Baías e Baronis – Marítimo 2 vs 1 FC Porto

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Deve haver um mau-olhado qualquer naquela ilha. Três jogos, zero vitórias e apenas dois golos marcados para quatro sofridos. É isto que levamos da Madeira este ano, um pecúlio tão fraco e em grande parte por culpa própria, porque não fomos o que podemos e devemos ser em nenhum desses três jogos. Se o primeiro jogo contra estes fulanos foi marcado pela falta de eficácia na frente e o encontro com o Nacional nos deixou sem pernas e sem força para reagir à velocidade do adversário, este combinou esses mesmos factores com alguns erros defensivos e uma tremenda falta de criatividade a meio-campo. E mais um ano passa sem conseguirmos vencer este caneco. Não fosse o anunciado desinteresse e começava a ser ridículo. Vamos a notas:

(+) Maicon. Um Baía a Maicon em 2014/2015 é algo que deve ser celebrado porque na maioria dos jogos acabou por hesitar em colocá-lo na lista abaixo do (-) grande ali a meio do post. Mas hoje o capitão esteve muito bem, activo e interventivo na defesa e a subir no terreno pelo lado direito como…Danilo. Interessante ver o calmeirão a furar com alguma velocidade na área contrária, ele que é tão lento a executar na própria área. Há coisas que não se explicam, realmente.

(+) Helton. Sem culpa em nenhum dos golos, foi em noventa minutos o que Fabiano não conseguiu ser numa época inteira: um guarda-redes adiantado, a jogar com os pés com a naturalidade de quem o faz há tantos anos com graus variáveis de eficácia mas sempre com talento e a entregar a bola rapidamente para os colegas prosseguirem o jogo. Por favor continua na baliza, rapaz.

(-) Moles, em vários sentidos. Sinto uma dificuldade tremenda em perdoar a segunda derrota contra os mesmos fulanos. Houve ineficácia na frente, inoperância no centro, infantilidades nas laterais e tremideira na relva. Mas o que houve mesmo foi o que se tem visto desde o início do ano e é algo que não creio conseguirmos superar esta época: quando o meio-campo adversário é mais forte fisicamente, o resto da equipa colapsa. E começa rapidamente por secar os homens que jogam na mesma zona e que se acanham perante adversários mais fortes e mais dinâmicos. Danilo e companhia fizeram o que lhes apeteceu, recuperaram inúmeras bolas e forçaram a que o FC Porto tivesse de recorrer vezes demais a lateralizações e lançamentos aéreos para os quais não temos jogadores minimamente talhados. É fácil inferirmos que a falta de capacidade para criar perigo pelo centro resulta da força do meio-campo do Marítimo, portanto. Junte-se a mentalidade fraca de uma competição que não interessa aos adeptos (nem aos jogadores, infelizmente) e a relativa proximidade do hiper-jogo contra o Bayern e temos uma receita para o fracasso que se viu hoje. Falhámos por culpa própria e os jogadores deviam rever a forma de encarar este tipo de partidas. E estes são os mesmos que venceram em Penafiel ou no Bessa, que lutaram com tudo o que tinham para sacar a vitória com dez contra o Arouca há umas semanas, quase sem pernas mas com coração. Estou convencido que o jogo de segunda-feira contra o Estoril contará outra história, mas a de hoje foi triste por nossa culpa.

(-) Os laterais As jogadas de maior perigo do Marítimo apareceram depois de cruzamentos de Ruben Ferreira do lado de Ricardo e pelas investidas de Marega e de Edgar Costa pelo corredor de Angel. E ambos estiveram mal, desconcentrados e sem a inteligência emocional e competitiva que se exige para um jogador do FC Porto, seja em que competição for. Se Ricardo peca pela contínua inadaptação às tarefas defensivas posicionais (mantenho que assumir que será um lateral direito em condições é utópico e só resulta do facto do rapaz correr muito pelo flanco. O Tello faz o mesmo, querem usá-lo como defesa?) que hoje deram origem ao lance do penalty – que é bem sacado pelo adversário mas que não me deixa dúvidas quanto ao facto de ter existido – já Angel tem de fazer mais. É certinho quando sobe com a bola pelo flanco, mas o posicionamento defensivo, especialmente a passividade com que vê bolas a passar por cima da cabeça como um pirralho de 8 anos num jogo de baseball, é desesperante. Danilo já saiu e Alex pode ir pelo mesmo caminho. Haja mercado, porque estes dois não me dão garantias de poderem dar conta do recado. Hoje, pelo menos, não deram.

(-) Aboubakar Não é Jackson e nunca será. E não pode tentar sê-lo nem podem tentar transformá-lo em algo para o qual não está talhado. Podem, mas esperar resultados imediatos é como sonhar em levar o Messi para Chaves e só porque as camisolas são parecidas esperar que ele lhes passe a bola. Aboubakar é passe e corta, é tabelinha rápida, é velocidade em transição com a bola, é 1×1 em força e em progressão. Não é uma parede que receba a bola, a controle nos pés e a endosse redondinha para os colegas. Especialmente se estiver tão sozinho na frente de ataque e seja obrigado a recuar vinte metros para encontrar um colega. Produção nula do camaronês hoje na Madeira.

(-) Óliver Completamente fora de jogo hoje, incapaz de se soltar da pressão dos madeirenses e demasiado complicado na altura de soltar a bola. Beneficia quando tem um médio que consegue manter a bola na sua posse e ao mesmo tempo progredir no terreno (como Herrera), função que Evandro apenas desempenha a espaços e com muito esforço mas pouca capacidade de abrir espaços para lá dos que ele próprio cria. Pareceu-me fisicamente bem mas falhou o sentido prático do costume.


Abril, o tal mês de todas as decisões, começa mal. E se nos pusermos a jeito como fizemos hoje, pode acabar muito pior. Esperemos que não.

Ouve lá ó Mister – Marítimo

Señor Lopetegui,

Este é o primeiro jogo do resto da tua vida, Julen. Da tua vida este ano. Esta época, pronto. Talvez esteja a exagerar. Não? Vamos ver. Esta é a primeira possibilidade que tens de acesso a uma final que te pode dar um troféu. É certo que é um troféu menor, com tanta importância como o aniversário do próximo jogador do Benfica que apareça na capa da Bola, mas ainda assim é um naco de aço ou ferro ou uma liga metálica qualquer, chapeado a ouro com uma placa a dizer: “ESPAÇO PARA O PATROCINADOR. POR FAVOR, ESTAMOS DESESPERADOS!” no topo. Formoso, elegante e uma bela adição a qualquer Museu.

Balelas. Ninguém quer saber da Taça da Liga a não ser que a ganhemos e mesmo assim não acredito que haja festa na Alameda até mais que a uma da manhã. Mas se perdes, é mais uma competição que desperdiças, mais uma prova que o plantel não é assim tão valioso, que o Danilo afinal já tem a cabeça em Madrid porque já não mete o pé e que o Aboubakar não serve para substituir o Jackson e mais uma enxurrada de “jás” que enoja a verruga do Maxi. A verdade é que é uma borrada que só nos serviu para criar ainda mais antipatia pelo Marítimo, atravessar meio oceano a meio da semana depois de jogos internacionais e cansar os rapazes antes de segunda-feira jogarmos com o Estoril. Pff.

Usa quem quiseres. Dá minutos ao Ricardo, ao Hernâni, ao Evandro e ao Indi, raios, dá a todos os que te apetecer. Por muito que não estejam habituados a jogar juntos, aposto que não fazem pior que a Selecção contra Cabo Verde.

Sou quem sabes,
Jorge

Baías e Baronis – Marítimo 1 vs 0 FC Porto

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Às vezes há jogos destes. Uma equipa passa 5000% do tempo a atacar, tem montanhas de oportunidades para marcar um golo mas é incapaz de atravessar aquela barreira para registar um miserável golinho que possa fazer com que a fortuna deixe de ter alguma coisa a ver com os destinos que se criam e se fazem do rolar de um esférico de couro numa superfície de relva. E a outra equipa, tolhida e recolhida numa falange grega, aparece do outro lado uma única vez e marca. Eficácia quase perfeita. Mas a culpa do resultado ter sido aquele que vêem em cima não é de mais ninguém senão nossa. Vamos a notas:

(+) Quaresma. Foi inconformado com o resultado do início ao fim e nunca deixou de tentar furar a barreira defensiva do Marítimo pelo ar ou pela relva. Nem sempre bem na decisão final dos lances, foi pelos seus pés que nasceram algumas das mais perigosas jogadas de ataque e só por algum azar (e um excelente dia de Salin) não conseguiu marcar pelo menos um golo.

(+) Ruben Neves. Depois do que o vi a fazer contra o Braga na quarta-feira, vê-lo a fazer meia-hora de alta intensidade, aparecendo em zonas adiantadas enquanto segurava o meio-campo (apenas com Óliver ao lado) e tentando o remate que o fizesse repetir o que tinha feito na primeira jornada do campeonato quando marcou ao Marítimo na estreia na Liga…foi mais que evidente que não fosse a maior fisicalidade de Casemiro e Ruben seria titular de caras no FC Porto. Pecou na finalização, infelizmente.

(-) Os golos falhados. Houve tantas oportunidades de engatar para um jogo de goleada que nem faz bem começar a lembrar as bolas que podíamos ter enfiado lá para dentro. Várias defesas de Salin com diversos graus de dificuldade, mas a mais fácil de todas foi uma em que a minha filha, olhando para o guarda-redes do Marítimo no chão depois de agarrar a espécie de remate a metro e meio que Martins Indi executou, com a bola a sair à velocidade de uma tartaruga tetraplégica, disse em voz alta: “nanar!”. Sim, filha, o guarda-redes podia estar a dormir que até assim agarrava aquilo. Unbefuckinglievable.

(-) A construção de jogo demasiado lenta. A opção por Quintero no flanco fez com que Óliver desaparecesse do jogo durante toda a primeira parte e só a entrada de Tello fez com que o espanhol começasse a ter alguma influência na partida. Mas para lá dessa infeliz opção de Lopetegui, que privilegiou a criatividade de dois elementos que flectissem para o centro desde as posições de falsos-extremos, foi na lentidão da construção que começámos a perder o jogo. Uma primeira parte passada em ritmo de treino, com muita bola trocada de lado para lado e pouca incisividade no ataque à baliza. Sabem porque é que o Benfica venceu por quatro e nós não conseguimos sequer lá meter um? Sim, para lá do absurdo guarda-redes do Marítimo que jogou contra eles. É que a forma como o ataque surge rápido e a movimentação dos jogadores se mostra perante uma defesa cheia de pernas com outras pernas em constante movimento e na velocidade do desenrolar das jogadas. Já não é o primeiro jogo em que se nota que há muita posse de bola, muito controlo do meio-campo mas muito poucas iniciativas de ataque vertical com critério de socar a baliza, de a agredir com as forças que todos querem ter e raramente mostram em termos de sentido prático e eficiente. Houve demasiados passes laterais, excessivas brincadeiras com a bola, incessantes pausas para reposicionamento e poucos, muito poucos remates em condições. Aquela frase a que me referi depois do jogo contra o Belenenses, em que um ou outro remate à entrada da área podiam dar em golo, não entrou na cabeça dos jogadores. E o problema é que raramente foi tentado.

(-) Os desnecessários passes longos. Estou a ver o jogo e começo a sentir veias a pulsar no pescoço. Mais uma vez, pela ridícula enésima+1 vez, lá vai Maicon ou Casemiro puxar a culatra atrás e sacar de um passe de 50 ou 60 metros, just for the sake of it. Não percebo se são indicações de Lopetegui, para que uma equipa que quer construir lentamente consiga de um momento para o outro criar um desequilíbrio rápido numa mudança de flanco, mas os actores que desempenham esse papel são de terceira linha porque a bola muito ocasionalmente faz o trajecto adequado e chega ao destino de uma forma correcta. É enervante, palavra.


O campeonato estava tramado e agora ficou pior, independentemente do resultado que o Benfica consiga em Paços de Ferreira. Seis pontos são tramados de recuperar e nove são muito mais difíceis de roubar. Hélas, não podemos culpar ninguém senão os nossos próprios peitos.

Ouve lá ó Mister – Marítimo

Señor Lopetegui,

Não há um jogo que o FC Porto jogue na Madeira que não me faça lembrar dos bons tempos que lá passei de qualquer uma das vezes que estive naquela ilha. Para lá das noites de copos, tardes de copos e até algumas manhãs de copos, a estadia é excelente e recomenda-se com toda a intensidade de um remate do Hulk ou um passe curto do Guarín. Só há normalmente um ponto em que os dias são constantemente transformados em versões badalhocas de um fim de tarde bem passado em frente ao Atlântico com um ou doze copos de poncha no bucho: o estupor do jogo nos Barreiros. Deve ser karma hepático, a punir-me por tanto ter agredido o órgão (sem piadinhas) mas é dos jogos que mais me chateiam durante o ano e a par dos “grandes” e do Guimarães, aquele que antecipo com maior violência emocional e temor pelo resultado que por aí possa vir. Aparece-me tudo na cabeça: os livres do Heitor, os remates do Alex Bunbury, as fintas do Edmilson (o moreno deles, não a nossa loirinha), as defesas do Everton, as movimentações do Gaúcho, as cabeçadas do Van Der Gaag e o Briguel. Só o Briguel. Esse asno. (cuspidela para o chão). Isso.

Sejam quais forem os nomes que apareçam na cabeça de cada portista que acompanha este feudo com o Marítimo desde há sei lá quantos anos, a verdade é que são sempre (ou quase) jogos tramados, digam lá o que disserem as estatísticas. E tu que andas desde o início do ano a dizer que cada merdeira de cada equipa que apanhamos pelo caminho é um jogo de “máxima” ou “alta” ou “tremenda” dificuldade, acredita que este vai ser mais um desses. Ainda por cima pode haver muitos portistas na Madeira mas estou disposto a apostar contigo que a grande maioria dos adeptos do Marítimo não o são. Ou seja, espera ambiente hostil com um português asotacado que não vais perceber nem metade. É giro, acrescenta ao pitoresco local, vai por mim.

Ganha lá isso. Eu apostava num ataque com o Quaresma e o Jackson mas dava uma hipótese ao Ricardo para ver se o Tello rende mais quando vem do banco. E no meio-campo volta a pôr o Casemiro, fazes favor, porque o Ruben ainda deve subir as escadas do autocarro agarrado à coxa.

Sou quem sabes,
Jorge

Baías e Baronis – FC Porto 2 vs 0 Marítimo

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Um Dragão cheio num final de tarde em Agosto é quase uma tradição. Juntam-se centenas de automóveis com matrículas do centro da Europa, mais outras centenas de camisolas novas compradas na loja oficial e mais francês nos ouvidos que quando cá vier o Lille e estamos prontos para um jogo onde o emigrante regressa à urbe que o viu nascer para matar as saudades do clube. A somar a esse típico arranque de época, temos um FC Porto novo, com métodos novos, jogadores novos e uma exibição agradável para começar bem uma temporada que será longa, difícil e onde cada ponto conquistado deve ser saboreado. Gostei das primeiras impressões a sério e ainda que nem tudo esteja bem, já se viu alguma coisa de positivo. Muita, aliás. Vamos a notas:

(+) Ruben Neves. Ouvi dezenas de vezes durante o jogo, em comentários atrás de mim: “17 anos!”. E realmente não dá para notar que o rapaz tem uma idade tão pouco habitual para um titular do FC Porto, porque a forma prática como joga, como recebe a bola e levanta a cabeça para descobrir a melhor opção de passe, como surge em zona de pressão com força e intensidade, mas especialmente como percebe o seu lugar e o que deve fazer em campo, tudo isto seria de esperar de um rapaz um pouco mais velho. Teve uma estreia que aposto não esquecerá e marcou pontos na luta pela titularidade.

(+) Brahimi. Continua a ser um dos nomes que mais me entusiasma de todos os reforços que chegaram até agora (até Clasie aparecer por aí…) pela capacidade técnica que tem e pela forma como a coloca em campo. Prende-se demais à bola, dizem alguns. É verdade, mas também a sabe soltar na altura certa e fá-lo habitualmente depois de retirar um adversário do caminho e de furar por entre outros dois. A posição de falso extremo serve-lhe bem para que possa agir como um…falso-interior, aproveitando a subida do lateral, que lhe facilita a abertura pelo flanco para que possa ziguezaguear pelo meio como parece gostar. Que continue assim, é o que desejo.

(+) Quaresma. O capitão (ainda é estranho chamar-lhe isso) esteve bem, menos exuberante que o argelino do outro lado mas prático e acima de tudo a jogar para a equipa, sem exageros individuais, sem que estivesse apenas focado em fazer o que lhe apetece. Quaresma é assim, bipolar, e nunca iremos entender se é este o verdadeiro Quaresma ou qualquer dos antigos Quaresmas que já vimos em campo tantas vezes e que nos enervou em dezenas de jogos. Hoje, gostei de o ver a ajudar os colegas e a trabalhar em conjunto.

(+) O passe e a recepção. Atrevo-me a dizer que é talvez a maior mudança do que se viu no ano passado, mais que a ausência de um trinco duro e exclusivamente defensivo, das não-subidas dos laterais e da camisola da Warrior: este ano, há talento. E muito, porque viu-se uma quantidade de transições com mudanças de flanco a quarenta metros com a bola a ser colocada nos pés do homem que a recebe e o receptor…de facto recebeu a bola e não a tentou controlar com dois pés no ar e uma cesta de pelota basca. Aproveitar o talento e a capacidade técnica de jogadores como Óliver, Brahimi e Casemiro é a tarefa do treinador, mas nunca se poderá queixar dos jogadores que tem à sua disposição. Ou, pelo menos, não o pode fazer alegando que são toscos.

(-) A tremideira no arranque a partir da baliza. Ora então o FC Porto começa as jogadas a partir da baliza através dos seus defesas centrais, não é? Toca a colocar dois grandalhões a tapar o espaço. Some-se um guarda-redes nervoso, laterais quase no meio-campo à espera da bola e um público enervante de tão pouco compreensivo que é…e temos uma receita para desastre como não se via há que tempos. Mas a verdade é que foram cometidos vários erros a meio da segunda parte que podiam ter sido complicados de recuperar. E acima de tudo o que mais enervou os adeptos foi a incapacidade de conseguir sair de uma pressão alta de uma forma prática (algo que foi melhorando à medida que o tempo ia passando), quanto mais não fosse através da melhor forma de se livrarem de problemas: tudo para a frente e biqueirada para diante. Não o fizeram e eriçaram o pelinho de muita malta. A rever.

(-) Muitos buracos no meio-campo defensivo. O Marítimo só se atreveu a ser…atrevido porque viu que se formavam espaços com demasiado…espaço (perdão) entre o meio-campo e a defesa portistas, por onde poderiam passear alegremente sem que fossem contrariados. E se é verdade que a pressão alta é útil para empurrar o adversário para trás e o forçar a cometer erros, também é verdade que sem cobertura adequada se torna muito arriscado de colocar em prática…


Um jogo, uma vitória. Não conto chegar ao trigésimo-quarto e continuar no mesmo ritmo, mas fiquei com boa moral e a sonhar em ver estes rapazes entrosados, porque em dia bom…oh yeah, parece que podemos mesmo vir a ter uma equipa este ano.