Para melhor se compreender o hype do mercado de transferências

sacado do Off the Post

Uma simples menção do nome de Luis Muriel, avançado da Udinese, num tweet enviado por Rory Smith, jornalista do The Times, transformou-se rapidamente no nome-alvo para substituir Luis Suarez caso saia do Liverpool.

Acho que vou pedir a um jornalista para tuitar qualquer coisa como: “Estive em Sevilha e vi um gajo muito parecido com o Sereno“, ou “Talvez, mas acho que o Kleber já deu um salto a Vigo uma destas noites“. Pode ser que comecem o rumor que os espanhóis já marcaram voo para o Sá Carneiro para virem buscar os moços.

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Leitura para um feriado tranquilo

  • Maillots de Sport – Newcastle Utd : Maillot spécial Sir Bobby Robson
  • Republik of Mancunia – United fans might make it impossible for Moyes to succeed
  • CFCNet – Great Expectations: Mourinho’s second coming
  • Sporting Intelligence – Premier League’s global game hits landmark 100th different foreign nationality
  • Reflexão Portista – O 4-2-3-1 de Paulo Fonseca…entender o conceito! (I Parte)
  • Reflexão Portista – O 4-2-3-1 de Paulo Fonseca…entender o conceito! (II Parte)
  • Kickstarter – Super Goal Run by Super Rock Games
  • Entre Dez – Passar nas costas
  • In Bed with Maradona – The future of Chelsea? Look to Inter for the real Mourinho legacy
  • PortuGOAL – FC Porto 3-0 Guimarães tactical breakdown
  • Fankurve – Torcida Mertojak vs Torcida Razine [Torcida Kup Final], Croatia (leiam a descrição do post para saberem o que é a Torcida Kup…)
  • Futebol Magazine – Cap, as internacionalizações à inglesa
  • BiBo PoRtO, carago! – Lideramos: FC PORTO 74 versus 69 5LB!

 

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Estou pronto para o início de época

Desde que me lembro que por volta desta altura lá vou eu a uma qualquer papelaria, possuído do espírito de ansiedade pelo iminente arranque de uma nova época de futebol, e adquiro os cadernos com as equipas para o ano que aí vem. E é verdade que com o prolongamento do mercado de transferências até daqui a um mês, o mais provável é haver muitas alterações nos nomes que lá figuram, mas é uma tradição e gosto de a cumprir.

Há dois anos mudei a tradição, não a cortando. Troquei os cadernos d’A Bola, que vinham a ser a minha fonte de informação privilegiada durante tanto tempo, e adoptei os d’O Jogo. O grafismo é agradável, os nomes estão lá na mesma, por isso alio o facto de poder abdicar de dar dinheiro a ganhar a um jornal que está em permanente guerriúncula contra o nosso clube e recebo a informação com o mesmo conteúdo mas de outra forma. Façam o mesmo que eu e cortem com eles. Se não têm respeito por mim como leitor pagante, não ganharão um mínimo nível de respeito como micro-financiador de quaisquer iniciativas, ainda que pontuais e com periodicidade anual. E se forem daqueles que se habituaram às maravilhas da internet e da aparente eternidade de persistência dos milhões de dados noutros milhões de sites com estatísticas, a verdade é que têm toda a razão. Os dados estarão disponíveis em montanhas de sítios diferentes por essa web fora, desde o site oficial do clube (dentro do género, porque insisto que aquilo não é nem de perto um site oficial ao nível do clube que lhe dá o nome) ao site da Liga, passando por estatísticas oficiais da UEFA e de tantos outros sites não-oficiais como o zerozero, o transfermarkt, entre muitos e muitos outros. Os nomes estarão lá, mais ou menos fotografia actualizada, com o cêvê linkado a tudo que é clube do passado do jogador, notícias com crawls permanentes em busca das mais recentes novidades, golos marcados e cartões amarelos exibidos. Esta revista, como as outras, tem a vantagem de tirar uma fotografia ao que existia naquele preciso momento no tempo em que os adeptos estavam, como eu, a clamar por futebol a sério e regressam de forçadas férias futebolísticas para ver os novos nomes, as novas camisolas, recordando ao mesmo tempo a imagem do que se passou no ano anterior.

Acima de tudo, é uma viagem ao passado, pelo menos para mim. É um regresso aos tempos em que debaixo de um calor abrasador, talvez no Algarve ou em Espinho ou em vários outros sítios onde tive a sorte de poder ir passear nos estios que já vivi, enquanto a família dormia uma merecida sesta sob uma qualquer sombra ou no fresco de uma divisão arejada e bem resguardada do sol, lá me deslocava a caminho da papelaria mais próxima, usando o dinheiro que tinha na altura e poupava para poder gastar neste tipo de extravagâncias, e comprava o guia para a próxima temporada. Este ano, com mais algum dinheiro, também poupado para continuar a poder gastar nestas parvoíces, já o comprei. Se não quiserem gastar o dinheiro e optarem por dar um salto a um site de poker ou de apostas da bola, não vos censuro. Afinal eu é que sou o saudosista aqui do burgo.

Por isso venha a bola. Eu, deste lado, estou pronto.

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Treze

Para que o compatriota mexicano não fique triste pela recepção que o colega está a receber, vamos ver também a numeração que antecedeu o agora “13” de Diego Reyes:

 

1995/1996 Semedo
1996/1997 Lula
1997/1998 Lula
1998/1999 Ricardo Carvalho
1999/2000
2000/2001 Jorge Andrade
2001/2002 Jorge Andrade
2002/2003 Nuno
2003/2004 Nuno
2004/2005 Nuno
2005/2006 Bruno Alves
2006/2007 Fucile
2007/2008 Fucile
2008/2009 Fucile
2009/2010 Fucile
2010/2011 Fucile
2011/2012 Fucile
2012/2013 Miguel Lopes
2013/2014 Diego Reyes
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Baías e Baronis – FC Porto 3 vs 0 Vitória SC

foto retirada do MaisFutebol

Welcome back, FC Porto. Agora, bem mais a sério e com um troféu para trazer para casa, que sinceramente não me apela a nível estético mas que vale tanto como qualquer um dos outros dezanove que lá temos prontos para exibir no Museu. Foi um jogo bom, bem conseguido, com pressão alta, dinâmica no meio-campo, qualidade no passe, estrutura firme e estável em campo, lances de golo bem concretizados e outros tantos (vezes três) que ficaram por marcar. Soubemos aproveitar erros adversários à italiana, pressionar alto à inglesa, construir jogo sustentado à alemão e criar lances de golo à espanhol. Somos uma pan-equipa em construção e parece que vamos no bom caminho. Sigamos então para as notas:

(+) Lucho. Perfeito como “10” descaído, a aproveitar as diagonais que o segundo “médio defensivo” ia criando, à medida que o “extremo” fluía para o meio e o jogo se tornava tacticamente mais eclético (daí as aspas nas posições) e suficientemente confuso para o adversário. Assistiu Licá para o primeiro e marcou o terceiro, sempre com uma capacidade de leitura de jogo que já me habituou há tantos anos e mostrou que está fresco, com cabeça e a mandar na manobra da equipa como poucos. Quintero será o seu mais directo adversário, mas com um estilo muito mais head-on, de encarar o contrário de frente, algo que Lucho nunca fez porque sabe que não é vantajoso para si. Joga muito bem, este moço.

(+) Licá. Finalmente, o Licá que eu esperava apareceu e na altura certa. Teve o timing perfeito para acelerar de uma forma imparável para receber de Lucho para fazer o primeiro golo e trabalhou incessantemente para conseguir o segundo ou, no pior dos casos, ajudar a equipa a marcar mais. Mostrou que está mais calmo, mais ciente da responsabilidade que é ser titular numa equipa como o FC Porto, e tanto ele como todos nós temos tudo a ganhar com isso. Já não me lembro de ver ninguém a correr tanto na frente desde que Lisandro saiu para o Lyon…

(+) Todos os jogadores da defesa. Otamendi continua a ser o patrão da defesa e assumo aqui perante todos que acho que ele é o melhor defesa do Mundo na intercepção rasteira. Já disse, está dito. Mangala esteve perfeito, sem inventar, a marcar qualquer adversário com imponência física e controlo de território. Fucile foi dinâmico, entendeu-se muito bem com Varela e Lucho e inclinou o jogo para o flanco direito enquanto teve pernas (e enquanto foi necessário). Alex Sandro esteve certinho a sair com a bola controlada, menos bem no passe mas sempre com noção perfeita do espaço a ocupar e da posição dos seus colegas em alturas de maior perigo para a própria baliza. O Guimarães não criou perigo suficiente, mas a defesa esteve muito bem tanto a atacar como no papel mais tradicional.

(+) O controlo da posse de bola. É assim que uma equipa campeã deve entrar numa época. Mandona, com os galões firmemente cravados na frente de uma metafórica soqueira que usa para ir batendo no adversário (metáforas, mais uma vez, até porque o jogo foi bem calminho) à medida que se vai afirmando como maior e melhor. É em campo que os campeões se fazem, é neste nível de domínio territorial com bola que devemos sempre entrar em campo, aniquilando os jogos logo de início para gerir a posse de bola até ao fim com os ritmo que nós quisermos impôr. Deu-me gozo ver o jogo, palavra.

(+) O público. Estupendo o apoio dos adeptos portistas mas também excelente a claque do Guimarães. É muito raro poder elogiar algo que venha de Guimarães por razões históricas, mas ponho de parte o meu preconceito, como deveria fazer muito mais vezes, para dar os meus parabéns à atitude, ao apoio constante à sua equipa, à atitude na altura da entrega da Taça tanto pelos adeptos como pela própria equipa adversária. Foi bonito de ver e gostava que fosse sempre assim.

(-) O Guimarães, à porta da Europa League. Não sei, como ainda ninguém sabe, qual vai ser a sorte destes rapazes na Europa…mas com erros deste tipo e com uma estrutura defensiva tão estável como um pedaço de manteiga ao sol…ou mudam muito ou não auguro grande futuro aos rapazes. Boa-vontade não chega.


No final de contas, o que interessa é o troféu, mas neste caso conseguimos juntar a taça a uma boa exibição e à confirmação que a equipa está no bom caminho e que podemos pensar positivo em relação ao arranque do campeonato. Porque Supertaças há muitas (nós que o digamos) e não contam para grande coisa para lá do número de conquistas oficiais. As Ligas, a lusa e a dos campeões, essas é que interessam.

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