
Há momentos para tudo. Há alturas em que conseguimos jogar bem, outras em que jogamos bem e ganhamos, outras que jogamos bem e perdemos. Há dias em que jogamos mal e perdemos e outros em que jogamos o suficiente para ganhar. Este foi um jogo desta última categoria, em que fizemos o que era preciso para sacar três pontos muito importantes e continuamos na luta mais uma semana. Foi um jogo rijo em que a equipa deu tudo o que tinha e onde Nuno apostou na tranca e ganhou. Vamos a notas:

(+) Marcano. Que estupendo jogo fez este rapaz, sempre activo nas dobras a Alex Telles e intensamente prático na forma como abordava os lances. Rijo, prático, decidido, está a transformar-se numa espécie de sucessor de Aloísio pela maneira pacífica como aparece no momento certo a cortar as bolas soltas que se podem tornar perigosas para a nossa baliza e se estamos com a defesa menos batida do campeonato, muito o devemos ao espanhol. Grande época que está a fazer.
(+) As opções de Nuno no meio-campo. Raramente concordo com opções defensivas em qualquer circunstância e a entrada do FC Porto em campo mostrava que íamos estar a jogar cá de trás, controlando o jogo a partir da defesa e partindo para o ataque com futebol mais enredado no meio-campo e menos bola directa para as alas. Dito isto, Óliver é um dos meus jogadores preferidos do plantel (para não dizer “o” preferido) mas concordei com a entrada de André² e Herrera no onze. Era preciso mais fibra, mais capacidade de luta contra uma equipa que joga como o treinador sempre quis que as suas equipas jogassem: duras e directas. Ambos estiveram bem, dando um boost extra à capacidade de luta no centro do terreno e esticando o jogo sempre que possível para os avançados. André² saiu exausto e Herrera esteve bem em quase todos os momentos do jogo. Quelle surprise, meus caros.
(+) O gesto de Alex Telles no segundo golo. De vez em quando surpreendo-me a ver Alex Telles pela calma que mostra nalgumas situações em contraponto com o nervosismo que parece exibir em grande parte das subidas pelo flanco. No golo, a forma como recebeu a bola com o peito, a controlou para a frente e esperou até ao momento certo para enviar a bola para Jota foi excelente, bem pensada e melhor executada. E matou de vez o jogo.

(-) Ineficácia antes do segundo golo. Desta vez não foi grave porque o Guimarães raramente conseguiu criar perigo para a nossa baliza, mas não é a primeira vez que vários golos ficam por marcar numa altura em que podemos acabar com o jogo de uma vez por todas. Temos de ser mais eficazes em frente à baliza e lances como os que aconteceram com Jota (duas vezes) ou Danilo têm de acabar no fundo da baliza. Vem aí a Juventus e se tivermos este número de oportunidades sem que o Buffon a vá buscar lá dentro, podemos dizer adeus à Europa mais depressa do que queríamos.
Um dos jogos mais complicados do campeonato já lá vai. Próxima sexta-feira, tudo ao Dragão para continuar a rampa ascendente!



