Alex quem? Por quanto?!

Se “A Bola” tiver razão e tivermos acabado de gastar quase dez milhões de euros num defesa esquerdo sub-20 brasileiro…o rapaz tem mesmo de ser muito bom. Até haver confirmação oficial não adianta falar muito mais, mas pelo que tenho visto na Copa America, algo me diz que o Álvaro pode estar prontinho a sair…

PS: repararam no ressabianço da forma como a notícia é dada? Parece que estou a ver o gajo que a escreveu a dar socos na mesa com uma mão enquanto carregava nas teclas com a fúria de um Katsouranis injustiçado com a outra…

União de mentes

Sempre tive as minhas dúvidas quanto à veracidade de algumas hipóteses que me lembro de postular, porque a maioria delas são mesmo uma valente borrada, mas acabo por ter a confirmação de uma delas de uma forma mais ou menos inesperada, porque sinceramente pensava que o homem era mais inteligente que isto. Mas ainda assim cá vai: a única coisa que pode acabar por unir os adeptos do FC Porto e do Benfica é o desprezo pelo Rui Gomes da Silva.

E tanto portistas como benfiquistas podem dizer que ele merece, de todos nós e por motivos diametralmente opostos, ser comparado com um monte de fumegante estrume. É uma personagem shakespeariana, daquelas que aparecem lá para o meio do segundo acto e que dizem três ou quatro barbaridades para rapidamente se esconderem atrás dos panos enquanto o eco do Coro passa para o próximo prólogo. É um parvo, um bardo do Asterix, que sofrerá sempre pela boca e só não é amordaçado pelos próprios amigos, como o Cacofonix das histórias do irredutível gaulês (assim uma versão do Platini mas em bom), porque lhes dá jeito ter uma besta a quem podem atirar as culpas quando as coisas correm mal.

Por isso uno-me aos adeptos do Benfica por uma singela ocasião. Começa a cagança do pavão, é verdade. Estarei aqui para bater palmas quando o final do ano chegar e a profecia bacoca não se cumprir. Mas não desesperemos: este naco de carne bolorenta vai sem dúvida arranjar mais uma desculpa para isso.

Mil postas

Aqui há alguns dias atingi uma marca interessante: mil posts.

Não quero começar a discorrer como sei que por vezes tenho a tendência de fazer, mas há várias coisas que gostava de partilhar convosco para marcar a data. Foram mil posts muito diversos, com prosa e poesia, reportagens fotográficas e conversas intelectuais, insultos variados e análises tácticas. É curioso perceber que a forma como tenho encarado o blog é diferente do que fiz no início, porque todos os homens vão mudando de opinião ao longo da sua vida e eu não sou excepção a essa bela regra, e quando olho para o que escrevi em Maio de 2009 e reparo no tipo de textos que agora saem do choque desenfreado dos meus remanescentes neurónios, reparo na diferença no estilo e na atitude.

Apesar do site ter muitas categorias, algumas das quais são os pontos mais mediáticos e mais conhecidos (Baías e Baronis e Ouve lá, ó Mister à cabeça, responsáveis por mais de 25% do total dos posts), gostava de puxar a brasa à minha sardinha e de salientar três posts que me são muito queridos: “Ode a Mariano“, “Rui Moreira ou a nobre arte de mandar pró caralho” e “E começam as imbecilidades“. O primeiro porque é um poema e como nunca fui dado ao estilo, surpreendi-me quando vi que tinha ficado engraçado; o segundo porque aborda a temática da imprensa e da defesa dos valores Portistas para o exterior, algo que me interessa muito; e o terceiro, porque gosto de pensar que me coloca ao nível dos adeptos que pensam pela própria cabeça. Se ainda não conhecessem o Porta19 e me pedissem alguns posts para recomendar, era estes que escolhia. Se não concordarem, eu compreendo.

A nível pessoal tem sido uma viagem curiosa. Tem servido para alimentar um ego que nunca foi muito grande, ajudou a retirar ainda mais horas de sono às poucas que já são entregues à almofada, criou uma certa atmosfera de nano-celebridade à minha volta ao ponto do meu próprio chefe se referir a mim como “Porta19”, o que já aconteceu várias vezes, possibilitou o contacto pessoal com muitos e bons portistas, desde malta de outros blogs portistas – Bibó Porto, Carago!, Dragão até à Morte, Reflexão Portista, A Mística Azul e Branca, Mística do Dragão, Revolta Azul e Branca, Dragão Crónico, Tomo II, entre outros – e também criou condições muito especiais para que fosse conhecendo outras pessoas à distância mas com quem parece ter-se criado um elo curioso ao longo destes vinte e tal meses de vida nova: os habituées dos comentários, pessoal interessado e opinativo, que já levou a salutares trocas de ideias sobre muitos posts que escrevi – João Amorim, Ana Luísa, Reine Margot, Manuel Vila Pouca, André Oliveira, penta1975, José Correia, Armando Pinto, Dragão dos Diabos, Ferrone, Fleming, The Blue One, P.Ungaro, Azul Dragão, Paulo Pereira, Romeu Silva, Nelson Machado, Vila, Paulo, Sergio, Hintze, joshua, hmocc, The Blue Factory of Dreams, só para citar alguns dos mais participativos, e até alguns adversários – Paulo, José Luís Carriço, Luís Rosário, Marcelo Silva e muitos outros que contribuiram sempre para bom diálogo e discussão acesa mas inteligente. Não é suposto ser um concurso de popularidade nem um discurso de agradecimento dos Óscares, mas se virem que o vosso nome não está ali e acharem que merecia um heads-up, estão à vontade para me insultar. Um gajo não se pode lembrar de tudo mas se me esqueci, mea culpa.

Acima de tudo, esta brincadeira tornou-se parte integrante da minha vida e permitiu-me evoluir como portista e como pessoa. Obrigado a todos pelo vosso contributo, pelos comentários, pelas visitas e pelas palavras de incentivo. Espero contar convosco para os próximos mil.

Sete…dez…

Acabou hoje o estado de graça de Vitor Pereira. O próximo jogo vai ter transmissão televisiva e como até agora ainda não consegui ver um minuto de jogo corrido do FC Porto, não adianta comentar com grande fervor os resultados dos amigáveis.
No próximo fim-de-semana as coisas serão diferentes.

Na estante da Porta19 – Nº2

Desta vez trago um livro sobre futebol mas não directamente escrito com a mesma perspectiva do habitual. “Fever Pitch” é da autoria de Nick Hornby, que provavelmente já conhecem como o autor de romances que deram origem a filmes como “High Fidelity” ou “About a Boy”, é um adepto do Arsenal desde a pré-adolescência e usa essa devoção (misturada com uma dose cavalar de loucura) como lanterna que o alumia nos tortuosos caminhos da sua vida, desde a infância até à idade adulta. Só tenho pena que termine a história em 1991, porque gostava de ler o que ele teria para dizer sobre o Wenger…mas mesmo para quem não reconheça muitos dos nomes, torna-se fácil perceber que muitos adeptos se vão identificar com o fã que ele é e com aqueles pequenos maneirismos e tiques que nos são tão comuns. Se virem aqui no blog qualquer texto parecido com algum que ele tenha escrito…não é plágio, é mesmo empatia.

Sugestões de locais para compra:

Shout out para o Paulo Pereira que me tinha sugerido o mesmo livro…um dia depois de eu o ter terminado de ler. De qualquer forma obrigado, rapaz, e os meus parabéns pela escolha!