérito foi feito (início de Dezembro, quando a MLS está parada e a época de football está a entrar na fase decisiva) tenha alguma influência no resultado, mas até vendo o histórico recente podemos ver que nunca ultrapassou os 4% da preferência global do povo americano. E quando comparamos esse 1% com os 36% do futebol profissional ou a igualdade entre futebol universitário e baseball com 13% cada um, as diferenças são grandes demais para que possam sequer ser colocados no mesmo patamar de competitividade.

É uma verdade que o mercado é enorme e que 4% de 300 milhões já será um valor aceitável (afinal será mais que a população portuguesa) mas é indicativo do trabalho de marketing e contínua transformação de mentalidades que os fulanos da FIFA têm de continuar a fazer para insistir em quebrar os filhos do tio Sam. E para tentar fazer com que o processo de conversão prossiga e dessa forma evitar que a Time tenha de mudar constantemente a capa da revista que vende nos EUA até em termos desportivos. Porque se virar agulhas para a política, a comparação é demasiado evidente.

Se estiverem interessados em dar uma vista de olhos mais alargada pelo relatório, podem fazer download aqui.

Link:

Ser alto não significa jogar bem de cabeça

Com a chegada de Janko, aparece-nos uma solução possível para um problema que tem sido difícil de ultrapassar nos últimos tempos: o que fazer quando é preciso empurrar a bola para a baliza mas não há força nem criatividade para o conseguir? Muitas equipas usam os lances de bola parada (que no FC Porto têm tido a eficácia de tentar passar uma nota falsa de 40€ com a cara do Vale e Azevedo) ou em alternativa o tradicional chuveirinho, bola prá frente, jogo à Stoke e siga.

Tomando como inspiração um artigo do Zonal Marking, tentei adaptá-lo à nossa realidade e trazer de volta um pouco da nossa história. Aqui está:

 

Em que estilo se enquadrará melhor o nosso novo austríaco? A minha fé diz-me que é no sítio do Jardas…mas o pessimismo atira-me para o lugar do Vinha.

Até poder ver o rapaz jogar mais uns minutos, fico à espera das vossas opiniões e sugestões. Há outros nomes que poderiam ter sido usados, claro…mas quais?

Link: