Pimba.



“Você tem a mania de usar essa frase feita que nem foi você que a fez.”

Dias Ferreira em resposta a mais uma imbecilidade de Rui Gomes da Silva, n’O Dia Seguinte de ontem.

A maior parte das vezes que o ouço, Dias Ferreira parece um velho senil daqueles que se vêem nas cidades americanas, a gesticular em cima de uma caixa de cartão clamando pela chegada do Apocalipse.

Mas, muito de vez em quando, aparece uma pérola destas. Genial.

FCP vs Outros-que-não-o-Sertanense!

Limianos para a Taça. No Dragão. Ideias rápidas:

- Se os rapazes ganharem ao FC Porto, pagam-lhes em queijo?
- Por falar em queijo, será que o Walter vai ser titular?
- O Mariano já poderá alinhar? Será que há algum jogador do Limianos que o consegue fintar? Se não houver, valerá a pena aparecerem ao jogo?
- Sem o Farías, vamos conseguir marcar golos a uma equipa três escalões abaixo do nosso?
- Equipa inicial: Kieszek e mais 10 gajos tirados à sorte. Lembro-me do Atlético e do Torreense, mas estarei a ser demasiado optimista?

Memória Azul – Nº 5 – Kostadinov e Van Gobbel

foto retirada da Record “Taças Europeias 1993/1994″
Emil Kostadinov em luta com Ulrich Van Gobbel na primeira mão da 2ª eliminatória da Champions’ League, jogo disputado no Estádio das Antas a 27 de Outubro de 1993, que o FC Porto venceu por 1-0, com golo de Domingos. Quem viu este jogo lembra-se de certeza da verdadeira batalha campal que se travou, com os jogadores do Feyenoord a distribuirem lenha por tudo que era azul-e-branco. Quem viu pela RTP ficou indignado pela intensa menção a uma eventual agressão de José Carlos, então central do FC Porto, a um adversário holandês, levando a que o jogo da segunda mão (também famoso pelo transatlântico que Ivic fez parar em frente à baliza) fosse disputado num ambiente infernal na “banheira” de Roterdão. O 0-0 final deu-nos a passagem para a fase de grupos da Liga dos Campeões. Uff.

Baías e Baronis – FC Porto vs Olhanense

Foto retirada do MaisFutebol

Um jogo fácil que a equipa soube tornear com simplicidade de processos e com uma primeira parte que arrasou a equipa do Olhanense. O Daúto gosta muito destas estratégias de fechar o meio-campo com uma barreira de 11 jogadores em 30 metros (entre a área e o meio-campo) e apesar de se terem notado algumas dificuldades na transição entre a defesa e os médios volantes, tal era a quantidade de gajos de vermelho e preto nessa zona, o FC Porto conseguiu criar várias oportunidades de perigo e chegou ao(s) golo(s) sem problema. A segunda parte…bem, é só olhar para o último Baroni. Vamos a notas:

(+) Fernando Todo o estádio ficou a segurar a respiração quando o viu deitado agarrado à coxa. Uma lesão nesta altura pode ser prejudicial à estrutura do meio-campo que tem em Fernando a garantia de segurança no controlo do jogo e da posse de bola. Quase perfeito na rotação entre os dois colegas mais volantes, o que mais surpreende a quem tem acompanhado a evolução deste puto, é a capacidade de subir com a bola controlada que tem vindo a mostrar. Podia aprender a rematar melhor e tornava-se num jogador ainda mais completo. É imprescindível e está em grande forma.

(+) João Moutinho Continua a falhar poucos passes e a jogar com uma inteligência acima da média. Vê na perfeição o posicionamento dos colegas em campo e está a trocar muito bem a bola e a posição com Belluschi. Como Helton e Fernando, é imprescindível no actual esquema de Villas-Boas porque joga e faz jogar, sempre com segurança e calma.

(+) Otamendi Para primeiro jogo, não esteve mal. O Baía é acima de tudo pelo golo marcado e pela união que a equipa mostrou à sua volta nos festejos. No resto do jogo não esteve mal mas teve algumas hesitações que podem custar caro à equipa. Não é alto mas é rijo e pareceu-me bom e seguro no 1×1. Acima de tudo .

(+) Hulk É quase impossível de parar quando arranca em velocidade e usa o corpo para ir ao choque. Na primeira parte teve quatro ou cinco acelerações que lixou a vida aos algarvios, que tentavam de tudo para impedir o avanço do brasileiro. O golo foi merecido mas um remate alguns minutos antes foi extraordinário na força que levava. Se fosse à baliza, Moretto não teria hipótese. Porra, acho que quatro Morettos não tinham hipótese.

(+) Moretto Um Baía, perguntarão?! Sim, um Baía. Um Baía porque Moretto é uma anedota e põe a malta na bancada a rir, o que é sempre bom. A hesitação, a falta de controlo na baliza, o mau posicionamento e a forma como não sabe pontapear uma bola são tudo componentes da inépcia deste rapaz. Moretto faz o Kralj parecer o Yashin e não entendo como é que alguma vez estivemos interessados nele…

(-) Álvaro Pereira Hoje, ao vê-lo a jogar, só me vinha à cabeça um nome: Rubens Júnior. Quem se lembra de ver esse rapaz a vestir a nossa camisola, recorda-se da incapacidade de colocação defensiva decente, dos cruzamentos sem grande pontaria e de inconsequentes correrias pelo flanco esquerdo. Era daqueles rapazes que não se sabia muito bem se era defesa-esquerdo, extremo-esquerdo ou burro. Não estou a gostar nada de Álvaro esta temporada, apesar dos elogios que vai recebendo da imprensa, que não entendo. Está muito longe da forma do ano passado e começo a pensar que precisa de parar um pouco. Aposto que os produtos que usa nos 47 penteados diferentes que já mostrou este ano (que não critico, que faça o que quiser com a trunfa) estão a ser absorvidos e a entrar na corrente sanguínea. Enfim, tem de melhorar muito.

(-) Falcao Continua a falhar golos a mais. Hoje teve pelo menos 3 oportunidades de golo quase feito que não conseguiu empurrar lá para dentro e está, muito à imagem de Cardozo, a perder muito em relação à época passada. Se em 2009/2010 não seria preciso apoiá-lo com muitos jogadores porque apesar de surgir muitas vezes sozinho no meio dos centrais, Falcao normalmente resolvia. Este ano ainda não o faz e a equipa sente. Se Hulk não estivesse em tão boa forma…

(-) Relaxar cedo demais Mourinho costumava dizer que uma equipa controlava o jogo quando, mesmo que não tivesse a bola, impedia o adversário de fazer qualquer coisa de produtivo com ela nos pés. Foi no fundo o que aconteceu durante a segunda parte, quando o Olhanense começava a subir no terreno e o FC Porto ia recuando mas não os deixava chegar muito perto da área. Assim sendo, o jogo tornou-se mais chato e menos corrido como na primeira parte e os adeptos não gostam, como é normal. Se na grande maioria dos jogos este factor de diferenciação tinha ocorrido ao contrário, onde as primeiras-partes tinham sido menos afoitas e eficientes que as segundas, hoje foi ao contrário. Fez lembrar alguns jogos de Jesualdo, com a diferença que não entrou nenhum golo na nossa baliza. E a única diferença foi essa.

Mais uma voltinha, mais uma vitória, mais uma exibição segura. O adversário não metia medo (se acabarem em lugar europeu prometo que bebo uma jarra de vodka de penalty) mas podíamos ter vencido com uma margem mais confortável se não houvesse preocupação excessiva com o descanso. Parámos cedo demais e apesar do jogo estar contr
olado, a malta gosta de ver mais ataques, mais golos e melhores jogadas. Não é que seja merecido, mas um 4-0 sabe muito melhor do que um 2-0. Siga para a Bulgária!