Um exemplo do que é gostar de futebol

Este senhor acaba de ultrapassar o Málaga na segunda mão dos quartos de final da Champions’ League 2012/2013, com uma vitória arrancada aos pentelhos de Lúcifer. E esta flash-interview representa tudo o que me fascina no futebol, a emoção depois de uma conquista difícil, dura, suada e na altura improvável. É alegria pura, não-filtrada, destilada directamente da cabeça de um homem que viveu o jogo como se estivesse dentro de campo.

Sou um lírico do caralho, é verdade, mas ainda que Jurgen Klopp acabe por ser uma nota de rodapé no futuro do futebol europeu, já me conquistou. Parabéns, pá.

7 comentários

  1. Também vi esta entrevista e gostei imenso! O que o homem riu , e a forma como o fez com uma simplicidade atroz, é empolgante.
    Muito bom. já fiquei contente por o Málaga ter ido com as trouxas: chegou só dois jogos tarde de mais, mas chegou, e depois vejo esta entrevista para quem passar às meias foi como ganhar a Champions e só posso gostar de líricos do caralho..if you pardon my french!

  2. O gajo como treinador e como pessoa (pelo que vejo nas conferencias de imprensa) é fantástico. Nota positiva também para o ambiente que os alemães proporcionaram, simplesmente do melhor que há. Só queria que em vez do Málaga, estivesse o meu clube. Esperemos que para o ano façamos por isso.

  3. Bom, o Málaga também marcou em fora de jogo. E teve 90 minutos para marcar mais golos e defender melhor… Mais 90 minutos na primeira mão para fazer algo mais.
    Este treinador, e toda a reconstrução do Dortmund nestes últimos anos são a prova viva de que uma boa organização pode fazer “milagres”.
    Este é o tipo de treinador que consegue chegar a um grupo de jogadores do Melgacense e fazê-los acreditar que são capazes de vencer. Vencer jogos, vencer títulos, ombrear com os que são teoricamente, melhores. Para além da parte táctica do jogo, para além dos grandes floreados, dos duplos pivôs e das recepções orientadas, das transições rápidas ou em posse, é preciso pegar num grupo de homens e fazê-los acreditar. Ok, os outros têm 3 metros e correm mais do que o Bolt? Então vamos para cima deles e “matá-los”. Exemplo português? Paulo Fonseca… Aconteça o que acontecer, olhamos para ali e vemos jogadores com vontade sempre de discutir com os tais teoricamente melhores… Podem até não ganhar, mas saem com a sensação de terem tentado tudo. Este lado do futebol, sim, apaixona-me. Como me apaixonou ver Fatih Terim fazer a mesmíssima coisa na 3ª feira… Aqueles jogadores, aqueles adeptos, mesmo a perder, acreditavam que era possível! E chegaram lá perto…
    Pena que por cá esta comunhão treinador-jogadores-adeptos aconteça de longe a longe, e sempre quando já estamos por cima. Irrita-me profundamente que 90 % dos meus amigos azuis e brancos tenham passado a segunda-feira a dizer “Hmmm acho que logo o campeonato fica decidido a favor dos vermelhos…” e de ter recebido mensagens logo após o golo do Alan “Vês? o que é que eu disse?”… E no fim “He, o treinador teve uma sorte!”.
    F*da-se pá, o meu avô não andou a passar anos e anos a aguentar o barco, com anos e anos de seca de títulos, a acreditar no clube, nos treinadores, jogadores, a formar esta coisa maravilhosa que é ser portista para esta cambada de snobs, meninos bonitos, que só sabem destruir e criticar quando estamos por baixo (em 2º lugar com 0 derrotas), virem para aqui derrotados antes sequer dum jogo começar. Enoja-me… Por isso, esta filosofia, deste treinador, do seu clube, dos jogadores, de acreditar, e continuar a acreditar, e a gostar disto, mesmo nas marés de derrotas, é a filosofia em que me reconheço! Infelizmente, tirando períodos curtos, não é a filosofia da maioria dos portistas.
    E tenho pena…

    Abraços

  4. Pequena correcção… Não é a filosofia em que me reconheço mas sim em que me revejo! e já agora, em que revejo o Porto! Lutar, lutar, lutar!

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