Baías e Baronis – FC Porto 2 vs 2 Braga (2-4 nos penalties)

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O jogo decorreu como a época. Infeliz. Previsível. Repleto de erros individuais de uma equipa que não consegue, como raramente conseguiu, formar um colectivo forte capaz de defrontar um adversário e olhar-lhe nos olhos para conseguir empurrá-lo para o tapete e deixar a marca do mais forte numa tatuagem de força e vigor que já foi a nossa imagem de marca. Perdemos em penalties mas podíamos ter perdido bem antes da lotaria. E perdemos tudo, mais uma vez. As últimas notas do ano, já aqui em baixo.

(+) André Silva. Dos poucos que não merecia ter saído do Jamor com este amargo de boca. Trabalhou imenso no centro da área do Braga, raramente bem acompanhado mas sempre a procurar receber a bola para bater Marafona que foi uma espécie de Maradona, mas na baliza. E fê-lo por duas vezes, uma à ponta-de-lança e a outra à grande ponta-de-lança. Teremos encontrado o titular do ataque do FC Porto para os próximos anos? Se dependesse de mim, teria lugar cativo no ataque.

(+) Herrera. Um ataque começa sempre no meio-campo e apesar da exibição abaixo do exigido para Sérgio Oliveira, foi Herrera a abdicar das diagonais e a vir buscar jogo atrás, comandando a equipa e procurando criar os espaços necessários. Algumas jogadas geniais e um empenho em grande fizeram do mexicano mais um dos injustiçados neste final de época, porque não foi por sua culpa que a equipa não conseguiu o que devia ter conseguido.

(+) A entrada de Ruben. Sempre mais esclarecido que Sérgio e mais produtivo que Danilo, foi o principal culpado da melhor rotação de bola na segunda parte e da clarividência da criação ofensiva da equipa. É realmente diferente jogar com alguém que sabe o que fazer e que raramente perde uma bola, ao contrário do que aconteceu com Sérgio ou com Danilo, num também raro jogo fraco do internacional luso. Ruben fez o que pôde. Não chegou.

(-) Centrais, ou o que raio esteve ali a jogar com as nossas camisolas. Alguém, no seu perfeito juízo, vai dizer que a culpa do primeiro golo é de Helton. Outros, também com as faculdades mentais inabaladas, afirmará que Chidozie foi o maior culpado. Eu, culpo ambos. Um porque não consegue proteger a bola e bloquear o adversário e o outro porque sai a medo, trinta metros longe da baliza. De oitenta a oito a zero vírgula zero oito, temos Marcano. Incapaz de controlar uma bola fácil, lento na reacção, a permitir que um médio que não é o homem mais rápido do mundo lhe tire a bola e atire para o fundo da baliza. Todos maus. Todos muito maus.

(-) Bolas paradas. Sete mil cantos, dezoito milhões de cruzamentos. Nada. Produtividade zero na criação de perigo para a baliza adversária a partir de lances de bola parada. E se o jogo tende a ser lento e previsível quando a bola está a rolar normalmente, deveria ser um lance desses a possibilitar qualquer tipo de oportunidade de golo, mas nem isso.


2015/2016 é mais um ano para nunca mais esquecer. Tivemos tudo na mão. Champions. Campeonato. Taça. E desperdiçámos tudo como um novo-rico com apetência para apostas arriscadas e gosto exagerado por mulheres e carros. Uma época horrível. Uma equipa fraca. Um treinador medroso depois de outro arrogante sem motivo. Algo tem de ser feito, com urgência, para que 2016/2017 não seja mais um degrau na descida às terras de Hades.

Baías e Baronis – FC Porto 4 vs 0 Boavista

"roubado" do facebook do André Silva

“roubado” do facebook do André Silva

Saindo de casa numa manhã de sábado e dizer: “bem, até logo, vou para a bola!”, normalmente implica que tome uma pose activa perante o desporto. É normal e já dura há mais de quinze anos, por isso o facto do futebol invadir o início do meu fim-de-semana não me é estranho. Mas acho que foi a primeira vez que disse isso à saída de casa e não levava saco nem equipamento. Apenas carteira, telemóvel e cachecol. E devo dizer que soube bem, especialmente quando espetamos quatro no Boavista que é algo que merece sempre destaque e um sorriso na face. Ah, e o André marcou. Finalmente. E ainda bem. Vamos às penúltimas notas da época:

(+) André Silva. Gostava de poder dizer que o seu primeiro golo no Dragão foi o último desta época e o primeiro de muitos outros. Juro que gostava. E só não acontece se o rapaz tiver azar ou se decidirmos vendê-lo mais depressa do que devíamos, porque temos aqui um puto cheio de vontade, de portismo e de talento, que trabalha de início ao fim e que já merecia este golo há vários jogos. Bem tentou durante a partida, com Mika sempre seguro a defender, mas incapaz de parar o arranque e remate perfeito que inaugurou o pecúlio do puto em casa. Um golo à Jackson, de um homem que é um ponta-de-lança para o futuro. O nosso, entenda-se. Parabéns, puto, mereceste a enorme salva de palmas que o Dragão te concedeu!

(+) Herrera. Não consigo perceber se quero ou não que Herrera fique no plantel depois deste final de época, onde mostrou que é o mais esclarecido de todos os médios/avançados do plantel. E se conjugarmos isso com o jogo entre-linhas, a forma como se desmarca e cria espaços para os colegas e a visão de jogo inteligente e ritmada…é difícil querer que saia. Por outro lado, a lentidão em tudo desde a execução do passe ao remate de primeira, as constantes distracções, o facto de nunca proteger a bola em condições…raios, vai ser difícil escrever sobre ti, Hector. Hoje esteve bem, mais uma vez.

(+) Ruben Neves. Quando entrou em campo notou-se uma quase imediata melhoria no toque de bola e acima de tudo na forma como o esférico foi rodado entre os nossos homens. Sempre com propósito, com peso, direcção e tensão certas. Salivo ao pensar nele como primeiro organizador de jogo da equipa, palavra.

(-) Corona. Aconteceu várias vezes durante o jogo estar a olhar para Corona e perceber que o imbecil mexia sempre no cabelo antes de controlar uma bola. E depois. E durante, enquanto eu pestanejava, aposto que o gajo lá enfiava a manápula na trunfa e a arranjava mais um bocadinho. E esse tornou-se o ponto focal da minha crítica para com uma das maiores desilusões da temporada. Porque Corona, apesar dos golos marcados e das assistências efectuadas, vale muito mais que isso e não o mostra. Admito que tenha muita falta de confiança e que seja um menino que cede perante a pressão mais facilmente que os outros, mas aqui não pode ser. E há que arranjar maneira de o motivar caso contrário teremos mais um talento enorme em subrendimento (cof…Quintero…cof).

(-) O Brahimi não tem culpa! Desta vez eu percebo os assobios. E aqui há uns tempos chateei-me porque Lopetegui não deu hipótese a André Silva para poder jogar dez minutos num jogo que estava resolvido, porque achava na altura que não custava nada e tinha evitado os assobios da bancada. Mas creio que este lance é diferente, porque é uma situação de golo. É algo que é ensaiado e meticulosamente treinado (espero!) e onde há uma ordem de marcação. Claro que podia ter havido um override da ordem e Peseiro podia ter mandado André Silva marcar o penalty para finalmente marcar um golo em casa, mas optou por não o fazer. E desta vez concordo com o treinador, porque a especificidade do lance assim o obrigou. E o desgraçado do Brahimi, que até nem estava a fazer um mau jogo, apanhou com a fúria da malta. Enfim, micro-injustiças.


Uma nota também para o público que esteve em bom número para uma manhã chuvosa e fresquinha de sábado. Gostei da experiência, devo admitir, apesar da troca de fino e bifanas por café e torradas. Não me importo de repetir isto no próximo ano.

Baías e Baronis – Rio Ave 1 vs 3 FC Porto

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Simpática, este vitória nos Arcos. Jogo complicado, rijo, sem grande beleza mas com boas trocas de bola, dois excelentes golos (um para cada lado) e a busca da subida de alguma confiança para os jogos que restam. Lutámos bem, com a defesa a jogar bem subida e os golos a aparecerem com naturalidade, apesar de termos sido obrigados a mais uma reviravolta. Menos mal. Notas abaixo:

(+) Sérgio Oliveira. Está a tentar marcar pontos para ficar no plantel do próximo ano e parece ser dos poucos que consegue conjugar um jogo mais criativo com a capacidade de remate a umas dezenas de metros da baliza, algo que não tem preço no FC Porto dos últimos tempos. E o golo que marcou é pura Sergioliveirice, à entrada da área enfia um balázio com uma força que mesmo que a bola não estivesse molhada, Cássio continuaria a não ter hipóteses de a defender. Tem estado bem e só pode continuar assim.

(+) Os regressos de Evandro e Marcano. Não que sejam jogadores de extraordinária mais-valia na equipa titular, mas são alternativas seguras para posições onde temos andado com falhas tremendas e com necessidade de alguma estabilização das escolhas e das exibições. E apenas faltam dois jogos até ao final da época, mas se estamos determinados em vencer um troféu, convém ter disponíveis todas as opções.

(+) Os adeptos visitantes. Quem foi a Vila do Conde apoiar a equipa hoje foi um herói. Naquele estádio tão aberto à natureza, com vento, chuva, frio…e estiveram ali estóicos e a cantar pelo clube. Mereceram os elogios de Peseiro e o aplauso de todos os jogadores.

(+) Os assobios a André na sua substituição. Porque o futebol é isto e tem mais piada exactamente por causa destas pequenas coisinhas. E quem não tiver entendido aqueles assobios, não percebe nada disto ou está tão entranhado na actual falta de valores que não quer saber. De qualquer forma, o sorriso dele disse tudo.

(-) Brahimi. Estou farto, estamos todos fartos, Yacine. Demasiada lentidão nos processos, muito pouca capacidade de ruptura e algum alheamento da partida durante demasiado tempo. Parece já não estar com a cabeça cá e por muito que possa ser extrapolação da minha parte, condicionado que estou por acreditar que vai sair no Verão, não consigo ter confiança nele. Espero que brilhe na final da Taça…e siga o caminho dele.


Ficam a faltar dois jogos até ao final da época. Um a feijões contra o inimigo cá do burgo e outro a sério contra um dos inimigos mais importantes do país. Já não sei o que esperar. Duas vitórias é pedir muito?

PS: parece que houve aqui um problema técnico que fez com que o “Ouve lá, ó Mister” não fosse publicado a horas. As minhas desculpas. Enfim, até o site me lixa…

Baías e Baronis – FC Porto 1 vs 3 Sporting

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Aí dois segundos depois do jogo terminar, as colunas do estádio bombardeavam as pessoas que se iam dirigindo para as saídas com música com um volume que parecia ser superior ao emitido por vários jactos supersónicos, numa (demasiado) óbvia tentativa de cancelar o eventual ruído dos assobios. Mas não houve assobios, apenas cabeças caídas e olhos no chão. Porque já ninguém acredita sequer que esta malta possa vir a mudar de atitude em breve e ninguém fica chocado com estas exibições tão fracas. Ninguém. Nem eu. E isso ainda me deixa mais triste. Notas aqui em baixo:

(+) Herrera. Tentou levar a equipa para a frente e foi dos poucos que o conseguiu, muito pontualmente. Mexido naquela terra de ninguém entre o meio-campo e a defesa, constantemente à procura da diagonal para receber os passes directamente dos defesas ou de Brahimi, que quando esteve no meio procurou várias vezes a corrida do capitão. Somo um penalty bem marcado e um “quase-que-entrava-mas-tinha-mesmo-de-ter-entrado”.

(+) Ruiz. Já tivemos um jogador parecido no nosso passado, que recebe a bola com técnica perfeita, protege-a muito bem atraindo os adverśarios, joga e faz jogar, seja descaído para um flanco ou no meio. Chamava-se Capucho. E jogava de carago. Como este. Raios que o homem é bom.

(-) A defesa. Estou aqui a tentar lembrar-me de uma defesa do FC Porto que me dê menos confiança e não consigo. Talvez um mix dos anos do Jesualdo, com Sonkaya, Stepanov, João Paulo e Ezequias (não sei se alguma vez jogaram juntos e não estou para ir desenterrar os livros do arquivo), ou regressando ao fim do século passado, com Butorovic, Kenedy, João Manuel Pinto e Lula. E daí talvez não. Acho que preferia ver qualquer um desses ícones que não dizem nada a muita gente a liderar a defesa do FC Porto e talvez a evitar que se continue a desfazer em estrume líquido sempre que é pressionada. Com os extremos a ajudarem pouco e o meio-campo a deixar passar tudo, não é tarefa fácil, mas a forma como hesitam quando não têm a bola é assustadora…e quando estão em posse, o medo é idêntico e normalmente dá borrada. Hoje, mais uma má intervenção de Angel no primeiro golo (ele que até nem esteve mal durante o resto do jogo), outra escorregadela de Maxi (E ALHEAMENTO TOTAL DE CORONA, À MINHA FRENTE!!!) e um defesa central que não sabe nem parece querer marcar o seu oponente directo e até o guarda-redes quis hoje ajudar aos bombos. Foda-se se não preferia ver ali o Sereno, que dava noventa a zero a qualquer um deles, em alma e em talento. O Sereno. Sim. Incrível, n’est-ce pas?

(-) Desorganização no meio-campo. Os jogadores do Sporting olhavam para os adversários de hoje e pensavam: bah, peanuts. E era, porque passar por aquele queijo suíço de meio-campo, em que os nossos homens (ratos?) não se entendem e não se coordenam para pressionar o jogador que tem a bola ou qualquer uma das inúmeras linhas de passe que vai criando à medida que progride no relvado. E é tão ridiculamente fácil passar por ali, porque duas ou três combinações simples servem para transformar a pouca consistência do nosso meio-campo numa espécie de gelatina liquefeita. É horrível assistir a um grupo de homens a cederem perante qualquer tipo de ruptura feita pelo centro do terreno, algo impensável para qualquer equipa com mentalidade vencedora e que devia dar direito a chicotada, pelo menos até perceberem o que o treinador quer. Mas aí entramos noutra história…

(-) Peseiro e a falta de tomateira. Poucas coisas me chateiam mais que um treinador sem tomates. A fome no mundo, os refugiados e os mísseis norte-coreanos também me deixam lixado, mas os treinadores sem enchimento para o escroto é daquelas coisas que me furam a alma. Não percebo a postura de Peseiro. Sim, entrou num momento complicado, aceitou ser carne para canhão e tentar reabilitar um grupo de moral desfeita e mal preparado fisicamente. Apanhou com lesões extra, alguns castigos, um plantel mal feito e mal refeito (sem lhe poder tocar) e uma sequência de jogos que nos matou de vez. E agora? O que há a perder? Ainda tem fé nalguma desta malta? Mesmo? Não consigo perceber como é que se permite que o Corona faça tantas vezes o mesmo movimento (vê o lateral a passar ao seu lado, esquece-se que é adversário e deixa-o seguir viagem tranquilamente) ou que Aboubakar remate menos vezes à baliza que o Helton, ou até que o Indi esteja constantemente distraído. O que há a perder, mister? Tem contrato para assegurar valorização de activos? Ou é para treinar e escolher os melhores? Não os consegue incutir mentalidade ofensiva, fibra, garra, vontade de ganhar? Uma, duas, três, oito, quarenta vezes as mesmas falhas e os árbitros é que nos roubaram os pontos? E a alma, mister? E o suor, mister? E onde está a coragem de dizer a um ou a dez dos teus gajos: “Ouve lá, já fizeste essa merda três vezes e se continuas a fazer isso mal é porque estás a fazer de propósito ou então és estúpido. Da próxima sais nem que te tenha de vendar os olhos e partir-te o perónio à paulada.”, ou se o approach tiver de ser outro, mais pacífico, tenta o “rapaz, sem problema, posso sempre vendar-te os olhos e partir-te o perónio à paulada, preferia não ter de o fazer mas se calhar lá vai ter de ser”. Há desculpas para as bolas que vão ao poste. Não há desculpas para quem nem as tenta lá mandar. E bem mais que aos jogadores, havendo culpa para atribuir, eu mando-a na direcção do treinador que é o principal responsável pela atitude e postura em campo. Hoje, foi mais uma vez uma miséria.


É incrível perceber que criámos várias oportunidades de golo, enviámos duas bolas ao poste, obrigámos Rui Patrício a algumas defesas tramadas, tivemos um penalty a favor que na altura me pareceu nítido mas na repetição em casa já fico com dúvidas (admito que o árbitro também as tenha tido mas compreendo que o tenha marcado) e outro que ficou por marcar (curiosamente menos nítido no estádio e bem mais evidente na repetição). E é ainda mais incrível que tenhamos acabado o jogo a ouvir os adeptos adversários a cantar olés. Novamente: chocado? Nem por isso.

Baías e Baronis – Académica 1 vs 2 FC Porto

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Engraçadito, o jogo de hoje em Coimbra. Depois do excelente golo de Pedro Nuno que surge de um exagero defensivo de Maxi e de mais um destrambelhamento da zona recuada do FC Porto, mostrámos vontade de mudar o resultado e o golaço de Ruben ajudou a subir os níveis de confiança. E depois, já na segunda parte, apareceu aquela obra-prima da fortuna, que cá em casa é conhecido como um “golo à Benfica”, em que ninguém sabe como é que a bola entrou, mas conta como os outros. Tivéssemos tido mais alguns desses durante o ano e eu estaria agora em êxtase perante o confronto da próxima semana. Enfim, uma boa vitória. Notas abaixo:

(+) Maxi. O regresso aos Baías para um dos homens mais em foco na primeira volta do campeonato, pela capacidade de luta e de combatividade acima da média da equipa. Esteve todo o jogo a tentar redimir-se da falta que deu origem ao golo da Académica e procurou marcar ou pelo menos assistir para um golo usando todas as formas que conseguiu. Não chegou lá mas ganhou muitos pontos pela maneira como tentou.

(+) O esforço. André Silva e Angel acabaram o jogo agarrados às pernas, cheios de câimbras e com vontade de se esticarem ao comprido no relvado. Se André tem vindo a treinar com os As e a jogar com os Bs, já Angel tem poucos minutos (por um simples motivo: not good enough) e hoje esteve muito esforçado e a fazer o corredor todo durante grande parte do jogo. Gostei do empenho mas particularmente no caso do espanhol terá sido too little, too late.

(+) O golo de Ruben. Que coisa linda de ver. Perfeita intenção de chapelar Trigueira, um toque simples, prático, directo e com a precisão de um arqueiro nos Jogos Olímpicos. Vai ficar na memória dele durante muitos anos porque o facto de ter sido marcado num jogo com tão pouco interesse vai com toda a certeza ser apagado das nossas, mas valeu a pena ver aquela maravilha em directo.

(+) A união com os adeptos. Gostei muito de ver os rapazes a irem oferecer as camisolas aos adeptos no final do jogo, tal como a presença sempre sorridente de Helton junto dos que nos apoiam em qualquer cenário, junto dos portistas que vibram e vivem o clube como poucos. Fica sempre bem e é muito mais bonito que vê-los a ir para o balneário sem darem cavaco à malta que tantos quilómetros faz só para os ver. A repetir.

(-) A cobertura no meio-campo. Cada contra-ataque da Académica, fossem dois ou cinco homens a correr pelo relvado fora, era assustadoramente produtivo na forma como chegava com tanta facilidade à área e acabava quase sempre com um remate. Não percebo a maneira displicente como os dois médios permitem que haja tanta rotação de bola perto da baliza e é só olhar para os jogadores do FC Porto para percebermos a incapacidade de meter o pé em luta directa com o adversário, esteja em 1×1 ou em 3×4 ou qualquer outra combinação que se lembrem. Ah, e continuo a não gostar de ver Danilo a central, apesar de perceber a opção e achar que no papel pode funcionar muito bem. No relvado…espero por melhores dias e por maior entrosamento e percepção que aquele lugar não pode ser desempenhado da mesma forma que quando joga um pouco mais à frente…


Encaro os jogos como treinos depois das declarações de Pinto da Costa e aguardo pacientemente pela final da Taça. Para terem uma noção, nem o jogo da próxima semana me está a entusiasmar tanto como noutras épocas…