OK, FCP B v2 – Parte I – A última equipa bê, sete anos depois

Algumas reflexões nos próximos dias sobre a importância de uma equipa B e as melhores formas de a aproveitar. Comecemos pela história. Acima está o plantel do FC Porto B em 2005/2006 (dados sacados do zerozero) e a evolução dos mesmos jogadores nos sete anos que se seguiram à extinção da mesma equipa.

Algumas curiosidades de uma análise rápida aos nomes e às carreiras:

  • Nenhum jogador evoluiu na sua carreira ao serviço do FC Porto, pelo menos de uma forma consistente. Nuno André Coelho, Helder Barbosa, Vieirinha e Bruno Gama, todos eles tiveram hipótese de provarem as suas qualidades na equipa principal mas nunca foram opção de fundo;
  • Vários rapazes conseguiram crescer no mundo do futebol fora do Dragão. Os quatro nomes de cima talvez sejam os exemplos mais evidentes de sucesso, particularmente Vieirinha mas também Helder Barbosa, André Leão e Nuno Coelho, estes últimos na Liga Portuguesa.
  • Muito talento precoce foi desperdiçado. Os manos Paixão, Pedro Ribeiro, Márcio “O novo Deco” Sousa, Zequinha (o mesmo que sacou o cartão da mão do árbitro que o expulsou num Mundial de sub-20)…todos eles foram despachados sem terem conseguido dar aquele salto qualitativo que se espera de um jogador aquando da passagem de uma prometedora jovialidade para uma idade adulta, onde o nível é mais alto e o nível de exigência mais apertado.
  • Notem que alguns dos jogadores que passaram pelo FC Porto B (em 2005/2006, isto é) e prosseguiram a sua carreira no estrangeiro conseguiram inclusivamente jogar em divisões superiores às que alguma vez tinham conseguido em Portugal (casos indicados a negrito na penúltima coluna). Isto deve querer dizer alguma coisa mas temo que não seja aquilo que todos gostávamos que dissesse.
  • Só três jogadores são actualmente jogadores sem contrato (31 de Maio de 2012) o que dá um índice de desemprego de 9.6%. Afinal a escola é mesmo útil para se arranjar emprego.
  • Nuno Coelho e André Leão na mesma equipa. Só tenho pena do meio-campo da equipa adversária.
  • Helder Barbosa, Bruno Gama e Vieirinha no mesmo plantel. Qualquer um deles podia ter sido melhor aproveitado no plantel principal. Havia meia dúzia de problemas que os impediram de o fazer. Um deles chamava-se Ricardo Quaresma e secou tudo o que aparecia perto dele. O outro, como de costume, foram os adeptos…mas deixo essa para outro dia.

9 comentários

  1. Bom dia,

    é pena que não tenham surgidos que se tenham afirmado na equipa principal vindos da equipa b, mas o Anderson não passou por lá antes de se afirmar na equipa principal? Eu sei que quando contratado foi para o equipa principal, mas se bem e lembro andou lá ainda uns meses não foi? E o Thiago Silva do Milan também não jogou lá? Se estiver certo foram os que conseguiram ir mais longe em termos de carreira.

    Abraço.

    1. não te antecipes, vêm aí mais posts sobre isto ;)

      (mas sim, tens razão, principalmente sobre o Thiago Silva porque o Anderson ainda chegou à principal)

  2. Boas,

    Lembro só mais alguns nomes que merecem a referência e que penso que passaram todos por lá (equipa B) em épocas anteriores. Manuel José (Paços), Hugo Almeida (Besiktas), Ricardo Costa (Valência), Hélder Postiga (Saragoça), Bruno Alves (Zenit), Ivanildo (Olhanense), Paulo Machado (Toulouse), Candeias (Nacional), Bruno Vale (algures na L.Honra), Tonel (ex-Sporting), Sérgio Organista, André Vilas Boas (Rio Ave)…

    1. e mais alguns, como Hugo Luz, Alhandra, Cândido Costa, Daniel Fernandes, João Ribeiro…e alguns estrangeiros como Elias, Marcos António, Chidi. certo, nem todos têm o mesmo valor, mas passaram todos por lá…

  3. Jorge, não tem nada a ver com o post, mas veja o exemplo de quem é craque, dentro e fora de campo.E como vais ler, veja que no Flu, é expressamente proibido usar camisola do Fla.É mais ou menos entrar no Olival com uma camisola dos sl barbies:-)

    O site é globoesporte.com

    Deco abriga jovem que fugiu de casa no ES para fazer teste em clube do Rio
    M. T. passou a tarde no portão das Laranjeiras e sensibilizou meia com sua história. Ele ganhou uma camisa do Fluminense e foi para a casa do jogador
    Por Rafael Cavalieri
    Rio de Janeiro

    89 comentários

    Menino veste camisa que ganhou de Deco
    (Foto: Rafael Cavalieri / Globoesporte.com)
    O sonho de M. T. S, de 14 anos, sempre foi brilhar nos campos de futebol. Mas, vindo de uma família humilde, não conseguia colocar em prática o objetivo. Foi aí que resolveu sair do Espírito Santo e tentar a sorte no Rio de Janeiro. O garoto disse ter fugido de casa na última semana, esbarrado em uma série de contratempos e, com isso, conseguiu chamar atenção nas Laranjeiras. E em meio a jogadores consagrados, fez sua história chegar aos ouvidos de um dos maiores deles: Deco. O apoiador do Fluminense se sensibilizou com o que foi relatado pelo adolescente, abrigou-o em seu apartamento e vai pessoalmente tentar conseguir nesta quinta-feira o sonhado teste para o jovem em Xerém.
    M. passou a tarde inteira da última quarta em frente ao portão de entrada dos carros dos jogadores nas Laranjeiras. Contou sua história para alguns funcionários do clube, que repassaram para os jogadores. O primeiro a ouvir foi Edinho, que chegou a oferecer R$ 200 para ajudá-lo. O menino não aceitou. Dizia que queria apenas a oportunidade de realizar um teste. Deco então resolveu parar e escutar o que o menino tinha para dizer.
    Ele disse que joga para caramba, não é? Vamos ver então ”
    Deco
    O jovem contou que não conseguiu chance de mostrar seu futebol em Barra de São Francisco, cidade onde nasceu e foi criado no Espírito Santo. Com isso, disse ter fugido de casa escondido em um ônibus e sem avisar a sua mãe. Em Colatina, o motorista descobriu o esconderijo e o expulsou. O aspirante a jogador contou sua história para os demais passageiros que se uniram e pagaram a passagem para o Rio de Janeiro. Ao chegar à cidade na semana passada, disse que acabou assaltado.
    Desconfiado ao ouvir a história, Deco pegou o telefone e entrou em contato com a família de M. Para não fazer estardalhaço, se identificou como “Anderson” e ouviu da mãe do menino que tudo era verdade. Por mais de uma vez, Deco disse que estava tudo bem e pedia calma à mãe do garoto, que acompanhava o diálogo com as mãos fechadas na altura do queixo demonstrando ansiedade.
    – Eu vou ajudar, fique tranquila – dizia Deco, que só foi se identificar como jogador do Fluminense na hora de se despedir.
    Após o diálogo, o camisa 20 tricolor colocou M. no telefone. Pelo que contou o garoto, que sonha ser meia como o próprio Deco, era o primeiro contato em pouco mais de uma semana. Emocionado, ele tranquilizou a mãe e disse que está mais perto do sonho.
    – Fica tranquila. O pessoal no Fluminense é muito legal. Eles me ofereceram dinheiro, mas eu não queria. Meu sonho é ser jogador, e o Deco acreditou. Ele vai me ajudar. Vou provar para todo mundo que ria de mim que posso jogar futebol – disse M. ao telefone.

    M.T. com o chinelo do Flamengo
    (Foto: Rafael Cavalieri / Globoesporte.com)
    Deco acompanhou tudo com emoção. O jogador fez questão de providenciar para M. uma camisa do Fluminense, comprada por um funcionário do clube na loja oficial enquanto a conversa acontecia e disse que ele passaria a noite em sua casa. Neste meio tempo, tentava viabilizar via telefone a possibilidade de ele fazer o sonhado teste em Xerém. Ele preferiu não conceder entrevista antes de tudo se concretizar, mas, com o sorriso no rosto, resolveu apostar e pelo menos tentar ajudá-lo a realizar o sonho.
    – Ele disse que joga para caramba, não é? Vamos ver então – disse rapidamente antes de entrar com o garoto em seu carro para levá-lo ao seu apartamento.
    Antes das Laranjeiras, M. tentou o Flamengo
    O Fluminense não foi a primeira opção do adolescente. Antes de tentar a sorte nas Laranjeiras, ele foi até a Gávea, sede do rival Flamengo. Chegando lá, não teve acesso aos jogadores. Com apenas a roupa do corpo, já que disse ter sido assaltado na rodoviária, ganhou de funcionários do clube um par de chinelos e uma camisa.
    A camisa, por sinal, rendeu uma situação inusitada. Para poder contar sua história para os jogadores do Flu, M. teve de vestir o uniforme rubro-negro do avesso, já que nas Laranjeiras é expressamente proibido o uso de uma camisa do rival. Ele ainda ouviu piadinhas enquanto relatava sua saga.
    – Agora teu time é Fluminense. Olha o teu padrinho – brincou um funcionário do clube.

  4. bem… acho que vendo pela lista nenhum deles teria lugar no meu Porto, agora se são melhores que algumas vedetas sul americanas? Sim. Mas o que se hade fazer… temos de manter contactos para termos sempre os melhores negocios… uma mão lava a outra digamos assim… espero que o Castro não se perca e seja aproveitado esta epoca para não ser um Paulo Machado2.

  5. Jorge.

    Não sei que tipo de analise vai fazer, nem quais as suas conclusões mas acho que em Portugal não se justifica equipas B. Veja o bom exemplo do Porto na formação a utilizar o Padroense.

    Luis

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