Na estante da Porta19 – Nº12

Nasci para o futebol em grande parte devido a este jogo. Ou melhor, ao jogo que o antecedeu, criado pelos mesmos rapazes, os irmãos Collyer, que se decidiram a desfazer a vida de milhões de pessoas por esse mundo fora com o vício que meia dúzia de linhas de um mero programa de computador conseguem criar na mente de tanta gente. “Football Manager Stole My Life: 20 Years of Beautiful Obsession” é uma boa forma para os seres que não se deixaram possuir por este demónio dos jogos de computador, este ecstasy que me deixava noites sem dormir enquanto perseguia o sonho de ser campeão europeu com o Olympiakos, de subir de divisão com o Gondomar ou de ser dominador da Eredivisie com o PSV Eindhoven. Entre tantos e tantos jogos, temporadas, aquisições, nomes de jogadores que passaram pelos meus olhos e que tentei procurar no mundo real (e descobri, tal como os gajos do livro), clubes que aprendi a amar como o Newcastle e a Sampdoria, mas acima de tudo foram as emoções, a alegria e a desilusão que me fizeram rir, chorar, saltar, insultar e aplaudir. Sozinho, numa única sala, como a grande maioria dos intervenientes neste livro. Imperdível!

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11 comentários

  1. Que vicio! Eu sinto-o em cada celula do meu corpo. Agora com 34 anos olho para tras, para os tempos emque ainda se estreava no mercado o Championship Manager em que qualquer equipa que jogasse num 343, com tres centrais activos ganhava qualquer jogo. Vejo-me agoracom 34 anos, revejo na minha memoria as discussoes enormes com a namorada sobre o negligenciar da relacao, sobre o nunca ter acabado uma carreira, sobre as suas impressoes acerca da enorme estupidez que era no seu entender eu perder horas com o editor para criar o meu clube sem jogadores, sem treinadores, apenas infraestruturas,a comecar do zero… Retirava o clube mais fraco da ultima liga portuguesa para editar o meu magico Yulian Putsynaya, fazia-me presidente vitalicio e la ia eu a conquista do mundo. Raramente vencia um campeonato, mas as apostas nos jovens que depois vinham a conquistar lugares em equipas europeias de topo era um orgulho enorme para mim. Hoje em dia ainda me esquivo a uma ou outra obrigacao de adulto, homem quase casado, quase pai de familia, para instalar a ultima versao que comprei, a de 2011. Atiro-me a comprar o Jackson Martinez por 2.5M, o Vladimir Yurchenko a borlix, o Witsel para o centro do meio-campo, despacho os fracos, invisto em camadas jovens de peso, e la vou eu a conquista do mundo outra vez. Desta vez e que vai ser, digo eu entre um grande golo do Falcao e as migalhas de pao na minha barriga que ainda nao esta grande mas para la caminha. E vida sem vicios saudaveis nao e vida, e desperdicio.

    1. faço tuas as minhas palavras…porque sinto o mesmo e porque vale a pena viver assim um jogo como tu e eu e tantos outros sentem. qualquer um de nós podia ter escrito aquele livro, garanto…até porque já o li :)

      abraço de outro gajo de 34 anos, quase casado, quase pai de família, mas com a barriga já grande, à homem!
      Jorge

  2. Grande To Madeira, e grande Bruno Ramusga… Espectaculo, pa! Amorim, fizeste-me ir ao bau.

    Lembras-te de um puto de 17 anos, o Valter, esse era um cromo da bola, grande jogador e a custo zero!

  3. meus amigos,

    eu que, sou do tempo do ‘zx spectrum’ e do “match day” (:D), do alto desta miha autoridade (:D), confesso que até na faculdade fiz directas com outros ‘champagnons de route‘ a jogar esse vício, esse jogo do demo (:D).
    (é claro que, para quem de direito, estive sempre a estudar – a melhor forma de conseguir o acesso às provas da UEFA com o muito meu ‘dragon’s legion’ – tal e qual a claque LOD – Legion of Dragon -, na curva da Superior Norte, no místico Estádio das Antas)

    abr@ço
    Miguel | Tomo II

      1. Tou aqui a ver se me lembro do pre-cm para pc. Era um jogo em que compravamos o Giggs ou o Rui Barros… porra esta-me a falhar a memória

  4. Se me permitem, também me junto ao clube dos viciados. (35 anos, já com uma barriguinha tb)
    Numa das versões o meu Sesimbra estava na II Divisão B. Comecei a treinar a equipa, a comprar veteranos e pedindo jogadores emprestados e em 2 anos estava na 1ª (qual Mourinho qual quê), consegui posteriormente ser penta campeão e ganhar 2 ligas dos campeões. Depois quando estava a tentar ser campeão pela 6 vez mas estava em 2º, recebo um aviso do presidente a dizer que estava descontente com o meu trabalho. Despedi-me logo, e fui treinar o FCP :-)
    Aualmente ainda vou jogando ao FM11, nas pequenas pausas entre trabalho, faculdade e filho.
    Mais uma vez pentacampeão, desta vez com o Liverpool, e como já estava farto de treinar em Inglaterra, aproveitei e fui treinar o Real Madrid.
    Sempre gostei de começar por baixo, isto é, treinar as equipas mais fracas e ir melhorando a equipa.
    Todos temos histórias destas.
    cpts

  5. Tenho aqui uma proposta de post Jorge, comecar a reflectir em quem deve sair no final da epoca e porque razoes. Muito sucintamente, mas mesmo muito sucintamente deixo aqui as minhas opinioes:

    Kadu – emprestimo – necessita rodar em algum lado na primeira liga ou no minimo na segunda.
    Quinones – se nao e para utilizar com mais regularidade emprestem o homem, e que ja vai fazer 22 anos.
    Ba – vender, 23 anos e sem arranhar a titularidade, mais vale procurar outro clube.
    Fucile – RUA!
    Izmailov – nao gosto do gajo, nao gosta da idade que tem, nao gosto da atitude, nao gosto da incapacidade de fazer a diferenca por mais que digam o contrario.
    James – E melhor sair. Vai render dinheiro bom e nao me parece que esteja motivado para continuar. Outras situacoes no passado mostraram que os desmotivados que olhavam para outros campeonatos andavam sempre para tras. Nem todos sao o Fernando.
    Liedson – pa, honestamente, nem comento.
    Seba – rodar por emprestimo e obrigatorio.
    Varela – se e para continuar assim chega ao fim um ciclo. Esta mau demais. Sem atitude, sem garra.

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