Balanço 2016/2017


Depois de uma época extremamente complicada de analisar, escalpelizar, dissecar…raios, até de viver, tentemos olhar para o copo e perceber se esteve meio cheio, meio vazio ou se teve o dobro do tamanho que devia. Como fiz aqui há dois anos, as notas vão do Baroni ao Baía em sentido obviamente ascendente e terão tamanho suficiente para caber num tweet. Nem mais, nem menos:


2b – Duplo Baroni (muito mas muito fraquinho)
b – Baroni (fraco)
Bb – Baía em Barcelona (jeitoso mas longe de ser memorável)
B – Baía (bom, acima da média)
2B – Duplo Baía (época de grande nível)


 

 

GUARDA-REDES:

Casillas – Fez o que pôde, sempre que pôde. Salvou-nos o couro na Luz novamente e foi um dos elementos mais inconformados, a vibrar e a sentir. Um senhor. 2B
José Sá – Jogou pouco mas apoiou muito. Não faço ideia do que pode vir a valer como titular mas não o consigo ver como tal. Um eterno nº2? Não sei, não sei mesmo. Bb

DEFESAS:

Maxi – Gordo? Nah. Lento? Nem pensem. Perdeu fulgor mas manteve a luta e o golo do Benfica na Luz mostrou a sua vontade de ganhar por nós. Terá tempo para isso? B
Layún – Queda abrupta depois de um bom primeiro ano, quase em exclusivo por culpa própria. Um desperdício para ele e para o clube, não sei qual perdeu mais. 2b
Alex Telles – Limitado na técnica e estratégia. Lutador, assistiu muitos golos e foi expulso em momentos-chave por parvoíces. Jeitoso, mas perde para Rafa. B
Boly – Sempre que entrou fê-lo bem, mas jogou muito pouco para um gajo que custou quase €8M e que esteve no banco a maior parte da época. Bb
Ivan Marcano – Capitão de equipa por mérito, manteve-se fiel ao que sabe, inventou pouco e foi sempre um tipo fiável. Espero que continue no clube. 2B
Felipe – Exactamente o que precisávamos, um gajo duro, no-bullshit. Começou mal e acabou pior, mas o meio foi estupendo. Por favor, fica mais um ano! 2B
Fernando Fonseca – Sigo-o desde os juniores e gosto dele. É audaz, cheio de genica, é possível que não fique no plantel mas já se estreou. Menos mal. Bb
Inácio – Um jogo na Taça da Liga onde até esteve envolvido num golo. Está emprestado e não sei se fica, mas opções para lateral esquerdo há várias… Bb

MÉDIOS:

Ruben Neves– Jogou muito menos do que devia para o talento que tem. Danilo secou-lhe o lugar e Nuno não quis inventar outro para ele. Tenho pena se sair. Bb
João Carlos Teixeira – Sempre que entrou em campo pareceu mexer no jogo. Pena que tenha entrado poucas vezes. Brincalhão com a bola, talvez demais. Bb
Danilo Pereira – Um tanque no meio-campo, responsável pelo menos por uma dezena de pontos não perdidos. Se ficar, fazia dele capitão em 2017/18. 2B
Héctor Herrera – Tenho pena dele porque não parece má pessoa. Mas não chega para ser titular no FC Porto e é caro para manter no banco. Adios? Por favor? b
André André – Oscilou entre o jeitoso e o muito fraco depois da lesão no ano passado. Nunca se impôs na posição mais manca do plantel. Bb
Óliver – Nuno tirou da equipa aquele que mais futebol tem nos pés e na cabeça. A equipa ressentiu-se disso e muito. Óliver é o melhor que temos. 2B
Otávio – Melhor a 10 que na ala, arrancou a titular mas perdeu gás com a lesão e o regresso de Brahimi. Boa 1ª época completa, a 2ª será melhor. B
Sérgio Oliveira – Mais uma metade de época perdida e mais um empréstimo onde não vingou. Começa a ser complicado mantê-lo nas opções válidas. Bb
Evandro– Sempre pareceu um homem com vontade mas não conseguiu tirar o lugar aos volantes. Always the bridesmaid, never the bride, hã?. Bb

AVANÇADOS:

André Silva – 1ª época, 44 jogos, 21 golos, titularidade no clube e na selecção. É preciso dizer mais? Não é poacher, é um avançado completo. E dos bons. 2B
Jesús Corona – Faz sempre pouco para o talento que tem. Podia ser um génio a produzir, acaba por ser apenas episodicamente bom. Devia fazer mais. Bb
Adrián López – Um bom exemplo do que temos a perder com as excessivas ligações a Mendes e amigos. Um jogador desmotivado e inadaptado. Out, please. b
Yacine Brahimi – Um homem recuperado para o plantel, num dos poucos méritos que Nuno teve. Brincou muito mas produziu imenso. Uma mais-valia em qualquer lado. 2B
Laurent Depoitre – Um ainda melhor exemplo das ligações a empresários e do mau planeamento e/ou desfasamento de ideias. Obrigado mas não chega. 2b
Rui Pedro – Queimou etapas por falta de opções válidas e salvou a equipa no jogo contra o Braga. Vitória de Pirro, talvez, mas mostrou-se e muito bem. Bb
Silvestre Varela – Não é defesa direito e se Nuno queria que fosse, estaria a pensar no gajo errado. Merecia ter saído antes de se queimar mais meio ano. b
Soares – Nunca será um génio mas foi o que a equipa precisava na altura certa. Pouco faro mas muita luta, não sei que espaço terá no próximo ano. Espero que fique. B
Diogo Jota – Rápido, prático, nem sempre eficaz. Demasiado caro para insistir em empréstimos, impossível sequer pensar em comprar…mas seria útil no plantel. B
Kelvin – A prova que as vitórias do passado não contam nada no presente. Enquanto cá esteve vencemos os jogos todos, mas nunca por culpa dele. b

Baías e Baronis – Moreirense 3 vs 1 FC Porto

Hesito. As opções são: fazer uma crónica com (tentativa de) humor; escolher a via do “rant” e desbravar caminho até ao primeiro jogo amigável do próximo ano; ignorar o que se passou hoje em Moreira de Cónegos. Vou optar pela terceira com recheio da segunda e cobertura da primeira. É que só assim é que consigo manter a sanidade. Vamos a notas:

(+) O golo de Maxi. Fizeste de propósito, seu demente? TU FIZESTE AQUILO DE PROPÓSITO?! Ou estavas só a tentar dominar a bola à Bergkamp e saiu-te a sorte grande quando o cabrão do ex-russo viu a bola a passar por cima dele? Carago, pá, agora vou ter de me lembrar deste jogo por causa da imbecilidade de golo que tu marcaste! Não se faz, Maxi, que vergonha, pá!

(+) Herrera. Foi dos poucos que na primeira parte parecia interessado em fazer qualquer coisa que não fosse olhar para o relógio e esperar que a Custódia tivesse colocado os calções da moda na mala para a fuga imediata para férias. E até tentou, com meia dúzia de arranques e um ou outro remate. Menos mal.

(-) NES. Há ali um lance em que Danilo falha um golo depois de um lance de bola parada mesmo em cima da linha da pequena área. A bola vai por cima e imediatamente a realização muda para Nuno, no banco do FC Porto…e aposto que numa tarde em que tivessem distribuído morfina pelo banco, não haveria tanta calma nos olhos e na atitude do nosso treinador. Um ar derrotado, depois de apresentar um onze só porque tinha de o fazer, sem vontade de incentivar alguns dos jovens do clube, sejam eles jogadores menos utilizados do plantel sénior ou alguns até da equipa B, que jogava quase à mesma hora mas que aposto um tomate que muitos dos rapazes dariam esse mesmo tomate para poderem jogar um bocadinho no escalão superior. Mas não, Nuno mostrou apenas mais um onze típico de alguém que nem pareceu muito interessado em jogar, quanto mais ganhar. E isso não é “ser Porto”. É só ser. E não chega.

(-) Felipe. Ui. Alguém está já com a cabecinha nas férias, não está, meu amor? Alguém está a sonhar com um jarralhão de mojitos e uma ou oito mulheres polinésias a abanar o cagueiro com uma saia de palha que mostra aquele ínfimo nível de nalguedo que deixa o povo a salivar…não está? Só pode, porque a quantidade de parvoíces que t fizeste hoje levou-me a pensar que o Stepanov ainda por cá andava e tinha acabado de deixar crescer uma barba simpática. Vai de férias, Felipe. Volta, oh por favor volta, mas por agora vai dar as tuas voltas e depois falamos. Sim, porque tens de pagar por teres, no fundo, oferecido ao Moreirense a permanência na Liga sem ser esse o plano. I think.


Fim de época. Fim de ciclo?

Baías e Baronis – FC Porto 4 vs 1 Paços de Ferreira

Um jogo com tão pouco para ganhar ou perder acaba por ser um corolário lógico para uma época que nos trouxe momentos agridoces e que nos deixa com uma sensação de dever não cumprido. Vitória sobre o Paços por 4-1, com dois penalties a favor, várias decisões arbitrais discutíveis, uma táctica reinventada e uma clara separação dos adeptos perante a sua equipa. É apenas mais uma semana no tumultuoso mundo do Dragão. Vamos a notas:

(+) Otávio. Muito bem nas rupturas, na procura constante de uma linha de passe para um colega, aproveitando para ir ganhando terreno enquanto ela não aparecia. Merecia o golo que acabou por não conseguir marcar mas foi um elemento sempre imensamente activo e a marcar a diferença para Óliver na forma como consegue progredir com bola. Espero que faça uma época tremenda para o ano e seja vendido por noventa milhões para o Barcelona. What, posso sonhar, não?!

(+) André². Melhor que Otávio na primeira parte, foi-se apagando um pouco na segunda mas esteve em todo o lado com muita inteligência e capacidade de posicionamento acima do que tem vindo a fazer. Recuperou muitas bolas no meio-campo e ajudou a dinamizar o ataque enquanto teve pernas.

(+) Boly. Pode ter sido caro para o que jogou este ano, mas sempre que esteve em campo fê-lo com força, determinação e raramente teve falhas comprometedoras. Espero que fique para o próximo ano porque vamos precisar de gente com essas características, especialmente se pensarmos que apenas há três centrais no plantel sénior…e um deles tem mercado e do bom.

(-) NES. Na conferência de imprensa, NES deu os parabéns ao Benfica pelo campeonato. Vou repetir: NES deu os parabéns ao Benfica pelo campeonato. Depois do clube andar um ano inteiro a lutar contra os benefícios arbitrais ao Benfica, depois de todas as agulhas estarem apontadas ao agora tetra-campeão nacional para expôr o polvo e as ligações e os compadrios e todo o tipo de ataques que se fizeram ao clube rival, Nuno Espírito Santo, treinador do FC Porto, deu os parabéns ao Benfica. Se há exemplo de um homem que está desalinhado com as linhas condutoras do clube, é ele. E quem o mantém por lá não fica muito longe da bipolaridade.

(-) A cena com o Colectivo. Na altura não percebi o que se tinha passado e pensei que tivesse sido um protesto contra a direcção ou um memorial ao minuto X. Admito que a maior parte das vezes estou no estádio a ver o jogo e os eventos paralelos passam-me ao lado…como paralelos que são. Não liguei muito e apenas quando cheguei a casa percebi o que se tinha passado e…nem sei o que dizer. Se houve de facto censura interna à manifestação do Colectivo, é absurdo e só pode ter sido causado por exaustivamente termos andado a falar de Salazar durante tanto tempo que uma magia osmótica fez com que nos picássemos no fuso da roca dos outros. E é mais um exemplo que um clube que se quer unido acaba por disparar uma metralhadora nos pés nas alturas mais importantes, algo que tem vindo a acontecer, de uma forma ou outra, vezes demais nos últimos anos. Há que repensar algumas das atitudes que tomamos e especialmente o poder dado a algumas pessoas dentro do clube porque se uma cabeça toma decisões deste género, é sobre essa cabeça que cai a responsabilidade dos actos. Se as coisas se passaram da forma que li, este acto foi grave e é algo que me desilude de uma forma profunda.


Uma semana para acabar esta trampa e depois penso no que vou fazer a seguir. Começa a ser complicado manter a fé.

Baías e Baronis – Marítimo 1 vs 1 FC Porto

Estou a fazer dieta. Decidi parar de fumar e começar a vaporizar, ainda com nicotina, para que daqui a uns tempos possa começar a deixar essa treta e passar a não meter nada na boca ou, fazendo-o, acalmar o vício. E tomei esta decisão no meio desta luta pelo primeiro lugar que nem parece luta nenhuma. Parece um acobardar de responsabilidade, uma equipa sem o mínimo de estratégia, tranquilidade ou mentalidade competitiva. Desisto e garanto que se conseguir manter o cigarro à distância nos próximos tempos, sou um cabrão dum herói. Vamos a notas:

(+) Otávio. Marcou um golo e foi dos poucos que se mostrou esclarecido, activo e prático durante grande parte do jogo. Uma grande diferença entre ele e Óliver é a forma como rompe pelo centro, criando em progressão os desequilíbrios que o espanhol cria em passe. Gostei de o ver em campo e continuo a achar que rende muito mais no meio do que nas alas.

(+) Herrera. Para o que me tem vindo a habituar nos últimos tempos, não esteve mal. Lutador, empenhado, sempre lento mas capaz de mascarar essa falta de velocidade com astúcia e inteligência no passe, faltou rematar uma ou duas vezes para tentar o golo que não aparecia por culpa de todos.

(-) E rematarem à baliza, era giro, não era? Perdi a calma depois de ver tantas jogadas promissoras que não acabavam em remate. Por inépcia dos jogadores, lentidão na altura de executar o pontapé, maus passes horizontais ou demasiado foco na fintinha e no “vamos passar só mais um gajo e depois fica mesmo mesmo mesmo mesmo mesmo mesmo mesmo mesmo meeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeesmo fácil marcar”. Bem podem todos sentar-se em pinos de estrada porque se eu fosse treinador destes gajos, mal chegassem ao balneário começava a chutar bolas na direcção deles, com pontapés com tanta força que fariam o Roberto Carlos parecer um paneleirote de esquina. O jogador, não o cantor, get a fucking grip. Se Nuno ajuda a perder pontos pela falta de estratégia, em muitos casos a culpa é dos jogadores por nao conseguirem invocar o sentido prático e enfiarem uma biqueirada lá para dentro.

(-) André². O que fez no último jogo contra o Chaves foi o completo oposto da exibição de hoje. Trapalhão, pouco prático e indesculpavelmente pouco lutador, foi a imagem da equipa na ausênca de pressão alta e na quase assustadora falta de concentração e mentalidade competitiva. Foi (mais um) daqueles jogos em que penso que a principal posição a reforçar neste plantel é mesmo a de médio volante.

(-) A total ausência de estratégia vencedora. Já chega. Já. Chega. JÁ! CHEGA! Estou completamente farto de ver uma equipa com a CAMISOLA do meu clube, COM A PUTA DA CAMISOLA DO MEU CLUBE, a jogar “vamos ver se acertamos naquela núvem” no meio dos jogos e a permitir que o adversário troque a bola no nosso meio-campo. Não admito que se sofra um golo na única vez que o adversário chega à nossa área e não se consigam marcar seis ou sete golos como resposta. Não consigo entender a tremideira que tantos jogadores mostram durante tanto tempo e o Fernando Fonseca (perdão, o Fernado, que estes imbecis nem a merda de umas letras numa camisola conseguem fazer direito), estreando-se, teve menos cagaço que um bom punhado dos seus colegas em campo. Um treinador fraco faz fraca a forte gente. E quando a gente não é assim tão forte, ainda se nota mais a fraqueza do treinador. Pela primeira vez neste ano creio que posso dizer: Nuno, obrigado, mas podes ir. Sim, é isso tudo. Podes ir. Adios, rapaz.


Não desisto por causa da matemática, mas o coração diz-me que o cérebro está a fazer contas e acaba de perceber que empatamos cinco jogos nos últimos sete. E isso não é de campeão.

Baías e Baronis – Chaves 0 vs 2 FC Porto

Vento a mais, futebol a menos. Foi um jogo aborrecido, mal jogado, com algumas oportunidades de golo mas uma eterna e enervante cerimónia no remate quando se exige sempre mais sentido prático. Continuamos a navegar à vista num campeonato que ainda pode ser nosso mas que parece cada vez mais longe. Safaram-se dois golos nas alturas certas e uma boa exibição de André², num jogo em que Nuno mexeu mais do que precisava…e fê-lo em boa altura. Vamos a notas:

(+) André². Um belo jogo do carregador de piano mais franzino que há memória no FC Porto, porque a posição que ocupa não se compadece com homens fracos e pequeninos, algo que André tenta contrariar sempre que pode. E o que é engraçado é que raramente o consegue, parecendo ficar quase sempre aquém do que deve fazer, mas não deixa de tentar, o que lhe dá algum mérito. Marcou um e assistiu outro, afirmando-se como titularíssimo neste plantel. Resta saber se continuaria a sê-lo se houvesse opções válidas para o seu lugar.

(+) Ruben Neves. É um jogo diferente quando o nosso menino está em campo em vez de Danilo. O que se perde em força ganha-se em organização, em construção sustentada e até em remate de longe. Melhorou nos livres directos e pode ser muito útil no último jogo quando o Benfica estiver a perder no Bessa e Ruben espetar um balázio nas redes do Moreirense. Leram aqui primeiro, não se esqueçam!

(+) Otávio, quando tem espaço. Belíssimo trabalho no segundo golo, onde esperou mesmo pelo momento certo para enfiar a bola pelo meio dos adversários e na passada de André². E progrediu sempre no terreno quando tinha a bola e acima de tudo com espaço pela frente, de uma forma que Óliver raramente executa e que nos últimos tempos tinha vindo a faltar. Continuo a preferir o espanhol (por um factor de sete triliões de vezes) mas ainda bem que a alternativa é razoável…apesar dos problemas que Otávio mostra quando não tem espaço e que podem ler em baixo.

(-) A entrada em jogo. OUTRA VEZ. Começa a ser complicado arrancar um jogo do FC Porto e não começar imediatamente a insultar quem quer que apareça no campo de visão. A forma da equipa entrar em campo é tão burguesa que não me admirava nada que puxassem de uma revista sobre decoração de interiores para lerem enquanto o adversário faz pela vida. Há tanta displicência, desconcentração, lentidão e pouca vontade de começar a jogar com garra que um dia destes vamos sofrer golos nos primeiro minut…oh wait.

(-) Otávio, quando não tem espaço. Leram o que escrevi em cima? Aquilo é só quando Otávio tem espaço para progredir e caminho livre, porque quando o rapaz se apanha com pernas pela frente…upa, é uma parvoíce de fintas inconsequentes, más decisões, nervosismo e uma postura de “vou ver se saco uma falta antes que perca a bola”. Não tenho grandes dúvidas que essa forma de se mexer em campo faz com que muitas das faltas (como a que teria dado um penalty a nosso favor e que mais uma vez não foi assinalada) sejam consideradas acções de interpretação cénica por parte do brasileiro. E era escusadíssimo, não era? Era, pois.

(-) Mais uma arbitragem simpática. Ora então mais um penalty por marcar. Ora então mais um ou dois amarelos por mostrar cedinho no jogo e que condicionariam os rapazes do Chaves para o resto do jogo. Ora então mais uma expulsão para o Maxi, o homem que foi expulso uma vez em mais de 250 jogos em competições nacionais pelo Benfica (fui verificar os números porque sou doente) e que teve dezenas, DEZENAS de lances iguais a este, com ou sem Xistra, acaba por ser expulso duas vezes em pouco mais de 60 jogos. A expulsão é justa, nada a dizer sobre o lance, mas é notável como a teoria das probabilidades leva uma facada das grandes quando se mete o Benfica ao barulho.


Faltam três jogos. Nove pontos. E o próximo, na Madeira, é ainda mais importante porque acontece antes do Rio Ave vs Benfica. Uma vitória coloca-os com mais pressão, mas qualquer coisa que não sejam os três pontos para nós…enfim, mais uma voltinha.