Mercado do Dragão – Verão 2011

Começou a parvoíce das bocas, dos telefonemas e dos teclados a fumegar nas redacções dos jornais enquanto tentam aceder à Wikipedia e descobrir quem é o próximo jogador que viram no Football Manager e que se diz estar prestes a assinar por um qualquer clube. Entretanto, vou actualizando aqui a lista dos nomes que se falam por essa net fora. Desta vez decidi nem sequer colocar fontes. Mas com isto não pensem que vou inventar nenhum nome, apenas vou actualizar a lista tendo em conta o que vai aparecendo em todo o género de jornal, site ou blog, após submeter ao meu próprio bullshitómetro. É que a maior parte das vezes o nível de veracidade está no mesmo patamar, por isso não quero estabelecer distinções e espeto com os nomes todos, sejam ou não verdadeiros. Cá estão os ditos nomes abaixo, por ordem alfabética:

 

ENTRADAS:

– aquisições confirmadas com fundo azul e letras a bold

Andrés Guardado Deportivo Coruña
Angel Reyna America México
Aurelien Chedjou Lille
Axel Witsel Standard Liége
Denis Stracqualursi Tigre
Djalma Marítimo
Eduardo Salvio Atlético Madrid
Erick Torres Chivas
Ersan Gulum Besiktas
Felipe Melo Juventus
Funes Mori River Plate
Ivan Pillud Racing Club
Jorge Balbuena Lanús
Juan Iturbe Cerro Porteño
Juan Manuel Perez Club Sol de America
Kelvin Paraná Clube
Kléber Marítimo
Luis Alberto Nacional Madeira
Maxi Pereira Benfica
Moise Adilehou Valenciennes
Oguchi Onyewu Milan
Paulo Henrique Westerlo
Rafael Bracalli Nacional Madeira
Stefan Savic Partizan
Thibaut Vion Metz
Tiago Atlético Madrid

SAÍDAS:

– vendas confirmadas com fundo azul e letras a bold
– empréstimos confirmados com fundo azul e letras a bold e itálico

Álvaro Pereira Roma, Bayern Munich
André Villas-Boas Juventus, Inter, Chelsea, Lyon, Liverpool
Beto Braga, Nacional
Castro Sporting Gijón, Panathinaikos
Cristian Rodriguez Rubin Kazan, Everton, Lyon, Fenerbahçe, America México
Falcao Roma, Real Madrid, Bayern Munich, Arsenal, Inter, Milan, Tottenham, Dortmund, Atlético Madrid
Fernando Juventus, Inter, Milan, Valência, Arsenal, Lyon, Málaga
Fucile Roma
Guarín Valência, Lazio, Nápoles, Milan
Helton Vasco da Gama, Manchester City, Manchester United
Hulk Manchester City, Manchester United, Milan, Inter, Roma, Atlético Madrid, Bayern Munich, Arsenal, Zenit
James Rodríguez Espanyol, Inter
João Moutinho CSKA Moscovo
Josué Paços Ferreira
Kieszek Cluj
Mariano González Botafogo, Racing Avellaneda, Panathinaikos
Miguel Lopes Bétis, Braga
Otamendi Roma, Málaga
Rolando Juventus, Inter, Manchester United, Wolfsburg, Roma, Liverpool, Nápoles
Ruben Micael Panathinaikos
Rui Pedro Panathinaikos
Sapunaru Roma, Lazio
Tiago Ferreira (júnior) Milan
Varela Manchester City
Walter Panathinaikos

Baías e Baronis 2010/2011 – João Moutinho

Época: Quando ouvi falar da contratação, fiquei surpreso. Foi um amigo que me enviou uma sms, que pela magia da tecnologia atravessou fronteiras e chegou a um hotel em Milão. É brincadeira, pensei. Não era. E ainda bem. João Moutinho fez valer todos os euros que o FC Porto pagou por uma teórica maçã podre, com a inteligência e o espírito de equipa e de controlo das situações de jogo a mostrarem que é um dos melhores jogadores portugueses da actualidade. Idolatrado por alguns, desconsiderado por outros, admito que sou fã porque para além de ter mostrado sempre uma grande humildade e ter criado uma empatia imediata com os adeptos (o que, como sabem, não é nada fácil), João Moutinho incorpora tudo o que gosto de ver num centro-campista que joga na sua posição e com as suas responsabilidades: joga com calma, procura os espaços para passar ou para correr. Se tiver boas hipóteses de melhorar o jogo da equipa com um passe, fá-lo. Se a probabilidade de perder a bola é mais elevada, continua com ela junto aos pés até descobrir uma nova falha na armadura adversária ou roda a bola para trás para outro colega prosseguir a jogada. Se há um Xavi português, ele é João Moutinho. E é do meu clube, o que ainda me dá mais orgulho.

Momento: Estádio da Luz. Sessenta e quatro minutos. João Moutinho pega na bola à entrada da área e desfere um remate seco, forte, directo, colocado, perfeito. O FC Porto arrancava para a primeira grande recuperação da época, enfiando três no bucho do rival na casa dele e assumindo que este ano ninguém nos havia de parar até ao fim da época.

Nota final 2010/2011:

BAÍA

Baías e Baronis 2010/2011 – Castro

 

foto retirada de fcporto.pt

Época: Tenho pena que não tenha terminado a temporada mas concordo que o empréstimo foi a melhor opção. Sou um fã do rapaz, gosto de o ver jogar, com garra, empenho, luta, discernimento competitivo, bom remate e espírito de sacrifício. Jogou pouco mas o que fez em campo deixou-me sempre com vontade de ver mais um pouco. Gostava de o ver integrar o plantel de novo para o ano.

Momento: Deixou boas indicações no jogo da Taça contra o Limianos mas sem consequências de maior. Talvez a vitória no Bernabéu contra o Real de Mourinho tenha sido o melhor momento do ano…

Nota final 2010/2011:

BAÍA

(é tendencioso mas não resisti, critiquem-me à vontade)

Baías e Baronis 2010/2011 – Belluschi

 

Época: Fez uma trajectória contrária à de Ruben Micael esta temporada, invertendo-se os papéis desde muito cedo. Belluschi mostrou todo o talento que tem a jogar ao lado de um elemento que o equilibrava (João Moutinho) mas não se limitou ao jogo ofensivo, porque, meus amigos, Belluschi era sempre dos primeiros a pressionar à frente e a vir recuperar bolas atrás. Mexido, dinâmico e positivamente agressivo, começou a baixar de rendimento com uma ou outra lesão e…apareceu Guarín. A luta que protagonizou com o colombiano foi a mais interessante de várias agradáveis lutas a dois que houve por um lugar no onze, como Maicon/Otamendi, Sapunaru/Fucile ou Varela/James, que começou por ser ganha por Belluschi e depois terminou com a vitória de Guarín aos pontos. Ainda assim foi uma época muito positiva para o argentino que acabou por lhe valer o regresso à selecção. Bem merecido!

Momento: O jogo contra o Spartak em casa. Podia falar do jogo de futebol aquático em Coimbra onde foi dos poucos que soube jogar naquela piscina, ou o 5-0 contra o Benfica com as brilhantes assistências para Falcao, mas escolho este jogo porque apesar de apenas ter jogado 21 minutos, o impacto que teve numa equipa que começava a mostrar algum cansaço e porque foi render Guarín, que dava a força que o meio-campo necessitava. Belluschi, à imagem do que tinha feito na primeira metade da época, brincou com o adversário, rematou à baliza, rasgou a defesa e desfez toda a estrutura pressionante dos russos. Foi digno de aplauso e de homenagem, porque são estes jogadores que fazem a diferença nas alturas em que mais precisamos deles.

Nota final 2010/2011:

BAÍA

Baías e Baronis 2010/2011 – Souza

foto retirada de fcporto.pt

 

Época: Se pudéssemos tirar uma breve fotocópia do que foi a primeira época de Guarín de azul-e-branco, obrigássemos a fotocópia a falar brasileiro e lhe tirássemos alguns anos, tínhamos Souza. Nota-se que o rapaz tem algum jeito e a potência de remate aliada à capacidade física pode ser importante. Mas ainda não é. Ainda não conseguiu mostrar que é solução para o onze titular e acabou por se perder em fintinhas a mais, passes certos a menos e twittadas em demasia. Tem de crescer muito como jogador e alguma coisa como homem para conseguir ser opção para Villas-Boas em 2011/12.

Momento: O golo em Genk. Que tiro, rapaz!!!

Nota final 2010/2011:

BARONI