A média dos media é uma merda

Gosto de pensar que ainda sou de um tempo em que a diversidade é cultivada e estimulada. Em que um fotógrafo pode andar de pijama todo o dia ao lado de um músico com um fato de veludo ou um bombeiro de t-shirt.

Expresso – Barcelona vence e marca encontro com Real Madrid nos ‘quartos’ da Taça do Rei

RTP – FC Barcelona marca encontro com Real Madrid nas “meias”

Sapo – FC Barcelona marca encontro com Real Madrid nas “meias”

E ao ler estas três versões da mesma notícia, vejo toda essa utopia sociológica a cair a pique. A fonte (Lusa) é a mesma. Repare-se nos textos que são publicados sensivelmente à mesma hora pelo que se presume sejam três pessoas diferentes, sendo que o mais provável é ser o mesmo programa de computador que recebe o newsfeed da Lusa e formata a notícia segundo padrões pré-determinados para se adaptar ao critério estetico-jornalístico da companhia que o está a executar e publica a mesma notícia com um cheiro ligeiramente diferente. De salientar também o enorme faux-pas da RTP e do Sapo que colocam El Clásico…nas meias, onde o Expresso já corrige para os “quartos”.

Ainda assim, questiono-me sobre a utilidade de ler três fontes diferentes de notícias quando a informação está triplicada sem um mínimo cunho pessoal, replicada por entre páginas anonimizadas, pseudo-jornalistas desportivos em instituições de informação generalista e falhas sem justificação para um profissional. Ao menos deixem o desporto para quem vive o desporto.

Já não há jornalistas, gente, há autómatos.

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Na estante da Porta19 – Nº7


Mais uma leitura de algibeira escrita por Colin Murray, um dos nomes em alta no sempre ridículo mundo do comentário desportivo em Inglaterra, que fazem o João Querido Manha ou o Fernando Guerra parecerem alemães pré-adolescentes em 1935 a fugirem da Hitler Jugend porque lhes dói quando levantavam o braço. “A Random History of Football” reúne algumas histórias interessantes que nos deixam quase sempre com um sorriso e nos fazem recordar que o futebol, para além de toda a corrupção, impacto sociológico e violentas afectações clubísticas, é um desporto impecável e muito rico.

Sugestões de locais para compra:

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Perdão?!

Dragon Seat.

O meu lugar para toda a época…menos na segunda jornada da Taça da Liga, aparentemente.

Fico à espera de ser notificado oficialmente que não posso ir para o meu lugar porque o FC Porto se lembrou de implementar um “novo modelo de gestão” a meio da época.

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Dragão escondido – Nº9 (RESPOSTA)

A resposta está abaixo:

No centro da foto, com a sua pose estóica e a sua reluzente “bola-de-bilhar”, Jaime Magalhães era uma figura do onze-base do FC Porto da altura, fazendo 35 jogos na época a que esta fotografia se refere, tirada no último jogo do Campeonato Nacional de 1992/1993, em casa frente ao Marítimo no dia 6 de Junho de 1993, que vencemos por 2-0 com golos de Fernando Couto (o gajo da trunfa do lado esquerdo) e Kostadinov (o que está abraçado ao Timofte, do lado direito). Magalhães, que ao todo disputou 408 jogos e apontou 47 golos pelo FC Porto, é um dos rapazes que começou a fazer de mim Portista desde aquela mítica final do Prater e acompanhou o meu jovem percurso como dragão via TV desde Viena e nas Antas desde Carlos Alberto Silva até Bobby Robson, o último treinador enquanto esteve no clube. Já agora, sabem que o nosso Jaime é treinador adjunto de…Jorge Costa no Cluj?

Entre as diversas tentativas sem sucesso que o povo fez para acertar no nome do moço:

  • João Pinto – O grande capitão, o pré-Danilo da camisola 2 de Virgílio e Gabriel (obrigado, Armando!) fazia parte do plantel e podia perfeitamente ser o rapaz viçoso que estava rodeado por Valente e um Paulinho Santos aparentemente pré-adolescente;
  • José Carlos – Mais uma boa opção. Onze jogos para o brasileiro nesta temporada (1992/93) não o conseguiram erguer acima da dupla imbatível: Fernando Couto e Aloísio.;
  • Jorge Costa – Olhem bem para o tamanho do Jaime. Ainda faltavam mais de 10 cm para chegar à altura do “Bicho”!;
  • Quim – Desde 1988/89 que já não fazia parte do nosso plantel.

Já tenho mais algumas fotos na calha…tudo a seu tempo…

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Dragão escondido – Nº9

Eina que grande festa aqui na foto!!! Para começar bem o ano não podia faltar o genial Wakko dos Animaniacs para armar as suas parvoíces…e esconder um dragão. Não se queixem que é difícil, há tantos gajos na imagem que já só podem faltar alguns…ou será um truque, uma ilusão do olhar, uma prestidigitação visual? Muahahahaha!!! Vamos lá, quem é ele?

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Respostas a este desafio extremamente acessível…para a caixa de comentários!

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